Oneshots Criminal Minds

38 Love Hurts - Parte 1


Notas iniciais
Parte 1 de Love hurts. Vou dividir em duas oneshots porque eu preciso de duas para mostrar tudo que planejei.

Ele já trabalhava na BAU há uns bons três anos. Ele tinha amigos. Matt e Reid eram seus parceiros. Então havia a chefe Emily e o amigo Rossi. Tara e JJ suas amigas do coração.

E havia ela. A loira maravilhosa e curvilínea que rondava seus pensamentos durante a noite toda. Ele teve sonhos com ela em cima dele, sem nada. Ele se imaginou beijando a boca dela, a preenchendo com sua semente...

— Alvez. – Emily o trouxe de suas fantasias. – Está tudo bem?

— Hã? – Ele percebeu que todos o olhavam. – Oh sim, claro. Eu só...

— Não dormiu direito. – Matt limpou uma sujeira inexistente das unhas. – Ou talvez Lisa esteja te usando bem.

Todos riram. Menos ela. E ele sabia o porquê.

— Continuando. – Penelope precisava mudar de assunto.

Ele percebeu que ela parecia chateada com algo.... Ou alguém. Ele.

— Garcia. – Luke a seguiu assim que ela correu da sala. – Algum problema?

— Por que haveria? – Ela não se virou. – Eu realmente preciso ir.

— Espere. – Ele alcançou a mão dela e a fez virar. – Apenas me diga.

— É bobo. – Ela deixou uma lágrima sair. – Esqueça.

Ele precisou ir para Ohio com a equipe. A lembrança de Penelope chateada o deixou triste também. Ele nunca gostou de ver ela daquele jeito.

Ele caminhou até uma loja de bichinhos de porcelana e imaginou se poderia levar alguns para ela. Ela amou o gatinho de borracha.

Ele procurou até que decidiu por um pequeno chaveiro com borboletas pequenas. Com certeza era a cara dela. No momento em que ele foi pagar ele avistou o pequeno coelho de pelúcia azul na prateleira.

— Posso ajudar? – A caixa sorriu sedutora para ele. – Algo em especial?

— O coelhinho azul. – Luke apontou. – Eu não me importo com o preço. Tem uma garota que eu quero conquistar com ele.

O sorriso da caixa caiu. Ele já era apaixonado por alguém. Pegando o coelho, ela o embalou e ele pagou por ele, assim como pelo chaveiro de borboletas.

— Boa sorte. – A caixa forçou um sorriso. – Espero que ela goste.

Luke sorriu em agradecimento e deu de cara com Rossi o olhando. Ele parecia chateado. O que seria impossível. O unsub estava preso. Era uma vitória.

— Precisamos ir. – Rossi disse quase robótico. – O avião sai em cinco minutos.

— Por que a pressa? – Luke entrou em pânico. – Rossi o que foi?

— Penelope. – Rossi finalmente fez contato visual. – Ela foi baleada na saída do FBI. Ela não está muito bem.

O mundo de Luke caiu. Ele segurou o pacote para não deixar cair. O voo de volta foi silencioso. Ninguém queria acreditar no que estava acontecendo.

— Derek está com ela. – Emily disse. – Nós não estávamos lá, então eles o chamaram.

— Isso não pode estar acontecendo. – JJ começou a chorar. – Não depois de onze anos.

— Ela é lutadora, JJ. – Reid abraçou a amiga. – Nós sabemos quão teimosa ela é.

— Onze anos atrás foi sorte. – Rossi tinha lágrimas não derramadas. – O que no mundo um assassino entra no prédio federal e atira contra alguém e foge?

— Eu não queria ser óbvia. – Tara olhou para os amigos. – Mas e se o assassino tivesse passe para o prédio?

— Alguém que tivesse rancor contra Pen em especifico? – Matt ofereceu. – Quem teria? Penelope não machuca ninguém.

— Lisa. – Luke falou. – Nós terminamos há quatro semanas.

— Você disse a ela um motivo? – Emily perguntou. – Vamos Luke. Me diga.

— É minha culpa. – Luke colocou as mãos no rosto. – Eu fiz ela ser baleada.

— Não. – Rossi consertou. – Não é sua culpa.

— Vou colocar um alerta nela. – Emily desbloqueou a tela. – Só espero que você tenha chance de falar o que sente para a Garcia.

— Ei, Penelope! – Lisa gritou ao chegar perto da analista. – Você sabe que Luke me deixou?

— Não importa para mim. – Penelope não olhou para a mulher. – Eu não pedi a ele.

— Você é a culpada. – Lisa tirou uma arma da bolsa. – Você precisa de uma lição.

— Lisa! – Penelope levantou as mãos. – Abaixe isso, por favor! Eu não tenho culpa.

— Cale a boca, vadia! – Ela chegou mais perto de Penelope. – Diga adeus!

Duas balas atingiram Penelope e a analista caiu no chão, desacordada. Lisa olhou para a mulher e apenas saiu andando.

Anderson estava indo pegar seu carro e notou alguém caído.

— Agente Garcia! – Ele procurou por um pulso. – Fique comigo. Eu preciso de uma ambulância o estacionamento do FBI. Agente Grant Anderson. Uma agente foi baleada. Dois tiros. Um no peito e outro no estomago. Ela está perdendo muito sangue.

Ele deixou o celular no chão, enquanto virava Penelope, tentando inutilmente estancar o sangue. Não pensando duas vezes, ele tirou a camisa social e colocou sobre uma delas. Ele viu o lenço roxo que ela tinha e colocou sobre a outra.

A ambulância chegou e a levou em estado crítico para o hospital.

— Não morra, Baby Girl. – Derek segurava a mão dela. – Você precisa contar a Alvez o que sente.

Ele não tinha mais forças. O telefonema de Anderson o fez largar a reforma que ele fazia na casa onde ele e Savannah iriam morar. Ele tocou os dedos dela e desmoronou.

— Sabia que estaria aqui. – Savannah se sentou ao lado do marido. – Ela vai ficar bem, não vai?

— Eu tenho medo, Sav. – Derek desmoronou nos braços da esposa. – Eu a recomendei que ela contasse a Luke o que sentia. E agora, ela provavelmente nunca vai poder. Me dê uma boa esperança.

— O médico disse que ela pode recuperar a consciência em uma semana. – Ela sabia que não parecia uma boa notícia. – Foi um trauma grande Derek. O corpo dela precisa curar.

— Desculpe se estou aqui. – Derek se sentiu mal. – Mas eu não poderia ficar longe.

— Eu não pediria para você não vir, Derek. – Savannah olhou para Penelope. – Eu sei que ela ainda é sua Baby Girl. E eu estou bem com isso.

— Emily colocou guardas na porta. – Ele apontou para dois homens. – Ela ainda está em perigo.

Isa entrou no hospital sem nenhum problema. A peruca loira e os óculos grandes possibilitaram isso. Indo diretamente para o quarto de Penelope, ela viu Derek e sua esposa. Ela odiava a atenção que o casal dava para Penelope, que mesmo em coma induzido era bela.

Ela tinha uma única missão aqui: matar Penelope. Sacando um revolver, ela matou os dois seguranças e chutou a porta do quarto.

Derek ainda matinha sua arma com ele, algo que ele nunca mudou.

— Você não quer fazer isso, Lisa! – Derek fez Savannah ficar atrás dele segura. – Coloque a sua arma no chão.

— Fui contratada, Derek Morgan. – Ela zombou. – Você nem agente é mais.

— Mas eu ainda carrego uma arma. – Ele respondeu. – Então acho que posso atirar em você.

— Sabe o que é se apaixonar por seu alvo? – Ela começou a gritar. – E descobrir que enquanto ele dorme com você, ele grita o nome de outra?

— Você não pode se apaixonar por quem é pago para matar. – Derek entrou no jogo dela. – Mas se acontecer, então você falhou.

— Eu tenho que matar Penelope! – Lisa gritou ainda mais alto. – Eu quero ela fora da minha vida.

— Ainda podemos voltar Lisa. – Derek disse. – Apenas largue a arma e vamos conversar.

— Lisa! – Luke gritou no corredor. – Por que?

— Porque eu te amo, Luke! – Ela foi gritou alto. – Eu quero você para mim!

Eles não falaram outra palavra. Nesse momento, os aparelhos de Penelope começaram a enlouquecer e Savannah se esqueceu do perigo para ajudar. Lisa foi dominada por Rossi e Matt e Luke foi puxado da sala por JJ e Reid.

Derek ficou em choque com os acontecimentos e Savannah ajudou os técnicos de emergência a estabilizar Penelope outra vez.

Eles apenas ficaram olhando para o quarto de Garcia. O que quer que estivesse acontecendo, não era bom. Multidão ia, multidão vinha e ninguém falava nada.

Finalmente depois de vinte minutos, um médico cansado e atordoado saiu do quarto.

— A senhorita Garcia nos deu um susto grande. Ele suspirou. – Ela ainda vai precisar ficar uma semana em coma induzido. Foram tiros grandes e perigosos.

Nenhum deles realmente falou. Eles começaram uma batalha pela amiga agora.