One more night
34 Capítulo 33
Notas iniciais
Bella estava dormindo quando sentiu a primeira contração. Ofegante sentou na cama e tentou acordar o namorado.
—Edward acorda! — o sacudiu, mas não obteve resposta. Olhou no relógio que estava em cima da cabeceira da cama e o visor marcava 2:45 a.m. — Não poderia ter escolhido outra hora não filha? — Resmungou olhando em volta. Com muita dificuldade conseguiu levantar e foi até o banheiro tomar uma ducha rápida. Quando voltou Edward ainda dormia e estava até roncando. — Cullen levanta! — Ele virou na cama e resmungou algo que ela não conseguiu entender.
—Vem deitar. — Murmurou se ajeitando na cama.
—Não posso a minha bolsa estourou. — Colocou a mão no ventre quando sentiu outra contratação, elas estavam vindo em intervalos a cada vez menores.
—A gente compra outra amanhã. Agora vem para cama. — Abriu um olho e bateu na cama a chamando.
—A. minha. bolsa. estourou. — Respondeu tentando se controlar para não avançar nele.
—Já disse que compramos uma amanhã. A que você quiser. — Jogou a coberta sobre o rosto.
—Desculpa filha deveria ter arrumado um pai melhor para você. — Sentou na cama enquanto digitava o número do pai no telefone. Antes que de discar sentiu uma pontada muito forte e gritou de dor. Edward acordou no mesmo instante e Jacob apareceu no quarto. Os dois estavam em estado de alerta total.
—O que aconteceu? — Edward perguntou preocupado.
—Nossa filha vai nascer. — Bella respondeu cerrando os dentes.
—Agora?
—Não, só estou te chamando há horas por que gosto de acordar no meio da noite e ficar gritando. É claro que é agora seu imbecil. — Gritou enquanto batia no braço dele. Jacob começou a latir. — Chega Jake.
—Ok amor, não se estresse. Fique calma. — Se colocou de pé e ficou andando de um lado para o outro no quarto. — Fique bem calminha. Inspire, expire e não pire. Vai dar tudo certo. — Passava as mãos pelo cabelo o deixando ainda mais bagunçado.
—Eu estou muito calma, calma até demais. Agora será que dá para parar de surtar e me levar para o hospital?
—É claro o hospital. — Bateu na testa se lembrando de algo importante. — Você precisa ir para lá.
—Dã. Sim eu preciso ir para lá e logo, a menos que queira fazer o parto.
—Não, eu vou te levar para o hospital, só preciso te acalmar.
—Me acalmar? Edward eu estou calma, você que está surtando. Será que dá para você manter o foco e me ajudar?
—Eu estou ajudando. — Reclamou ainda andando de um lado para o outro.
—Não. Você está surtando e me fazendo querer te matar. — Sorriu docemente para ele.
—Eu não sei o que fazer. — Ergueu as mãos e sentou ao lado da namorada. Estava tremendo.
—Querido respire fundo. — Segurou as mãos dele. — Vai dar tudo certo. Carambaaaaa. — Sentiu outra contração e apertou com força a mão dele. — Ok. Agora não é hora de enlouquecer. Já temos tudo combinado, lembra o que aprendemos no curso? — Ele assentiu. — Então respire fundo, coloque uma calça, pegue as bolsas e a chave do carro.
—Tudo bem e você fique quietinha aqui. — Edward saiu correndo com Jacob em seu encalce. Bella revirou os olhos para a situação. Ela amava Edward, mas hoje queria apertar o pescoço dele até deixá-lo sem ar. Como ele poderia ser tão lerdo, tinha deixado tudo para trás e estava apenas de cueca. Pegou o telefone e ligou para a mãe.
—Já está na hora? – Antes que a filha falasse algo Renée já foi logo perguntando.
—Sim mãe. E o Edward está surtando legal.
—Homens. — Resmungou. — Quero que marque o intervalo entre as contrações, chegamos aí num minuto. — Renée sacudiu o marido.
—O que houve? — Perguntou preocupado.
—Nossa neta vai nascer. — Respondeu enquanto trocava de roupa e ligava para Esme ao mesmo tempo. — Está na hora. — Cantarolou feliz.
—Estamos indo. Carl acorda.
Os quatro chegaram ao mesmo tempo à casa dos filhos. Encontraram com Edward tirando o carro da garagem.
—Está tudo sobre controle pessoal. – Anunciou descendo do carro apenas de cueca.
— Estamos vendo. – Esme respondeu entrando na casa. – Bella.
—Aqui em cima. – Ela se levantou e começou a descer as escadas.
—Com cuidado querida. Eu te ajudo.
—Como está se sentindo? – Carlisle perguntou em tom profissional.
—Estou com muitas dores tio e as contrações estão de 2 em 2 minutos.
—Tudo bem, vamos manter a calma e levá-la ao hospital.
—Vou pegar as bolsas. – Renée anunciou subindo as escadas.
—Está tudo pronto. – Edward anunciou sorrindo.
—Amor coloque uma calça e entre no carro do seu pai. – Respondeu procurando manter a calma. – Antes que eu lhe dê uma voadora. – Acrescentou rapidamente. – Renée apareceu carregando as bolsas e jogou uma calça para Edward que a vestiu rapidamente e se acomodou no banco do passageiro. Carlisle foi atrás com a nora e Esme assumiu o volante.
—Mãe pisa fundo. – Ela prontamente o atendeu e saindo cantando pneu pelas ruas silenciosas de Forks.
—Querida vá com calma precisamos chegar vivos ao hospital. – Carlisle pegou o celular e discou para o hospital. – É o Dr. Cullen, estou com minha nora a caminho daí, preparem a sala de parto, chegamos em 5 minutos. – Bella deu um grito de dor fazendo Esme acelerar ainda mais.
—Aguente firme. Daqui a pouco Nessie estará em seus braços. – Carlisle tentou tranquiliza-la. — Faremos de tudo para ter um parto normal.
—Fique tranquila amor. – Edward se virou para trás.
—Me faz um favor? – Balançou a cabeça concordando. – Não me irrite mais do que já irritou e ninguém mais fale as palavras: calma ou tranquila. Não está ajudando de nada ficarem falando isso.
—Mas amor... – Se calou no meio da frase e virou para frente.
—Relaxa filho, sua mãe quase quebrou a minha mão quando você nasceu. – Carlisle tentou apoiar o filho, mas recebeu um olhar gélido da esposa.
—Teria sido merecido. Vocês estão atrapalhando a Bella, fiquem calados.
—Obrigada tia. E será que dá para ir mais rápido? – Pediu respirando fundo.
—Caramba! Esme já infringiu várias leis. – Charlie comentou enquanto acelerava o carro, estava praticamente colado ao carro da frente.
—Quem liga para as leis nesse momento? – Renée revirou os olhos. – Nossa neta vai nascer. Você deveria ter ligado às luzes da viatura. – Reclamou cruzando os braços.
—E no que isso ajudaria? – Perguntou confuso.
—Em nada, mas também não atrapalharia. Estou tão nervosa.
—Eu sei, mas fique tranquila. – Colocou uma mão sobre a coxa da esposa. – Dessa vez vai ser diferente. Bella está bem, Carlisle está acompanhando e tudo vai dar certo. – Sorriu a encorajando.
—Não quero que ela passe pelo mesmo que passei. – Começou a chorar.
—Não chore querida. Nada de mal vai acontecer as duas. Daqui a pouco estaremos com a nossa neta nos braços.
—Assim espero, agora pode ir um pouco mais rápido?
Charlie pisou fundo tentando acompanhar Esme. Ainda bem que era madrugada, caso contrário os moradores de Forks estariam assustados com tamanha correria, mas quem podia condená-los? Com eles nada era normal e não seria agora que agiriam com naturalidade. Ao estacionarem em frente ao hospital uma equipe já os aguardava.
—Pronta Bella? – Um dos enfermeiros perguntou.
—Mais do que pronta. Edward?
—Aqui amor. – Respondeu andando ao lado dela que já estava instalada em uma cadeira de rodas.
—Fique comigo, por favor. – Pediu segurando a mão dele.
—Ninguém vai me impedir de ficar longe de você.
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