Oneshots Criminal Minds
50 Every part of me
Notas iniciais
Quando Penelope se ofereceu para dividir o quarto com ele, no Alasca, Derek internamente desejou que a cama fosse parte disso. Mas ela ainda tinha um namorado.
Um bosta de namorado apenas para citar. Penelope não parecia muito ela nos últimos dias. Flertes diminuídos e todo o medo da época Battle de volta. Ele quase a perdeu naquele dia.
E agora por insistência de Hotchner ela estava no meio do Alasca com um assassino a solta, matando pessoas que iam embora. Ele nunca se perdoaria se sua Baby Girl fosse uma vítima.
Ele não repetiria a confusão que Battle envolveu Garcia na época. Ou a dor de ele ter trazido Kevin Fuck Lynch para ela.
— Tem certeza que não quer companhia? – Derek ofereceu uma xicara de chá. – Você pode deixar o programa rodando.
— Eu tenho que estar aqui doce. – Ela pegou a xicara. – O satélite pode cair.
— Tome cuidado menina. – Ele beijou sua testa e subiu.
Penelope suspirou. Derek era atencioso assim como toda a equipe era. Kevin estava interessado em jogos de computador e videogames.
Ela discou o número dele com seu telefone por satélite, na tentativa de ter coragem e terminar com ele. Eles ficaram juntos tempo o suficiente, e por mais que Derek não a quisesse, ela seria bem mais feliz sozinha.
— Pen. – A voz de Kevin soou. – Estava mesmo querendo conversar.
— Eu quero terminar. – Ambos disseram juntos.
O silencio que caiu era ensurdecedor. Penelope não sabia se chorava ou desligava.
— Bem. – Ela apenas disse. – Você está livre.
— Sinto muito, Garcia. – Kevin começou a ser profissional. – Não é você, sou eu.
Ela desligou. Agora ela estava sozinha, no meio de um caso e sem poder dormir ainda.
Derek estava sob as cobertas, no chão. Como ele explicaria a ela que ela estava certa sobre Tamara? A mulher o deixou assim que conseguiu seguir sua vida.
Ele fechou os olhos, pensando na mulher no andar debaixo. Ela era sua menina por um longo tempo, mas ele fez algo a respeito? Não. Ele apenas deixou a vida seguir. Puto idiota que ele era.
Ouvindo uma porta abrir e depois fechar, ele esperou que não fosse Penelope se aventurando lá fora a essa hora.
Pen precisava recuperar o sinal e parecia ótimo para ficar sozinha agora. Ela estava sozinha, mas o ar frio do Alasca era convidativo. Foi quando ela ouviu. Alguém gemeu alto e ela resolveu investigar.
Ela viu o homem nas sombras parar e olhar direto para ela e apenas ficou congelada lá. Sem reação. Era como se seus pés tivessem concreto. Ele saiu na direção aposta a ela e ela saiu na direção da nova vítima.
— Olha para mim. – Penelope tentou salvar o homem. – Você vai ficar bom. Meu nome é Penelope, você vai ficar bem. – Ela sentiu o homem agora morto em seus braços. – Socorro! Socorro! Por favor, alguém! Tem um homem ferido! Socorro!
Derek acordou com o som dos gritos. Ele se concentrou e seu coração parou. Penelope parecia em pânico. Colocando a primeira calça que achou, ele pegou a arma e correu para o corredor.
Hotch e Rossi saíram de seus quartos confusos.
— É Penelope. – Derek viu o olhar de assustados dos agentes. – Vamos.
Penelope se enrolou em uma concha protetora, envolvendo os braços por suas pernas e colocando a cabeça baixa. Ela tentou fechar os olhos e querendo acordar desse sonho ruim. Uma nova onda de lágrimas cai e ela se sentiu fraca.
Rossi e Hotch viraram a esquina e viram a cena mais triste do mundo. Penelope estava muito assustada.
Rossi sentiu necessidade de proteger Penelope e Hotch sentiu seu sangue subir, pensando no que Penelope presenciou. Sozinha, no escuro com um assassino.
Derek tinha um cobertor com ele, pronto para envolver Garcia nele.
— Eu vou. – Rossi disse. – Ela parece muito assustada.
— Vá, Dave. – Hotch pediu. – Com cuidado.
Penelope sentiu alguém caminhando para ela e começou a tremer. Ela olhou e viu que era Rossi.
— Pen. – Ele estava ao seu lado. – Tudo bem, vamos embora.
— Eu não pude salvar ele. – Ela tinha culpa escrita em seu rosto. – Ele morreu em mim.
— Está tudo bem. – Rossi a puxou para cima. – Você está bem?
Ela o olhou e sentiu suas pernas cederem. Hotch e Derek chegaram a tempo de a impedirem de cair.
— Eu tenho você Pen. – Derek a pegou no colo. – Apenas tente dormir.
— Eu quero ir embora. – Penelope lentamente fechou os olhos. – Me leve embora Derek.
— Leve-a para o sofá por agora. – Hotch viu a cena. – E não a deixe sozinha.
Ele ficou ao lado de Rossi e sorriu. Ver o carinho que Derek tinha com Garcia o fazia lembrar do próprio começo com Haley. De como aos poucos, eles foram se tornando o casal mais apaixonado.
— Acha que eles vão ficar juntos? – Rossi fez Hotch voltar. – Tudo bem?
— Eles precisam ficar juntos. – Hotch comentou, um sorriso no rosto. – Eles se amam, se respeitam.
Derek colocou Penelope no sofá, mesmo sabendo que precisava limpar as mãos dela ainda cheias de sangue.
Ela parecia completamente cansada e estranhou o fato de Kevin não ligar para saber sobre ela.
— Derek. – Ela o viu ao seu lado. – Minhas mãos.
— Eu vou limpar. – Ele a fez se levantar e a levou para o balcão. – Vamos.
Eles ficaram conversando, nem notando JJ por perto. Quando Penelope ficou chateada e se levantou, Derek não foi atrás dela. Ela precisava de um momento a sós.
JJ foi atrás de Penelope e a encontrou sentada contra a cama no chão. Ela olhava para as mãos com lágrimas nos olhos. Sentada ao lado da amiga, JJ a apoiou.
— Está tudo dando errado. – Penelope murmurou. – O que eu faço Jayje?
— Seja você mesma, Pen. – Ela ajudou a amiga a se levantar. – Que tal tomar um banho e depois dormir?
— Vocês ainda precisam de mim de qualquer jeito. – Penelope murmurou. – Eu tomo um banho rápido.
Ela entrou no banheiro, com o chuveiro no quente suficiente. A dor que ela sentia na alma era pior que a que ela sentia no corpo.
Se sentando em um canto do chuveiro, ela chorou pelo homem morto e pelo relacionamento acabado quando tudo o que ela mais precisava era um ombro para chorar.
Colocando seus pijamas, ela entrou no quarto e encontrou Derek lá parado na porta, sem dizer uma palavra.
— Você está bem, menina? – Derek ofereceu uma xicara de chá. – Kevin já ligou?
— Não. – Ela deixou as lágrimas caírem. – E nem vai ligar.
— Vocês estão bem? – Ele percebeu a hesitação dela. – Vocês terminaram, não é?
Ela o olhou e tão simples entrou em seu abraço. Derek queria caçar Lynch tanto quanto ele precisava cuidar de Penelope.
— Vamos falar sobre isso depois do caso. – Ele prometeu. – Agora é hora de os anjos dormirem.
Ele a colocou na cama e ficou com ela por uma hora ou mais. Nada precisava acontecer naquela hora, mas assim que chegassem em casa ele a faria dele.
Sem mais promessas. Ele sabia que deveria voltar para a cena de crime e deixou um bilhete explicando. Pen seria dele. Ele garantiria isso agora.
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