Notas iniciais
Peço desculpas pela ausência. Meu notebook havia desistido e precisei mandar arrumar e como consequência, fiquei sem poder escrever, mas eu estou de volta

Luke estava contente. Hoje ele iria pedir Penélope em casamento. Ele tinha tudo perfeito.

Ele estava com o anel de pedra rosa que ele comprou, porque ele achava que era a cor perfeita para ela.

Levando sua amada para a cafeteria, ele descobriu que na pressa esqueceu do próprio anel.

— Eu volto já. – Luke se levantou. – Cinco minutos e eu volto.

— Ei. – Ela o tranquilizou. – Está tudo bem. Eu não vou fugir, Luke.

— É. – Ele deu um sorriso amarelo e se dirigiu para a porta. – Você fica ali.

Ela riu e pegou a xícara de café. Ele estava nervoso e ela tinha uma ideia do porquê.

A verdade, é que ela não iria fugir dessa vez. A menos que algo impedisse.

— Ela é bonita. – Um bandido falou do carro. – Tem certeza que eu não posso tocar nela?

— Eu já disse que não. – O chefe gritou. – Estamos querendo ela por um motivo. As barras de ouro de David Rossi.

— Então porque não sequestramos ele? – O comparsa falou. – E porque estamos sequestrando uma agente federal de qualquer forma?

— Ela é colega dele. – O chefe falou. – Encenamos um assalto, a sequestramos e sabe que o protocolo é ligar e grampear qualquer aparelho para resgate.

— Então mandamos nosso celular para ele? – O homem menor falou. – Belo plano.

— Vou adorar isso. – Seus olhos brilhavam de excitação. – Vamos apenas esperar o herói ali sair.

Luke sabia que provavelmente teria um ataque de pânico se não encontrasse o anel fizesse a proposta.

Os homens pegaram suas máscaras e armas e entram no restaurante.

— Olá todo mundo! – Ele apontou a arma para Penélope. – Por favor, não tente nada heroico aqui. Me sigam para o fundo da cafeteria. – Ele olhou ameaçador para Garcia. – Menos você senhorita.

Agarrando Penélope e colocando a arma diretamente para a cabeça dela, ele a puxou com força. ´

— Por favor. – Ela suplicou. – Não me machuque.

— Não se preocupe docinho. – Ele riu ameaçador. — Eu não posso te machucar.

Arrastando Penélope para fora, ele a colocaram a força no porta malas e saíram em disparada.

Luke voltou a cafeteria e notou que algumas pessoas o olhavam preocupadas.

Ele sabia que Penélope estava em perigo. A mesa onde ela estava sentada, vazia com um celular diferente nela.

Luke sempre imaginou como um agente se sente nessas horas. Agora aqui, sem a mulher que ele sempre amou, ele não hesitou em pegar o telefone e esperar.

Mas o que ele iria esperar? Um pedido de resgate? Ou uma pista?

Como se em uma mais sutil sugestão, o telefone começou a vibrar e ele sabia. Mais do que tudo, ele a levaria de volta.

— Alvez. – Ele tentou não soar rude. – Onde ela está?

— Aqui, lá. – O bandido ironizou. – Sabe como são as mulheres. Eu nunca pude ler.

— Me deixe falar com ela. – Luke implorou. – Por favor.

— Ela não pode. – Ele tocou em Penelope desmaiada. – Ela está bem longe nesse momento.

— Por favor. – Luke estava contra a SUV. – Não a machuque.

— Eu quero quatro barras de ouro. – O bandido exigiu. – Tente com Rossi. Esse será o castigo de ambos.

— Deixe ela livre. – Luke implorou. – Me pegue no lugar.

O bandido desligou sem uma resposta. Fechando rudemente o porta malas, ele xingou e esperou que o plano final desse certo.

Ele precisaria ligar para um encontro posterior. Ao vivo e longe dos federais.

— Devemos acordar a moça? – O cumplice perguntou. – Adoraria ver o quão selvagem ela é.

— Não toque. – Ele bateu no amigo. – Já disse que não.

Eles dirigiram até Jersey e esperaram. Eram quase 15 da tarde. Eles compraram suco e um sanduiche para Penelope comer.

Ela comeu, sem muito espaço para recusa. Ela queria protestar, mas a fome venceu. Encostada no porta malas, ela poderia temer qualquer plano doentio.

— Não vamos jogar você na água. – Ele correu um dedo pela bochecha dela. – Vamos te abandonar no deserto. Nevada é bem quente nessa época.

— Por favor. – Ela sabia que era errado implorar. – Me deixe ir.

— Você nunca mais vai ver seu agente. – O homem zombou.

Penelope começou a chorar e percebeu que ela iria morrer sem saber o quanto Luke a amava e vice-versa.

Se não era para ser, Luke, espero que você fique feliz em saber que eu resisti.

Lentamente apagando, ela temia pela sua vida, mas agora, aqui, ela nada podia fazer.

— Já fazem quatro horas. – Luke estava impaciente. – O que eles estão fazendo?

— Eu não sei, Luke. – Rossi olhava para baixo. – Mas eu consegui o ouro que eles pediram.

— Por que? – Luke se virou. – Por que ouro e não dinheiro?

— Fiz inimigos por todo o país. – Rossi comentou. – Poucos sabem sobre dinheiro.

Luke olhou para Reid e JJ abraçados. Isso destruí os dois colegas. Era tempo insuficiente para tudo isso.

— Acha que ela vai ficar bem? – Reid perguntou. – Eu tenho medo JJ. Não quero perder a Penelope.

— Nenhum de nós. – JJ observou Simmons, Prentiss e Tara. – Nenhum de nós.

O celular começou a vibrar e Luke aguardou o rastreador ser montado. Ele então atendeu ao celular. Esperanças morrendo um pouco a cada minuto.

— Alvez. – Ele tentou ser normal. – Alô?

— Luke. – Penelope foi quem atendeu. – Meu deus.

— Onde você está Pen? – Luke exigiu com pressa. – Por favor.

— Apenas escute. – Ela claramente lendo um papel. – Leve o ouro para o deserto de Nevada. Apenas dois agentes com você ou vamos matar Penelope.

E a ligação caiu. Ela parecia tão machucada e claramente com dor. Ele pegou o grampeador e jogou na parede.

— Por que? – Ele explodiu. – Por que esses malucos não nos deixam em paz?

Ninguém falou. Não era o momento.

— Luke. – Emily o trouxe em um abraço. – Nós vamos salvar ela.

— Por favor, Emily. – Luke não queria soar rude. – Não me prometa isso. Eu não poderia me perdoar.

— Quando a acharmos o que você vai dizer a ela? – Simmons perguntou.

— Que eu a amo. – Fogos explodiram na sua mente. – E que eu quero casar com ela.

— Posso ir? – Rossi tinha um ar de culpado. – É minha culpa que ela está nisso.

— Eu quero sim. – Luke pegou a bolsa e saiu. – Reid. Vem.

Os três agentes foram em direção ao aeroporto. O jatinho em espera os levaria para Penelope.

As chuvas da noite os fizeram ter o plano perfeito. Virando o carro, eles montaram a cena perfeita. Água escorrendo, Penelope presa embaixo do carro. Completamente desmaiada. Se não a matasse, garantiriam um tempo na UTI.

Eles a abandonaram ali mesmo e foram em direção ao encontro. Luke apertava a bolsa com as barras como se dependesse disso.

Quando os três bandidos apareceram, Rossi suprimiu um gemido. Ali na frente dele, estava Kevin Lynch, Sam e Lisa.

— Por que Lisa? – Luke estava com raiva. – Por que sequestrar a mulher que eu amo?

— Porque você a escolheu. – Ela gritou. – Agora você sabe como é perder o amor da sua vida.

— Onde ela está, Kevin? – Reid gritou. – O que fez a ela?

— Ela está em alguma parte desse deserto. – Kevin deu uma risada diabólica. – Boa sorte em achar ela.

Ambos os presentes apontaram suas armas. Kevin e Sam apertaram um gatilho, levando tiros de Luke e Rossi. Lisa se rendeu. Porém ela não entregou a localização. A chuva aumentou e o desespero de Alvez também.

Eles passaram por pedaços de terra de um helicóptero. Avistando um carro virado, Luke obrigou o piloto a descer. Ele precisava salvar Garcia e agora.

Correndo a pé quando o helicóptero desceu vinte metros antes, ele correu como se sua vida dependesse disso.

Seu medo se tornou um inimigo quando a pressa em encontrar Garcia se tornou maior. Ele a viu então, presa ao cinto de segurança, sendo encharcada pela enxurrada. Ela não parecia acordada. Levando a mão para a cintura, ele tirou a faca e começou a procurar o cinto de segurança.

— Aguente Penelope. – Luke implorou. – Eu preciso de você.

— Luke. – Reid gritou. – Eu chamei os paramédicos, mas a chuva é demais. Precisamos de um plano.

Ele puxou Garcia pelos braços até fora de água. Então, ele a pegou nos braços e começou a correr para Reid.

Quatro horas depois...

Apesar de Penelope estar na UTI, ela tinha um quadro médio de hipotermia. Poderia ser pior. Então o bip chato da máquina era apenas uma questão.

No momento que Luke poderia ter perdido ela, ela ainda estava aqui. Ele pegou o anel e o colocou nela.

Ele só esperava que uma resposta sim fosse ouvida.

No dia seguinte, quando ela finalmente acordou, o peso do dedo a fez perceber a pedra. Olhando para o lado, ela viu seu belo homem latino dormindo.

Ela não sabia como acorda-lo e provavelmente ele precisava dormir. Rossi entrou e viu Penelope acordada.

— Ei Kitten. – Rossi a beijou no rosto. – Bem-vinda de volta.

Ela sentiu as lágrimas caírem. Rossi gentilmente apagou uma delas e sorriu.

— Alvez. – Rossi deu um leve empurrão. – Ela acordou.

Ele pulou da cadeira e se colocou ao lado dela. Sorrindo como se tivesse ganhado presente de natal, ele estava feliz em vê-la.

— Oi. – Ele sabia que ela teria dificuldade em falar. – Eu fiquei com tanto medo.

— O que houve? – Ela raspou. – Onde ele está?

— Do que você se lembra? – Luke não queria dizer mais. – Então?

— Porta malas. – Ela fechou os olhos. – Quem ele era afinal?

— Comparsa de Kevin e Sam. – Luke viu a dor nos olhos dela. – Eu vou explicar, prometo. Mas agora, eu quero te fazer uma pergunta.

Ela ficou tensa por um minuto. Ele iria mesmo querer se casar com ela?

— Penelope, eu te amo com a minha vida. – Ele beijou sua mão. – Quer me tornar o homem mais amado?

—Sim. – Ela nem percebe a respiração que ele segurou. – Eu posso pedir algo?

— Lógico. – Ele tinha medos também.

— Case comigo logo. – Ela pediu.

— Que tal agora? – Rossi ofereceu ajuda. – Tudo o que precisamos é do padre. A capela do hospital é linda.

Eles se olharam por alguns segundos. Eles estavam cansados de tudo impedir.

— Feito. – Eles falaram juntos.

Rossi chamou seu melhor amigo padre para celebrar. A equipe reunida em seus vestidos de festa e ternos com suas famílias.

Penelope entrou em uma cadeira de rodas. Ela ainda não podia andar sozinha. Parte do protocolo do hospital. Luke suava como um condenado. Rossi deu as alianças e Emily comprou um vestido branco. Não era o grande casamento que ambos queriam, mas era perfeito.

Quando o padre finalmente declarou eles como marido e mulher aplausos foram ouvidos. Nada mais importava. Eles eram casados e ninguém poderia impedir.

Ela voltou para seu quarto. Luke e ela estavam conversando.

— Eu não entendo. – Ela parecia chateada. – Por que Kevin e Sam fariam isso?

— Porque você veio para mim. – Luke pegou sua mão. – Mas agora, eles estão mortos. E você senhorita é só minha.

— Luke. – Ela o encarou. – Porque a Lisa tentou me matar também.

Ele parou, morto de medo. Ela descobriu isso e ele mesmo querendo proteger Penelope disso, ele contou a verdade.

— Porque ela me queria de volta. – Luke a encarou. – Mas sabe que ela não conseguiu.

— Eu te amo. – Ela declarou. – Estou feliz por me casar com você.

— Espere até termos nossos bebês. – Luke estava sonhando. – Eu vou te fazer a mulher mais feliz.

— Quem disse que eu quero bebês? – Ela brincou. – Eu quero seus bebês, Luke. Nossos bebês.

— Sendo assim. – Ele a beijou com amor. – Saindo daqui, vamos começar a praticar.

— Gosto disso. – Ela se encostou nos travesseiros. – Obrigado.

— Durma, chica. – Ele sussurrou. – Temos uma vida pela frente.

Ela fechou os olhos sorrindo. Era maravilhoso o quanto esse homem a amava. E ela estava de verdade a espera de uma vida inteira. E adoraria cada segundo.