Notas iniciais
OI, gente! Desculpem postar só agora, mas passei o fds estudando e criando coragem pra escrever... Hahah! Bem, esse foi muito fofo! Tive essa ideia no ônibus pra faculdade. Espero que gostem! Ah, vocês vão ver no meio do texto, duas dicas de música. Tentem imaginar a cena e ouçam as músicas.... :) Beijas e divirtam-se! Ps: se houver erros, perdoem-me! Não revisei o texto.

Era aniversário de Emma. Por mais incrível que pareça, os 29 anos chegaram rápido e nem apareciam, afinal, parara de passar pra ela. Não havia uma explicação plausível para a idade que ela não aparentava ter. Ela passou o dia sendo paparicada por Henry, que claro, não perdeu a oportunidade de zoar com ela também. O garoto deu o primeiro presente: embrulhou a jaqueta de couro de Emma e deu à ela, arrancando uma boa risada da mãe loira e da mãe morena. Depois deu o devido presente que ela merecia -escolhido com a ajuda de Regina-, uma camisa social de seda amarela, bem clarinha e um tanto quanto charmosa.

Ela passou o dia todo recebendo telefonemas, como se a cidade inteira soubesse do seu aniversário e talvez soubesse mesmo. Ela ainda era filha da rainha e da nova prefeita de Storybrooke. Ganhou de seus pais a pulseira da mãe de Snow e um anel de Charming, escolhido por ele próprio.

— Você tem bom gosto, devo admitir.

— Eu nunca erro. — David piscou pra ela e beijou-a na testa.

— Oi, Emma. Oi, mãe, oi, pai. — Neal entrou no apartamento com o celular nas mãos e fones de ouvido.

— Oi... — Snow estranhou. O menino de 12 anos ainda era um grude com Emma e dessa vez, tratou-a com indiferença, subindo para seu quarto.

—Esse menino tá aprontando. — David concluiu enquanto Emma o acompanhava com o olhar e subiu até o quarto atrás dele.

— Neal...

— Eu? — Ele disse tirando os fones de ouvido.

— Você está bem? Eu fiz alguma coisa?

— Han? Não. tá tudo bem. Porque?

— Porque, bom, hoje é meu aniversário e não que eu esteja cobrando mas você nunca esqueceu e hoje você passou por mim, sem nem olhar no meu rosto...

—ah, Emma! Desculpa, big sister! Eu esqueci completamente! Perdão! Feliz aniversário! — Ele a abraçou.

— O-obrigada. — Emma abraçou- o de volta, ainda achando muito estranho. — Eu... tenho que voltar pra delegacia. Tchau, Neal.

— Tchau. Te amo. — Ele falou, recolocando os fones e Emma saiu.

— Também... — Quando chegou no piso inferior, olhou para os pais. — Ele... tá estranho. Ele esqueceu meu aniversário...

— Ah, Emma! Ele é garoto, claro que esqueceu. Tá ficando adolescente e bobo ao mesmo tempo. Não liga.

— Não, tudo bem. — Ela sorriu. — Bom, tenho que voltar pra delegacia. Obrigada pelos presentes e tudo... ah.

— Emma, eu cubro você. Pode ir aproveitar seu dia. — David falou.

— Mas...

— Ah, Emma, vai logo! Nem o Henry foi pra escola hoje. Fique com ele e com sua... Regina. — David hesitou.

— Minha namorada. — Emma revirou os olhos e sorriu. Sabia que o pai demoraria a aceitar que a Rainha Má era a namorada de sua filha. Eles se despediram e Emma saiu, à caminho para sua casa.

— Ela já foi? — Neal desceu as escadas.

— Já... Porquê? — Snow olhou para o filho com os olhos semi-cerrados.

— Porque eu tenho que preparar a surpresa dela. Ela ficou muito brava?

— Ah, com certeza ficou bem chateada. Neal, o que você vai aprontar?

— Nada... Relaxa. Volto mais tarde. — Ele saiu também com uma mochila.

Em sua casa, Emma encontrou um bolo colossal de maçã, feito com certeza por Regina. Todo decorado, delicado e com os dizeres “Happy Bday, Swan” e um coração. A morena pigarreou, encostada no patente da porta da cozinha. Ela sorria.

— Deixe-me adivinhar: maçã?

— Você não poderia errar essa. — A voz da prefeita ecoou numa risada.

Emma enfiou um dedo no bolo e lambeu.

— Hm... está maravilhoso.

— E você acabou de estragar minha obra de arte. Obrigada. -Regina revirou os olhos e abraçou-a pela cintura. — Feliz aniversário, my happy ending. — Ela falou baixinho.

— Obrigada... Quer dizer que eu sou seu happy ending agora? Porque eu tenho que ser o ending?

— Porque você já foi o começo, está sendo o meio e quero que seja até o fim.

Emma sorriu, toda apaixonada e deu mais um beijo na morena, que depois, pegou a sua mão.

— Vem, seu presente está te esperando.

— É o que eu tô pensando? — Emma fez uma cara safada e Regina gargalhou.

— Não! Emma! Quer dizer, pode ser, mas mais tarde, bem mais tarde. Na verdade, só poderá ser depois da surpresa que uma pessoa pediu licença pra fazer.

— Surpresa? Quem?

— É uma surpresa. Tenho certeza que sabe o que isso significa...

— OK...

Regina levou-a até seu escritório, onde uma caixa preta com um laço vermelho reluzia. Emma abriu e encontrou um suéter preto, com uma única estampa enorme no centro: um cisne com uma coroa.

— Sabe como é... Henry disse que somos “Swan Queen”.

Emma riu e vestiu.

— Me caiu bem?

— Realçou um pouco seus olhos, — Regina comentou divertida. — E agora, eu devo mandar você ir se arrumar, se não, a pessoa vai aparecer aqui e você vai estar de suéter e calça jeans.

Emma revirou os olhos e subiu. Guardou seus presentes com carinho e foi tomar banho.

— Regi... Que roupa devo colocar pra essa tal surpresa?

— Deixei em cima da cama. — Regina gritou da sala.

— Ok... Wow! — Emma viu o vestido. Certamente era do seu guarda-roupa intocável de Misthaven, afinal, aquele vestido não era nem um pouco “século XXI”. Ela tratou da maquiagem e de seu cabelo, vestiu-se e desceu quando já era oito da noite.

— Uau, mãe. — Henry pausou o jogo.

— Uau, Emma. — Regina tirou os olhos do livro que lia.

— Quero dizer que não estou confortável.

— A pessoa vai gostar também. — Henry despausou o jogo.

— Ok, que pessoa é essa?

E no momento que Emma perguntou, a campainha tocou.

— Vai abrir. É a pessoa. — Regina riu.

Emma foi atender a porta e ao abri-la, encontrou Neal numa roupa de gala, também ao estilo Misthaven e uma caixinha nas mãos.

— Você não achou que eu ia esquecer de verdade, não? — Neal sorriu de orelha a orelha.

A loira abriu a boca, pasma.

— Pelo menos, consegui te enganar. Feliz aniversário, big sis. — Ele apertou-a num abraço, depois, recompôs-se e estendeu-lhe o braço esquerdo. — Vamos?

— Neal...

— Só tem um problema... Eu vim de bicicleta e não posso levar a minha princesa numa bicicleta. Você se importa de dirigir? — Ele sorriu amarelo e Emma abriu seu melhor sorriso em resposta, entrando em casa para pegar a chave.

— Onde você vai me levar?

— Ah, é surpresa. Mas eu vou te guiando, tipo um gps. Consegui te enganar?

— Olha, eu realmente estava achando que você tinha se esquecido e confesso, fiquei com vontade de chorar e te esganar ao mesmo tempo.

— Vire aqui. Ah, Emma, qual é? Eu nunca esqueceria o seu aniversário! Direita.

— Bom, você tá crescendo... Não é algo que vá se lembrar.

O menino pegou na mão da irmã.

— No dia que eu me esquecer do seu aniversário é porque algo de muito grave aconteceu com o meu cérebro.

Emma sorriu novamente.

— Chegamos. Encosta aqui. — Emma encostou o carro. Estavam no píer. Neal saiu do carro primeiro e abriu a porta para Emma, auxiliando-a a sair. — Agora, esquece que eu te fiz dirigir até aqui. — Ele riu. — Vamos, princesa, você vai ter o seu presente.

— Hm... Obrigada.

Neal e Emma caminharam até um barco, onde ele ajudou-a a subir e depois caminharam até o deck. Emma, assim que entrou, deixou o queixo cair de novo. Haviam lírios espalhados por todo o local, com uma mesa arrumada para eles, os pratos cobertos com uma abobada prata, mantendo o mistério. Havia também um varal de fotos, com fotos de Emma e Neal juntos, só de Emma e a foto principal era uma foto bastante engraçada da loira.

— Ah, claro! Tinha que ser essa foto... — Ela riu.

— Eu não podia deixar passar essa oportunidade. — O irmão também riu.

Neal puxou a cadeira para Emma e serviu-a de refrigerante.

— Eu não podia comprar bebida alcóolica, então... — Ele deu de ombros.

— Eu amo Coca. — Emma ergueu uma sobracelha e tomou um grande gole. — Qual o menu?

— A sua comida preferida: Spicy Jalapeño Burger, encomendado diretamente de Bill’s Burguer, NY, com acompanhamento de anéis de cebola do Five Napkins Burger e as famosas batatas fritas do Mc Donalds. Acabaram de chegar, eles realmente entregam na hora.

Emma riu.

— Menino Neal, você realmente me surpreendeu. — Ela abocanhou o sanduíche e revirou os olhos. — Ah, isso é a melhor coisa do mundo! Obrigada!

— De nada... Sabia que fazia muito tempo que não comia isso.

— E como! Eu quase nem lembrava do gosto, mas agora... sei que é impossível se esquecer disso. Tenho que te levar pra NY dia desses.

— Eu aceito. — Ele comeu seu próprio lanche e os dois jantaram entre conversas até terminarem.

— E pra sobremesa: Dunkin’ Donuts. — Neal entrou na parte fechada do barco e voltou com uma caixa de donuts.

— Garoto, eu vou engordar uns 15 quilos!

— Tudo bem, vai continuar linda. — Neal era sempre muito carinhoso com Emma e idolatrava a irmã de todas as maneiras possíveis.

— Você é incrível, sabia?

— É, sabia... — Ele riu. — Mas a minha princesa merece. — Ele piscou.

Também havia na mesa um cupcake de cobertura azul com brilhinhos e uma vela prateada. Neal acendeu e entregou-o para Emma.

— Faz o seu pedido.

Emma sorriu, fechou os olhos e assoprou. Quando o irmão abriu a boca, ela falou primeiro.

— Nem vem. Não vou contar meu pedido dessa vez.

— Droga...

— Sabe, alguns anos atrás, um dia antes de eu vir para Storybrooke pela primeira vez, eu estava assoprando as velinhas de um cupcake sozinha, no meu apartamento, desejando que eu não passasse aquele ano sozinha. E funcionou: Estou aqui com meus pais, meu filho, uma namorada, amigos e parentes próximos e a melhor parte: ganhei um irmão. O que mais eu poderia querer? — Emma deu a mão pro irmão.

— Você sabe que você merece tudo isso, não sabe, big sis? E merece muito mais.

— Na verdade, não. O problema é que você acha que eu sou demais.

— Mas você é. Com ou sem poder, sendo ou não a savior. Você é a minha irmã mais velha, é óbvio que eu te admiro. Eu amo você. Você sempre tá por perto quando eu preciso e quando eu não preciso, nada mais justo do que eu fazer o mesmo. Toma. — Ele entregou uma caixinha de veludo lilás à ela.

Emma abriu e encontrou um pingente em forma de coração, delicadíssimo. Ela abriu-o com cuidado e encontrou a foto que eles mais amavam: Os dois juntos, Emma com Neal no colo, uma semana depois de seu nascimento. E do outro lado do coração, uam foto dos Charmings, os quatro.

— Obrigada, por tudo, meu príncipe. De verdade. Você é o melhor lil’ bro. -Ela piscou pra ele.

— Espero não perder o cargo. — Ele riu.

— Se fingir esquecer de mim de novo, vai perder o cargo e alguns dentes.

Eles riram. Neal pegou Emma pela mão e puxou-a. Desenrolou os fios de seu fone, oferecendo um deles à irmã e o outro ficou para si, e deu play numa música.

— Toda princesa que se prese tem que ter uma dança, né? Não que eu saiba dançar, claro. Se eu pisar no seu pé, desculpa.

— Tudo bem, não sei dançar também.

(I need my girl — The National)

— E isso também não é uma música muito apropriada, mas é...

— The National! Eu adoro.

Neal e Emma dançaram juntos, meio desajeitados. Quando a música acabou, Emma tirou o celular do bolso do irmão e revirou algumas músicas.

— Eu tenho o direito de escolher uma música, né?

— À vontade. Mas não tem nenhuma música de princesa aí, desculpe por isso.

— Digamos que somos príncipe e princesa atuais. — Ela escolheu uma música e tirou os sapatos altos.

(Happy — Pharrel Williams)

E então os dois começaram a dançar totalmente loucos, desprovidos de classe e como se não houvesse ninguém observando. Não tinha mesmo. Fizeram vários passos engraçados e riram bastante.

— Hahaha! — Emma se jogou na cadeira. — Você é doido, Neal!

— Puxei da minha irmã. Conhece?

— Nossa, ela deve ser bem legal!

— É... -Neal fez um sinal de mais ou menos e os dois riram.

— Bom, acho que está tarde... E a dona Snow vai pirar se não estiver em casa logo. Vamos?

— Vamos.

— Você vai arrumar essa bagunça?

— Não, eu contratei algumas pessoas pra me ajudarem com isso. Não se preocupa.

— Ok, então... Você pensou em tudo mesmo! Vamos.

Emma parou o carro na frente do apartamento dos pais.

— Isso não é muito apropriado, não é? Eu que deveria te levar de carro até em casa e tudo mais.

— Ah, qual é? Já disse: somos da realeza atual. Não é como se seguimos um código.

— Se você diz... Feliz aniversário, Emma. -Neal abraçou a irmã apertado e beijou a testa dela.

— Obrigada, lil’ bro. De verdade. EU adorei tudo! Obrigada por estar comigo sempre.

— Sempre estarei.

Eles fizeram o toque secreto deles e Neal saiu.

— Até mais, velhinha! Te amo!

— Haha, seu dia vai chegar! Também te amo! — Ele entrou e Emma deu a partida no carro. Dirigiu até sua casa com uma mão no volante e a outra agarrando seu novo pingente. Como ela poderia imaginar que alguns anos atrás era sozinha no mundo, e agora, tinha uma família que a amava e um irmão, melhor até do que aquele que sonhara um dia, que a tratava literalmente como uma princesa? Ela só agradecia todos os dias por isso e agradecia seus pais por terem lhe dado uma de suas maiores riquezas: seu irmão para armar, lutar, rir, dividir e estar sempre com ela, mesmo que sempre significasse muito tempo.

Notas finais
E aí?? Gostaram desse? O que acharam??? Se alguém tiver alguma ideia, sugestão, crítica, por favor, me escrevam! Eu agradeço muito e fico muito feliz com os comentários de vocês!!! Até semana que vem, babies! Ah, como perceberam, certamente, tem um pouco de Swan Queen aí... AMohard mesmooooooo! Se não gosta, por favor, só ignora! Senti necessidade de por só porque sou boba alegre e shipper feliz! Beijas de lux