Oneshots De Séries
116 The Spy's Return - NCIS LA
— Que droga de café. – Elisa deixou a xicara de café cair sobre a mesa.
Por sorte, todos os processos estavam na outra mesa, a qual ela nunca levava comida ou líquidos. Era quase um presságio do que iria dar errado, mas ela estava ansiosa demais por algum motivo que nem mesmo ela sabia.
Talvez a ligação de Gibbs na noite anterior sobre o andamento do caso sobre Vance tivesse tido esse efeito nela.
Callen estaria toda a tarde em videoconferência com a agencia em Washington. McGee havia pedido para ele e Abby passarem um tempo com ela e Callen até que Abby tivesse vontade de voltar para casa.
— Elisa, se precisar sair para o almoço precisa ser agora. – Sua chefe passou na sala dela. – De tarde teremos uma audiência e preciso de você por lá.
— Ashley não pode fazer isso? – Elisa suspirou, fechando a pasta do caso Vance e a deixando sobre a mesa. – Está certo, estarei de volta antes da audiência.
Saindo da promotoria, Elisa mandou uma mensagem para Callen antes de colocar seus óculos de sol e ir em direção ao restaurante de sempre. Passando por um beco, Elisa sentiu uma mão forte a puxar e a bater contra a parede do beco.
Seus óculos voaram longe, o celular caiu atrás de uma lixeira e sua bolsa foi jogada no lixo.
Ela caiu desacordada pela força do impacto e logo foi jogada dentro de uma van e o veículo apenas saiu do beco a toda a velocidade, recebendo algumas buzinas. Eles ignoraram e continuaram a voar pela rua, furar sinais vermelhos e tudo mais.
Era claramente uma provocação.
Callen estava ouvindo sobre o que Gibbs e Tony haviam encontrado no galpão onde Vance havia mantido Abby. Gibbs falou sobre como Abby estava literalmente traumatizada e ela havia tido uma licença.
— Ela está com Tim em férias. – Gibbs disse. – Sinceramente, acho que esse era o plano todo de Vance. Assustar Abby. Ela ficou realmente ferida no meio de tudo.
O celular de Callen começou a vibrar e ele se desculpou por um momento para atender.
— Callen. – Ele atendeu e seu humor mudou de figura. – Como assim Elisa não apareceu para a audiência? Ela me enviou uma mensagem dizendo que estava indo almoçar. Eu vou pedir para um amigo rastrear o telefone dela.
Sam se aproximou do amigo ao ver com ele parecia perturbado. Todo mundo parou e Gibbs literalmente sentiu aquele medo familiar subindo pelo corpo dele.
— Eric, rastreie o telefone de Elisa. – Callen olhou para Sam. – falei com a chefe de Elisa. Ela tinha uma audiência muito importante. A última mensagem dela foi “indo almoçar. Te amo”. E ela não voltou mais.
— Callen, o celular dela aponta para um beco na quarta com a oitava. – Eric olhou para ele. – E não é apenas isso.
— A polícia de Los Angeles recebeu no mínimo 10 chamadas por causa de uma van saindo de lá voando. – Nell falou, mas Callen já estava do lado de fora, literalmente voando. – Mantenha contato, Sam.
Como o lugar onde Elisa havia sido levada ficava há quatro quarteirões, G não se importou em pegar um carro. Ele literalmente correu, quase voando para chegar lá. O telefone dele já estava ligando para o de Elisa.
Chegando por lá, ele ouviu a música que ela havia escolhido para ele tocando ao lado de uma lixeira e investigando mais, ele encontrou a bolsa dele. Com cuidado e luvas, ele a puxou.
Enquanto isso, Elisa finalmente voltou a si. Ela olhou para a roupa, tentando eliminar um possível estupro e quando o fez, sabia pela força das cordas que estava presa a uma poltrona.
— Fico feliz que tenha acordado. – A voz a sua frente falou. – Agora, tente sorrir. Essa foto vai para o seu namorado.
— Ele vai te matar, sabia? – Ela não estava com vontade de ser uma vítima. – Ele, meu pai e o agente Gibbs.
— Estive com alguém que Gibbs tanto ama e ainda estou aqui. – Vance sorriu. – Mas agora que estou com a princesa do Callen, talvez eu consiga um pouco mais de emoção.
Uma foto foi tirada de Elisa e Vance digitou algumas palavras antes de colocar à venda novamente em Elisa. Ela, por sua vez, sabia que precisava descobrir um jeito de fugir.
Ela não queria esperar por alguém a salvar e talvez, ela tivesse um plano em mente.
Callen sentiu seu celular vibrar enquanto a equipe de cena do crime periciava o beco. Haviam fitas de isolamento, a promotoria foi avisada e o caso adiado. O réu estava preso e não iria a lugar nenhum.
— Estou com sua garota. – Callen fechou o outro punho. – Venha sozinho ou ela morre.
— Não pense em ir sozinho, Callen. – Sam olhou para o amigo. – E nem pense em negar. Eu vou junto com você resgatar Elisa.
— Somos parceiros, certo? – Callen apertou o punho de Sam. – Vamos caçar um leão.
— Onde Callen e Sam estão indo? – Nell olhou para Eric, que estava concentrado.
— Eles vão fazer o que precisam. – Eric se virou. – E o que eu faria se fosse você no lugar de Elisa.
— — Apenas diga a eles para se preparem e avisarem caso precisem de apoio. – Nell sorriu para Eric e para as palavras fofas que o analista disse.
Callen dirigiu em silencio com Sam escondido nos bancos traseiros. Ele havia comprado um carro usado apenas para isso. Hetty garantiu que estava tudo bem para explodir se fosse preciso.
Elisa olhou para os lados da poltrona. Ela usou as unhas para rasgar o estofado. Ela tinha uma poltrona dessas em casa e sabia que havia uma parte que poderia cortar bem. Ela nunca contaria como descobriu.
Com um pouco de habilidade, ela conseguiu arrancar a peça antes mesmo de Vance olhar para ela e a escondeu. Quando ele saiu para a cozinha, ela começou a cortar as cordas.
Ela era de plástico fino e com aquela peça foi fácil cortar as cortas das costas. Elisa olhou para a cadeira que Vance estava sentado e notei uma granada de luz. Tenho perdido o medo delas, Elisa pegou uma delas, a preparou e jogou em direção a cozinha.
A granada explodiu e Elisa correu com tudo o que podia para fora. Que Vance era incrivelmente descuidado ela já sabia, mas ele ser burro foi uma surpresa.
Elisa viu um carro e percebeu que era Callen na direção.
G viu a namorada correndo e parou o carro. Ele saiu e a abraçou. A deixando na direção porque ele sabia que ela doida igual a ele, de um bom sentido, ele pegou a arma e foi em direção a casa.
De repente, ele viu Vance e ele estava com um olhar maníaco enquanto vinha para cima de Callen. O agente atirou duas balas, mas Vance continuava de pé.
Callen começou a recuar e quando estava na rua, Vance fechou a porta e mirou a arma no botijão de gás e atirou. A casa literalmente explodiu e Elisa o fez entrar no carro e dirigiu para a autoestrada.
Ela parou no acostamento, permitindo que Callen a abraçasse, assim com Sam que não havia tido tempo para sair.
— Eu tive tanto medo, querida. – Callen a beijou. – Ele te machucou, amor.
— Sim, mas eu joguei uma granada nele e provavelmente ele morreu. – Elisa sorriu. – Talvez uma corrida para o hospital e então...
— Sim, claro. – Callen ligou o carro e dirigiu até o hospital mais próximo.
Enquanto isso, há quase doze quilômetros, em uma drogaria, um Vance todo machucado entrou em uma farmácia que um idoso administrava sozinho e começou a colocar em um cesto um monte de coisas para curativos.
Quando o idoso veio em sua direção, Vance deu um tiro em sua cabeça e depois nas câmeras.
Elisa acabou com oito pontos na testa onde bateu na parede e com mais dois em cada braço ao perceber que havia sido atingida por estilhaços. Mas considerando tudo, Elisa estava bem.
Agora, Callen e a equipe de Los Angeles s juntaram a equipe de Washington por vingança contra Vance. Eles sabiam que não havia acabado quando não encontraram o corpo. E entre Gibbs, Callen e Hetty, era melhor sair da frente.
Eles apenas não pensaram que Vance tinha planos maiores a seguir.
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