Notas iniciais
Antes de mais nada queria falar que 13/02 fez um mês de história, no dia 19 quando postei o capitulo 10, não tinha percebido, mas tá, vamos continuar com as notas... PS: O motivo dessa demora é porque eu matei as aulas da semana e fiquei de castigo por isso, é... v1d4 l0k4

Kensuke arregalou os olhos, por um minuto sentiu um medo que nunca tinha sentido antes, tentou falar algo, mas nada saia de sua boca.

– Eu posso sentir... Seu medo, eu posso senti-lo! – Muchimaru deu um sorriso rápido, logo depois ficou sério. – Fique calmo... Não é você que eu vou...

– Cozinheiro estúpido... Você é igual aquele emo viado, eu também te odeio! – Riko ficou de pé aos poucos, quando finalmente ficou, deu um uma tijolada na árvore que bateu, fazendo aq bater em outra e assim uma trilha de árvores foi caindo.

Muchimaru começou a correr, deu um chute na direção do rosto de Riko, mas ele se esquivou com facilidade, segurou a perna do cozinheiro e o jogou na direção de Kensuke.

Antes que o cozinheiro pudesse passar direto, Kensuke segurou sua mão direita, o jogou de volta para o marinheiro.

– Eu não sou uma bola de tênis... – Muchimaru falou com raiva. – Vai me pagar por isso!

O marinheiro chegou para o lado, assim o homem passaria direto por ele, mas Muchimaru começou a se girar no ar, como se ele estivesse voando ao invés de estar sendo jogado, quando chegou ao lado do marinheiro, ele esticou a perna para o lado e ela acertou a cabeça de Riko.

Muchimaru caiu em pé no chão, acendeu um cigarro, olhou para trás e viu o marinheiro se levantando com a mão no nariz.

Kensuke já não estava mais com medo, agora estava muito animado para lutar ao lado de Muchimaru.

– Que golpes de sorte esses que está usando... – Riko cuspiu um pouco de sangue que escorreu de seu nariz por dentro e foi para garganta. – Sua maré de sorte vai acabar!

O cozinheiro deixou o cigarro cair de sua boa, seus olhos já não estavam mais vermelhos, agora voltaram a ser pretos, sua boca estava aberta e saia um pouco de sangue de seu nariz. Ele caiu de joelhos, as mãos estavam em sua cabeça, uma voz ecoava por sua mente e ele estava desesperado. Deixe-me sair um pouquinho, a voz sussurrava por dentro do cozinheiro.

Não... – Muchimaru agonizava. – Onii-san, não...

Enquanto isso...

Yusuji estava sentado entre algumas árvores na floresta, sua expressão era como de alguém com fome ou tristeza e ainda estava falando algo para ele mesmo.

– Droga, Kensuke... Era pra ele vir comigo! Odeio me perder.

– Tio...? – Uma voz fraca ecoou de trás de uma das árvores.

Yusuji se levantou, olhou em volta procurando o dono daquela voz abatida.

– Quem está ai? – Ele disse.

O local ficou em silencio até a tal voz resolver responder, com muito esforço algo chegou aos ouvidos do pirata.

– É você mesmo, o pirata legal...?

Yusuji começou a ficar assustado, o que ele entendeu é que aquela voz é ele mesmo, sem hesitar ele perguntou:

– Você é minha consciência, certo?

– N-não é isso... – A tal voz começou a falar entre tosses, parecia que estava machucada. – Eu sou o Ao, da cidade.

– Então você escapou, vai ser um bom pirata! – Yusuji sorriu. – Onde você está?

– Atrás de uma das árvores... Ajude-me!

Yusuji ficou muito preocupado pela ultima coisa que a criança falou, pegou sua espada porque ele podia estar encrencado, olhou de árvore em árvore até achar o garoto e um caminho, ficou feliz por achar o caminho, mas ficou por ver Ao, ele estava Lânguido, alguém com certeza iria pagar por deixar seu amigo daquele jeito.

– O que houve com você? Quem fez isso?

– O marinheiro de antes... – O garoto falou quase chorando.

– Fique bem aqui, vou voltar lá e acabar com aquele marinheiro! – Yusuji desamarrou sua bandana do braço e antes que pudesse colocar na cabeça Ao o chamou.

– Pirata legal, você não pode acabar com aquele marinheiro...

– Você está me subestimando Ao? – Yusuji olhou bem para o garoto com um olhar amedrontador.

Ao mesmo não conseguindo se mexer muito, tentou ficar de joelhos e gritou implorando:

– Claro que não, nunca, nunca, nunca... Estou tentando te pedir para salvar a Ko e os outros, por favor!

Yusuji amarrou a bandana na cabeça, colocou sua katana já nua no ombro e bem calmo perguntou onde estavam as outras crianças. Quando Ao mostrou o caminho por onde Riko foi, e que era uma base de marinha, Yusuji partiu correndo, Ao ficou extasiado pela velocidade do mais velho, era algo que ele nunca tinha visto, nem nas corridas anuais de cozinheiros.

– Agora mesmo eu vou... Queimar essa base da Marinha!

Yusuji chegou a tal base da marinha como um cidadão qualquer, um marinheiro que estava ali chegou perto dele e o cumprimentou com um tom sarcástico.

– Senhor não é permitido entrar com armas aqui!

– Ah é, me desculpe... Vou guardar! – Yusuji guardou a katana de volta na bainha e sorriu.

– Hehe’ – O marinheiro fingiu um sorriso. – O que o senhor deseja?

Yusuji retirou sua katana da bainha, cortou o marinheiro ao meio em segundos e logo em seguida ficou sorrindo.

– Eu desejo matar todos. Posso entrar? – Ele adentrou a base com um sorriso determinado. – Obrigado!

Naquele momento, as sirenes de toda a ilha Food começaram a apitar sem parar, todos os marinheiros Junior cercaram Yusuji.

– Não vale nem a pena eu usar essa espada contra vocês! – O pirata guardou a katana vermelha na bainha, estalou os dedos e chamou os marinheiros para a briga.

Os marinheiros atacaram com espadas ao mesmo tempo, foi facil para Yusuji pular por cima dos golpes e ficar em pé nas espadas.

– Eu chuto a cara de todos vocês, vocês vão cair por cima de suas próprias espadas e vão morrer... – Yusuji começou a contar teorias. – Eu fico aqui acocorado, vocês vão tentar enfiar suas espadas em mim, obviamente vou desviar e vocês vão se matar... – Continuou. – Vocês desistem e eu os deixo fugir, por que não gosto de bater em caras que ainda estão aprendendo a lutar...

– Do que ele está falando? – Um dos marinheiros sussurrou.

– Escolham suas ações, a reação eu já falei e recomendo escolher a que vocês ficam vivos! – Yusuji fechou a mão, deixando três dedos levantados.

Os marinheiros sem entender muito, aproveitaram a chance que tiveram para tentar furar Yusuji ao mesmo tempo. Aconteceu bem como o garoto havia teorizado, ele deu um pulo na hora, fazendo com que os homens se matassem.

– Essa foi por pouco, se eu não tivesse pulado para matar esse mosquito, estaria morto! – Yusuji olhou para um mosquito em sua mão e sorriu.

– Quem é você, um revolucionário? – Um homem alto, magro e branco chegou ao local gritando, ele parecia estar exasperado.

– Sou um pirata!

– Por que um pirata estaria invadindo a base da marinha? – O marinheiro ficou desconfiado.

– Fique tranquilo, eu tenho uma boa razão!

– Eu não conheço seu rosto... De que tripulação você é? – O homem continuou confuso.

– Eu não sou da minha tripulação, meu nome é Toshio D. Yusuji, o capitão! – Yusuji deu um sorriso de canto. – Quem é você?

– Você é só um novato... Eu devia ter percebido. Nenhum pirata de verdade invade a base da marinha assim! – Zombou. – Meu nome é Yuki, sou um dos discípulos do Yowai-sama...

– Por favor, me perdoe! – Yusuji se curvou.

– Hã?

– Eu não sabia que você era mulher, acabei confundindo com um homem... Senhora Yuki, me desculpe!

Eu sou homem seu idiota! – Yuki ficou muito irritado.

– Mas Yuki é nome de mulher... Que idiota! – Yusuji começou a gargalhar.

Cale a boca... – O marinheiro gritou. – Agora você vai provar do soco mais forte da ilha Food-...

– Estava esperando por isso... – Yusuji estava retirando sua katana da bainha, quando sentiu algo tocando seu ombro. – Kensuke...

– Francamente, estava deixando um rastro para mim, ou só é patético mesmo? – Kensuke revirou os olhos. – Aquelas árvores do caminho estão todas cortadas, tem um homem cortado ao meio na entrada e um monte de marinheiros no chão pelo caminho até aqui.

– Só estava testando o corte! – Yusuji sorriu. – Pensei que ia lutar contra aquele outro.

– Ele está bem ocupado com o cozinheiro de meia tigela! – Kensuke falou sorrindo. – Do jeito que estava eu poderia ser morto só pela sua áurea negra... É diferente, como se estivesse mudado, não é o mesmo Muchimaru de antes! – Pensou.

* * *

Flashback:

Não... – Muchimaru agonizava. – Onii-san, não...

– Pare de dizer loucuras... – Riko reclamou. – De quem está falando, quem é esse viadinho que está chamando de “Onii-san”?

– Ouça me chamar de viadinho? – Muchimaru já estava de pé, o sangue que escorria pelo nariz do cozinheiro continuava a escorrer como uma cachoeira, a parte branca de seu olho estava preta e a parte de cor estava vermelha – Ele está me chamando de viadinho, garoto com soco-inglês?

– Está chamando o seu Onii-san, pelo que entendi... – Kensuke falou um pouco nervoso.

– Está chamando a mim de viadinho ou ao Muchimaru? – O cozinheiro deu um sorriso demoníaco.

– Está louco? – Riko gargalhou. – Estou chamando os dois se quiser... Viadinho e viadinho!

– Que trágico... – Muchimaru começou a caminhar, parou perto de Riko sem parar de sorrir daquele jeito demoníaco.

O marinheiro tirou um elástico do bolso, passou entre os dedos, ameaçou tacar em Muchimaru, mas o cozinheiro só ria daquilo,

– Vou soltar... – Riko falava.

– Não ligo...

Riko soltou o elástico, que nem parecia que era um elástico, quando bateu na bochecha de Muchimaru, cortou como se fosse uma tesoura cortando papel.

O cozinheiro passou a mão no rosto, sentiu o sangue do corte e o sangue do nariz, sorriu, começou a enforcar Riko. De repente uma áurea negra começou a subir por cima de Muchimaru, em volta, embaixo, aquela áurea não era dele por que antes sua áurea era azul.

– Vou matar todos... Não... Fique calmo Muchimaru, só me deixe usar esse corpo um pouquinho! – Muchimaru estava incoerente, mal dava para entender uma frase sua.

– Tem algo de errado com ele... Essa sensação que sinto. Todos os meus instintos me mandando sair de perto... – Kensuke pensou.

O ruivo foi andando, passou por Muchimaru e Riko, antes de entrar a floresta ele se despediu:

– Vou ver se o Yusuji não precisa de mim... Vai se virar? – Fingiu um sorriso.

– Você é inteligente... Embora saiba que pode dar um jeito, você não quer arriscar sua vida, certo? – Muchimaru olhou para Kensuke sem tirar as mãos do pescoço de Riko. – Ou melhor, não quer machucar o corpo do Muchimaru!

Muchimaru jogou Riko no chão, o cozinheiro ficou de joelhos com a mão no pescoço, tentando respirar. Kensuke olhou de canto, sorriu e voltou a andar.

Flashback off:

* * *

Parem de me ignorar... – Yuki esbravejou.

– Ah é mesmo, o Marinheira! – Yusuji começou a tirar a katana da bainha, mas Kensuke segurou a mão dele, atrapalhando-o de retirar.

– Se ela tem o soco do mundo, vou mostrar que o meu é o soco mais forte do East Blue... – O ruivo começou a bater o punho um no outro, cada batida com mais força.

O certo é ele, eu sou homem!

– Entendi! Esse inimigo é seu. – Yusuji saiu correndo para a porta atrás de Yuki.

– Nem pensar... – Yuki correu na direção de Yusuji como o punho esquerdo preparado para dar um tremendo soco.

Na hora que o punho ia se chocar contra Yusuji, Kensuke pulou na frente, seus punhos bloquearam completamente os de Yuki.

– O pirata disponível sou eu!

Notas finais
Gostou, desgostou? Comenta ai sua opinião, ela é sempre bem vinda! Yuki é um nome feminino, por isso que o Yusuji o chamou de Senhora Yuki. Foi para ser engraçado o/