Notas iniciais
Primeira fic Reid centric. Então seja gentil.

Era um dia cinza para Spencer. O aniversário de um ano de morte de Maeve estava sendo difícil. Ele acordou se sentindo doente. O livro que ela lhe deu ainda na bolsa do trabalho.

As ultimas palavras e a cena batiam na cabeça dele como um filme. Saindo de casa, ele precisava de cafeína para começar o dia. Talvez um pedaço de chocolate.

Elizabeth Heart não se considerava uma garota bonita, mas nas ultimas semanas, ela decidiu mudar. Ela removeu o amarrador no alto dos cabelos marrons e o substituiu por piranhas coloridas. Ela começou a usar maquiagens e roupas que a deixariam mais favorecida. Um salto preto dava o toque que ela queria.

O copo colorido com flores rosa era o preferido dela no momento. De toda uma gama de cores, era preferiu a rosa com uma mensagem positiva.

Ela botou seus fones no celular e começou uma lista nova de músicas. Entrando na cafeteria, sua vida estava prestes a mudar. Lizzie, como ela gostava de ser chamada pegou uma senha e aguardou. Ela tinha um livro em sua mão.

— Desculpa. – Reid olhou para a jovem depois de bater acidentalmente nela. – Eu sou desajeitado.

— Não se preocupe. – Lizzie disse. – Eu gosto de café de qualquer jeito.

E foi quando seus olhares se cruzaram. Em um movimento perfeito, ela balançou os cabelos e Reid sentiu o cheiro de morango, provavelmente do shampoo dessa manhã.

— Reid. – Spencer estendeu a mão sem notar. – Dr. Spencer Reid.

— Lizzie. – Ela sorriu para o jovem. – Elizabeth Heart.

— Prazer. – Ambos disseram juntos.

Eles riram. Reid se desculpou e saiu. Ele não conseguiu deixar de pensar na jovem e ficou esperando ela sair. Era a primeira vez depois de Maeve que ele encontrou alguém interessante.

— Você ainda está aqui. – Lizzie falou quando o viu. – Isso é bom.

— Eu não consegui te esquecer. – Reid sabia que era melhor ser direto. – Gostaria de dar um passeio?

— Sempre quis andar com um cara armado. – Lizzie riu. – Acho sexy um homem carregando uma arma.

Spencer corou uma cor rosa profundo. Ela realmente estava flertando com ele?

Eles caminharam até uma praça perto dali. Reid não sabia como agir, mas logo ficou interessado na garota.

— Aposto que não faz muito isso. – Lizzie riu. – Eu também não.

— Besteira. – Reid sorriu de volta. – Acho que uma garota como você tem muitos caras.

— Não é assim. – Ela ficou com uma expressão triste. – Eu nem sempre fui confiante. No começo eu me escondia do mundo.

— Eu também. – Spencer ofereceu uma bala para ela. – Mora por perto?

— Mais ou menos. – Ela não entendeu. – Por que?

— Eu gostaria de falar com você de novo. – Spencer não sabia de onde tinha vindo. – Se você quiser.

Lizzie pegou um pedaço de papel e escreveu seu endereço.

— Eu não uso email. – Ela declarou. – Espero que não se importe em trocas cartas. A maioria detesta, mas eu amo papel de carta e gostaria de ter com quem trocar.

Spencer escreveu o dele e entregou para ela. Depois de se despedirem, Spencer sorriu enquanto a garota se afastava dele.

Caro Spencer.

Eu tenho pensado em você depois do nosso encontro. Eu sei que havia algo que você escondia sob o sorriso feliz e eu não vou te pressionar com isso. Talvez alguém que você gostava tenha partido nesse dia.

Eu sei como é. Perdi meu avô cedo e sinto falta dele até hoje, oito anos depois. Eu queria aproveitar e dar a foto que eu tirei para a minha primeira habilitação. Eu a anexei no envelope.

Com amor,

Lizzie.

Reid sorriu para a carta e logo em seguida para a foto dela anexada. Ela o conhecia demais. Ela poderia ser uma perfiladora se quisesse.

Cara Lizzie.

Você tinha razão. Alguém que eu gostava muito faleceu há um ano naquele dia. Ela era a minha primeira namorada e ela levou um tiro na minha frente. Sinto pelo seu avô. Eu acho que essa comunicação nossa é ótima para mantermos nosso pequeno segredo.

Tenho uma colega que eu amo muito, ela diz que tudo na vida acontece por uma razão. Apesar de ela ter sido baleada uma vez, foi o suficiente para ela e o meu outro melhor amigo começarem a namorar. Vou manter contato.

Com amor,

Spencer.

Eles ficaram quatro meses trocando cartas. Até a primeira endereçada a Lizzie voltar para Spencer. Quando a segunda carta voltou, ele foi com Morgan até a casa dela.

Ela tinha uma placa de vende-se na frente. Nos próximos dois meses ele tentou contato com Lizzie, porém nunca mais conseguiu encontrar.

Dois anos se passaram voando, porém Spencer nunca jogou fora a foto da garota que ele amava.

Lizzie se sentia mal por sumir assim da vida de Spencer. Por tantos anos, tanto tempo. O jovem roubou seu coração, mas ela precisava se esconder e Ohio poderia ser o lugar perfeito.

Ela agora era Janet Lynch, uma adolescente comum da pequena comunidade. Sua amiga, Aneesa fora morta na noite anterior. A quarta em duas semanas.

Quando Spencer desembarcou com a equipe, ele sentiu como se algo mágico estivesse para acontecer. Seguindo com Morgan para a cena inicial do crime, eles conversaram sobre tudo.

— Ouvi dizer que Penelope quer que o bebê nasça logo. – Reid sorriu. – Sorte ela ainda não ter te jogado um computador, Derek.

— Ela me jogou uma calculadora. – Derek riu e apalpou a cabeça. – Doeu demais.

Ambos riram. Chegando na cena do crime, Reid olhou para a multidão como se procurasse alguém.

Então, do mesmo jeito que a dois anos atrás, seus olhos se encontraram e eles se olharam por dois minutos. Ela o olhou com o mesmo amor que na primeira vez.

— Lizzie! – Reid correu até a garota. – Lizzie.

— Spencer? – Ela perguntou. – O que faz aqui?

— Vim investigar o crime. – Ele estava bobo. – O que está fazendo aqui?

— Eu moro aqui há dois anos. – Ela se sentiu mal. – Precisei cortar contato com a antiga vida.

— Por que? – Reid estava confuso. – Algo a ver com seu perseguidor?

— Ele voltou a me ameaçar. – Ela disse. – Precisei fugir. Eu apenas não consegui seguir em frente.

— Por que? – Reid a abraçou. – Você nunca mais namorou?

— Não depois de você. – Lizzie confessou. – Não conseguia te esquecer.

— Eu também não. – Reid sorriu amplamente. – Eu te procurei tanto.

— Por que? – Ela parecia incrédula. – O que me fez tão especial?

— Conseguiu mudar um dia triste em algo alegre. – Ele respondeu. – Eu te mandei duas cartas antes de te procurar.

— Você ainda as tem? – Ela estava amplamente interessada. – Quero muito ler.

— Quem se importa? – Reid a inclinou e parou centímetros perto dela. – Eu vou fazer o que eu quero fazer durante dois anos.

Ela aproximou o rosto dela e os lábios se tocaram a primeira vez. Ele esqueceu completamente onde estava. A cena de crime e um Morgan bastante curioso estavam esquecidos.

Passando a língua pelos dentes dela, ele pediu entrada e ela abriu. Foi uma explosão e Reid queria que esse momento fosse eterno. Ele nem notou Morgan tirando uma foto ao longe e rindo.

Morgan se lembrou da garota e ele sabia que talvez não fosse algo passageiro.

— Depois que o caso terminar. – Ele sussurrou no ouvido dela. – Eu vou te levar comigo.

— Como amiga? – Ela perguntou inocente.

— Depois desse beijo. – Ele mordeu a orelha dela. – Eu duvido que possamos ser apenas amigos.

— Você quer namorar comigo? – Ela perguntou com um sorriso.

— Eu espero isso há dois anos. – Ele pegou dois envelopes na bolsa. – É o que a carta iria te pedir.

— Desculpa interromper Spencer. – Morgan estava constrangido. – Cena do crime.

— Você acha que pode ser o perseguidor dela? – Reid não tirou os olhos de sua namorada. – Hein Derek?

— Com toda a certeza. – Derek sorriu para a garota. – Derek Morgan.

— Elizabeth Heart. – Ela voltou a usar seu nome real. – Namorada de Spencer.

Reid sorriu. Quando o caso foi enfim fechado por completo e o perseguidor acabou morto sozinho, Reid levou a garota para Washington.

Depois de ser apresentada oficialmente e sentar com todos na maternidade para o nascimento da filha de Derek e Penelope, eles resolveram se casar.

Reid achava que depois de dois anos sem se ver ou se falar, ele a queria com ele. Foi uma pequena cerimonia na casa de Rossi que selou a união do jovem casal.

Ambos estavam muito mais que felizes. Não demorou para o casal descobrir que seriam pais. Eles tiveram um casal de gêmeos. Maeve e Jason nasceram perfeitos. E eles sabiam que isso seria rotina.