Oneshots De Séries
210 I Belong With You... Or No! - NCIS LA & Criminal Minds
Era mais um daqueles casos onde ninguém entendia o que estava acontecendo. E talvez ninguém entendesse.
Callen havia ligado para Washington em busca de ajuda de sua prima e da equipe dela. Ele não conseguiu mais administrar todo o problema que sua ex estava causando para ele e para sua noiva Elisa, que estava grávida.
— Obrigado por virem. – Callen abraçou a prima. – Não consigo acreditar nisso tudo.
— Está tudo bem, primo. – Penelope tratou logo de deixar claro. – Esse é o meu noivo, Luke. E esses atrás de mim são os agentes Prentiss, Reid, Rossi, Simmons, Jareau e Lewis.
— Viemos assim que Penelope nos disse que você precisava de ajuda. – Emily deu um passo para frente. – Eu sei que é um pouco da nossa alçada, mas acho que o diretor não se importara em autorizar tudo.
— Eu agradeço. – Callen sorriu um pouco. – Venham, vamos para a agencia.
A equipe se dividiu em alguns carros. Pen indo com Callen e Luke. Todos estavam apreensivos com tudo o que Anna poderia causar na vida deles.
Elisa saiu da promotoria com Any ao seu lado. As duas estavam rindo de uma piada quando ouviram o clique de uma arma vindo atrás delas.
— Continue andando, Any. – Anna falou o nome da amiga de Elisa com nojo. – Elisa, você vem comigo.
— Anna, por favor, eu estou esperando um filho. – Elisa se virou e Anna olhou para ela chocada. – Qualquer que seja seu desejo...
— Cale a boca, sua estupida. – Anna puxou Elisa, que derrubou sua bolsa. – Já que você é a amiguinha de Elisa, você vem conosco, Any.
— Deixe ela fora disso. – Elisa tentou, mas Anna estava determinada. – Vamos com calma.
— As duas para o carro agora! – Anna as acompanhou até seu SUV e as jogou na frente e se sentou na parte traseira com duas armas. – Dirija!
Callen ouviu seu telefone tocar e estranhou o número. Ele olhou para todos com expectativa e Pen digitou os comandos para o rastreamento. Todos pararam de falar qualquer coisa.
— Alô? – Callen estava com medo da voz que viria.
— Olá, Grisha. – Anna viu o olhar de Elisa para ele e sorriu. – Que tal dar um olhar para sua noiva?
— Você se atreveu a sequestrar minha noiva? – Callen viu Sam tentar ligar para Any e sentiu o coração parar. – Anna, o que você fez?
— Sequestrei duas pelo preço de uma. – Anna deu uma risada macabra. – A melhor amiguinha de Elisa está aqui com a gente.
Pen estava digitando furiosamente. Ela fez sinal de um minuto para conseguir uma localização.
— Viu o meu trabalho? – Anna estava completamente doida nesse ponto. – Eu fiz especialmente para você.
Pen sinalizou trinta segundos e Callen engoliu em seco.
— Sim, eu vi. – G engoliu em seco. – E eu não achei divertido.
Emily escreveu algo em um papel e virou para Penelope. Eric e Nell estavam ambos ajudando a técnica e todos olharam para ela. Penelope balançou a cabeça em sinal positivo e anotou uma localização.
— Agora escute bem, Grisha. – As palavras de Anna estavam cheias de veneno. – Venha sozinho ou essas vadias morrem.
— Não vou sozinho, Anna. – Callen iria fazer o próprio acordo. – E se você fizer qualquer coisa contra Elisa, Any e meu bebê, eu juro que vou até o inferno para te encontrar.
Elisa olhou para o telefone, sentindo a ameaça de seu noivo e ela escondeu um sorriso e um plano.
— Ok, traga alguém junto. – Anna se deu por vencida. – 15 Horas. Não traga suas armas.
Desligando o celular, Anna olhou para Any e Elisa sentadas.
— Eu preciso ir ao banheiro. – Elisa disse como se fosse obvio. – Sabe, bexiga de grávida é complicada.
— Está certo. – Anna cortou os lacres que prendiam os pulsos de Elisa. – Você. Vem com a gente. Não confio em você.
Sem Anna saber, Elisa e Any se comunicaram através de língua de sinais e olhares. As duas sabiam que um lugar como aqueles tinha um espelho grande na parede. Era básico para uma escola, mesmo que abandonada.
— Elas estão em uma escola abandonada na East com a Four. – Penelope mandou o endereço. – Tem uma construção do lado e um carrinho de cachorro quente com pimenta na esquina.
— Por que Anna levaria Elisa e Any para esse lugar? – Emily perguntou para todos. – Quero dizer, todas as outras mortes foram em bairros ricos, com muros e portões.
— E nem é apenas isso. – Rossi abriu o mapa. – Pelo que você nos contou, ela é uma agente treinada. Seria óbvio demais.
— Ela disse.... Te vejo as 15 horas. – Reid observou. – Mas ela não disse o lugar.
— Anna sabe que temos pessoas para rastrear ela. – Sam jogou um olhar para ele. – Mas ela não sabe dos reforços.
— Podemos usar isso como uma vantagem. – Deeks recebeu todos os olhares. – Sabe o que isso significa?
— Sim, podemos invadir a escola, uma vez que não tem mais câmeras e fazer Anna pensar que Callen e Sam estão sozinhos. – Matt sorriu.
— Quem está a fim de caçar uma pata? – Penelope disse e todos sorriram para ela.
Pegando os comunicadores, Hetty deu para cada agente um e mandou que todos ficassem conectados.
Enquanto isso, Elisa e Any estavam nas cabines. Anna estava checando as mensagens de seu informante na OPS, não sabendo que a pessoa que estava mandando as informações era Penelope, Eric e Nell.
O informante preso e longe de qualquer contato com informática.
Elisa destrancou a cabine, logo depois de pegar um pequeno canivete na sola de seu sapato de salto. Any tirou seus palitinhos do coque que mantinha. Ela quebrou a ponta e duas laminas apareceram.
Anna olhou para Elisa bem a tempo de ela ser jogada contra o espelho com um chute duplo entre Any e Elisa.
A arma de Anna rolou para debaixo de uma das cabines e ela tentou correr, mas Elisa pegou o canivete e a cortou no braço. Ela se defendeu dos golpes que Anna dava nela e Anna acabou chutando a parede e caindo no chão.
Any pulou sobre ela, mantendo um aperto mortal sobre os braços da mulher. Ela usou um dos palitos para cortar a camiseta que vestia para fazer um par de algemas improvisada.
Enquanto isso, os agentes se juntaram e foram para as entradas do prédio. Penelope ficando protegida na OPS, junto com Eric e Nell. Os três tinham licença para armas e ficaram guardando o traidor.
Callen estava andando pelo corredor como combinado, mas não conseguiu entender porque Anna ainda não estava lá.
Elisa pegou a arma com cuidado e a mirou para Anna, que estava descabelada e com alguns cortes. Any foi machucada um pouco, mas Elisa estava sem machucados. Ela lutou pela vida de sua filha e a dela.
— Levanta, vadia. – Elisa viu Anna se levantando meio a contragosto. – Anda.
— Não vai ser fácil explicar para Callen. – Anna sentiu que não tinha mais escapatória. – Grisha pertence a mim. E não a você e esse bebê.
— Sorte sua eu ser uma promotora de justiça. – Elisa a fez caminhar. – E sorte sua que eu prefiro que você viva, fique presa sem possibilidade de sair e veja minha família com Grisha crescer e multiplicar.
Callen viu uma movimentação na sua direção. Nesse momento, os agentes estavam reunidos. Ele olhou para Any conduzindo uma Anna machucada com Elisa com uma arma para Anna.
— Podem guardar suas armas. – Any sorriu para Sam e Callen. – Essa aqui só tem a raiva de um pittbul, mas tem a mordida de uma dentadura de goma.
— Então perdemos a festa. – Callen olhou para Elisa. – Ela te machucou?
— Não, mas ela deu de cara com um espelho. – Elisa olhou para a equipe BAU junto da NCIS. – Eu estou feliz de ver vocês, mas podem tirar essa mulher daqui?
Reid pegou Anna e a algemou. Ela resistiu, mas logo JJ ajudou o amigo.
— Certo, eu acho que é melhor ligar para Penelope, Callen. – Luke disse. – E eu vou comprar um cachorro-quente para ela.
— Ei, compre um para mim, Luke? – Elisa pediu e o concunhado sorriu para ela. – Eu adoro coisas picantes.
— E essa é a nossa deixa para deixar vocês a sós. – Emily sorriu.
Elisa e Any foram checadas no hospital e liberadas. Anna acabou sendo acusada de 12 mortes, tentativa de assassinato, tentativa de assassinato de um bebê ainda não nascido, de sequestro e de mais meia dúzia de crimes.
Duas semanas depois, a equipe BAU foi convidada para o casamento de Elisa e Callen, que decidiram não esperar mais.
Penelope e Luke foram os padrinhos junto com Abby e Tim.
E Anna, bem, digamos que ela nunca mais veria a luz do sol nascer redondo.
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