Oneshots - Miraculous Ladybug
7 Félix x Marinette - A história de amor de um certo Gato (12 Anos) Parte 1
Notas iniciais
No fundo, bem lá no fundo, ele sabia que isso aconteceria.
E perguntou-se
Por que, afinal, concordara com isso tudo?
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Ah, sim.
Félix lembrou-se de como aqueles olhinhos azuis se encheram de lágrimas, perdendo todo o brilho. Os céus límpidos que eram o olhar de Marinette se fecharam em uma chuva incessante, que parecia longe de parar. Não podia realmente culpá-la por essa condição, ele próprio chorara na noite anterior, sozinho em seu quarto.
Félix amava seu irmão, até mais do que tinha a coragem de admitir. E quando aquela coisa, aquele bichinho negro apareceu de sob o travesseiro de Adrien, ele teve um pequeno vislumbre da segunda vida do irmão gêmeo. Sua outra faceta.
“Chat Noir”, era o como aquela coisinha negra o chamava.
Plagg, a coisinha o corrigiu com uma falsa irritação que disfarçava a melancolia tão visível. Naquela noite, Plagg o contou tudo sobre Chat Noir.
Sobre Adrien.
Suas façanhas, seus trocadilhos horrorosos e todas as tantas vezes que ele salvou Paris ao lado de Ladybug, o duo heroico tão amado da cidade. Naquela madrugada, Plagg o escolheu como o novo Chat Noir, por razões que eram além do conhecimento de Félix.
E, naquela madrugada, eles se permitiram a tristeza.
Félix e Plagg sentaram-se lado a lado na cama vazia, olhos voltados para a parede relembrando momentos estúpidos. Félix fazia perguntas ocasionais e Plagg respondia com pouco entusiasmo, e foi assim que ele descobriu a razão do queijo estar sempre sumindo. Descobriu também, claro, a fonte de todos aqueles pequenos hematomas ocasionais que o irmão tentava tão inutilmente esconder.
E descobriu também o caso de Chat Noir com Marinette, a menina dos olhos de tempestade que ele via à sua frente.
Plagg lentamente, ansiosamente, explicou o amor entre os dois. Contou sobre como Chat Noir escapulia de casa durante as madrugadas para visitar o quarto da Dupain-Cheng. Contou sobre como Adrien sonhava acordado com a menina, e sobre como ele a observava na escola, ansioso pelo chegar da noite para poder, finalmente, a ter consigo.
–---
“Ei, eu...”
“Sim, minha Lady?~” Chat Noir a envolveu em um abraço caloroso, puxando-a para perto e afogando o nariz em seus cabelos. Ah, como ele ficara obcecado por ela.
Isso não era pra acontecer.
“Eu não sei se você percebeu, mas...” Ela afastou-se, apenas o bastante para sua mão gélida tocar o rosto de Félix, o polegar alisando a borda da máscara negra que cobria seu rosto.
“Mas?”
“Seus olhos não são iguais os dele”.
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