Only Brothers

1 De volta ao lar


Notas iniciais
Ohayo!
Essa é a minha primeira fic de romance, então provavelmente está um porcaria, mas essa história passou um baita tempo martelando na minha cabeça, então espero que gostem.
E convosco o primeiro capitulo!

Alec’s P.O.V

Quatro horas da tarde, falta meia hora para irmos ao aeroporto, temos uma pessoa para pegar lá. Como ainda estava no sofá vendo TV só me dei conta da hora quando minha mãe me chamou para irmos. Como estava com a pior aparência possível arrumei o cabelo pus um moletom e dei um minuto para minha ansiedade crescer. E isso funcionou, quando a ficha caiu, eu realmente fiquei animado. O que foi o pior erro da minha vida. Nós saímos de casa com um pouco de pressa, o que não deu em nada, porque tivemos um engarrafamento do tamanho do livro do George R.R Martim o terceiro daquela coleção As crônicas de fogo e gelo. Ou seja, pra quem não sabe um engarrafamento gigante. Passamos uns dez minutos na mesma quadra, mas chegamos a tempo, agora era só achar o lugar certo.

É fácil não é? Mas e claro que... não. Esse lugar era enorme, e ainda por cima minha mãe não sabia qual era o voo certo (que mulher desnaturada). Então procuramos todos os horários, e pedimos uma lista de passageiro que vinham do mesmo local, isso demorou muito. Depois de ir até a loja de revistas, a lanchonete, a loja de roupa, a livraria(que aeroporto em sã consciência tem livraria?), a farmácia e uma loja de coisas de viagem (essa coisa é muito grande! Não dá pra não se perder, eu to ficando puto) eu desisti, fui até a parte mais perto da área de pouso e fiquei parado com a minha mãe.

Já fazia dez anos que nos separamos, e agora eu estava parado no meio do aeroporto esperando por ele (como ele tem audácia de me fazer esperar, que idiota!). Nós somos gêmeos diferentes, muito diferentes mesmo, e por sinal ele é minutos mais velho que eu, e isso pode não parecer, mas nos faz um pouco de diferença, além de ser algo que ele gosta de me lembrar quando conversamos pela internet ou por cartas (você deve estar pensando quem em sã consciência mando cartas? Pois é como a internet lá de casa é uma porcaria a jeito é fazer assim). O aeroporto estava cheio, não dava pra ver nada, isso já tava me irritando demais o único motivo de eu ainda estar aqui é que eu quero ver meu irmão depois de tanto tempo.

Passou uma hora, o voo havia atrasado isso era o fim da picada, depois de tudo que eu já havia passado, descobri que ele não havia chegado. Sim, conferimos as listas de passageiros e os horários, mas não percebemos que o voo atrasou, mesmo tendo um mural enorme com isso escrito (ou seja, somos burros). Nossa única alternativa foi esperar, e esperar, e esperar, até eu já estar tão puto que já nem ligava quem estava esperando só queria ir pra casa. Mas depois de uma árdua batalha (sim eu sou dramático e daí, tente ficar um baita tempo em pé num aeroporto cheio) graças a deus, ele resolveu dar o ar da graça!

Alex’s P.O.V

Cara é muito foda passar tanto tempo dentro de um avião. É simplesmente inumano ficar dentro daquilo por tanto tempo, claro é confortável, mas fora isso não tem nada de bom. Eu estou duro, achei que não conseguiria me mexer, mas felizmente cá estou eu pronto pra reencontrar minha mãe e meu irmão, depois de dez anos! Agora é o momento em que eu grito pro mundo “Eu cheguei nessa porra!” (sqn). Bom, resolvi ir comer algo primeiro, pois como todo mundo sempre ressalta, eu sou um esfomeado de primeira. Só que eu não tinha tempo, se eu demorasse muito provavelmente seria morto pela minha mãe (mais provavelmente pelo meu irmão). Então como é o racional de se fazer fui procura-los.

Andei por muito tempo, até ficar de saco cheio, o que não demorou muito pra acontecer. Então como diz a lógica fiz o que qualquer ser humano faria. Gritei, mas como não ia gritar pela minha mãe num aeroporto lotado resolvi chamar pela pessoa que eu mais queria reencontrar logo:

- ALEC! Cadê você?

Não espera algo tão rápido, mas ouvir aquela voz foi bom depois de tanto tempo.

- Alex! Eu to aqui!

Mas que bela resposta! Isso me ajudou muito, ele nem tem ideia de quando. Mas o pior foi ajudou mesmo. Não demorei muito para me localizar. E lá estava ele, meu irmãozinho parado me esperando. Fiquei surpreso com o quanto ele havia crescido, ainda parecia ser o que eu me lembrava, olhos dourados, cabelo castanho um pouco caído, fraco, baixo, e cativante além de estar realmente lindo (fazer o que é de família). O que mais me chamou a atenção foi o sorriso lindo dele (chupem esse sorriso é pra mim trouxas!). Meu deus que momento bem gay, isso foi a coisa mais estranha do mundo, e tem mais o garoto é meu irmão isso foi muito estranho. Ah sim minha mãe também esta lá. Mas enfim, fui até onde eles estavam parados, Alec estava acenando pra mim (que fofinho). Fiquei muito feliz em velo, dessa vez sem viadagem, por favor.

Me encaminhei até lá meio rápido demais, dei um abraço em nossa mãe, que estava com muita saudade, não vale apena dizer tudo que eu tive que ouvir, não consigo repetir aquilo nem nos meus pensamentos mesmo, o que vale é a saudade enorme, e o sufoco que foi o abraço. Ela continuava a mesma coisa, era impressionando como eu me lembrava dela com perfeição. Me virei calmamente em direção ao meu irmão, nós ficamos nos encarando um pouco, o clima ficou um pouco tenso, mas eu estava feliz só por ter ele ao meu lado (que gay de novo). Quando estava prestes a abrir a boca para dizer algo como um “oi” ou um “iai” fiquei mais surpreso impossível.

Alec’s P.O.V

Cara, para descrever esse momento só existe uma palavra. Vergonhoso. Quando ele veio até nós eu imaginei que a coisa seria um pouco diferente, mas ele simplesmente abraçou a mamãe primeiro (o que me incomodou um pouco) e depois ficou me encarando com cara de retardado. E eu a vitima da história não aguentava mais, mesmo que tivesse sido melhor dizer algo como “oi” ou “tudo bem?”, não, eu tive que seguir meu impulso e me atirar em cima dele em um abraço de urso. Isso foi vergonhoso, mesmo que tenha matado metade da minha saudade, eu achei que levaria um lindo fora, mas em vez disso recebi um abraço em troca. Ficamos daquele jeito por vários minutos, cara como o cheiro dele é bom (isso me deixou um pouco incomodado).

Depois que nos soltamos (o que demorou um pouco) ele resolveu falar.

- Você cresceu.

- É claro, mas você também mudou um pouco. – O que ele esperava, que eu ainda tivesse a mesma idade?

- É, parece que sim.

Agora que o sentimentalismo passou, posso dizer muito puto da cara que EU carreguei as malas dele, claro ele estava carregando uma, mas aquilo foi sacanagem comigo, Sou jovem de mais para tanto peso. O caminho para o carro foi horrível, o aeroporto parecia ainda mais cheio, se é que isso é possível. E como o mundo estava de bem comigo tivemos outro engarrafamento (o que tem com essa cidade?).

Já em casa (por sinal fui eu que descarreguei o carro) levamos tudo pra dentro.

- Cara, que coisa estranha, esse lugar não mudou nem um pouco.

- É – Não sei o que ele esperava ver, mas o sofá já estava velho, vivo dizendo que temos que trocar.

Alex primeiro foi até a cozinha, depois até o escritório (eu estava seguindo ele) e por ultimo ao quarto que dividíamos, e que por sinal continuaríamos a dividir.

- Não sei por que, mas esperava algo mais bagunçado. Tirando isso o quarto é a sua cara.

- Você acha que eu sou você? É claro que eu não deixaria esse lugar um lixo completo.

- Quem disse que eu vou deixar esse lugar um lixo? Só acho que não é muito comum algo tão arrumado.

Ele poderia estar certo, não tinha uma única coisa fora do lugar.

- Eu tenho certeza que vai ficar um lixo, você vai juntar suas coisas por acaso?

- Tem razão não vou.

Nós voltamos lá pra baixo e pegamos as malas, eu só queria ver o Alex arrumando tudo, seria hilário, mas como que só pra tirar com a minha cara, minha mãe começou a ajudar e ainda sobrou pra mim também.

- Mas que saco em Alex, no momento em que você volta pra casa eu tenho que trabalhar.

- Deixa de ser preguiçoso. – Ele riu e atirou uma blusa na minha cara.

Também comecei a rir. Isso parecia ser como antigamente.

- Sabe vai ser meio estranho dividir o quarto com você de novo depois de tanto tempo. – Eu disse.

- Bom... Já eu acho que será bom, vai ser legal ter companhia.

Ouvir isso me deixou hum... feliz? Acho que sim, mas sei lá tem algo meio estranho em tudo isso. Por sinal agora to sintindo um olhar nas minhas costas, mas deve imaginação.

Meu deus como ele trouxe coisa da Inglaterra! Acho que ainda não tinha comentado que ele foi pra lá há dez anos. E sei lá eu por que e o motivo e não me interessa, só sei que ele ficou num colégio interno e que tinha um apartamento lá. Uma coisa que me impressionou um pouco foi que ele não tem muito sotaque, ás vezes dá pra perceber um pouco, mas não muito. Depois de quase morrer arrumando coisas, sete horas da noite fomos jantar, minha mãe pode ser muita coisa, mas sabe cozinhar muito bem.

- Cara, se tem uma coisa que eu senti saudade foi da comida da mamãe! – Alex parecia estar esfomeado, como sempre, comida de avião de ver horrível mesmo (não eu nunca viajei em um avião, obrigado). Há algum tempo eu também havia aprendido a cozinhar, mas nunca pus muito isso em prática, nunca precisei mesmo.

Sentamos à mesa. Foi uma conversa só, o jantar estava uma maravilha (eu tava morrendo de fome). Minha mãe queria saber tudo que o Alex fez na Inglaterra, parece que só se comunicar com ele a distância não foi o suficiente. Eu ouvi tudo quieto no meu canto.

- Você deixou alguma namorada pra trás?

Isso chamou a minha atenção na hora (mas por que? O que isso tem haver comigo ou me interessa? To começando a me estranhar um pouco), acho que fiz um movimento muito brusco já que o Alex riu baixo.

- Na verdade não – Isso deu um alivio no meu peito (masoque! Agora eu virei gay por acaso?). – Eu tive umas namoradas –(essa me doeu um pouco – gay-) – mas, nenhum relacionamento sério, ou que valesse apena ficar lá.

Só pra constar eu já namorei OK. E sim foi com uma garota pra aqueles que se interessam.

- Que pena, – minha mãe só podia estar louca – achei que você poderia me apresentar minha futura nora. –E eu sou o que? Ela conheceu as minhas namoradas, mas parece que se esqueceu completamente disso(ela não pensa antes de falar, mesmo).

Eu me levantei da mesa e fui tomar um banho em seguida.

Alex’s P.O.V

Pareceu que o Alec ficou interessado na última pergunta que minha mãe fez. Depois que ele se retirou continuamos com o jogo de perguntas e resposta. Um tempo depois me retirei também e fui pro quarto, quando entrei ele estava saindo do banho. Eu achei que tivesse levado um choque, ele saiu do banheiro com aqueles cabelos molhados, sem os óculos e com a toalha na cintura ( É, acho que a Inglaterra me fez virar gay pra eu falar assim do meu irmão só pode). Acho que por um segundo virei pedra, mas ele não percebeu, assim que entrei me vi ao lado dele refletido no espelho.

- Sério, não consigo acreditar que somos gêmeos. – Ou não queria acreditar.

- Pois é, somos muito diferentes não? – Ele deu um sorrisinho.

Ficamos um minuto parados na frente do espelho (eu sinceramente olhando para o reflexo dele).

- Bom, — ele disse- tenho que me vestir senão vou pegar um resfriado.

- Não se preocupe, eu vou tomar um banho então você vai ficar com o quarto só pra você.

Em seguida me encaminhei para o banheiro. Estava precisando de um banho depois de tanto tempo num avião. E aquele banho me fez muito bem, fiquei muito melhor, morrendo de sono, mas melhor. Assim que sai do banheiro para pegar uma roupa vi Alec lendo na cama dele. Quando ouviu o barulho da porta ele simplesmente levantou os olhos, mas em seguida voltou a ler. Quando já estava quase dormindo na cama me lembrei de perguntar.

- É amanhã que começa o ano letivo né?

- É sim, — ele respondeu – você vai estudar no mesmo colégio que eu, mas só deus sabe se vai ser na mesma turma.

- Bom acho que seria sorte demais.

Ele riu.

- Não sei não, de repente. O mundo gosta de pregar peças sem graça na gente.

Levantei a sobrancelha.

- Cara, você anda lendo de mais.

Ele simplesmente deu de ombros e voltou pro livro. Duas horas depois ele dormiu, mas eu ainda não conseguia, simplesmente não pregava o olho, quando se precisa do sono ele te abandona. Me virei pro lado percebi o rosto dele tranquilo dormindo, era muito estranho (fofo). Aquilo me divertiu, mas não adiantou, continuei sem dormir, passei um baita tempo pensando o que iria acontecer e o que aconteceu, algo que sempre vinha a minha mente era que eu queria arranjar uma namorada logo (sei lá por que isso), mas ficava com algum receio para isso. Finalmente desisti e fui mexer nas coisas do Alec (eu sei que curiosidade pode matar, mas não macho que isso seria um grande problema). Não vi nada que não esperasse livros, cadernos, penduricalhos e fotos. Quando já estava desistindo achei uma foto. Nós estávamos com seis anos, mais ou menos na época em que eu fui embora, era impressionante, as nossas diferenças que eram ainda maiores. Nós realmente não parecemos gêmeos. Resolvi voltar pra cama como não tinha achado nada interessante (esperava achar alguma carta de amor fotos de namoradas ou algo que não devesse existir, mas o garoto não tinha nada). Me veio a cabeça a nossa infância, éramos inseparáveis, melhores amigos. Isso era tão chato (ou não) que eu acabei dormindo profundamente.

Notas finais
É isso por enquanto, se tiver comentários eu vou continuar, então comentem essa coisa mal acabada.
Me avisem dos erros de português, eu adoro escrever, mas meu português é horíivel
Bjs e até a próxima. Pelo menos eu espero que tenha uma próxima.