Only Three Names.

1 Bye bye vacation!


Notas iniciais
Peço que sempre leiam essas notas, principalmente se quiserem saber quando a fic está acabando e etc... Obrigada!

Nada pior do que acordar cedo. Preciso de uma motivação melhor para seguir em frente. Creio que estou viva apenas para cuidar de meu pai. Já não tenho muita fé, já tive experiências de quase morte na tentativa de melhorar minha vida. Sem sucesso. Levantei-me e comecei minhas orações que por sinal, já viraram rotina, e que choro em todas elas, pedindo a Deus para que meu dia seja melhor. Fitei-me no espelho, e tudo o que consegui enxergar eram os meus defeitos, normal. Meu cabelo, meu corpo, tudo em mim me irrita. Ter problemas de com a autoestima é horrível. Corri para o banheiro, tomei banho, e fitei-me no espelho novamente. Aquela sou eu, Lohanna, a adolescente de 16 anos prestes a ingressar em uma faculdade, bem, é o meu maior objetivo na vida, não, na verdade, é o único. Coloquei meu uniforme escolar, que inclusive achei uma injustiça a direção não nos autorizar a customiza-lo, já que era nosso último ano na escola e na maioria das escolas, no último ano, os alunos customizam os uniformes, de qualquer jeito, agora só teriam mais dois bimestres de aulas mesmo! Terminei de me arrumar, arrumei meu material escolar e desci as escadas. Meu pai estava assistindo televisão, desde que ele e minha mãe se separaram, era sempre assim, nada mudou lá em casa, e meu pai fazia tudo para me agradar. Fui até ele.

– Bom dia, pai! – eu disse, com um tom de voz um pouco animado, pois me ver mal deixava o meu pai muito triste.

– Bom dia, filha! Preparei cookies pra você. – ele disse sorrindo e me dando um beijo na testa.

– Obrigada, pai.

Peguei os cookies e coloquei-os em um pote pra levar a escola, ao ver, meu pai perguntou:

– Filha, por que não come agora?

– Comerei na escola, pai, e coloquei uns a mais pra comer durante o intervalo, não se preocupe.

– Está atrasada? O motorista não chegou ainda, posso te levar. – Ele disse atencioso.

– Não pai, obrigada, vou de bicicleta.

– Tudo bem então. Espero que você tenha uma boa volta de aulas.

–Obrigada, pai.

Despedi-me do meu pai, peguei minha bicicleta e fui pedalando até a escola. Quando cheguei, ainda faltavam 30 minutos para abrirem os portões. Fui até a casa de Amy, minha melhor amiga, que morava na rua atrás da rua da escola. Toquei a campainha e aguardei que me atendessem. Quem veio me atender, era a mãe de Amy.

– Olá Lô, bom dia! – Disse a mãe de Amy. Lô era o apelido que Amy havia me dado, e a mãe de Amy também me chamava assim.

– Olá, senhora Marta. – Marta é o nome da mãe de Amy.

– Amy está acabando de se arrumar. Gostaria de entrar? – ela perguntou educadamente.

– Não, muito obrigada. – eu disse sorrindo.

– Estou pronta! – disse Amy caminhando até nós.

Amy estava linda, como sempre. Ela ficava bem em cada situação, em cada lugar, cada dia. Seus cabelos pretos lisos eram perfeitos, e faziam uma combinação perfeita com seus olhos azuis. Amy abraçou-me, nos despedimos da senhora Marta, e fomos para a escola. Ficamos um tempo na porta da escola conversando enquanto os portões não se abriam. Quando os portões se abriram, entramos e nos dirigimos para nossa sala. Ainda tínhamos 15 minutos adicionais sem aula para que todos os alunos chegassem, aproveitamos para ficar conversando.

– Amy, trouxe algo pra você.

– O que? – ela perguntou animada.

– Espere um segundo.

Retirei os cookies da mochila.

– Ah, obrigada amiga! São os cookies do seu pai, né? Adoro os cookies que ele faz! – Ela disse sorrindo.

– São sim, pode comer.

Desculpa pai, pensei.

Amy comeu quase todos, porém preferiu guardar alguns para o intervalo. Um tempo depois, entrou a professora de Biologia, com quem teríamos aula no 1º tempo. Todos na classe gostavam dela, assim como se davam bem nessa matéria.

– Bom dia, classe! – ela disse animada.

– Bom dia – todos responderam.

– Bem, espero que as férias de vocês tenham sido boas. Vou passar no quadro os tópicos das aulas que teremos nesse bimestre, e então sairei para resolver uma coisinha e já volto.

A professora ocupou quase o quadro inteiro com tópicos de aulas e cheguei a me perguntar se ela conseguiria passar tudo isso em um bimestre. Logo depois, ela saiu. Quando ela voltou, a surpresa. A professora não voltou sozinha, ela estava acompanhada de um garoto, que também estava uniformizado, então deduzi que fosse um aluno novo. Ele era lindo, o formato do seu rosto, seu cabelo castanho-escuro bagunçado, seu corpo, cada detalhe, e assim como Amy, duvido que ele não fique bem em qualquer roupa.

– Queridos, este é Josh, e ele será colega de classe de vocês. Josh, poderia se apresentar?

– Sim. Bem, meu nome é Josh, tenho 17 anos, acabei de me mudar para esse estado com meus pais, que são donos de uma rede de restaurantes japoneses e que vieram para cuidar dos negócios aqui. Espero me dar bem com todos vocês. – ele disse sorrindo.

Seu sorriso era lindo, sua voz era perfeita, o que mais faltava? Ri por estar analisando-o tanto. Ele percebeu, olhou pra mim, e deu um sorriso leve, desviando o olhar. Corei.

– Pode se sentar. – a professora disse.

– Obrigado, professora. – ele disse.

Ele sentou-se ao lado de um garoto que estava sentado sozinho, e a professora continuou a aula. Depois tivemos aula de matemática e física com o mesmo professor, e então, chegou a hora do intervalo. Eu e Amy nos sentamos em uma das mesinhas do pátio, e ficamos conversando. Amy falava com muitas pessoas na escola, então as pessoas sempre vinham até nós, e isso me deixava muito envergonhada, porém já estava acostumada.

– E aí, amiga? O que achou do nosso novo colega de classe? – Amy perguntou.

– Como assim?

– Achou ele bonito? Interessante? – Amy perguntou animada.

– Claro que o achei bonito e interessante, mas porque tá me perguntando essas coisas?

– Relaxa, só queria saber. – Ela disse sorrindo.

– Ok né.

Amy terminou de devorar os cookies que tinha guardado, e sinceramente, vê-la comer me deu náuseas. Fui para a sala com Amy. Estava passando mal, mas disfarcei. Teríamos aula de português até a hora de ir embora. O professor entrou, apresentou-se ao aluno novo, e começou a passar os tópicos da aula também, copiei suando frio. Amy olhou para mim, me tocou, e então quem estava pálida era ela.

– Amiga você está bem?

– Sim... – eu disse forçando um sorriso.

– Não parece. To falando sério Lô, como você está?

– Estou b...

E então, tudo escureceu.

(...)

Tudo ficou claro novamente, mas embaçado. O que estava acontecendo? Eu só escutava a voz da minha amiga gritando alguma coisa, a voz do Josh gritando também, assim como a voz do meu professor e meus colegas de classe um pouco mais ao fundo. Eu estava confusa. Então, tudo escureceu de novo.

Notas finais
É isso aí! Favoritem, comentem, divulguem, e etc, isto é, se quiserem, pois isso definitivamente motiva um escritor. Até o próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.