Oneshots De Séries

218 Apology Accepted - Criminal Minds


Luke se bateu mentalmente pela décima vez naquele dia. Por que raios ele aceitou participar dessa brincadeira?

Penelope estava há uma semana sem falar com ele ou o evitando. Se ele estivesse na sala e não fosse durante um caso, ela sairia e o deixaria ali, falando com as moscas. Se fosse um caso, ela evitaria olhar para ele.

E isso o matava por dentro. Ele sentia falta dela, de suas brincadeiras malucas, seus lábios, dos cabelos macios dela e até do perfume de rosas que ela tinha. Ele não aguentaria mais gelo dela.

— Por que você não dá flores para ela? – JJ o aconselhou. – Funcionou quando Gideon a incomodou no começo.

— Ela jogaria na minha cara. – Luke estava acabado. – Eu sonhei com ela essa noite. Isso está me quebrando.

— Acho que todos exageramos. – Reid constatou. – Apostar que ela iria nos entregar, foi errado.

— Mas ela está me crucificando. – Luke colocou as mãos contra o rosto. – Meu deus.

— Eu vou comprar flores. – JJ anunciou. – Talvez Rossi possa te ajudar. Ele entende disso.

Luke foi até a sala de Rossi. Batendo suavemente, ele virou a cabeça a tempo de ver Penelope caminhando distraidamente. Ela parecia bem chateada. Era assim desde que Hotch havia se ido e tudo aquilo aconteceu com o irmão de Tara.

Seus olhos se encontraram e ela saiu rapidamente.

— Luke. – Rossi o puxou para dentro. – JJ já me disse o que está havendo.

— Ela me odeia. – Luke se jogou contra a poltrona. – E eu me odeio. Acabei de ver ela e ela parece bem chateada.

— Sim. – Rossi concordou. – Ela está chateada comigo também. Menos com Prentiss, provavelmente porque ela é a chefe.

— Acha que ela se demitiria? – Luke ficou preocupado. – Rossi. A gente não pode perder ela.

— Não podemos. – Rossi falou. – Mas ela parece chateada demais com uma brincadeira.

— Acha que tem algo mais? – Luke tinha esperanças. – Essa história do Hotch sair e do Mr. Scratch.

— Já enfrentamos ameaças antes. – Rossi olhou pela janela. – Não. Definitivamente há algo mais nisso.

— Hein? – Luke arqueou uma sobrancelha. – Ela teve seus inimigos?

— Quatro. – Rossi não queria trazer isso à tona. – Foram quatro de uma vez e ela ficou muito nervosa.

— Quatro? – Luke deu um pulo da cadeira onde estava sentado. – E Por que ela nunca contou?

— Foi ruim para todos. – Rossi serviu um copo de uísque para Luke. – Mas ela ficou pior. Ela não dormiu por uma semana depois.

Luke bebeu o liquido e um plano estava formado nele.

— Acho que eu já sei o que fazer.- Ele anunciou. – Talvez pudéssemos criar uma pequena distração para ela se esquecer disso tudo.

— Tipo o que? – Rossi estava interessado agora. – Estou disposto a pagar qualquer valor.

— Vamos fazer uma festa com a equipe. – Luke pegou uma caneta. – Chamar os irmãos dela, algum dos pais quem sabe.

— Esquece. – Rossi apenas disse. – Ela odeia seus irmãos. Eles a culpam por tudo o que houve com os pais dela. Podemos, no entanto, fazer uma noite de cinema.

— Filmes românticos? – Luke queria uma oportunidade para beijar Penelope. – Ou algo que agrade as garotas e os garotos.

— Reid gosta de ficção cientifica. – Rossi começou. – As meninas gostam de romance. E eu gosto de filmes italianos.

— Talvez um piquenique ao ar livre? – Luke tentou. – Qual é. Precisamos animar Penelope.

— Posso combinar com o resto da equipe. – Rossi sorriu. – Doces italianos são os favoritos dela, Alvez. Há um tipo de biscoito chamado Romeu e Julieta que maravilhoso. É feito com goiaba e em forma de coração. Perfeito para romance.

— Onde eu encontro? – Luke estava fascinado com o que aprendia sobre Penelope. – É caro?

— Conheço uma garota que faz esse doce. – Rossi piscou. – Ela trabalha no nosso prédio, no sexto andar. Apenas entregue esse papel a ela. – Rossi entregou um cheque de 5 mil. – Parece muito dinheiro, mas ver o sorriso de Garcia faz cada centavo valer.

Luke subiu e procurou a garota. Ela estava na secretaria hoje e ele foi com olhos de cachorrinho a procura desse doce.

— Pode ser arranjado? – Luke perguntou. – Penelope precisa ser animada hoje.

— Por Penelope, lógico que sim. – A garota pegou a bolsa e levantou. – Posso te ensinar a receita se vier comigo.

— É por isso que ele te deu cinco mil? – Luke se tocou. – Por que ele queria que eu aprendesse a receita?

— Exatamente. – A menina respondeu. – Mas por enquanto eu vou te dar o doce. Outro dia quem sabe podemos fazer você aprender.

Tirando uma bandeja de isopor coberta por plástico filme, ela entregou os biscoitos.

— A receia é típica de onde eu venho. – Ela explicou. – Uma comunidade italiana no Brasil. Eu explico outra hora.

Luke agradeceu e saiu com os biscoitos. Eram lindos. Em formato de coração e a etiqueta dizia sem lactose. E só de ver Penelope feliz, ele ficaria também.

Garcia suspirou pela milionésima vez naquela semana. Ela não aguentava mais ter que dar gelo em Luke e por mais que ela o amasse, ela estava ainda chateada com a brincadeira.

Tara foi a primeira a pedir desculpas. Ela disse que não era certo, mas em sua defesa, Rossi a desafiou a fazer aquela brincadeira.

E que se tivesse alguém que guardaria qualquer segredo na equipe era ela. Elas ficaram de bem outra vez. E ambas estavam na sintonia outra vez.

Emily apelou para a moda. Ela comprou um salto novo para Penelope. Ela também apontou a culpa para Rossi e colocou Luke na história e que foi totalmente errado em enganar alguém tão leal como ela.

JJ, Reid, Luke e Rossi trabalharam no piquenique surpresa. Cada um trouxe seus doces e os de Penelope.

Afastando a cadeira do computador, Penelope sabia que mais um dia havia acabado e com ele mais uma semana. Então foi oficialmente uma semana que ela não dirigiu a palavra a Luke.

Era sexta-feira, próximo das 20:00 horas e ela estava cansada. Ela estava cansada até mais que o normal para um dia sem casos e parecia estar amarrada a uma pedra enquanto caminhava.

— Garcia? – Rossi a viu. – Está tudo bem?

— Estou cansada. – Ela tentou disfarçar. – Outro dia cansativo.

— Nada disso. – Ele a ajudou a se sentar. – O que está sentindo?

— Além de um coração dolorido? – Ela começou a chorar. – Além de confiar em Luke e ele fazer aquela brincadeira?

— Eu realmente sinto muito por aquilo. – Rossi parecia um pedaço de papel amassado. – Deixe buscar um pouco de água. Você está sobrecarregada.

Ela sorriu e Rossi foi buscar a água. Ela nem percebeu quando seus olhos fecharam e Luke e Spencer entraram.

Inclinada na cadeira, ela dormiu ali mesmo. Luke não podia deixar de sorrir ao ver Penelope. Spencer também sorriu timidamente, mas cutucou o amigo.

— Leve-a para casa, Alvez. – Reid o entusiasmou. – Talvez o sol da manhã possa trazer alguma clareza.

— Ela dormiu? – Rossi surgiu antes de Luke falar. – Ela não estava feliz antes.

— O que ela disse? – Luke pegou a mão dela e se sentou ao seu lado. – Ela ainda está chateada?

— Ela disse que confiou em você e você fez aquela brincadeira. – Rossi apenas o fuzilou com o olhar. – Eu sei que errei, mas você fez pior.

Luke não esperou mais nada. Pegando Penelope tão sutil quando conseguiu, ele a levou para o carro e depois para a casa dele.

Ela parecia chateada, porém se ele pudesse dizer, ela estava relaxando no carro dele.

— Onde eu estou? – Penelope acordou em pânico. – Como eu vim parar aqui?

— Está tudo bem. – Luke a acalmou com a mão. – Eu precisava mesmo conversar com você. Estou levando você comigo.

Ela se virou contra a janela e ficou quieta.

— Certo. – Luke travou a porta. – Eu vou falar e você pode só escutar, porque o único errado aqui sou eu.

— Me deixe sair. – Penelope pediu. – Não temos nada para conversar.

— Na verdade, temos sim. – Luke disse. – Olha, eu já fui informado por Rossi que você está bem chateada comigo e eu entendo. Eu mereço na verdade. Eu comecei isso com ele e não medi as consequências desse ato.

Ela não disse nada, mas era quase certo que ela estava chorando. Quando ela continuou quieta ele tomou isso como uma brecha para conversar com ela.

— Nessa última semana eu tive um belo vislumbre do que minha vida seria sem você. – Luke sorriu. – Quando eu entrei para essa equipe eu percebi que era mais que uma equipe e muito mais como uma família. Você é a coisa que deixa essa equipe unida.

Penelope virou para ele, com uma lágrima na bochecha.

— Você me magoou. – Ela disse. – Eu confiei em você e eu amo Roxy.

— E eu sou um idiota completo. – Ele se aproximou dele. – Limpe minhas contas, Hackeie meu telefone, mas nunca mais deixe de falar comigo de novo. – Ele aproximou seu rosto cada vez mais. – Porque eu não sei se aguento outro gelo.

Então aconteceu. Quando a música no rádio mudou para uma música suave e romântica. As notas de Someone You Love de Tina Dico deram a Luke a coragem para beijar Penelope pela primeira vez.

Ela por sua vez, aceitou o beijo, permitindo que a língua de Luke entrasse e lutasse com a dela. Era quente, suave e tão maravilhoso quanto ele achou que ela seria. Era como o céu para ele.

— Isso quer dizer que eu estou perdoado? – Luke perguntou durante uma tomada de ar. – Porque senão eu vou te beijar até você me perdoar.

— Deixe de ser bobo. – Ela passou a mão pela cintura dele, grata que ele parou o carro. – Eu te beijaria mesmo se eu tivesse te perdoasse.

— Nesse caso. – Ele não concluiu.

A beijando com todo o amor que poderia lembrar, ele poderia morrer agora que ele finalmente a beijou.

Eles mal chegaram em casa quando Luke a puxou pelos braços até sua casa. Roxy, ela mesma veio recepcionar o novo casal. Penelope se ajoelhou na frente da cachorrinha e começou a coçar as orelhas em um claro sinal de felicidade.

Luke sempre adorou o jeito que sua Penelope tratava Roxy e o sorriso que ela tinha enquanto aninhava a pequena canina.

Eles foram no piquenique no dia seguinte não assumindo o romance para a equipe. Poderia ser um segredo entre eles por enquanto.

Apesar que eles estavam no meio de profilers e eles sabiam que o olhar deles era de um casal começando.

Nada havia realmente acontecido na noite anterior. Eles resolveram esperar mais um pouco. Então ela deitou ao lado dele na cama e ele envolveu seus braços por ela e incrivelmente, os pesadelos que ele tinha desde o ultimo caso sumiram. Ela tinha esse poder de fazer ele dormir uma noite inteira apenas estando lá com ele.

O casamento dos dois foi na primavera, um ano depois. Luke não gostava de esperar muito e ter Penelope por completo foi seu melhor presente. Roxy entrou com as alianças e seu vestido branco modelo canino.

Ela não contou a Luke que em sete meses eles teriam um bebê e quando fez, Luke queria apenas beijar a barriga dela a exaustão. Se ele amava Penelope antes, agora eles seriam uma família completa.

Roxy agiu como ma verdadeira mocinha e sempre protegia a bebê deles.

A garotinha era metade dos dois. Eles concordaram em chamar a menina de Haley Jennifer Garcia Alvez. Roxy era tão protetora com Haley que se um estranho chegasse na porta do quarto da bebê ela mostraria os dentes e o intimidaria até Penelope a acalmar.

Quando a menina começou a dar seus primeiros passos ela estava junto para cuidar da garotinha. E Haley amava Roxy tanto quanto Penelope e Luke a amavam.

Eles viveram felizes juntos. Mesmo com os unsubs e malucos que os ameaçavam