Notas iniciais
Sequencia de "O encontro".

Se passaram três anos desde que Emily saiu. Anne tinha quase três e Emily estava relutante em contar a Hotch sobre a filha. Visto que ele teria uma explosão se ele descobrisse sobre a menina, ela decidiu nem tocar no assunto com ela.

Era uma noite de sexta feira e Prentiss estava realmente cansada. Ser chefe da Interpol poderia ser cansativo as vezes. Clayde atravessou as portas que levavam ao escritório dela, com a cara mais nervosa que ela tinha visto.

— Temos um problema. – Ele disse sem cerimônia. – O suspeito da Espanha. Ele colocou um prêmio por você.

— Você tem certeza? – Emily temeu por Anne. – Eu preciso pegar minha filha.

— Mandei Kevin buscar. – Clayde disse. – Visto que ele é o segundo melhor analista depois de sua amiga.

— Não conte a Penelope. – Emily se irritou. – Kevin foi um idiota e agora ela está feliz com Morgan.

— E por que o contratou? – Clayde arqueou uma sobrancelha. – Entendi Emily. O fato é. Você precisa da ajuda de seus colegas.

— Por que? – Emily estava ansiosa pela chegada de Anne. – Não podemos simplesmente deixar eles fora disso?

— Não. – Clayde saiu sem outra palavra. – Ei Anne. Kevin.

— Mamãe! – Anne correu para Emily. – Beijo mãe.

— Ei princesa. – Emily deu dois beijos em Anne. – Obrigado Kevin.

— Vamos viajar? – Anne perguntou curiosa. – Você só me busca cedo se nós vamos viajar.

— Vamos para Washington. – Emily respondeu. – Eu, você e o tio Clayde. A mamãe tem brinquedos seus lá.

Clayde sabia que era arriscado ligar para Hotch, visto que Anne era filha dele e o homem nem sabia.

— Agente Hotchner. – Hotch atendeu. – Oi. Alguém aí?

— Hotchner. – Clayde o saudou. – Preciso de sua ajuda. Estou indo com Emily para os EUA.

— Algum problema? – Hotch se alegrou instantaneamente. – Ela está bem?

— Ela está sendo alvo de um assassino da Espanha. – Clayde respondeu. – Eu preciso que você investigue a casa ela em Washington antes de ela pousar. Bombas e essas coisas.

— Mandarei Morgan e Spencer. – Hotch disse. – Passe o endereço a Penelope.

— Eu achei que ela estaria de licença. – Clayde disse divertido. – Afinal ela está o que? Quase oito meses de gravidez?

— Ela não vai parar, Easter. – Hotch brincou. – Eles vão verificar a casa. Eu posso ir no lugar de Derek se quiser.

— Sim. Seria divertido. – Clayde sabia o que estava fazendo. – Eu já mandei para ela. Estaremos em dez horas.

— Adeus. – Hotch sorriu.

Ele e Reid se dirigiram a casa de Emily. Era uma casa grande, mas não muito luxuosa. Rosa claro por fora e com um balanço de criança na varanda.

— Ela deve ter sobrinhos. – Reid apontou. – Sobrinha na verdade.

— Emily é filha única Spencer. – Hotch falou. – Vamos investigar.

Entrando na casa, Hotch sentiu seu coração apertar. Ele viu a foto de Emily com uma menina e ele logo soube o que aconteceu. O porque ela se afastou de todos.

— Ela tem uma filha? – Reid perguntou. – Ela é linda.

— Eu preciso sair daqui. – Hotch disse. – Eu preciso de ar.

Reid ficou sem saber o que dizer. Ele olhou para a foto e depois olhou para Hotch e enfim ligou os pontos. A menina era filha dele e ele não sabia também.

— Você sabia disso? – Hotch gritou com Clayde ao telefone. – Você sabia todos esses anos que Emily teve uma filha minha e não me contou.

— Eu não podia ainda. – Clayde sussurrou. – Escute estamos há quatro horas dai. Então venha para o aeroporto e encontre sua filha. Deixe Emily contar a história.

— Pode apostar que eu vou. – Hotch desligou e voltou para dentro. – Agora não, Spencer.

Eles verificaram a casa a exaustão. Não haveria jeito de Hotch permitir que sua recém descoberta filha fosse machucada.

O assassino, cujo apelido era Mangosta, vigiava a casa de Emily e observou os dois agentes revistando a casa. Ele agiria assim que anoitecesse e Emily estivesse em casa.

Hotch parou no meio fio depois de deixar Reid no FBI. Quase três anos ele e Emily dividiram um banheiro na casa de Rossi e agora, eles tinham um vinculo. Parando na loja de ursinhos de pelúcia ele comprou o melhor que tinha na loja.

Ele iria pedir Emily em namoro. O namoro com Beth havia ido para as rochas quase dois anos antes e ele decidiu que Emily era quem ele queria.

— Querida. – Emily acordou a filha. – Hora de acordar. Vamos começar a descer.

— Papai vai estar aqui? – Anne perguntou.

— Não sei, menina. – Ela afivelou o cinto da menina e se sentou. – Você contou a ele?

— Estava na hora dele saber, Emily. – Clayde apenas respondeu. – Vamos, a menina sente falta dele, mesmo sem não ter conhecido.

Hotch esperava ansioso o avião pousar. Suas mãos suavam tanto que ele precisaria de um balde. Parecia um sonho. Emily e agora sua filha com ela.

Quando o avião finalmente desceu e a porta se abriu, a primeira coisa que apareceu foi uma garotinha de cabelos pretos, a toda velocidade.

Hotch não estava preparado para ela. Linda como a mãe, quase uma versão jovem dela, correndo em sua direção. Como se soubesse o que fazer, ele se abaixou e abriu os braços e sentiu a garotinha pular nele.

— Papai! – Ela exclamou alto. – Você é exatamente como mamãe me mostrou.

— Ela mostrou fotos? – Hotch ficou surpreso. – Você gostou do que viu?

— Você é bonito pai. – Anne sorriu um sorriso de janelas. – A tia Pen também está aqui?

— Ainda não. – Hotch pôs a menina no colo. – Então, onde a sua mamãe está?

Emily surgiu na porta do avião e seus olhares se encontraram. Não eram olhares de ódio. Hotch tivera tempo para esfriar a cabeça e pensar em tudo.

Emily desceu do avião e olhou diretamente para Hotch e Anne juntos. Pela primeira vez desde que Anne nasceu ela se sentiu leve.

— Ei. – Emily não sabia como começar a conversa. – Nós precisamos conversar.

— Sim. – Hotch respondeu. – Nós temos. Mas antes vamos levar vocês para a BAU. Talvez você convença Garcia a ir para casa e ficar lá.

— Eu soube sobre ela e Morgan. – Emily sorriu. – Grávida então?

— Eles fazem um bom par. – Hotch disse. – Ela está quase de oito meses e meio, porém se recusa a deixar o trabalho.

— Eles sabem sobre... Anne? – Emily precisava perguntar. – Digo, eu não contei sobre ela.

— Reid contou. – Hotch respondeu. – Acho que de algum jeito eles sabiam que fizemos.... Algo na casa de Rossi antes de você sair.

Hotch acomodou suas duas garotas no carro e seguiu diretamente para a BAU.

— Eu talvez deva advertir. – Hotch começou. – A gravidez está deixando Garcia um pouco agitada. Mas não é nada que você deveria se preocupar.

Entrando na BAU, Emily notou quão diferente era. A porta parecia nova. Outra vez. Havia uma nova agente chamada Kate. E então havia Penelope e uma generosa barriga de grávida. Ela parecia maravilhosa com o vestido de melancias.

— Ei PG. – Emily a cumprimentou. – Você está linda.

— Você também. – Penelope a abraçou. – Essa é sua filha? Anne, não é?

— Sim. – Anne soltou na frente. – Você é a tia Penelope.

— Exato. – Garcia sorriu. – Ela é a sua cara Emily.

— Hotch me fez vir aqui e dar algum juízo em você. – Prentiss foi direta. – Você deveria estar descansando PG. – Emily balançou uma unha na frente de Penelope. – Sem discussões mocinha. Esse meu afilhado não pode nascer antes do tempo.

— Ei Emily. – Morgan a cumprimentou. – Diga que colocou juízo na minha garota.

— Então PG. O que vai ser? – Emily a viu bufar e pegar a bolsa. – Leve-a para casa Morgan.

— Eu realmente queria que você tivesse ficado em Londres. – Penelope rapidamente se arrependeu. – Me desculpe. Essa gravidez ferrou comigo.

— Eu sei que sim, PG. – Emily sorriu. – Acho que resolvi minha parte aqui.

— Vamos para casa então. – Hotch pegou Anne no colo. – Eu realmente adorei você.

— Eu também. – Anne respondeu. – Embora tenha que dizer que adorei a tia Pen.

— Ela pegou isso de ouvir Reid na TV. – Emily brincou. – Mas a tia Penelope parece muito bem.

— Quando chegarmos em casa. – Hotch disse. – Podemos conversar?

— Sim. – Emily deu um abraço em Morgan. – Vejo vocês depois.

A viagem até a casa de Emily foi em silêncio. Eles precisavam pensar em como eles iriam começar essa conversa.

Depois de duas horas de arrumações e volta dentro de casa, Hotch e Emily finalmente se sentaram para conversar. Como adultos, eles não tiveram uma gota de álcool.

— Então. – Emily resolveu começar. – Acho que devo contar a você sobre isso.

— Eu só quero entender. – Hotch disse. – O porque de não me contar sobre Anne.

— Você parecia feliz com Beth. – Emily começou. – Achei que talvez eu devesse não me intrometer no seu relacionamento.

— Eu só a namorei porque eu não podia ter você. – Hotch confessou. – Ela sabia que eu e você tínhamos feito algo.

— Então. – Emily olhou pela Janela. – Onde ficamos?

— Se você aceitar. – Hotch sorriu maliciosamente. – Pode ficar na minha casa. Eu sei que eu pretendo participar da vida de Anne de qualquer forma. Talvez Jack conhecer a meia irmã.

— Já estou interessada. – Emily deu um grito. – Hotch! Ele está aqui.

Hotch viu seu sangue ir para os olhos. Pegando a arma, ele fez Emily ir ficar com Anne. Isso acabava agora. Saindo da casa, Ele apertou a arma em sua mão.

— Apareça desgraçado! – Hotch gritou. – Você mexeu com a pessoa errada.

— Veio defender a prostituta, né? – Mangosta riu. – Mesmo depois de ela ter mentido?

Hotch viu uma abertura logo que Mangosta apareceu em sua visão.

— Diga adeus a sua família. – Mangosta gritou.

Hotch apertou o gatilho e deu três tiros no homem que caiu no chão, completamente morto.

Ele se virou e foi embora. Agora ele e Emily enfim poderiam ser família.

E eles fizeram. Emily desistiu da Interpol e se mudou em definitivo para os EUA. Eles apresentaram Anne a Jack e eles logo se tornaram inseparáveis.

Alguns dias mais tarde todos se reuniram na maternidade enquanto o bebê de Derek e Penelope nascia. Era uma garotinha maravilhosa. Ela ganhou o nome de Abigail.

Depois de seis meses, Hotch e Emily se casaram. E eles formaram uma família perfeita.