Oneshot - Outra Vida

1 Capítulo 1 - Poderia ter sido


Notas iniciais
Mas você ainda vai ser a minha vida...

Poderia ter sido...

– Hermione, espere, por favor.

– Ah Draco, não acha que já me magoou o bastante? Deixe-me em paz e vá lá com Pansy Parkinson.

– Não. Por favor, deixe-me explicar. Ela é uma prima minha.

– Ah sim claro.

– HERMIONE GRANGER, VOLTE JÁ AQUI.

– DRACO MALFOY, CALE-SE.

– Venha me calar.

Eles se beijam.

– Por favor, não faça isso comigo, eu não sei viver sem você.

– Você já viveu 20 anos sem mim

– Não posso mais viver sem você.

– Hermione, você aceita se casar comigo?

– Aceito.

No dia do casamento, Hermione foge. Ela tem medo de se apegar a Draco, e ele cometer o mesmo erro de Ronald.

– E se ele me trair, e se ele não confiar em mim. Ele pode não me amar mesmo.

– Ah Hermione para de se lamentar, já faz cinco anos que aconteceu algo com você e com Rony, esquece.

– Pensa que é fácil não é Gina? Você e Harry nunca tiveram problema nenhum.

– Não? Tem certeza que eu e Harry não tivemos problemas? Harry e seus amigos sumiram por três meses Hermione. Eu não sabia onde ele havia se enfiado, e o único que sabia estava em silencio. Rony não me disse nada de Harry por três meses.

– mas, ele não te traiu.

– Não sei, até hoje eu não sei o que ele fez na maldita viagem.

– Ah Gina, desculpa.

– Tudo bem Mione, é normal ficar nervosa.

10 anos depois.

– Hermione?

– Draco?

– Hermione por que você fugiu de mim?

– Ah me desculpe, eu não sabia o que fazer.

– Era fácil, casasse comigo. Não havia duvidas ou incertezas.

– Eu tinha incertezas.

– Tinha? Então agora você pode ser minha?

– Não.

Ele olhou em suas mãos uma aliança dourada. No pescoço um colar que representava sua filha. Logo uma menina morena dos olhos verdes veio correndo ao encontro dela. Era linda como a mãe.

– Olá. Mamãe quem é?

– Esse é Draco Malfoy filha, um amigo da mamãe.

– Olá, como é seu nome?

– Rosie Weasley.

– Ah, Weasley.

– Filha espere no carro com seu pai.

– Você se casou com o Weasley?

– Eu... Bem, sim.

– Eu não acredito. Depois de tudo o que ele te fez?

– Eu o amo.

– Ama?

– Sim

– Assim como me amava?

– Não.

– Volte para mim, por favor.

– Eu não posso Draco. Sinto muito. Adeus.

– Você é a mesma de dez anos atrás, ainda foge.

– Eu não posso ficar.

– Adeus.

Dez anos depois...

“Morre aos 35 anos o diretor de finanças da Potter Finanças, Ronald Weasley morre e deixa mulher e uma filha. A esposa de Ronald não quis gravar entrevista, mas a morte foi causada por parada cardíaca. O enterro será às 15h00min de 24/10/2013.”

– Hermione?

– Ah, sim oi Draco. Como vai?

– Bem e você?

– Não muito. Mas, vou superar.

Eles se abraçam

Cinco meses depois...

– Mas, quem será que toca a campainha da casa das pessoas às 2 da manhã. Rosie?

– Oi tio Draco.

– Rosie, o que faz aqui?

– Mamãe não tá bem tio Draco, e me pediu pra chamar você.

– Onde ela está querida?

– No ST. Mungus.

– Me dê um minuto. Scorpius? Eu vou sair.

– Vamos?

– Sim.

No hospital...

– Vim ver a senhorita Granger.

– Quarto 215; acompanhe-me, por favor.

– Oi Draco, achei que você não iria vir.

– Mas é claro que eu viria. Porque não me avisou que estava doente.

– Rosie, pode esperar lá fora com seu irmão?

– Claro mãe, eu te amo.

– Eu sofro de leucemia desde o dia em que aceitei me casar com você, foi por isso que fugi. Você merece coisa melhor Draco, e eu não queria que me visse assim. Só pedi que Rosie te chamasse para que soubesse que você tem uma filha maravilhosa.

– Rosie é minha filha?

– Sim.

– Rosie é uma Malfoy. Eu sabia. Reconheceria uma Malfoy de longe.

– Mas, eu vou te pedir mais uma coisa. Cuide deles para mim. Cuide de Rosie e de Hugo. Não posso pedir a mais ninguém Draco.

– Nós vamos cuidar deles. Dos nossos filhos.

– Não, eu não terei tempo. Por favor, cuide deles.

– Eu cuidarei meu amor, como se fossem meus filhos.

– Eu te amo.

– Foi a ultima coisa que eu ouvi da sua mãe.

– E ela nos ama ainda?

– Ela sempre vai nos amar.

Eu estava no jardim da minha casa. Eu olhei para o céu, ele estava como os meus olhos. Eram cinza. Eu pude sentir as gotas da chuva caírem sobre mim. Era reconfortante. Era apaixonante, como os beijos de minha Hermione. Ela estava naquelas gotas de chuva que caiam incessantemente. Era como se minha alma pedisse por isso. Mas, o porquê de estar ali, no jardim? Simples, Hermione era como o lírio. O meu lírio. A minha Hermione. Eu nunca mais a encontraria, ou a encontraria em outra vida. Era a minha história de amor inacabada. Eu precisava dela. Queria estar com ela, mas tinha de cuidar de Rosie, Hugo e Scorpius. Então, assim que acabasse minha missão na terra encontraria minha amada.

Agora a chuva caia mais forte e eu chorava. Queria tanto tê-la em meus braços. Se ao menos ela pudesse me ouvir nesse instante. Se ao menos pudesse toca-la, e disser o quanto a amo. O quanto queria que ela estivesse aqui, ela poderia me dizer o que fazer. Eu perco o controle com meus filhos, mas eu ainda amo eles. Será que ela pode me ouvir?

– Hermione, se puder me ouvir de um sinal.

Nada.

– Deus, se você me disser algo sobre ela, agradeceria.

Nada.

– Eu te amo.

Nada.

– Nós te amamos.

Nada.

– Pai, vem pra dentro.

– Já vou Rosie.

Nesse instante eu juro, o vento disse que também me amava.


Notas finais
Então a gente vai fugir pro mar, eu vou pedir pra namorar, você vai me dizer que vai pensar, mas vai deixar...
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