One of These Days
2 Trouble
Na manhã seguinte eu me sentei no Salão Principal para tomar o café de manhã.
Ainda estava um pouco trêmula devido aos acontecimentos do dia anterior. Havia viajado no tempo com minha melhor amiga e voltado justamente para a época em que Lord Voldemort estudava em Hogwarts.
Olhei disfarçadamente ao meu redor; eu tinha realmente acordado muito cedo. Poucos alunos estavam tomando café agora. Alícia provavelmente ainda não acordara, então eu estava sozinha ali.
Larguei a torrada em meu prato e afundei minha cabeça em minhas mãos, estava com vontade de chorar e sentia como se um peso tremendo estivesse sobre meus ombros. Meus olhos lacrimejaram, mas eu não poderia chorar. Não, não agora.
Senti um arrepio em minha coluno e ergui os olhos para a mesa da Sonserina e precisei de todo meu autocontrole para não me desesperar com o medo; Tom Riddle me encarava de modo frio e avaliador. De todas as pessoas de quem eu poderia ter despertado a atenção, teve que ser a dele? Alícia estava certa em sempre dizer que eu não era uma pessoa sortuda.
Tentei disfarçar meu grande desconforto sorrindo levemente para ele e meneando a cabeça em cumprimento. Para minha surpresa ele retribuiu o gesto, mas voltou a me observar com atenção.
– Amélia Greene? — sobressaltei-me com a voz feminina me chamando. Olhei para o lado e uma garota com uniforme da Corvinal estava ao meu lado com dois pergaminhos na mão. Em cima do brasão da casa, estava um broche de Monitora Chefe; seus cabelos eram loiro escuros cortados a altura do queixo, sua expressão era gentil e seus olhos grande e verde acinzentados. Essa garota me lembrava alguém.
– Sim, sou eu. — precisava ter cuidado para não esquecer meu sobrenome falso.
– Meu nome é Evangeline Andel, Monitora Chefe. — ela estendeu a mão e eu em estado de choque a apertei. Aquela adolescente era minha avó, mãe da minha mãe.
– Muito prazer. — balbuciei.
– O prazer é meu. Enfim, — ela me entregou os pergaminhos — professor Dumbledore pediu para que eu lhe entregasse os seus horários e os da sua amiga, Alícia Grey.
– Obrigada.
– Não há de que. Espero que goste de Hogwarts e qualquer coisa me procure. — ela sorriu — o mesmo sorriso que ainda tinha no futuro — e se retirou.
Olhei novamente para a mesa da Sonserina, e meu sangue gelou. Alícia estava conversando com Tom Riddle, e o garoto não parecia muito feliz.
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