Oneshots Criminal Minds
24 Ripple Effects.
Notas iniciais
Derek acordou ao som de outro grito. O quarto dessa noite. Ele correu para o quarto de hospedes e lá estava ela, deitada, encolhida, tendo outro pesadelo.
Se deitando ao lado dela, ele envolveu seus braços ao redor dela. Ele queria ter um meio de tirar a dor dela. Foram quatro semanas depois do sequestro por John Curtis. Era triste ver sua menina assim.
No começo, ele conseguia fazer ela parar de chorar, mas agora, era cada vez mais difícil. Rossi estava indo bem, apesar de tudo, mas Penelope estava aos poucos se acabando. Ele tentou o seu melhor.
Pílulas, sedativos e uma consulta. Ele não reclamava. Ela continuou insistindo que estava bem, mas ao fundo, ela não estava.
— Como vai Derek? – Reid perguntou. – Como está Garcia hoje?
— Piorando, Spencer. – Derek admitiu a derrota. – E eu não sei como ajudar ela.
— Eu fiquei assim depois de Hankel. – Reid respondeu. – Pensei em usar Dilaudid e tudo. Mas eu recebi conselhos.
— Quatro semanas. – Derek falou. – E ela está declinando.
— Leve ela para Chicago. – Rossi falou por cima. – Ela precisa de uma mudança temporária de cenário.
— E como você está? – Derek abraçou o amigo. – Precisa de algo?
— Alguns dias são melhores que os outros. – Rossi falou. – Eu posso passar na sua casa depois do trabalho? Há algo que eu quero dar a Penelope.
— Podemos ir agora. – Derek disse em derrota. – Eu vim pegar alguns papéis. Estamos de folga, lembra?
— Também sei disso. – Reid entrou na conversa. – Posso vir também?
— Ela vai adorar ver você, Spencer. – Derek sorriu. – Você poderia me ajudar.
Penelope adormeceu outra vez em menos de duas horas. Ela tentava compensar o sono perdido.
Seus olhos se abriram e ela estava de volta a cabana. Amarrada a mesma cadeira. Girando em seu sonho de tortura outra vez. Ela gritou com medo e então viu ele a sua frente.
— Derek! – Pen tentou gritar por ajuda que nunca viria. – Derek, me ajude.
Derek e Reid estavam entrando na casa naquele momento. Ele sabia que Penelope estaria dormindo pelo silencio da casa. Rossi foi pegar a surpresa que ele queria dar.
Então eles ouviram gritos na pare de cima e Reid correu na frene, enquanto Derek chorava pela mulher que amava e pouco podia fazer.
Entrando no quarto da amiga, Spencer ficou com o coração partido. Ela estava mais magra, linhas de sono e olheiras visíveis mesmo de olhos fechados.
Ele se aproximou da cama e pegou a mão dela e a beijou. Era quase paternal se perguntassem.
— Está tudo bem. – Reid ficou ajudando Garcia. – Eu estou com Derek e Dave aqui.
Como se na sugestão, Derek entrou e a tomou nos braços. Se John curtis não fosse apenas um pedaço de carne queimada ele o mataria apenas por machucar Garcia desse jeito.
— Eu sugiro uma semana em Chicago. – Dave opinou. – Faz bem a saúde mudar de hábitos.
— Acha que ela vai aceitar? – Derek sabia que ela era cabeça dura as vezes. – Eu teria que arrastar ela.
— Dê estes a ela antes de qualquer coisa. – Rossi passou algumas pílulas. – Todos combinamos que Garcia precisa de uma mudança de ar, certo? – Ele viu ambos concordarem. – Então vamos levar ela em um jato particular. Meu amigo se ofereceu para isso, vai ser tudo dentro da lei.
— Vou ligar para minha mãe. – Derek prontamente concordou. – Vocês a fazem comer alguma coisa e tomar essas pílulas.
— Sabe que ela vai nos apagar quando melhor, certo? – Spencer viu Rossi ficar branco. – Se isso funcionar, há chance de termos pelo menos cheques.
— Eu posso viver com isso. – Rossi tomou Garcia e a fez comer um pouco de cereal. – Aqui, estes são aprovados pelo médico.
— Não. – Pen murmurou. – Não quero.
— Sim, você quer. – Rossi insistiu. – Você precisa dormir alguma hora.
Ela tomou, relutante e viu lentamente caindo em um sono. Rossi ficou ao lado dela, enquanto Derek arrumava as roupas dele e dela em uma mala.
Quando tudo estava pronto, eles a pegaram e levaram diretamente para o carro e a colocaram com Derek.
Como prometido o jato levando Derek e Garcia levantou voo logo depois de eles estarem prontos. Rossi foi junto com o casal. Ele não podia deixar Penelope sozinha agora. E ele precisava também da sua própria mudança.
Chicago era linda nessa época do ano e a sua mãe logo apareceu na vista dos agentes.
— Hey. – Ela envolve Derek em um abraço. – Como está?
— Feliz apesar de tudo. – Derek deu a suas irmãs um abraço. – Trouxe Pen comigo.
— Nós soubemos. – Fran disse. – Quando quiser contar. Eu estarei aqui.
Fran tinha profundo amor por Penelope desde que a conheceu. Ela fazia bem para Derek e isso era apenas uma pare depois de tudo.
Fazendo um chá de ervas para o filho, ela ouviu a história. Abismada pelo fato desse homem, ter escolhido Penelope para ser o seu alvo. E por saber que o italiano em sua casa perdera uma pessoa amada.
Penelope acordou em um quarto que não era dela e começou a ficar com medo. A irmã de Derek, Desire estava no quarto ao lado e ouviu toda a nova comoção.
— Está tudo bem. – Ela garantiu isso a Penelope. – Eu sou Desire, irmã de Derek.
Elas ficaram um tempo conversando e quando Desire notou, Penelope estava dormindo. Derek olhou para as duas jovens e sorriu.
— Acho que ela precisava de uma irmã. – Ela deu um beijo em Derek. – Tenho certeza que ela te ama, Derek.
E foi a primeira noite que Pen dormiu sem pesadelos. Eles ficaram duas semanas em Chicago fazendo de tudo. Eles foram ao túmulo do pai de Derek, ao shopping e fizeram amor pela primeira vez.
Os pesadelos estavam cada vez menos frequentes. Derek não queria mais esperar. Indo a uma joalheria com Sarah, ele escolheu um anel de noivado para Penelope. Ele havia perdido tempo demais com todos os tipos de mulheres quando aquela que o amava estava lá.
Eles voltaram para casa a tempo de uma comoção com Fran e Desire. Passando pelas mulheres, Derek sentiu seu coração escorrer. Penelope estava sendo atendida no chão, logo abaixo da escada.
— O que houve? – Derek tentou não chorar. – Mãe! O que houve?
— Ela caiu. – Fran tentou explicar. – Eu acho. Eu estava no quintal e ouvi gritos, mas não de sua irmã e Penelope. Ela gritava que você era dela e depois ouvimos algo rolando, uma porta abrindo e fechando.
— Penelope vai ficar bem? – Sarah se ajoelhou ao lado da futura cunhada. – Mãe?
— Eles não têm certeza. – Fran não podia mais olhar. – Desculpe Derek.
— A culpa não é sua, mãe. – Derek a tranquilizou. – Eu sei quem pode ser.
— Derek! – Rossi entrou e suspirou. – O que houve?
— Prenda Savannah, Rossi. – Derek foi direto. – Por tentativa de assassinato.
— Senhor Morgan? – O paramédico o chamou. – Ela está inconsciente agora, porém ela vai ficar bem. Poderia ser pior.
— O que ela tem? – Derek precisava saber. – Ela vai bem?
— Ela tem um braço deslocado e um tornozelo luxado, mas vai ficar bem. – Ele sorriu. – Pode vir conosco.
Rossi prendeu Savannah no aeroporto. Ela confessou de cara. A intenção não era empurrar Garcia, mas quando ela percebeu a moça já estava rolando abaixo.
Penelope foi liberada sob os cuidados de Derek e Rossi. Ele esperaria mais alguns meses ainda para fazer o pedido. Agora, era hora de levar Garcia a fisioterapia.
Quanto a Rossi, ele e Fran começaram a sair alguns meses depois. Ele construiu um memorial para Strauss e começou a seguir em frente.
Fale com o autor