Oneshots De Séries
247 The Bachelorette - The Mentalist
— Já vimos muitas coisas nesse trabalho, mas isso é totalmente novo. – Teresa Lisbon disse olhando para a vítima a sua frente. – Garganta cortada de orelha a orelha.
— Patty Smith, 54 anos. – Cho trouxe a informação da mulher no chão. – Ela é de Miami, mas estava aqui por causa do The Bachelorette.
— O programa que encontra namoradas e namorados? – Patrick deu um olhar para a vítima. – É verdade o que dizem.... Felizes até a morte nos separe.
Teresa olhou para o noivo e apertou a mão dele. Ela sabia que ele ainda se lembrava de sua primeira mulher e filha e ela realmente não o culpava por isso.
— Segundo a produção do programa, Patty se inscreveu para encontrar um namorado. – Rigsby chegou, mordendo um sanduiche. – Mas era apenas uma fachada. Tudo no programa é falso e combinado.
— Patty Smith era viúva. – Grace entregou o relatório assim que eles chegaram de volta. – Ela estava assim desde que Paul Smith, herdeiro dos pratos Smith faleceu por causa natural.
Patrick pegou o arquivo, dando uma boa primeira lida e decorando cada informação. Ele não queria saber se ela era esteticista ou modelo. Se algum homem do programa fez isso seria o golpe final na enganação.
Mas na segunda folha, um nome chamou sua atenção.
— Devemos falar com ele primeiro. – Patrick sorriu para sua noiva.
Pegando seu casaco, Teresa seguiu Jane. Os dois estavam dentro do elevador quando ele a apoiou na parede e a beijou, deixando-a sem reação.
— Eu acho que estou no céu, querido. – Teresa sorriu para ele.
— Há muito mais de onde esse veio. – Patrick apenas saiu do elevador, sorrindo para ela. – Vamos?
Teresa dirigia o carro até a estação de televisão. A rede havia sido justa o suficiente e cooperativa para que eles investigassem todos que fossem de algum jeito suspeitos.
— Então, como funciona o programa? – Teresa perguntou para o diretor, que se chamava Rupert.
— Pegamos dez homens e uma garota. – Ele os conduziu pelo set. – Acontecessem jantares, encontros e conversas. No final de tudo isso e a cada semana, um deles é eliminado.
— Ela dá uma rosa como símbolo de eliminação. – Patrick disse. – Eu já assisti uma ou duas vezes.
— Certo. – Rupert mostrou o camarim de Patty. – Tivemos que chamar uma nova garota para substituir a Patty. Ela se chama Michelle Young.
— Nome bonito. — Lisbon olhou na penteadeira do camarim. – Pó compacto, batom…. Parece que nossa garota não era nenhum pouco vaidosa.
— Mas tinha um belo estoque de outra coisa. – Patrick abriu o armário onde a bolsa de Patty estava. – Senhor, essas coisas são presentes para ela?
— Está louco? – Rupert olhou para a quantidade de pacotes de cocaína. – Eu não fazia a mínima idéia que ela usava, porém se soubesse, ela seria eliminada.
De volta ao CBI, Patrick olhava para as fotos colhidas pela perícia no camarim de Patty. Pela estimativa da agencia antidrogas, haviam cerca de R$ 500.000.000 em drogas. Jane sequer sabia ler esse valor.
— Meio milhão em drogas no armário do camarim do programa. – Rigsby olhou para Cho. – Eu acho que nunca vi tantos tijolos de cocaína juntos.
— Patty Smith não existe. – Lisbon colocou outra ficha sobre a mesa. – Seu nome é falso, seu RG e tudo. Menos a morte do Sr Smith.
— Seu verdadeiro nome é Carmem Ramirez. – Jane começou a colar a foto da mulher sobre o quadro. – Nasceu na Colômbia, filha de José Ramirez.
— Chefe, temos um problema. – Cho viu Lisbon se virar para ele e ver Rupert por detrás dele. – Ele precisa da nossa ajuda.
— Michelle está se negando a participar do programa. – Rupert disse. – Depois de encontrarem as drogas, ela diz que não quer participar.
— Isso é perfeito. – Jane sorriu para sua noiva. – O irmão de Carmem estará participando do programa. Podemos colocar a Lisbon como uma candidata falsa. Eu estou nessa.
— O que você sugere, Jane? – Teresa foi profissional com o noivo.
Ele apenas sorriu, um olhar engraçado nos olhos. Eles estavam indo atrás do assassino.
— Com licença, estou procurando Rupert. – Teresa Lisbon, ou como ela estava disfarçada agora, Margot Robbins perguntou para uma das assistentes. – Ele pediu para eu vir e falar com ele.
— Claro, por aqui. – Clara olhou para a mulher com punhais nos olhos. – Segunda sala a esquerda.
Enquanto isso, Cho, Wayne e Patrick entraram no estúdio e se posicionaram. Seria uma falsa gravação de escolha, mas ninguém além deles e de Rupert sabia.
— Muito bem, Margot, agora você vai ficar no meio desses quatro jovens aqui e sorrir. – Rupert estava feliz com o pequeno teatro. – Certo, agora, Jean Carlo, por favor.
Jane, que usava o codinome Jean Carlo se virou, sorrindo para a câmera.
Enquanto isso, Clara olhava com desdém para Teresa, sem mesmo saber quem era ela de verdade. Toda a equipe fora trocada, apenas para não haver nenhum problema de serem descobertos.
— Jesse, agora você. – Rupert falou para Jesse Ramirez e o viu sorrir. – Você beija a mão dela e diz que aceita.
— Eu... – Jesse viu Clara correr para cima dele. – Cuidado.
Jane correu para Teresa, a puxando para fora da mulher louca com o punhal. Clara caiu no chão, cravando o punhal na madeira do palco e logo sendo dominada por Cho e Rigsby.
— Me soltem! – Ela se debatia. – Ela merece morrer por tentar ficar com Jesse. Ele é meu, todo meu!
— Levem essa louca daqui. – Teresa olhou para Jane. – Você está bem?
— Apenas bati um pouco a cabeça. – Ele a puxou para seus braços, sorrindo.
— Venha comigo. – Teresa o levantou e deu um beijo nos lábios dele. – Você é meu solteiro favorito.
— E você é minha noiva perfeita. – Ele sorriu para Teresa, não se importando com quem os via.
Clara estava sentada e algemada na cadeira da sala de interrogatório por quase uma hora antes que a porta se abrisse e Teresa, juntamente com Grace entrassem e sentassem.
— Eu não vou falar nada sem a presença de um advogado. – Ela desviou o olhar.
— Está bem, se não quer falar, é seu direito, entretanto, Jesse realmente vai ficar chateado se você decidir pedir um advogado. – Teresa jogou a carta na mão. – Afinal, você matou a irmã dele por causa dele.
— Eu descobri que ela não se chamava Patty e que ela era uma traficante de drogas da Colômbia. – Clara balançou os ombros. – Quando achei as drogas, eu fui até ela para que ela fizesse um acordo. Jesse iria participar do programa com Michelle e eu achei que se ela o visse, iria querer ficar com ele.
— Eu sei o seu segredo. – Clara entrou no camarim e abriu o armário. – Carmem. Você nem nasceu na Flórida.
— Quanto você quer para manter essa boca fechada? – Carmem pegou um cheque e começou a escrever. – 100? 200 Mil?
— Eu não quero dinheiro, quero outra coisa. – Clara disse, sem medo. – Seu irmão, Jesse. Quero que o convença a ficar comigo.
— Jesse pode arranjar alguém melhor que você. – Carmem arrumou o batom no espelho. – Quanto em dinheiro você quer?
Clara se enfureceu e pegou a cadeira do camarim, dando a Carmem uma cadeirada.
Caída no chão, Carmem nem teve tempo de reagir antes de Clara pegar a faca que estava no prato com pão e manteiga e corta a garganta da mulher.
— Peguei o carro, enchi um carrinho de roupas sujas e a coloquei lá dentro. – Clara continuou. – A despejei no parque. Aquela vadia achava que me comprava com dinheiro. Tudo o que eu quero é uma chance com Jesse.
— Infelizmente, tudo o que você tem é uma chance de pegar pena de morte. – Grace olhou para ela. – Aliás, achamos uma carta no carro de Carmem. Ela estava esperando o fim do programa dela para falar com Jesse.
Clara ficou sem reação ao ouvir aquilo.
Teresa e Grace deixaram a sala, sabendo que Clara Iria para a cadeia.
Patrick, Teresa, Wayne, Grace e Cho foram ao funeral de Carmem. No final da investigação, descobriram por uma fonte anônima que a droga que Carmem tinha no armário era fruto de um acordo entre ela e o governo federal.
Ela estava deixando a vida do tráfico e querendo ser feliz.
Quanto a Clara, ela acabou tendo a vida poupada, mas iria passar todo o resto dela na cadeia, sem possibilidade de liberdade condicional.
Fale com o autor