Only You
9 Ele não esta morto
Notas iniciais
Ooii gente! Desculpem a demora!
Esse capitulo não ficou tão grande quanto a Leticia profetizou no capitulo passado, mas ta bom!
E este capitulo tambem não é nenhuma surpresa, mas ta legal.
Tem um aviso nas notas finais. ENTÃO LEIAM!
Boa leitura!!
POV Emily
A viagem até Los Angeles foi… Rápida. Não enfrentamos nenhum mostro, nem nada. O que me assustava. Talvez por nos deslocarmos rapidamente eles simplesmente não conseguiram nos pegar.
Tive que insistir para pegarmos um quarto de hotel, já que Agatha estava uma pilha de nervos e a bipolaridade dela estava aumentando cada vez mais. Hora ela estava quieta, chorando e super frágil. Depois ela só sabia me dar patadas e ficar reclamando. Aí, mais tarde, ela esta sorridente e aliviada. Então ela já era mais do que uma pessoa bipolar.
— Agatha, quer alguma coisa? – Perguntei através da porta do banheiro. Lá de fora podia ouvir seus soluços. Senti um aperto no coração. A ultima vez que a vi daquele jeito foi quando a alça da primeira bolsa dela arrebentou… Mentira. Ela estava bem pior do que daquela vez, o que me deixava aliviada e saber que ela realmente amava ele e estava enfrentando tudo isso pra dar paz tanto a ela quanto a Jake, já que duvido muito que ele estava sendo um morto-feliz por pensar que tudo o que os dois tiveram não passaram de palavras.
Agatha abriu a porta do banheiro e estava com os olhos inchados e vermelhos.
— Será que isso vai mesmo me fazer feliz? – Perguntou.
— Não. Na verdade acho isso insano e maluco, porque você esta correndo contra as leis naturais. Mas acho que vai lhe possibilitar um pouco de alivio, sabe?
Ela assentiu e foi arrumar sua mochila.
— Tomara que esteja certa. – Ela respondeu. – Esta pronta?
— Não quer descansar um pouco? – Insisti.
— Quero acabar com isso logo. Não só por mim quanto por você. Sei que não esta feliz por estar indo a caminho do Nico…
— Estou fazendo isso por você. – Interrompi ela antes que seu discurso começasse. – Sabe, eu estive com ele.
Agatha deixou a mochila cair em cima do pé e xingou em grego pela garrafa de néctar que parou em cima de seu pé;
— Olha a boca. – A repreendi.
— Que história é essa? – ela indagou.
— Quando estava procurando você no dia em que recebemos a noticia do você sabe o que. Ele disse que não podíamos ficar juntos. Me pareceu sincero… — Contei. – E quando o acusei do que você sabe o que ele ficou…
— Ofendido? – Agatha adivinhou.
Simplesmente assenti.
— Emily, o que ele quis dizer sobre não poderem ficar juntos?
— Não faço a mínima ideia.
— Vai perguntar a ele?
— Não faço a mínima ideia. – Eu balancei a cabeça, mas antes que o assunto morresse, eu resolvi perguntar. – Acha realmente que foi ele que…
— Não faço a mínima ideia. – Ela interrompeu indo em direção a porta.
A segui em silencio. Na frente do hotel ela me deu a mão e nós começamos a caminhar até o Inferno… Uau! Isso é tão irônico. Pena que é exatamente assim.
Caronte acabou nos levando de graça, já que eu sou filha de Persefone. Me lembrava de pouca coisa desde a minha ultima viagem até ali. Mas tudo me era estranhamente familiar.
— Se lembra do caminho não é? – Agatha perguntou enquanto descíamos do barco. Ela estava toda arrepiada e parecia até enjoada.
— Sim, Agatha. Eu sei o caminho. E você esta bem?
— Estou no Inferno. Tem coisa melhor que isso?
Nós começamos a andar em direção ao Palácio de Hades, que não era nada perto. Nós andamos por quase uma hora até que convenci Agatha a descansar.
- Eu vou precisar falar com Nico. – Ela disse receosa. – Eu estou pensando e… Acho melhor falar com ele do que…
— É um risco e tanto o que estamos fazendo – Eu a ignorei. As punições que Hades nos daria por estar fazendo isso vieram a minha mente. Ele podia nos jogar no Tártaro. Nos colocar sob uma ilha…
— Emily, só preciso que me mostre onde ele fica. Não precisa ir comigo… Já lhe causei muitos problemas, não acha?
— É a terceira porta no corredor do segundo andar. Mas eu vou te levar até lá. Ainda não sei se ele é uma boa opção…
— Emily, sinto muito, mas é ele que vai poder me dizer pra onde o Jake foi. Preciso falar com Jake uma ultima vez e Nico é a minha melhor opção. Sei que sabia disso quando veio comigo até aqui. Se não quiser continuar, eu entendo. Mas… — Ela suspirou e deixou a frase morrer.
Aquilo era o que eu tentava evitar pensar. Que seria obrigada a vê-lo. Imaginava se não poderia simplesmente ir até o Elísio ou os Campos de Asfódelos… Mas no fundo eu sabia que eu não corria risco de ver Nico. Eu iria vê-lo. Era a única maneira. Mas ainda sim, se Hades nos pegasse…
— Hades não vai gostar disso. — Pensei alto demais.
— Então, que me mate. – Agatha levantou e colocou a mochila nos ombros.
Ótimo! A Agatha voltou!
— Você é minha irmã. Não vou te deixar na mão. Nem mesmo por medo de ver Nico novamente. – Eu levantei e a acompanhei.
Nós seguimos até o palácio de Hades e assim que a porta se abre algo já me parece estranho. Hades não esta lá pra tentar me matar. Nico é quem esta nos esperando. Na verdade ele não parece estar nos esperando, porque dá um pulo e nos encara. Seus olhos cercam os meus de forma triste e melancólica. Eu encarei aquelas miniaturas do Tártaro enquanto sentia meu coração bater forte. Parecia que ia sair pela minha boca e uma onda de adrenalina tomou conta de meu corpo. Todas as minhas células trabalhavam para me jogar em seus braços e não sair dali nunca mais. Mais ainda sim, meus olhos viram nos dele o que aconteceu. A lembrança do meu Chalé pegando fogo… E era para eu estar lá dentro se eu ticesse seguido seu conselho. No lugar da adrenalina o horror correu por minha espinha. Aquelas lembranças horrendas me dominaram… Mas aí, naqueles mesmos olhos eu o vi me beijando. Eu o vi sorrindo pra mim, me observando como se eu fosse uma pedra preciosa e única. Uma coisa que ele queria desesperadamente, mas não podia ter. Olhando em seus olhos, eu me senti confortável. Como se aquele seu simples olhar me aquecesse. Mas, então, ele o desviou com frieza e logo as lembranças e as sensações boas e más lutavam dentro de mim.
- O que estão fazendo aqui? – Ele perguntou olhando para Agatha.
- Quero falar com Jake. – Ela respondeu na mesma hora.
Respirei fundo, tentando me manter sob controle da minha mente.
— E o que estão fazendo aqui? – Ele perguntou de novo.
— Não me faça responder. – Agatha revidou em um tom ameaçador. O mesmo tom que ela usava quando eu pegava suas bonecas, só que um pouco mais medonho e verdadeiro.
Nico franziu o cenho, intrigado. Olhou de Agatha para mim e bufou.
— Vocês acham que Jake esta morto? – Ele perguntou enquanto entregava um papel para um esqueleto.
— Claro que esta. – Respondi com frieza excessiva, o que mexeu com Agatha.
— Não esta, não. Acha que eu não saberia se meu melhor amigo estivesse no Mundo Inferior? – Em outras palavras morto.
Agatha deu um pulo.
— Oh, santo Zeus! Ele não esta morto?! – Ela quase gritou.
Nico sorriu. Aquilo me fez sorrir também. Como isso ainda podia acontecer?! Argh!
— Agatha, eu acho que sinto muito, mas não ele não esta morto. E por que ele estaria?
— Oh, meus deuses! – Agatha começou a chorar e tremer. – Ele não esta… Ah, acho que isso me deixou um pouco tonta. – Ela fechou os olhos e parou de saltitar.
— Aconteceu uma explosão, Jake e mais um semideus que ele iria resgatar, se não me engano, acabaram… “Morrendo” – Fiz um sinal de aspas enquanto explicava a Nico. – Encontraram o bracelete de Jake…
— Aquele que vira espada? – Nico perguntou.
— Sim. – Respondi. – Quíron disse que procuraram pelo corpo, mas devia ter se esvarrido na explosão. Encontraram todas as coisas dele. Ninguem tinha esperança.
Nico estreitou o olhar e se virou para Agatha que continuava de olhos fechados.
— E aí a senhora Loucura resolveu vir até aqui para namorar ele, é isso? – Ele perguntou indignado.
Agatha olhou pra ele perplexa.
— Claro que não, seu idiota. Por algum motivo desconhecido eu briguei com ele e nós terminamos…
— Novidade…
— … Eu o mandei pra tudo quanto é lugar e pedi pra me esquecer… E ele “morreu”. Eu não aguentei o peso na consciência. – Agatha terminou envergonhada.
— Por que isso não me impressiona? – Nico perguntou.
— Talvez porque eu seja a Senhora Loucura e… — Agatha arregalou os olhos e começou a tremer novamente. Dessa vez não era por causa da felicidade.
— Será que tem como você arrumar uma cadeira pra ela? – Perguntei a Nico.
Ele se virou para um esqueleto que passava e deu a ordem. Dois segundos depois o esqueleto estava na nossa frente com duas cadeiras acolchoadas e confortáveis.
— Obrigada. – Falei enquanto obrigava Agatha a se sentar. – O que foi Agatha?
— Emily… Se ele não esta morto… — Ela engoliu seco. – Pode estar acontecendo coisa pior que isso. Se… Se…
— Agatha, calma. Nós vamos acha-lo. E nada é pior do que morrer. – Falei.
— Bem, — Nico interveio. – Se ele estiver sendo torturado por algum Sarcedote de Helius por vingança ou estiver nas mãos de Quione, eu acho que morrer seria a melhor opção.
Agatha começou a soluçar. Olhei perversamente para Nico.
— Você não esta ajudando.
— Desculpa.
— Preciso encontra-lo. – Agatha disse firmemente controlando suas lágrimas. – Chorar não vai adiantar. Preciso encontra-lo e… Falar com ele. E ele não vai morrer.
Tive a impressão de que ela estava falando aquilo mais pra si mesma, sabe? Mas isso era realmente bom. E até eu já estava um pouco mais feliz, se não tivesse Nico na minha frente.
— Bem, acho que temos uma missão não oficial aqui. – O filho de Hades falou. – Vou ajudar vocês a encontra-lo.
Notas finais
Olha, a Leticia esta em semana de provas, o que significa que ela não vai poder escrever. Eu tambem não estou tão livre assim, mas eu vou escrever pra não deixarem vocês esperando muito tempo. Talvez domingo ou segunda eu poste um novo capitulo, ok?
Então, já que eu sou boazinha... MANDEM REVIEWS!
Se eu receber pelo menos cinco, vou ver se posto mais rápido, ok?
Beijinhus amores!
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