Only Hope
8 Capítulo 8 - Give Your Heart a Break
Notas iniciais
Damon Pov
Estava saindo da casa de Elena, estava preocupado com o que aquele idiota iria fazer com ela. Estava dirigindo um pouco distraído, quando senti algo bater de frente no meu carro. Depois eu só o senti sendo capotado e apaguei.
Elena POV
- Muito bonito né Elena, eu lhe peço em casamento e você vai pra cama com o outro.
- Cala a boca Matt. — falei tentando entrar na minha casa, mas fui impedida por Matt.
- Isso vai ter que acabar Elena, não quero ser chifrudo. — disse ele fazendo desdém.
- Você já é Matt. — dizendo isto, foi como aquelas bombas relógios pronta para serem explodidas. Matt segurou firme meus braços e me jogou contra a parede
No momento em que ele ia se avançar mais uma vez contra mim meu celular começou a chamar. Peguei o celular e atendi calmamente.
Os seguintes minutos passaram como borrões. Na ligação uma mulher falava que Damon acabou de dar entrada no hospital Danher e estava em um estado um tanto critico. Lembro-me de ter empurrado Matt e ter corrido atrás de um táxi. Chegando ao hospital tentei saber alguma informação dele, mas ninguém falava nada, estava entrando em desespero.
Estava sentada no chão do hospital chorando esperando alguma noticia, quando senti braços me abraçando. Olhei pra cima vi Carol. Nossa quanto tempo não converso e não explico as coisas direitos pra ela. Apertei-a forte e continuei chorando.
- Era ele o da boate né amiga? — perguntou ela seria.
- Sim. — foi à única coisa que meus lábios conseguiram raciocinar. — Ele é a minha vida Carol. Sinto-me como se tivessem arrancado algo de dentro de mim.
- Calma Lena, ele vai ficar bem. Tudo vai dar certo. — disse ela afogando as mãos em meus cabelos
Carol Pov
Elena não parava de chorar e não sabia direito o que eu estava prestes a fazer, mas fui em direção a uma enfermeira que logo sedou Elena e a colocou deitada em um quarto. Fiquei do lado de fora esperando alguma noticias do nosso professor. No momento em que Damon chamou Elena para fora em seu primeiro dia de aula eu já senti algo rolando, mas não consegui comentar com ela, pois ela nunca estava em casa, então tive que deduzir sozinha que Damon era o gostoso da boate. E o incrível era que o destino estava empurrando um pro outro, porque por mera coincidência Damon era nosso professor.
Estava sentada em meus devaneios quando um médico se aproximou de mim.
- E você esta acompanhando Damon Salvatore? – Bom, pelo que notei Elena já deve ter dado todas as informações possíveis sobre o Damon. Mirei meu olhar no médico e que médico meu Deus. Cabelos um pouco castanhos, olhos cor de mel, boca carnuda. Simplesmente me perdi em seu olhar. Balancei de leve a cabeça jogando aqueles pensamentos pra longe.
- Sim. – disse dando um leve sorriso.
- Bom sou Stefan Fells e estou cuidando do caso de Damon, e preciso lhe informar que não tenho boas noticias. – Lascou, ferrou. Dou graças a Deus que Elena tava dormindo.
- Que noticias doutor? – falei um pouco tensa.
- Ele teve uma grande hemorragia no cérebro. Mas graças a Deus sua operação deu certo. – Se deu tudo certo porque ele iria dar noticias ruins? – Porém, ele levou uma grande pancada e infelizmente perdeu a memória. – PQP perdeu a memória como assim?
- Queee? – disse uma voz fina, mas chorona. Olho para trás e vejo minha amiga há prantos.
- Me desculpe fizemos o possível. – disse o doutor Stefan tentando nos controlar.
- Lena, amiga, por favor, se acalma. – disse tentando tranquiliza-la.
- Ele ta acordado? – falou Lena. Ele reagiu melhor do que eu. Poxa me surpreendi, pensei que ela iria surtar falar que não fizeram nada do possível. Coisas desse nível.
- Sim, pode vê-lo. – Ela se afastou de mim e começou a andar em direção ao quarto de Damon. Tentei ir atrás, mas o médico bonitão me impediu. – É bom os deixar terem esse momento. – Balancei minha cabeça em afirmação e me senti em um dos bancos enquanto o bonitão saia.
Elena Pov
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Entrei no quarto de Damon com as pernas bambas. Meu amor, meu Damon havia perdido a memória. Ele não sabe quem eu sou, ou o que tivemos. A poucas horas atrás Damon estava me beijando e agora .. Agora ele ta deitado numa cama, com uma faixa enorme em sua cabeça e com o braço esquerdo quebrado. Era assim que eu me sentia como seu braço, quebrado, sem utilidade. Ele levantou seu olhar e me encarou.
‘‘ No dia em que te conheci, você me disse que nunca se apaixonaria. Mas agora que eu entendo você eu sei que aquilo era medo..’’
- Oi Damon. – tentei ser amigável, mas a voz saiu fraca demais.
- Damon? Esse é o meu nome? – perguntou ele confuso. Não aguentei e soltei algumas lágrimas. Ele olhou um tanto preocupado.
- Sim. – disse e minha voz saiu mais falha do que a outra. Uma hora eu teria que abandona-lo, e isto era o destino fazendo com que ele não sofresse com a nossa separação. Doe em mim, mas eu preciso liberta-lo, preciso deixa-lo viver sua vida sem mim.
‘‘Agora estamos aqui, tão perto e ainda tão longe. Ainda não passei no teste. Quando você vai perceber querido, eu não sou como o resto..’’
— Eu te encontrei no meio da estrada com o carro capotado. Então chamei a ambulância e eles trouxeram você pra cá. – Meu coração parou de bater neste momento. Ta difícil, mas seria muito pior se ele se lembrasse de quem eu era. Ou melhor, de não se lembrar.
‘‘Não quero partir o seu coração quero dar um tempo a ele. Eu sei que você está assustado, é errado como se pudesse cometer um erro..’’
-Nossa, obrigada. Não sei como te agradecer, porém não me lembro de nada.
- Bom pelo que me contaram você é professor de filosofia, mora em um apartamento em frente ao Central Park e é solteiro.
‘‘No domingo, você foi para casa sozinho, havia lágrimas em seus olhos. Eu liguei para o seu celular, meu amor, mas você não atendeu..’’
— Além de ter me ajudado e ser bonita, ainda tratou de descobrir cosias sobre mim. Sinceramente não sei como agradecer. – falou ele tentando se animar. Meu coração estava apertado, lágrimas ameaçavam descer. Respirei fundo e falei:
-Se recuperando já é o bastante.
‘‘O mundo pode ser nosso se quisermos podemos tomá-lo se você pegar a minha mão. Não há volta agora baby, tente entender..’’
- Obrigada, eh como é o seu nome? – perguntou curioso.
- Você não precisa saber, só precisa viver. – me aproximei dele e dei um beijo na sua bochecha e sai daquele quarto não me aguentando em pé.
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