Oneshots Havaianas
15 Entrando Em Uma Fria Ainda Maior
— Não sei porque eu deixei você me convencer a fazer isso. – Danno olhou para o monte de neve. – Quero dizer, nós já ficamos no meio do mar duas vezes. Talvez devêssemos ter tentado de novo.
— Não, eu queria te levar para algo diferente que um lugar onde você iria reclamar e aparentemente eu me enganei. – Steve suspirou. – Oi, duas para subir.
— Nós vamos descer de que jeito? – Danno então se lembrou que tinha o par de esquis nas mãos. – Steve, olhe, eu entendi, você provou seu ponto agora vamos descer.
Olhando para o monte que se aproximava cada vez mais, Danno engoliu em seco. Steve parecia ser alguém treinado em coisas desse tipo, mas ele mal fez a aula do pacote sem cair.
— Vamos fazer uma aposta? – Danno engoliu em seco. – Se eu chegar vivo lá embaixo, nós vamos sentar a bunda naquele sofá e tomar cerveja, sem tentar se matar outra vez.
— E se você não chegar vivo? – Steve estava apenas provocando o amigo.
— Você vai colocar na minha lápide “Aqui jaz Daniel Willians. Foi teimoso demais para apenas descer direto sem aceitar cair no chão e se esborrachar”. – Danny sorriu. – Mas se eu sobreviver, você vai lavar a louça quando chegar em casa.
— Fechado. – Steve apertou a mão de Danno e sorriu.
Olhando para o branco interminável da neve e Danny olhou para o chalé com fumaça saindo. Agora ele queria ter ficado lá dentro tomando aquele chocolate quente....
— Ei. É para hoje. – Steve gritou se preparando para descer. – O último que chegar é a mulher do padre.
Danno pegou os apoios dos esquis e começou a se empurrar até a borda. Sua cabeça girava, mas foda-se.
— Geronimoooooooooooooooo! – Danno viu que estava descendo pela montanha e que estava inteiro. – Oi, Steve. Arranja um vestido para você.
Olhando para frente, Danno percebeu duas coisas. A primeira que o medo dele era um pouco exagerado e a segunda que ele iria demorar para parar.
— USE OS APOIOS DANNOO! – Steve foi atrás do amigo assim como dois socorristas. – Se ele morrer, eu vou ter o maior trabalho com papelada.
Vendo que havia outro morro com um tipo de morro de neve no fundo, Danno desceu direto e bateu no que era neve em pó. Felizmente não era uma pedra e ele estava de capacete.
— Danno! – Steve saltou dos esquis, largou os apoios e foi em direção ao colega vendo estrelas a sua frente. – Você está bem?
— Steve, quando você vai se casar com o padre? – Danno brincou com Steve, que soltou uma risada despreocupada. – Eu desci três montes com os esquis.
— Para quem fez duas aulas básicas é um marco. – Steve ajudou o amigo a se levantar. – Bem, agora nós dois vamos ser examinados.
Depois de serem examinados no hospital da montanha, Steve e Danno receberam a ordem de parar de esquiar e curtir o resto de suas férias na cabana, com chocolate quente e futebol.
— Aposto que o Atlético mineiro ganha. – Steve apostou. – E você?
— Achei que a ordem era parar de apostar. – Danno retirou 100 dólares da carteira. – Eu aposto no atlético também. Contra o River? Deixa eles destronarem aqueles convencidos.
— Fechou. – Steve e Danno vibraram com a vitória do time brasileiro. – Agora eu acho que você vai querer algo mais calmo. Não é uma montanha e você vai precisar dos dedos.
Os dois estavam prestes a começar a jogar videogame quando um tremor começou a balançar tudo.
— Atenção todo mundo. Estamos enfrentando uma avalanche. – A voz no alto falante foi ouvida. – Todo mundo para fora daqui. Seus pertences serão recuperados assim que possível.
Vendo os esquis no canto, Steve e Danno os pegaram e os vestiram. Eles precisavam fugir de lá o mais rápido possível. Eles saíram pela porta e Danno pegou uma pequena gatinha que fora esquecida pela dona. Talvez não fosse de propósito.
— Segura firme, felina. – Danno disse a pequena que se segurou sem muita força nele. – Espero que sobrevivamos.
— Miau? – A gatinha olhou para Danno e se aconchegou nele.
— Bela gatinha, detetive Willians. – Steve e ele quase chegaram ao mesmo tempo que avalanche atingiu o chalé que se espatifou completamente. – Meu Deus.
— Meu bebê. – Uma garota correu e puxou a gata de Danny. – Obrigado, gentil senhor.
Ela deu um beijo na bochecha de Danno que suspirou. Ele havia salvado uma gatinha fofa e fora beijado.
Depois que todo mundo foi resgatado e colocado em segurança, Danno e Steve finalmente voltaram para o Havaí, ambos caíram no sofá. Os dois pareciam ter passado péssimas férias.
— Na próxima vez eu escolho as férias. – Danno falou depois de quase meia hora de silencio. – Sem mar, sem montanhas, sem aventuras ou avalanche. Apenas sol, mulheres bonitas e praia.
— Ei, estamos tentando falar com vocês dois. – Tani entrou na casa de Steve. – Achamos que vocês estavam ainda viajando.
— Houve uma avalanche. – Steve falou.
— Quase morremos uma dúzia de vezes. – Danno completou. – E quase tivemos que usar nosso epitáfio de verdade.
— Ei, vocês dois. – Júnior entrou na casa de Steve apenas de sunga. – Ah, desculpa. Eu estava dando uma nadada.
— Sei. – Steve subiu para seu quarto. – Ei, Eddie. Como vai meu menino?
— Melhor que você. – Adam apareceu com a comida do cão. – Desculpe pela bagunça, mas realmente gostamos de ficar aqui.
— Tudo bem. – Steve caiu na cama e fechou os olhos.
Parecia 5 segundos, mas foram mais de duas horas quando ele acordou com o celular tocando alto.
— Sim, comandante McGarrett? – Ele reconheceu o número da pousada onde ficaram logo depois que o chalé deles literalmente explodiu na neve. – Ótimo, eu fico grato por isso.
Ele desceu e encontrou Danno dormindo no sofá. Saindo de fininho, ele ligou o camaro e foi até uma cafeteria no fim da rua se encontrar com uma representante da pousada.
Uma hora depois, ele ainda não havia voltado e agora Danno e a equipe estavam ansiosos com o sumiço de Steve, do camaro e principalmente por conta de um acidente no caminho para o palácio.
— Já tentou rastrear o camaro? – Adam falou, tentando pela decima vez o celular de Steve. – Nada, nem correio de voz.
— Certo, a última chamada veio de uma pousada na argentina. – Tani viu Danno ir e olhar no computador. – É onde vocês ficaram, certo?
— Eles pegaram fogo logo que saímos de lá. – Danno respondeu. – “As causas oficiais do incêndio foram incêndio criminoso seguido de um encobrimento na morte de uma garota de 29 anos. Fontes indicam que possam ser alguém ligado a marinha americana, mas as autoridades se negaram a confirmar ou negar”.
— Você não acha que...? – Junior fez uma pergunta que parecia ser retórica. – Steve nunca machucaria ninguém.
— Eu vou ligar para Joe. – Danno ligou para o mentor de Steve.
Enquanto isso, em algum lugar longe da casa do comandante, Steve estava amarrado e com fita na boca em uma caçamba espaçosa, mas coberta. Ele sabia que estava longe da cidade pelo caminho de chão.
Ele só esperava ser resgatado.
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