Only One Nigth - O Despertar
10 Era Uma Vez
Lágrimas escorriam pelo o belo rosto da jovem, seu coração estava encolhido no peito, dolorido e partido. Os olhos não eram capaz de obedece-la, ela não queria ter presenciado aquela cena, não era capaz de acreditar que ele era um monstro.
– Grace... — Ele ergue o braço em direção ao rosto da jovem, que se esquivou, andando para trás.
– Você os matou... — As palavras saem, acompanhadas de um soluço. — Quem é você?
– Você sabe quem eu sou... Grace, me escute. — Ele se aproxima da garota, a encurralando. — Eu te amo.
As palavras que ela tanto desejou ouvir, e que agora pareciam ofensas. Ele não tinha o direito de dizer aquilo, ou ao menos de saber o que era aquilo. Ele era um monstro. Frio e sem sentimentos.
– Você não ama a ninguém, Ektor. Você é um monstro, e a única coisa que você merece, é viver sozinho e sem ninguém. — Ela cuspiu as palavras.
Um ódio que a tanto tempo havia sido esquecido, voltou a tomar o coração gelado de Ektor.
O homem sorriu, um sorriso perverso e psicótico. Caminhou em direção a jovem garota, que pode ver seu reflexo nos olhos verdes, que logo se transformaram em um amarelo sem vida... Um monstro.

Elena abriu os olhos, e como sempre, procurou por Ektor.
Sentiu uma leve pontada no peito quando, mais uma vez, não o encontrou.
Seus pensamentos voaram para seu sonho, se perguntava se aquilo havia acontecido ou se era apenas sua mente lhe pregando peças.
Foi apenas um sonho.
– Bom dia, flor do dia. — Damon entra no quarto. Um alívio se instala no peito da morena, quando seus olhos se encontram com o azul dele. — Como está?
– Encontraram ele? — Perguntou, quase que automaticamente.
– Não. — Damon puxa a garota para seus braços. — Vamos encontra-lo.
– Não vão... — A garota puxa o ar para seus pulmões algumas vezes. Ela quase podia sentir a presença de Ektor ali. A olhando e rindo de sua cara. — Ele não quer ser encontrado. Pelo o menos, não agora.
– Elena...
– Ele precisa de mim para alguma coisa, Damon... Ele esteve na minha mente e eu acho que... Eu tenho tido sonhos, é como se fossem lembranças. — Elena agarra a mão de Damon. — Eu acho que eu posso ter algum tipo de ligação com ele...
– Você não tem ligação com ele, Elena. — Damon se levanta. — Nós vamos encontra-lo, e eu mesmo o matarei.
– Você acha que pode fazer isso, certo? — Elena ri, sarcástica. — Ektor vai ter seu coração na mão, antes mesmo de você pensar em fazer algo contra ele.
A garota deixa o quarto.
Emma ainda estava na sala da mansão. O olhar frio pousou sobre a morena. A garota não pode deixar de sorrir. O mesmo sorriso de Ektor.
– O que aconteceu naquela cabana? — Emma questiona.
O coração de Elena salta uma batida, lembrando que ela era irmã de Ektor, e que talvez, também fosse capaz de invadir sua mente.
– Eu ouvi sua conversa, com seu namorado. — A garota se levanta.
Antes que Elena respondesse algo, Ric e Jeremy chegam na sala com alguns mapas.
– Não se preocupe com ele, querida. — Ela diz.
– Sua mãe não te ensinou que é feio ouvir a conversa dos outros? — Elena cruza os braços, lançando-a um sorriso debochado.
– Minha mãe morreu. Ektor a matou. — Emma fala. — Você está certa sobre algo... Meu irmão não quer ser encontrado, e é por isso que nós não podemos fazer nada. — Ela encara o rosto das pessoas na sala. — Elena é a única que pode acha-lo.
– Elena não vai fazer nada. — Damon diz, fazendo a morena rolar os olhos e bufar irritada.
– Ainda pode ouvi-lo? Ver ele? — Emma volta sua atenção para Elena.
– Não... — A garota sussurra. — Mas... Desde que voltei, eu tenho tido alguns sonhos.
Suas palavras pareceram causar efeito na loira. Emma parecia surpresa, pela a primeira vez desde que pisou naquela casa.
– Que tipo de sonhos? — Ela pergunta.
– Uma garota... Ektor. — Elena se senta no sofá. — Sempre acaba com ela descobrindo que...
– Elena. — Emma se aproxima dela, seu olhar sério e cauteloso. — O que, realmente aconteceu naquele lugar?
Elena não soube responder, parecia estar confusa. Mas na verdade ela sabia, sabia exatamente o que tinha acontecido. só não estava pronta para falar sobre aquilo.
– Isso não são sonhos, Elena. — Ela diz. — São lembranças. Lembranças que só poderiam voltar a tona caso você e Ektor...
– Do que está falando? — Alaric pergunta.
– Nunca se perguntou por que ele precisa de uma duplicata? — Emma sorri.
– O que está acontecendo? — Damon pergunta.
– Ele quer traze-la de volta. — Elena sussurra.
As peças em sua mente começam a se encaixar, desde a noite em que correu da casa de Damon, até o dia em que Ektor a beijo.
– Quem? — Alaric pergunta.
– Grace... — Elena fixa seu olhar em Damon. — Eu.
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