One piece - New Generation
13 Chamas que ardem pelo ódio
Notas iniciais
– O pirata disponível sou eu! – Kensuke sorriu de canto.
– Você está brincando com fogo... – Yuki dobrou a boca, deixando metade dos dentes à mostra.
– Eu não brinco com fogo, eu sou o fogo! – Kensuke passou a mão em seus cabelos avermelhados.
– Fogo? Está mais pra ferrugem! – O marinheiro deu uma gargalhada estranha e mostrou a língua.
– Retire o que disse sobre o meu cabelo agora, se não... – Kensuke cerrou o punho direito e abaixou a cabeça.
– Se não o que? Vai me bater? – Yuki colocou a mão na barriga e gargalhou.
Kensuke fingiu que ia dar um soco no marinheiro, então ele bloqueou sua frente, nisso o Kensuke deu uma rasteira nele e quando ele caiu deu um soco na barriga do ruivo o fazendo ficar de joelhos.
– Meu soco é poderoso. – Yuki se levantou aos poucos, com um sorriso no rosto ele tentou dar um chute no rosto de Kensuke, mas o navegador segurou a perna dele com sua mão esquerda.
– Seu soco não é tão forte... Experimente o meu. – O ruivo jogou seu punho contra o rosto de Yuki, o soco-inglês se chocou contra o queixo dele, como Kensuke estava de joelhos o soco veio de baixo, jogando-o para cima até bater na parede que sustentava as outras como um pilar.
Quando o marinheiro se chocou com essa parede ela se quebrou e aquela sala começou a desmoronar aos poucos. Kensuke foi caminhando até olhar para Yuki, que estava por cima dos entulhos da parede já em pé:
– Fraco demais... Vou resolver isso com um soco só! – Yuki se preparou para dar um soco.
– Eu também. – Kensuke estalou os dedos da mão direita e deu seu maior soco na direção do punho de Yuki.
Os punhos se chocaram provocando um barulho, como se algo estivesse quebrando. O ruivo fitou Yuki e assoprou o soco inglês, como se estivesse quente, de fato estava saindo um pouco de fumaça dele.
– Isso aqui. – Yuki colocou a mão no ombro do braço que usou para socar Kensuke. – Ainda posso usa-lo e será o bastante para... – Algumas gotas de sangue caíram no chão, o marinheiro passou a mão no braço, ao sentir seu osso fora da pele seus olhos viraram e ele caiu no chão.
– Agora você vê, meu soco é tão mais forte que empurrou seu osso para trás, fazendo-o perfurar sua própria pele. É mesmo uma pena você não ser usuário da Bone Bone no mi. – Segurou em uma parede que ainda estava de pé para não cair, quando começou a escorrer sangue de sua boca ele se sentou ali, encostado na parede. Seu braço estava formigando, mas seu sorriso não sumiu – O melhor e mais forte soco dessa ilha é o meu. Não estou me gabando, essa é só a verdade.
Enquanto isso...
– Executar? Não quero nem ver. – Yusuji fechou os olhos e colocou as mãos na frente do rosto.
– Isso mesmo, tape os olhos. Não vai querer ver o sangue, certo? – Yowai pega a faca preta que estava em seu cinto de couro.
– Não consigo apertar mais os olhos. Suicídios me fazem mal, acho que é por que minha mamãe se matou. – Yusuji sentou de costas para Yowai e manteve os olhos fechados.
– Você é algum tipo de idiota por acaso? Isso vai ser um homicídio. – O General pisou forte no chão e fechou o punho.
– Homicídio é quando você mata alguém em casa, idiota! – Yusuji se virou novamente e fitou Yowai com a cabeça virada. – Daí já vem o “Home” e o “cídio” que é de matar.*.
– Eu nunca ouvi tanta idiotice numa mesma frase. – Yowai passou a mão na testa e suspirou. – Eu não vou me matar, eu vou te matar. Vai ser a sua execução!
– Minha? – Yusuji começou a gargalhar sem parar nem para respirar. Colocou a mão para fora da grade e pegou sua katana, que havia ficado do lado de fora. – Eu vou morrer, mas não vai ser agora. Não vou deixar você explodir essa ilha que é importante para o Muchi, e também, vai me pagar pelo que fez com o Ko.
– Você acha que consegue cortar essa gaiola de ferro? Mas é muito burro mesmo. – Yowai deu um sorriso e jogou a faca de combate na direção da cabeça do pirata e ele bloqueou a faca com a katana. – Você nunca irá cortar isso, nunca vai chegar ao outro lado. Acha que pode me superar? Faça disso um sonho garoto, pois não vai se realizar!
Yusuji abaixou a cabeça e segurou a espada abaixo apontada para o marinheiro, a ponta dela começou a pegar fogo.
– Isso mesmo, abaixe a cabeça. Morra com a espada levantada como um verdadeiro espadachim. Mas tenho novidades, isso não te faz um espadachim! Ser espadachim é...
– Cale a boca. – Yusuji impediu Yowai de terminar sua frase.
– Com quem acha que está falando sua mariquinha? – Yowai cruzou os braços com muita raiva.
– Eu falei para calar a boca, você é surdo? – Yusuji correu até a grade e segurou uma das barras de ferro com a mão esquerda. – Um idiota como você não tem moral nenhuma para falar como um espadachim é. Você nem é um espadachim, você nem é nada, te enxerga marinheiro bobão. Está certo, não posso cortar essas grades, mas isso não me impede de socar a sua cara com minha espada.
– Insolente. Como acha que vai fazer para sair daí, se não pode nem cortar essas gradezinhas ai? – Yowai revirou os olhos e foi até sua cadeira, sentou-se e colocou sua luva branca de marinheiro.
– Como meu pai era ferreiro, eu sei muito bem derreter um ferro inutil. – Os olhos de Yusuji brilharam de ódio, colocou sua katana em frente seu rosto e ela começou a pegar fogo, era uma chama muito intensa. Em alguns minutos a grade estava em chamas, só se podia ver as brasas e mais nada.
– O que está acontecendo? Fogo? Ele morreu queimado? – Yowai levantou da cadeira no mesmo instante.
De repente o fogo cessou, a gaiola estava derretida e Yusuji sem a blusa, provavelmente tinha queimado. Ele pegou a bandana que ganhou de Zoro e amarrou na testa como o mesmo fazia.
– Gostaria de lutar agora... – Yusuji pulou na mesa e tentou cortar o pescoço de Yowai, mas o General se abaixou, onde a espada passou ficou um rastro de fogo.
O homem se levantou dando um soco no queixo de Yusuji que cambaleou para trás, mas se manteve de pé contra atacando com um corte horizontal no General. Yowai segurou a espada de Yusuji com a mão esquerda, ela cortou um pouco a palma de sua mão o que não o incomodou. Com a mão direita ele deu um soco no rosto de Yusuji, o fazendo cair da mesa, a espada ficou na mão do homem, mas antes dele começar seu discurso sua mão começa a queimar e ele a larga no chão:
– O que foi isso... Queimou-me.
Sem falar nada Yusuji se levanta, pega sua espada e tenta cortar Yowai ao meio.. Yowai pula por cima da espada e sorri:
– Já chega. Eu vou acabar com isso agora. – Yowai tenta formar uma caixa em volta de Yusuji para prendê-lo outra vez, Yusuji o atinge na barriga antes disso, depois da estocada sua katana volta cheia de sangue.
– Também acho que está na hora de acabar!
Yowai colocou a mão no local onde estava ferido e viu seu sangue, ele ficou paralisado, não parava de repetir a palavra sangue, parecia que estava com medo.
– Ele tem medo de sangue. – Yusuji deu um pequeno sorriso e o cortou ao meio de cima para baixo. – Eu tenho medo de suicídios!
O garoto limpou o sangue da espada nas cortinas daquela sala, ouviu o barulho de algo caindo e quando olhou para trás viu que a base estava desmoronando. Correu até a gaiola das crianças e ela não existia mais, as crianças estavam desacordadas, provavelmente por causa da fumaça de antes.
– Agora, vou leva-las para um lugar bom. – Yusuji as pegou no colo desesperado por que o teto estava caindo e podia machucar as crianças.
O pirata cortou as paredes da sala e viu que aquela era a ultima sala, lá fora era a saída. Foi andando bem devagar para não machucar.
Quando chegou à cidade ele as deixou dormindo no restaurante de Muchimaru e correu para pegar Ao. Foi até a árvore que ele estava antes, mas ele não estava lá. Com medo de que o Riko pudesse ter feito algo ele tirou a katana da bainha e se preparou para lutar, mas na hora a voz de Muchimaru o acalmou:
– Não precisa de espada. – O cozinheiro estava com Ao no colo, todo ensanguentado, sem camisa pois como a outra estava rasgada ele tirou, suas calças também estava rasgadas, só a perna direita ainda tinha tecido e estava sem sapatos.
– Muchi o que aconteceu? – Yusuji ficou sem reação, guardou a katana e ficou com o olho arregalado.
– Foi na luta contra Riko. Minha pele escamou e caiu, não é algo de se explicar agora. Eu vou com Ao e você vai ver aquele ruivinho metido a besta. – Muchimaru foi andando devagar, pois não conseguia mexer as pernas direito.
Yusuji não entendeu direito, mas mesmo assim correu até a base. Sem entrar, ficou gritando por Kensuke.
– Estou aqui, capitão! – O navegador saiu pela porta, ele estava com muito pó de cimento no corpo, sua mão estava na barriga e ele cuspia um pouco de sangue. – Órgãos internos, impactos... Não é algo que posso explicar você não iria entender!
– Mas eu nem perguntei nada... A propósito, por que está cheio de pó de cimento? – Yusuji cruzou os braços e arqueou a sobrancelha.
– Eu estava sentado perto de uma parede por que não estava bem para andar, o teto desabou em mim, nada de mais! E você, o que foi essas queimaduras e onde está sua camisa?
– Minha camisa pegou fogo, tive que tirar. Não se preocupe, também não foi nada demais! – Yusuji deu um sorriso fraco.
– Que bom. Vamos logo para a espelunca daquele cozinheiro arrogante, estou com fome! – Kensuke foi mancando na direção da cidade, atrás dele a base despencou toda no chão e ele deu apenas um sorriso irônico.
Fale com o autor