Ones
4 Você é o único para mim (Klaine)
Notas iniciais
Assim que me transferi para a Dalton, as coisas ficaram melhores, certo? Errado! Claro, o bullying havia cessado, mas mesmo com as ameaças e empurrões, eu não podia me sentir mais rejeitado do que agora. Não me entenda mal, todos no colégio eram ótimos comigo, mas, eu ainda me sentia mais confortável com os meus ex-colegas do New Directions e lá eu tinha muito mais solos nas aulas. Mas o verdadeiro motivo por eu estar depremido esses dias, era por causa dele: Blaine Anderson.
Eu o amava dês de que o vi pela primeira vez, mas, ele mal me reparava. Eu estudava com ele a cinco meses e nunca ele reparou em mim. Antes que me perguntem, sim, ele era gay, e solteiro. Eu já estava cansado de nutrir esse amor platônico por ele.
A sala das reuniões dos Warblers se encontrava vazia agora. Após as reuniões eu sempre arranjava um jeito de enrolar mais um pouco e ficar naquela sala sózinho, para por meus pensamentos em ordem. No momento eu apreciava o jardim do colégio, pela janela que ocupava toda a parede horizontal da esquerda.
– Ei Kurt! — Ouvi uma voz vindo atrás de mim. Me virei e ví ele, a pessoa que eu mais queria evitar.
– Oi Blaine. — Falei com pouco ânimo.
– O pessoal vai sair para ter um pouco de alegria, antes de começarmos a treinar duro para ganhar as regionais. Você vem?
– Eu não sei. — Eu disse, me sentando no sofá que ficava no centro da sala. — Não estou com ânimo para essas coisas ultimamente.
– O que deu em você? Ultimamente você esteve triste, sem ânimo para nada. Quando você chega parece que espanta a alegria do lugar. Isso é uma droga! — Ele me repreendeu.
Me levantei do sofá com raiva do que ele havia me dito.
– Sabe o que é uma droga? Quando uma pessoa ama tanto a outra, mesmo que essa outra pessoa não esteja nem aí para ela! Isso sim é uma droga! — Blaine me olhou surpresamente, e eu, envergonhado, fui andando até a porta do local.
– Espere! — Ouvi ele sussurrar, mas eu continuei andando. — Kurt Hummel... — ele pegou minha mão. Eu já estava com lágrimas nos olhos. — você acabou de dizer, que você me ama? — Ele perguntou e desta vez, eu que me surpreendi. Respirei fundo, me virei para ele e tomei coragem para respondê-lo.
– Sim! — Não teve volta, eu tive que confessar tudo para ele, chorando. — Sim, eu acho que sim, mas isso nem importa, porque obviamente você não me corresponde. Nós somos só amigos, e eu tenho que...
Ele me puxou pela mão e encostou nossos lábios. A sensação era tão boa quanto eu imaginava, talvez melhor. Nossas línguas dançavam uma com a outra. Eu deixei a insegurança e a tímidez de lado e envolvi sua cintura em meus braços. Ele separou nossas bocas e olhou para mim sorrindo.
– Oh Kurt, claro que eu te amo de volta. Você sempre sempre foi, é e será o único para mim.
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