One piece - New Generation
11 Onii-san
Notas iniciais
Kensuke arregalou os olhos, por um minuto sentiu um medo que nunca tinha sentido antes, tentou falar algo, mas nada saia de sua boca.
– Eu posso sentir... Seu medo, eu posso senti-lo! – Muchimaru deu um sorriso rápido, logo depois ficou sério. – Fique calmo... Não é você que eu vou...
– Cozinheiro estúpido... Você é igual aquele emo viado, eu também te odeio! – Riko ficou de pé aos poucos, quando finalmente ficou, deu um uma tijolada na árvore que bateu, fazendo aq bater em outra e assim uma trilha de árvores foi caindo.
Muchimaru começou a correr, deu um chute na direção do rosto de Riko, mas ele se esquivou com facilidade, segurou a perna do cozinheiro e o jogou na direção de Kensuke.
Antes que o cozinheiro pudesse passar direto, Kensuke segurou sua mão direita, o jogou de volta para o marinheiro.
– Eu não sou uma bola de tênis... – Muchimaru falou com raiva. – Vai me pagar por isso!
O marinheiro chegou para o lado, assim o homem passaria direto por ele, mas Muchimaru começou a se girar no ar, como se ele estivesse voando ao invés de estar sendo jogado, quando chegou ao lado do marinheiro, ele esticou a perna para o lado e ela acertou a cabeça de Riko.
Muchimaru caiu em pé no chão, acendeu um cigarro, olhou para trás e viu o marinheiro se levantando com a mão no nariz.
Kensuke já não estava mais com medo, agora estava muito animado para lutar ao lado de Muchimaru.
– Que golpes de sorte esses que está usando... – Riko cuspiu um pouco de sangue que escorreu de seu nariz por dentro e foi para garganta. – Sua maré de sorte vai acabar!
O cozinheiro deixou o cigarro cair de sua boa, seus olhos já não estavam mais vermelhos, agora voltaram a ser pretos, sua boca estava aberta e saia um pouco de sangue de seu nariz. Ele caiu de joelhos, as mãos estavam em sua cabeça, uma voz ecoava por sua mente e ele estava desesperado. Deixe-me sair um pouquinho, a voz sussurrava por dentro do cozinheiro.
– Não... – Muchimaru agonizava. – Onii-san, não...
Enquanto isso...
Yusuji estava sentado entre algumas árvores na floresta, sua expressão era como de alguém com fome ou tristeza e ainda estava falando algo para ele mesmo.
– Droga, Kensuke... Era pra ele vir comigo! Odeio me perder.
– Tio...? – Uma voz fraca ecoou de trás de uma das árvores.
Yusuji se levantou, olhou em volta procurando o dono daquela voz abatida.
– Quem está ai? – Ele disse.
O local ficou em silencio até a tal voz resolver responder, com muito esforço algo chegou aos ouvidos do pirata.
– É você mesmo, o pirata legal...?
Yusuji começou a ficar assustado, o que ele entendeu é que aquela voz é ele mesmo, sem hesitar ele perguntou:
– Você é minha consciência, certo?
– N-não é isso... – A tal voz começou a falar entre tosses, parecia que estava machucada. – Eu sou o Ao, da cidade.
– Então você escapou, vai ser um bom pirata! – Yusuji sorriu. – Onde você está?
– Atrás de uma das árvores... Ajude-me!
Yusuji ficou muito preocupado pela ultima coisa que a criança falou, pegou sua espada porque ele podia estar encrencado, olhou de árvore em árvore até achar o garoto e um caminho, ficou feliz por achar o caminho, mas ficou por ver Ao, ele estava Lânguido, alguém com certeza iria pagar por deixar seu amigo daquele jeito.
– O que houve com você? Quem fez isso?
– O marinheiro de antes... – O garoto falou quase chorando.
– Fique bem aqui, vou voltar lá e acabar com aquele marinheiro! – Yusuji desamarrou sua bandana do braço e antes que pudesse colocar na cabeça Ao o chamou.
– Pirata legal, você não pode acabar com aquele marinheiro...
– Você está me subestimando Ao? – Yusuji olhou bem para o garoto com um olhar amedrontador.
Ao mesmo não conseguindo se mexer muito, tentou ficar de joelhos e gritou implorando:
– Claro que não, nunca, nunca, nunca... Estou tentando te pedir para salvar a Ko e os outros, por favor!
Yusuji amarrou a bandana na cabeça, colocou sua katana já nua no ombro e bem calmo perguntou onde estavam as outras crianças. Quando Ao mostrou o caminho por onde Riko foi, e que era uma base de marinha, Yusuji partiu correndo, Ao ficou extasiado pela velocidade do mais velho, era algo que ele nunca tinha visto, nem nas corridas anuais de cozinheiros.
– Agora mesmo eu vou... Queimar essa base da Marinha!
Yusuji chegou a tal base da marinha como um cidadão qualquer, um marinheiro que estava ali chegou perto dele e o cumprimentou com um tom sarcástico.
– Senhor não é permitido entrar com armas aqui!
– Ah é, me desculpe... Vou guardar! – Yusuji guardou a katana de volta na bainha e sorriu.
– Hehe’ – O marinheiro fingiu um sorriso. – O que o senhor deseja?
Yusuji retirou sua katana da bainha, cortou o marinheiro ao meio em segundos e logo em seguida ficou sorrindo.
– Eu desejo matar todos. Posso entrar? – Ele adentrou a base com um sorriso determinado. – Obrigado!
Naquele momento, as sirenes de toda a ilha Food começaram a apitar sem parar, todos os marinheiros Junior cercaram Yusuji.
– Não vale nem a pena eu usar essa espada contra vocês! – O pirata guardou a katana vermelha na bainha, estalou os dedos e chamou os marinheiros para a briga.
Os marinheiros atacaram com espadas ao mesmo tempo, foi facil para Yusuji pular por cima dos golpes e ficar em pé nas espadas.
– Eu chuto a cara de todos vocês, vocês vão cair por cima de suas próprias espadas e vão morrer... – Yusuji começou a contar teorias. – Eu fico aqui acocorado, vocês vão tentar enfiar suas espadas em mim, obviamente vou desviar e vocês vão se matar... – Continuou. – Vocês desistem e eu os deixo fugir, por que não gosto de bater em caras que ainda estão aprendendo a lutar...
– Do que ele está falando? – Um dos marinheiros sussurrou.
– Escolham suas ações, a reação eu já falei e recomendo escolher a que vocês ficam vivos! – Yusuji fechou a mão, deixando três dedos levantados.
Os marinheiros sem entender muito, aproveitaram a chance que tiveram para tentar furar Yusuji ao mesmo tempo. Aconteceu bem como o garoto havia teorizado, ele deu um pulo na hora, fazendo com que os homens se matassem.
– Essa foi por pouco, se eu não tivesse pulado para matar esse mosquito, estaria morto! – Yusuji olhou para um mosquito em sua mão e sorriu.
– Quem é você, um revolucionário? – Um homem alto, magro e branco chegou ao local gritando, ele parecia estar exasperado.
– Sou um pirata!
– Por que um pirata estaria invadindo a base da marinha? – O marinheiro ficou desconfiado.
– Fique tranquilo, eu tenho uma boa razão!
– Eu não conheço seu rosto... De que tripulação você é? – O homem continuou confuso.
– Eu não sou da minha tripulação, meu nome é Toshio D. Yusuji, o capitão! – Yusuji deu um sorriso de canto. – Quem é você?
– Você é só um novato... Eu devia ter percebido. Nenhum pirata de verdade invade a base da marinha assim! – Zombou. – Meu nome é Yuki, sou um dos discípulos do Yowai-sama...
– Por favor, me perdoe! – Yusuji se curvou.
– Hã?
– Eu não sabia que você era mulher, acabei confundindo com um homem... Senhora Yuki, me desculpe!
– Eu sou homem seu idiota! – Yuki ficou muito irritado.
– Mas Yuki é nome de mulher... Que idiota! – Yusuji começou a gargalhar.
– Cale a boca... – O marinheiro gritou. – Agora você vai provar do soco mais forte da ilha Food-...
– Estava esperando por isso... – Yusuji estava retirando sua katana da bainha, quando sentiu algo tocando seu ombro. – Kensuke...
– Francamente, estava deixando um rastro para mim, ou só é patético mesmo? – Kensuke revirou os olhos. – Aquelas árvores do caminho estão todas cortadas, tem um homem cortado ao meio na entrada e um monte de marinheiros no chão pelo caminho até aqui.
– Só estava testando o corte! – Yusuji sorriu. – Pensei que ia lutar contra aquele outro.
– Ele está bem ocupado com o cozinheiro de meia tigela! – Kensuke falou sorrindo. – Do jeito que estava eu poderia ser morto só pela sua áurea negra... É diferente, como se estivesse mudado, não é o mesmo Muchimaru de antes! – Pensou.
* * *
Flashback:
– Não... – Muchimaru agonizava. – Onii-san, não...
– Pare de dizer loucuras... – Riko reclamou. – De quem está falando, quem é esse viadinho que está chamando de “Onii-san”?
– Ouça me chamar de viadinho? – Muchimaru já estava de pé, o sangue que escorria pelo nariz do cozinheiro continuava a escorrer como uma cachoeira, a parte branca de seu olho estava preta e a parte de cor estava vermelha – Ele está me chamando de viadinho, garoto com soco-inglês?
– Está chamando o seu Onii-san, pelo que entendi... – Kensuke falou um pouco nervoso.
– Está chamando a mim de viadinho ou ao Muchimaru? – O cozinheiro deu um sorriso demoníaco.
– Está louco? – Riko gargalhou. – Estou chamando os dois se quiser... Viadinho e viadinho!
– Que trágico... – Muchimaru começou a caminhar, parou perto de Riko sem parar de sorrir daquele jeito demoníaco.
O marinheiro tirou um elástico do bolso, passou entre os dedos, ameaçou tacar em Muchimaru, mas o cozinheiro só ria daquilo,
– Vou soltar... – Riko falava.
– Não ligo...
Riko soltou o elástico, que nem parecia que era um elástico, quando bateu na bochecha de Muchimaru, cortou como se fosse uma tesoura cortando papel.
O cozinheiro passou a mão no rosto, sentiu o sangue do corte e o sangue do nariz, sorriu, começou a enforcar Riko. De repente uma áurea negra começou a subir por cima de Muchimaru, em volta, embaixo, aquela áurea não era dele por que antes sua áurea era azul.
– Vou matar todos... Não... Fique calmo Muchimaru, só me deixe usar esse corpo um pouquinho! – Muchimaru estava incoerente, mal dava para entender uma frase sua.
– Tem algo de errado com ele... Essa sensação que sinto. Todos os meus instintos me mandando sair de perto... – Kensuke pensou.
O ruivo foi andando, passou por Muchimaru e Riko, antes de entrar a floresta ele se despediu:
– Vou ver se o Yusuji não precisa de mim... Vai se virar? – Fingiu um sorriso.
– Você é inteligente... Embora saiba que pode dar um jeito, você não quer arriscar sua vida, certo? – Muchimaru olhou para Kensuke sem tirar as mãos do pescoço de Riko. – Ou melhor, não quer machucar o corpo do Muchimaru!
Muchimaru jogou Riko no chão, o cozinheiro ficou de joelhos com a mão no pescoço, tentando respirar. Kensuke olhou de canto, sorriu e voltou a andar.
Flashback off:
* * *
– Parem de me ignorar... – Yuki esbravejou.
– Ah é mesmo, o Marinheira! – Yusuji começou a tirar a katana da bainha, mas Kensuke segurou a mão dele, atrapalhando-o de retirar.
– Se ela tem o soco do mundo, vou mostrar que o meu é o soco mais forte do East Blue... – O ruivo começou a bater o punho um no outro, cada batida com mais força.
– O certo é ele, eu sou homem!
– Entendi! Esse inimigo é seu. – Yusuji saiu correndo para a porta atrás de Yuki.
– Nem pensar... – Yuki correu na direção de Yusuji como o punho esquerdo preparado para dar um tremendo soco.
Na hora que o punho ia se chocar contra Yusuji, Kensuke pulou na frente, seus punhos bloquearam completamente os de Yuki.
– O pirata disponível sou eu!
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