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32 O fim - Ou não


Notas iniciais
Continua....

Era difícil distinguir se era ou sonho ou realidade, o escuro e a sensação de sufoco eram tão reais que eu verdadeiramente me senti assustada.

Eu andava sozinha por um corredor escuro, um vapor quente e sufocante saía das paredes de pedras, meu corpo tremia violentamente e a minha visão estava embaçada, eu procurava desesperadamente minha adaga, mas simplesmente não a encontrava

-Nico? — chamei, minha voz estava rouca, e quanto mais eu a forçava, mais meus joelhos tremiam, como se eu não tivesse forças nem para falar — Nico, por favor, eu estou aqui! — gritei jogando o corpo contra as paredes escuras, uma risada tão abafada fez o lugar tremer — Por favor! Liberte-me senhora... Liberte-me! — implorei olhando para o teto do lugar abafado. — O que você ganhará com a minha morte? Nada! Você sabe exatamente que minha vida é insignificante para o...

-SILENCIE-SE — a voz gritou, e pude perceber nitidamente que era uma mulher, sua voz era de tamanha autoridade e frieza que senti os pelos de meus braços se arrepiarem, apesar do calor sufocante — VOCÊ FOI DEIXADA, SEMIDEUSA — a voz gritou e depois soltou uma risada que vez meus ouvidos doerem — Ninguém mais se importa com você...

-Você está mentindo! Nico... Nico se importa comigo, e ele virá... ele virá me buscar.

-Fico me perguntando o que sua mãe diria se ouvisse isso, você... uma filha da deusa da sabedoria e da guerra dependendo de um garoto, você é realmente uma vergonha como filha.

-Eu não me importo, não me importo com essa sua divina opinião estúpida.

-Tanto faz... Você não terá muitos dias mesmo, se você é mesmo uma filha de Atena, mostre-me que saberá sair daqui.

-Vou rir de você quando eu sair daqui.

-Enquanto isso... eu rio de você

Com um súbito impulso, voltei a realidade, meus olhos queimavam e demorei um instante para perceber o que acontecia a minha volta: o sol entrando pela janela do meu quarto, os lençóis brancos bagunçados, o habitual copo de água no bidê ao lado da cama, a silenciosa manhã de um domingo no apartamento do meu pai. Minha respiração se acelerou, mas de alívio, sentei-me na cama e tomei um longo gole d'água, como se fosse a última vez.

-Nico? — murmurei sonolenta. — Nico, Nico? — chamei mais alto, Nico apareceu na porta do meu quarto rapidamente, talvez ele não tenha percebido, mas estava sem camisa e usava uma calça de pijama preta, suspirei de alívio.

-O... que aconteceu? — ele murmurou coçando a cabeça.

-Eu... Eu.. acho que estamos em perigo.

-Perigo? Como... Como assim?

Nico se sentou do meu lado e eu lhe contei detalhadamente o meu sonho, ele apenas assentiu e coçou o queixo, então depois me abraçou

-Fique calma, o que de tão ruim poderia acontecer conosco? — ele murmurou — Vamos ficar bem — e apesar de suas palavras serem reconfortantes, eu não via certeza e nem confiança nelas.

Notas finais
Obrigado a todos que acompanharam, fico especialmente grata a atenção de vocês, valeu muito pra mim isso tudo ♥ amo vocês por acompanharem uma de minhas maiores paixões: escrever
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!