Luke entrou no armazém com inseguranças batendo nele. Como sua garota estaria quando a encontrassem?

As horas que se passaram desde que ela fora levada quebraram seu coração. Ele não poder proteger ela desse bando de idiotas o fez vomitar. Ele só esperava que ela estivesse bem.

Penelope estava amarrada a cadeira no meio do armazém. Ela fechou os olhos pedindo que Luke e o time os encontrassem. Ela não sabia onde Reid estava, mas torceu para que ele estivesse bem.

A dor em seu pé a lembrava que eles haviam quebrado seu tornozelo para ela não fugir. Porém ela ignorou completamente. Ela se recusou a desmaiar, mesmo quando eles quebraram.

Ela podia ouvir a movimentação da Swat do lado de fora e queria gritar para ter cuidado com os explosivos e o gás espalhado, mas a estúpida fita a impedia.

— Parem! – Rossi gritou. – O lugar tem bombas prontas para explodir e posso sentir gás.

Luke limpou uma janela e viu Penelope amarrada no meio da sala, no caminho da explosão.

— A equipe de contenção estará aqui daqui há dez minutos. – Rossi tirou o colete e se sentou. – Desculpe, eu só preciso de um tempo.

— Tudo bem. – JJ apoiou a cabeça no metal. – Isso se tornou difícil para todos.

— Eles a colocaram no meio da explosão. – Rossi estava quase do mesmo jeito que Luke. – Ela parece tão desesperada lá.

— Luke não vai lidar bem com a perda. – Emily falou. – Ele foi para o lado de Matt porque pode ter algum amigo.

— Onde está Spence? – JJ se preocupou. – Eles separaram ele de Pen porque ele saberia se mover nessa situação.

Quando a equipe de contenção conseguiu drenar todo o gás e lidar com os explosivos verificando as portas e constatando que o explosivo era programado para explodir com o gás, eles começaram a avançar.

— Não ouse chegar perto. – O capanga surgiu por trás de Pen. – Ou ela morre.

O olhar de Pen encontrou o de Luke e eles se fecharam no seu próprio mundo. Luke reviveu cada minuto com ela em segundos e parecia que tudo estava acabado.

As balas começaram a voar e o homem empurrou Penelope ainda presa a cadeira no chão. Mesmo correndo Luke não a pegou a tempo. Ela bateu no chão tão forte que logo apagou.

Luke deu dois tiros no homem e correu para Penelope, não se importando nas consequências.

Tudo o que importava para ele era a mulher apagada no chão. Cortando as fitas como se fossem papel, ele a pegou assim que ela se desprendeu da cadeira.

Era um estilo de filme romântico que ele só esperou usar com Penelope. Nenhuma outra mulher merecia isso. Ele a carregou quando viu que ela não acordaria logo.

Emily e Rossi foram atrás de Spencer preso em uma das salas igualmente apagado. Ele foi carregado para uma maca e para o hospital. JJ foi com ele. Assim como Luke foi com Pen.

Lisa estava de plantão naquela noite e esperando dois agentes que estavam machucados. Ela sacou que era Penelope e Spencer. Ela só não esperava ver o que ela viu.

Ao lado de Penelope, Luke era seu cavaleiro branco, nunca deixando sua mão e ficando quase histérico por ter que esperar na recepção ao invés de entrar com ela. Então, ela sacou o que significa.

Ela estava chateada, porém ela sabia há algum tempo que ele não era verdadeiramente dela. Ela deveria deixar ele ir para seu bem. Ela poderia seguir em frente, do mesmo jeito que ele.

— Podemos conversar? – Ela pediu a Luke. – Acho que você me deve isso.

— Certo. – Luke a acompanhou. – Então?

— Estou desocupando a gaveta na sua casa. – Ela viu como ele não parecia surpreso. – Eu vou seguir em frente e você deveria fazer o mesmo com ela. Você a ama e está negando seus sentimentos.

— Me desculpe. – Luke estava envergonhado. – Eu deveria ter contado antes.

— Me permite um conselho? – Lisa o viu acenar. – Apenas diga a ela. Diga que a ama e seja feliz.

Ela levantou, entregou a chave que ele deu a ela, deu um beijo na bochecha dele.

— Seja feliz Alvez. – Ela saiu. – E faça ela também feliz.

Ele apenas assentiu. Agora ele era solteiro e podia finalmente ter a mulher de sua vida.

Ele sorriu para JJ quando Reid entrou em sua própria maca. Ela parecia aliviada e ele tomou isso como um bom sinal.

— Agente Alvez? – Um médico o chamou. – Está aqui com Penelope, certo?

— Sim. – Ele levantou. – Como ela está?

— Ela teve uma concussão e um tornozelo quebrado. – Ele o levou para o quarto dela. – Ela vai dormir por no mínimo dois dias. A concussão precisa passar antes de qualquer coisa. Quanto ao tornozelo, vamos agendar uma cirurgia para corrigir.

— E depois? – Ele admirou Penelope dormindo. – Qual o procedimento?

— Dois Meses no máximo com gesso. – Ele viu Luke estremecer. – Ela vai ficar bem. Seria bom que alguém ficasse com ela. Ela precisará de pílulas para dor e elas causam sono em excesso.

— Posso ficar com ela? – Luke torceu para um sim. – Por favor.

— Apenas fique em silêncio. – O médico o aconselhou. – E toque a campainha se algo mudar.

Luke agradeceu e se sentou em silêncio. JJ entrou em seguida, apoiando Spencer.

— Você não deveria estar em uma cama? – Luke ajudou a agente com Reid. – Por que está aqui?

— Ele queria ver se ela estava bem. – JJ entendia o colega. – Ele viu eles a torturarem e precisava saber se ela estava bem.

— Ela vai dormir por alguns dias ainda. – Ele viu Spencer fechar os olhos. – Ei, nada disso foi culpa sua, ok? Se ela estivesse acordada agora ela chutaria sua bunda por se culpar, Spencer.

— Eu não aguentei ver ela sendo torturada. – Reid deixou uma lágrima escapar. – E quanto ao tornozelo? Você disse que ela vai chutar minha bunda se eu me culpar, mas pelo que vejo, ela vai ficar com gesso no máximo 2 meses.

— Vai dar tudo certo. – Luke garantiu. – Vamos fazer dar certo.

Dois dias se passaram e os olhos de Pen se abriram pela primeira vez desde o ataque. Ela sentiu a mão de Luke na dela e relaxou. Ela estava em um hospital.

— Ei bonita. – Luke sorriu quando ela acordou. – Bem-vinda de volta.

— Você me encontrou. – Ela sorriu. – Obrigado.

— Eu sempre pretendo encontrar você. – Ele limpou uma lágrima dela. – Seu pé vai curar e você também.

— Onde Spencer está? – Ela o procurou pela sala. – Ele está bem? Onde ele está?

— No quarto ao lado. – Ele precisava acalmar Penelope. – Vamos com calma, ok? Você acabou de passar por uma experiência ruim. Eles estão agendando a cirurgia para seu tornozelo.

Ela fez uma careta de dor apenas em pensar em passar por um procedimento.

— E eu vou ficar com você o tempo todo depois disso. – Ele deu um sorriso safado. – Todo o tempo.

— Isso pode demorar. – Ela tentou fazer ele desistir. – Afinal você poderia preferir caçar doentes ao invés de cuidar de uma invalida.

— Doentes a uma garota sexy como você? – Ele beijou a bochecha dela. – Eu acho que prefiro você.

— O que quer dizer? – Ela esperava que ele não estivesse dizendo. – Você está dizendo que está apaixonado por mim?

— Agora que Lisa está longe. – Ele trouxe a mão atrás da cabeça dela, com cuidado. – Eu espero que você possa ser minha namorada.

— Estou ansiosa pelos próximos meses. – Pen sorriu e o beijou. – Posso pensar em coisas que nenhum gesso vai impedir.

— Guarde essa fantasia para mim apenas. – Ele retornou o beijo. – Você vai para a minha casa, com nossa Roxy e nossa cama.

Os próximos meses seriam os melhores dos dois. Luke pediu licença do trabalho para cuidar de Penelope. Ele a levava para o parque, para o café e para uma visita a equipe.

Eles logo ficaram noivos. Spencer se recuperou também e assim como Luke era super protetor com Penelope. Era a vida que a equipe pedira a deus.