Oneshots De Séries

124 Mal Entendidos - Calisa NCIS LA


Era oficial. Elisa estava insegura em seu relacionamento com Callen pela primeira vez. Ela já previa que isso aconteceria, mas não pensava que seria nesse momento.

Ela estava de quase cinco meses de gravidez e Callen estava chegando atrasado alguns dias em casa. Outros, ele dizia que ia para o escritório quando claramente ele não estava indo.

Nem mesmo Sam dizia a ela. Any, sua melhor amiga e namorada de Sam também não conseguia arrancar uma informação do homem, nem mesmo com a ameaça de deixar ele sem sexo por um ano.

— Não quero acusar ninguém sem provas. – Any olhou para os lados e entregou um cartão para Elisa. – Mas que é estranho é.

— Nem me diga isso, amiga. – Elisa suspirou. – Quero dizer, eu sei que ele não me trairia, mas ele não me contou nada sobre para onde vai e o que faz. E tem mais. A casa que nós queríamos comprar foi comprada por um comprador anonimo. Callen nem ligou para isso.

— Eu acho que esse investigador pode dar as respostas. – Any olhou para Elisa. – Se quiser, eu mesma contato ele e acerto os detalhes.

— Fico agradecida, amiga. – Elisa colocou a mão no estomago. – Algo me diz que ele não está me traindo, mas talvez seja algo que ele se envergonhe e queira fazer. De qualquer forma, eu preciso saber.

— Vamos descobrir o que nosso querido amigo está fazendo. – Any pagou a conta e comprou um milk-shake para Elisa. – Para acalmar a pequena.

— Amiga, você é um anjo. – Elisa sorriu.

Enquanto isso, Sam parou na porta de uma casa com um grande jardim. Ele sorriu ao sair do carro e viu Callen martelando um tipo de estante.

— Eu não sabia que você fazia esse tipo de coisa. – Sam viu o sorriso de Callen. – Quero dizer, achei que você substituiria a cama por sacos de dormir.

— Não mais. – Callen sorriu, descansando e aceitando o refrigerante que Sam ofereceu. – Obrigado.

— Imagina. – Sam adorou o trabalho que o amigo estava fazendo na casa. – Quando você vai contar a Elisa sobre a casa?

— Ela já está quase pronta, então, eu acho que em uma semana. – Callen sorriu. – Ela já está de cinco meses de gravidez e semana que vem fazemos seis meses de namoro.

— Bem, eu diria que um bebê e uma casa é algo que ela vai amar. – Sam sorriu ao entrar no quarto do bebê. – Meu Deus, você pintou as coroas sozinho?

— Não, chamei Kensi e Deeks. – Callen sorriu. – Enquanto Deeks pintava, Kensi colocou o bercinho de Sophie no lugar, o mobile e Eric e Nell colocaram a baba eletrônica.

— Sabe, poderia ter me chamado. – Sam brincou. – Mas eu não iria atender.

— Você e Any são iguais a mim e Elisa no começo. – Callen deu risada. – Eu realmente vou adorar trazer Elisa para essa casa. E como temos um jardim grande, talvez a gente aproveite e se case.

— Você realmente é romântico, Callen. – Sam sorriu para o amigo. – Vamos começar a pintar a cozinha.

Callen ligou o rádio da cozinha e estava tocando “Me Gusta” de Anitta e Cardi B. ele arriscou uns passos de dança e Sam deu risada. Se não fosse um segredo, ele enviaria a Elisa o vídeo de Callen dançando.

Any foi até o investigador particular e deu 1000 dólares para que ele seguisse Callen e Sam. Ela queria saber o que os dois tanto aprontavam juntos. Se eles estivessem traindo ela e Elisa, haveriam dois agentes desaparecidos.

Callen observou o carro parado durante dois seguidos do lado de fora da casa que ele estava reformando e foi até ele. Batendo no vidro, o investigador particular abaixou o vidro.

— Desculpe, mas eu sou um investigador federal treinado e sei quando estão me vigiando. – Callen disse sincero. – Então, a mando de quem você está aqui?

— Bem, me contrataram para seguir você e seu colega. – Ele sabia que Callen logo saberia. – Algo sobre uma suspeita de traição, mas vendo você nessa casa, eu meio que entendi.

— Bem, eu comprei a casa para dar de presente a minha noiva e nossa filha que está para nascer. – Callen sorriu quando recebeu o arquivo. – Deixe que eu falo com ela.

Any estacionou o carro ao lado da casa onde Callen marcou com ela. Ela nunca teve medo do homem. Na verdade, ela tinha uma dívida com ele. Sam e ele a salvaram de um sequestro.

— Callen. – Any olhou para a casa. – Espera, essa é a casa que Elisa queria comprar?

— Sim, eu a comprei por meio de um amigo. – Callen abriu a porta da casa. – Estou reformando há quase dois meses com Sam e o pessoal. Eu entendo que você contratou o investigador particular e não posso te culpar.

— Eu acho que é um segredo que vale a pena. – Any viu Sam aparecer. – E você, acho que escondeu isso de mim.

— Não poderia arriscar, amor. – Sam a beijou. – Eu acho romântico na verdade.

— Elisa e eu fazemos seis meses de namoro em quatro dias e eu quero dar de presente a casa e talvez o casamento. – Callen viu Any desmaiar de amor. – Então, pode me ajudar com os preparativos?

— Conte como feito. – Any recebeu uma mensagem no celular. – Eu preciso falar com Elisa. Fique tranquilo, seu segredo está seguro comigo.

Callen sorriu e colocou a última coisa que faltava. Um retrato dele e de Elisa se beijando debaixo da Torre Eiffel.

Any se sentou no café com Elisa e sorriu para ela.

— Eu tenho certeza que Callen não está traindo você, amiga. – Any entregou os relatórios para ela, ocultando a parte da casa. – Na verdade, Sam e ele estão envolvidos em um projeto secreto para a NCIS e obviamente nenhum deles pode falar.

— Graças a Deus. – Elisa sorriu. – Eu estava quase planejando enterrar Callen.

— O que acha de na sexta-feira a gente ir dar uma volta pelo shopping? – Any mudou de assunto. – Sei que você disse que vocês vão se casar depois do nascimento de Sophie, mas a gente pode experimentar uns vestidos...

— Claro! – Elisa sorriu.

Callen estava ansioso. Era sábado de manhã e Any havia levado Elisa fazer compras no dia anterior. Ela havia desviado o vestido para a casa nova e agora era hora de ele levar a mulher de seus sonhos para conhecer a casa.

— Lise, vamos dar uma volta? – Callen sorriu. – Eu quero que esse dia seja especial.

— Humm, algo especial hoje? – Elisa o beijou.

— Com você todos os dias são especiais. – Callen a beijou. – Vamos?

Ele a ajudou a entrar no carro e depois de colocar o cinto de segurança foi em direção ao que seria o melhor dia de todos.

— Grisha, o que viemos fazer aqui? – Elisa conhecia essa rua. – Grisha?

— Lise, lembra que você queria comprar uma casa que você sempre queria? – Callen parou em frente da casa em questão. – Eu pedi para que Any não contasse nada. Eu comprei a casa e a reformei para dar a você hoje.

— Grisha, eu nem sei o que dizer... – Elisa sorriu e o beijou. – Tem mais?

— O que você diria se eu te pedisse para se casar comigo aqui e agora? – Callen sorriu para ela, revelando todos os amigos, inclusive Pride.

— Eu diria, manda ver. – Ela o beijou. – Mas, e o meu vestido?

— Aguardando você no quarto de hospedes. – Any surgiu em seu vestido bordo. – Vamos?

— Com certeza. – Elisa jogou um beijo para Callen. – Oh, Grisha? A vingança é uma vadia.

Any levou Elisa para cima enquanto Pride e Sam proibiam Callen que cruzar o corredor. Eles não acreditavam em superstições, mas era melhor nunca arriscar.

Fechando o vestido de Elisa, Any sorriu.

— Eu tenho algo para você. – Any pegou uma caixinha de joia com um colar. – Esse colar foi minha mãe que me deu e agora eu quero que fique com você.

— Any, eu amei. – Elisa arrumou o cabelo e viu Any fechar o colar. – Corações e continhas azuis.

— É a sua coisa azul. – Any sorriu. – Desculpe ter mentindo.

— Eu não tenho nada para perdoar. – Elisa a abraçou. – Agora, que tal descermos e vermos o Sr Callen?

— Vamos! – Any ajudou Elisa a caminhar, segurando a cauda do vestido dela.

Callen olhou para a passarela quando as primeiras de BloodStream começou a tocar. Ver Elisa entrar nos braços de Pride fez tudo valer a pena. Ela estava perfeita.

Elisa sentiu seu coração transbordar de paixão e Pride sorria de um jeito alto. O sol que fazia naquele momento deixou tudo mais perfeito.

— Cuide bem da minha garotinha, Callen. – Pride recomendou a Callen. – Ou eu acabo com você.

— Eu sempre vou cuidar. – Callen segurou Elisa e a levou para o altar.

— Irmãos e irmãs, estamos todos aqui para celebrar o casamento de Grisha Callen e Elisa McGee Pride. – Hetty começou. – Duas almas que se encontraram e que são almas gêmeas. Eu sei que vocês serão eternamente felizes juntos.

— Eu, Grisha Callen, aceito você Elisa McGee Pride como minha legitima esposa, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na prisão e na liberdade, na riqueza e na pobreza para o resto dos nossos dias. – Callen sorriu. – Você é a única além dos nossos futuros filhos que vai ter meu coração para sempre.

— Eu, Elisa McGee Pride, aceito você, Grisha Callen, como meu legitimo esposo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na pobreza e na riqueza, na prisão e na liberdade, para o resto de nossos dias. – Elisa sorriu para ele. – Você é o único além dos nossos futuros bebês que terá meu coração para sempre.

Todos estavam sorrindo naquele momento. Era simples e apaixonante.

— Como eu sei que ninguém vai ter a coragem de interromper essa cerimonia... – Hetty arrancou risadas de todos com aquela frase. – Pelo poder investido em mim pelo estado da Califórnia e pela igreja da vida e energia da internet, eu os declaro marido e mulher. Podem se beijar crianças.

— Venha cá, minha mulher. – Callen beijou Elisa de uma forma de cinema.

Todos se levantaram, jogando pétalas de rosas no casal. Callen e Elisa sorriram sabendo que esse foi um dos melhores presentes de toda a vida deles.

Nem era preciso dizer que eles acabaram indo em lua de mel para as Bahamas, mas essa é uma história para outro dia...