Notas iniciais
Algo para The company.

Derek não sabia quanto tempo depois que Penelope se sentou ao lado dele na delegacia havia se passado. Ela o havia dado um sermão muito necessário. E com isso, ele conseguiu ajudar Cindy.

Ela o chamou de herói. Qualquer outra pessoa teria levado um sermão por isso, mas vindo dos lábios vermelhos dela era um hino de anjos.

— Você vai voltar com a equipe? – Ela perguntou. – Eu posso arranjar quartos se quiser ficar.

— Eu vou ficar um tempo com minha família. – Ele disse. – Na casa da minha mãe.

Ela se levantou, ajeitando a saia e os óculos. Ele não entendeu a mudança nela até que ela falou novamente.

— Então eu te vejo quando voltar. – Penelope se afastou, mas só conseguiu sair da delegacia e começou a caminhar sem rumo.

Derek decidiu ir atrás depois de uns bons cinco minutos. Onde ela teria ido? Ela não conhecia muito Chicago. E com Rodney ainda pelo bairro, ela poderia acabar machucada.

Penelope não sabia voltar. Ela nem sabia onde estava. Um carro passou e ela congelou no olhar do homem. Ela começou a procurar o caminho por onde ela veio e descobriu que deixou o telefone na delegacia.

— A gatinha está sozinha? – Rodney falou. – Posso dar uma carona se quiser.

Ele a olhava com malicia. Ela sentiu repulsa. Ela sabia que ele era um bandido do bairro e tentou apenas se afastar, mas foi bloqueada pelos comparsas do homem.

— Eu sei quem você. – Rodney falou de repente. – Você estava ao lado de Derek em uma coletiva de imprensa. Eu nunca parei de pensar em você desde aquele dia.

Ela foi pressionada mais próxima de Rodney com violência. Ele por sua vez, apenas apertou os braços ao redor dela.

— Você não vai a lugar nenhum. – Ele sussurrou. – Eu não vou deixar você ir sem uma prova.

Ela foi arrastada para o carro, gritando e tentando se libertar.

Derek ouviu os gritos de Penelope por socorro e ele e Rossi correram em ajuda.

O sangue de Derek ferveu de raiva quando viu Penelope sendo quase violentada por Rodney. Nem ele, nem Rossi hesitaram em pegar as armas.

— Saia de mim! – Ela tentou se libertar. – Me solta. Não.

— Solte ela Rodney. – Derek estava vermelho. – Solte ela e seja homem uma vez na vida.

— Você veio atrás da sua puta, Morgan? – Rodney gritou. – Ela é uma lutadora.

— Deixe ela ir! – Rossi estava mirando a arma dele também. – Eu mesmo planto uma bala em você.

Rodney riu e fez uma coisa hedionda. Ele virou Penelope brutalmente para ele e deu um soco forte nela.

Isso fez Derek ferver e o pouco de controle que lhe restava saiu. Penelope segurou o rosto dolorido e sentiu que se ela ficasse mais um segundo com esse cara, ela poderia cair, mas era tarde.

Ela conseguiu virar para Rossi e ver que Derek tinha saído e caiu no chão, batendo a cabeça. Foi o suficiente para Derek pular atrás de Rodney e o imobilizar enquanto Rossi corria para Penelope. Ela estava em choque pelo o que Rossi poderia ver e precisaria de uma verificação.

— Gosta de agredir garotas, não é, Rodney? – Derek disse rudemente. – Pois eu tenho uma noticia para você. Está detido.

Como Pen ainda não havia acordado, Derek jogou Rodney para Rossi, pegando Penelope em seus braços.

Ele não perdeu a ironia deles estarem perto da antiga casa dele. A colocando em seus braços, ele olhou para Rossi que entendeu muito bem o que ele iria fazer.

Fran sabia que Derek viria para casa essa noite, já que Cindy estaria aqui. Ela não previu a visão que a receberia quando abrisse a porta. Adormecida nos braços de seu filho, estava Penelope de quem ela já ouvira muitas vezes antes.

— Posso usar o sofá? – Ele parecia chateado. – Ela precisa de um lugar para descansar.

Então Fran olhou para a bochecha e engasgou.

— O que ouve com ela? – Fran acompanhou seu filho. – Sarah. Pegue gelo.

— Ela foi agredida. – Derek a colocou com cuidado e calma. – Por Rodney.

— Eu a vi na delegacia. – Sarah voltou com o gelo. – Ela tem uma ligação.

— Pode se dizer que sim. – Derek acomodou a bolsa de gelo. – Especialmente depois que ela foi baleada. Penelope é muito especial.

— Espere. – Fran olhou para a garota em outra luz. – Penelope? Como sua Baby Girl?

— Ela é a sua deusa? – Sarah também perguntou. – Ah Derek. Ela é linda. E o que quis dizer com ela ser baleada?

— Quatro anos atrás. – Derek pegou a mão de Penelope e começou a acariciar. – E não se preocupe, ele está morto. Teve o que merecia.

Como Fran adorava ouvir sobre Penelope e já a considerava a nora perfeita, ela resolveu ajudar Derek. Fazendo um pequeno curativo para ajudar na cicatrização do machucado, ela mandou Derek levar a moça para cima.

— Primo? – Cindy o chamou quando Derek passou com Penelope. – Ela está bem?

— Vai ficar. – Derek disse. – Você poderia abrir a porta? Ela precisa descansar.

Cindy sorriu. Seu primo e a moça parecia combinar demais. Ela abriu a porta e ajudou com os cobertores.

— Ela vai ficar bem? – Cindy perguntou.

— Comigo aqui ela vai. – Derek cobriu Penelope e se virou para a prima. – É bom ter você de volta.

— É bom estar de volta. – Cindy o abraçou. – Acredito que ela tenha tudo a ver com isso?

— Sim. – Derek se sentou. – Ela me xingou no mercado depois que prendemos ele. Acredito que seja por isso que ela viajou até aqui.

— Foram quase dois dias perseguindo. – Cindy se sentou ao lado do primo. – Na verdade, eu adorei ela. Ela parece ser uma boa pessoa, Derek.

— Ela foi baleada uma vez. – Derek disse. – Não iria deixar Rodney dar outro.

— Baleada? – Cindy olhou para Penelope. – Por que? Como?

— Um cara a chamou na cafeteria. – Derek começou. – Então eles saíram juntos e ela acabou baleada.

— O jeito que você falou. – Cindy pegou a mão do primo. – Parece ter mais história.

— Estávamos brigados. – Derek admitiu. – Eu estava com ciúmes dela. Ela terminou com o namorado há quase duas semanas. Ela disse que não estava pronta para se casar.

— Talvez ele não fosse o homem certo. – Cindy disse. – Eu passei muito tempo com Malcolm para saber isso. Eu não posso culpar meu filho por o que aquele monstro fez comigo. E você tem a chance de mostrar isso a ela agora.

— Obrigado. – Derek a abraçou. – Eu vou cuidar da minha menina.

Cindy piscou e saiu. Derek se virou para Penelope e decidiu dar um passo para frente na relação. Ele levantou os cobertores e se deitou ao lado dela.

Nem cinco segundos depois, ele viu ela se aconchegando perto dele. As lágrimas que ela tinha nos olhos se acalmaram e ela conseguiu dormir tão bem.

Quando o sol da manhã entrou no quarto onde Derek dormia com sua deusa, ele abriu os olhos e a encontrou ainda dormindo. Mesmo depois de todo o pesadelo com Cindy, ela estava com ele.

Penelope começou lentamente a acordar. Ela não sabia onde estava e relaxou quando viu Derek olhando para ela.

— Bom dia Baby Girl. – Ele sorriu. – Como se sente?

— Com dor de cabeça. – Penelope levantou, mas caiu de volta. – Tontura e náuseas.

— Eu vou te levar para o hospital. – Derek se levantou e pegou um cobertor para enrolar nela. – E não aceito "não" como resposta. Deveríamos ter ido ontem ainda.

Quando eles voltaram do hospital, diretamente para o jato da equipe, Penelope estava dormindo. Derek havia prometido uma conversa quando chegassem em casa e ele ficou ao lado dela o tempo todo.

Ele a levou para sua própria casa.

— Uau. – Penelope exclamou. – Lugar legal.

— Ei! – Derek a pegou e a levou para o sofá. – Você precisa descansar. O médico disse que essa concussão não vai passar sozinha.

— Eu estou bem. – Ela tentou. – Só preciso de algo para dormir.

— Minha cama. – Derek disse. – E sem discussões.

— Sabe que você estar me protegendo é chato? – Ela disse. – Mas eu admito que gosto disso.

— Você quer falar P? – Derek mudou de assunto. – Sobre Rodney?

— Eu pensei que ele fosse me matar. – Pen estava sentada na cama. – Quando ele me pegou eu tive medo de ele...

— Ei. – Derek beijou o cabelo dela. – Eu sinto muito por deixar.

— Eu estava brava com você. – Pen sorriu. – Eu fiquei em sua casa e nem falei com sua mãe.

— Mesmo assim, ela te amou. – Derek encontrou os olhos dela. – Eu tive medo de perder você.

— Derek... – Ela suspirou. – Não agora.

— Sim, Pen. – Derek estava sério. – Sim agora. Eu tenho que dizer o quanto eu te amo. Não como uma amiga, mas como uma mulher. Talvez eu nem achasse que seria possível ter você ainda, mas você deixou Kevin.

— Eu também te amo Derek. – Ela se inclinou até ele. – Mas o que vai acontecer se eu não for o que você quer?

— Você já é o que eu quero, Penelope. – Derek a aproximou mais. – Sempre vai ser.

Eles começaram a se beijar, até Penelope gemer.

— Eu acho que preciso esperar. – Garcia disse. – Eu ainda tenho uma concussão para curar.

— Vou esperar ansioso. – Derek beijou o pescoço dela. – Cada minuto.

Naquela noite nada aconteceu. Eles conversaram sobre qualquer coisa, colocando as diferenças de lado.

E quando Penelope adormeceu nos braços de Derek, ela sabia que era a casa dela. E ela estava ansiosa para voltar em Chicago com o seu agora namorado.