Only Us
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Luna tinha certeza absoluta de que os vizinhos não ouviriam os gritos. Ela mais torcia do que esperava. Mas agora já estava feito: Neville estava nu e coberto por cordas em uma cadeira de madeira do outro lado da sala. Ele a olhou com algo estranho, um misto de excitação e vergonha. Ela olhou para ele quando corou.
–Oi — Ela disse serenamente.
E ele não respondeu. A mordaça apertava seus lábios.
Debaixo da meia-calça quadriculada ela tirou um pedaço de corda e o olhou feliz.
Nesse momento ele corara como um tomate.
–Sei o que deve estar pensando — Disse suavemente — Mas vai ser bom, eu prometo.
Então ela caminhou até estar a meio metro dele, olhou-o predatoriamente. Ao olhar pra cima ele se viu em uma situação diferente, ele estava mais baixo, e só agora repara o ar sério que ela tinha ao sorrir desta maneira. Sentou sobre seu colo, uma perna em cada lado, e um gemido foi contido pelo pano em sua boca.
– Na verdade, sempre quis fazer amor com você desse jeito — Ela sorriu — Prefiro ter você assim.
"B-Bem, eu também" Ela o ouviu murmurar e seus olhos se encontraram. Não foi de propósito, morria de medo que a machucasse. Mas ao mesmo tempo ele queria que o machucasse, mas do jeito bom.
Ela tirou sua mordaça enquanto seus olhos estavam fixados. Jogou a mordaça sobre o próprio colo e sentiu que Neville não suportava mais esperar. Ela sempre soube isso, até quando estavam em algum bar e ele a olhava daquele jeito. Seus olhos mostravam o desconforto, talvez seja por isso que algumas pessoas não o deixassem participar de suas vidas. Não que Neville fosse feio, mas ele era um livro de capa feia: Você precisava abrir – participar da sua vida – para saber quão incrível ele era — é. De repente seus lábios se juntaram em um beijo ávido, e quando se separaram em um suspiro Neville não deixou um segundo até que retomasse sua língua na dela. Precisava dela como precisava de ar.
Mas de repente tudo parou.
Luna caiu para trás e mordeu o lábio, em seus braços uma enorme queimadura se estendia até o cotovelo. Neville franziu o cenho e entrou em pânico. Seus braços já estavam marcados com a força que tentava se libertar para agarra-la e mostrar que ninguém poderia o segurar. Mas dessa vez foi pessoal. Ele se livrou rápido das cordas e, ainda nu, segurou-a em seus braços. Correndo pelo corredor.
Uma vez estavam em um bar, enterrados na cadeira. Quando de repente, Luna quis dançar. Neville sabia dançar, mas sua menina – por outro lado – achava que sabia. Ele tinha um pouco de vergonha – as vezes – simplesmente queria que ela só dançasse para ele. Só para ele.
Ele fez o olhar que sempre fazia involuntariamente quando queria ir embora. E ela foi, sem perguntas. Com as mãos nas dele e colados por conta do frio.
Os passos no gramado se espalharam, e, como saiam de um bar trouxa, eles colocaram o carro á alguns metros da casa nova, perto do rio.
–O que há de errado? – Ela perguntou antes que ele esboçasse qualquer sintoma de desconforto. Só por conta do acontecimento no bar.
Ele a olhou nos olhos brilhantes, e na escuridão ele só via isso que as bochechas coradas de cerveja.
–Nada – Deu de ombros.
–Nada?
Ele respirou fundo, largou sua mão e deu meia volta, entrando no carro. Colocou em um volume alto o primeiro CD que achou. Foi até ela em passos leves enquanto ela o encarava com curiosidade e colocou suas mãos em sua cintura.
–Eu vou te ensinar a dançar.
Sem mais perguntas ela apoiou sua cabeça em seu ombro e se aconchegou em seu longo casaco.
O lago congelado reluzia com eles passaram por cima dele sem perceber. Simplesmente inebriados pelo contato um do outro. E quando as quatorze músicas acabaram e Neville deixou-a tirar os pés dela de cima dos seus para que ela dançasse sozinha, ele percebeu algo diferente do comum. Casais comuns se declarariam, mas Neville e Luna não eram um casal comum. Por isso, neste instante ele percebeu o quão sexual poderia ser o seu relacionamento, e que seria perfeito por que eles não eram. Mas eles se esforçavam, e seria perfeito por, matematicamente, um mais um ser igual a dois. Simples assim.
Sem se importarem com o local e o frio, eles deixaram a noite fluir com mãos e abraços, até que acordassem embolados no carro velho.
Descendo as escadas, ela enterrou o rosto em seu pescoço e mordeu sua orelha. Neste momento Neville tentava coloca-la confortavelmente em cima da pia, mas o movimento brusco o fez empurrar o braço dela com força contra o mármore da pia e ligar a torneira em desespero.
Ele observou com um sorriso amarelo a queimadura da corda se desfazer em sua pele. Não era por poder terminar aquilo e tê-la se esfregando em ele de novo, era por ter seu sorriso de volta ao rosto. Sei que é meloso e clichê, mas Luna era seu tudo.
– Não acredito que me fez fazer isso com você — Mesmo com a seriedade da frase era óbvio que ele brincava — Você é a única que me faz fazer essas coisas.
–Coisas boas — Ela tentou sorrir — Eu te ensinei a perder a timidez e você poderia me ensinar a parar com essa dor no peito esquerdo.
Ele parou subitamente e a encarou com severidade.
– Que dor?
–Ah — Ela disse de forma legitima e inocente. De uma forma que era visível o que ela realmente achava — Uma dor bem forte quando te vejo sorrir.
Ela estava apaixonada.
Neville sentiu o mesmo e selou seus lábios nos dela.
–Vamos subir — Ela disse depois — Eu deveria apertar suas cordas com mais força.
Nota da autora: Meloso, irritante e sexual. Desculpem, não era a minha ideia – não sei o que é, mas é. Ficou meloso, ODEIO romance meloso. Desculpe-me pessoas fãs de Nicholas Sparks – É assim que se escreve? Whatever. Tenho respeito por ele, sei que escreve bem e é boa pessoa. Mas, pois é.
Ah. Comentários, peloamordedeus. Comentários, eu NUNCA recebo comentários. NUNCA. É uma espécie de conspiração contra a minha pessoa – não que alguém se importasse em passar o tempo arquitetando uma conspiração – MAS PASSAM. Me odeiam, me querem morta.
Mas eu escrevo por que sim.
Abraços e até a próxima.
~Grand
Fale com o autor