Notas iniciais
Oi pessoal tudo bem? Espero que sim. Queria agradecer, mais uma vez, pelo carinho, vocês são as melhores. Agora vamos ao capítulo.

—Você não pode ir. – Renée choramingava enquanto a filha arrumava as malas.

—Mãe tem um mês que estamos falando sobre isso. – Passou a mão na barriga que já estava enorme.

—Eu sei, mas não estou pronta para deixar vocês irem. – Se jogou na cama da filha.

—Não seja dramática. Vamos estar no final da rua. Daqui vai poder nos ver.

—Não, não dá. Já tentei usar meus binóculos. – Bella olhou chocada para a mãe. – Você não pode se mudar agora. Quem vai cuidar de você? E se passar mal? Quem vai te ajudar com a Nessie? – Para total desespero de Edward, o apelido tinha pegado.

—Edward também vai estar lá. Ele vai cuidar de mim e da sua neta. Não se preocupe atoa. – Abraçou a mãe. — São 10 casas de distância, se precisar de algo eu grito. – Renée fungou.

—Quando a sua filha nascer você vai ver. Aí vai me dar valor. – Cruzou os braços e saiu do quarto, Bella foi atrás da mãe.

—Papai me ajude. – Pediu quase chorando.

—Amor deixa a nossa filha em paz. Não é como se fosse a primeira vez que ela vai sair de casa. – Quando Bella e Edward se mudaram para Seattle, Esme e Renée passaram dias chorando.

—Você é um insensível Charlie. – Acusou.

—Não sou não. Sou sensato, ela vai estar no final da rua. Você pode vê-la a qualquer momento.

—E a nossa neta?

—Ainda faltam alguns meses para nascer. E quando nascer pode passar uns dias lá.

—E te deixar aqui sozinho? – Charlie bufou.

—Vou sobreviver.

—Não sei. – Balançou o corpo, Bella estava quase rindo da mãe, parecia uma garotinha birrenta. – Tudo bem então, pode ir querida. Vou pedir ao Edward para ficar de olho em você o tempo todo, principalmente à noite.

—Meio psicopata isso. – Bella resmungou

—E eles não vão dormir juntos de forma alguma. – Charlie bateu o pé.

—E como vai saber? Não vai estar lá para vigiar. – Renée riu.

—Está certa. Isabella você não vai se mudar. – Bella se jogou no sofá.

—Oi pessoal. – Edward entrou carregando umas caixas. – O que está acontecendo?

—Você está roubando o nosso bebê.

—Achei que tivesse superado isso tia Renée.

—Liga não. Venha me ajudar. – Bella o puxou pela mão.

—Esperem aí crianças. Vocês vão dormir juntos?

—Pai acho que é meio tarde para se preocupar com isso.

—Vamos não. Cada um vai estar no seu quarto. – Edward garantiu, mas no fundo ele não podia prometer isso. Estar sozinho com Bella seria uma tentação e ele não sabia se seria capaz de resistir. Charlie analisou os dois e se virou murmurando para a cozinha.

—O estrago já está feito mesmo.

—Pai. – Bella gritou.

—Eu não quis dizer que a minha neta é um estrago. – Se defendeu.

—Acho bom. Anda Cullen.

—Vamos passar umas duas semanas levando todas as suas tralhas. – Reclamou ao entrar no quarto.

—Reclame menos e trabalhe mais. Ai. – Bella sentou com as mãos no ventre.

—O que houve? – Edward perguntou preocupado.

—Não se preocupe. Acho que nossa filha está um pouco agitada.

—Amo quando diz nossa filha. Deve ser o agitamento da mudança. – Ele se ajoelhou ao lado dela colocando as mãos sobre a dela. – Ei princesa está animada com a nova casa? – Renesmee parou de se mover. – Ah não, queria senti-la mais. – Bella riu.

—Ela fica calma quando escuta a sua voz. Na próxima fique quietinho. – Passou a mão no cabelo dele.

—Será que vamos dar conta? – Perguntou preocupado.

—É claro que vamos. No começo vai ser difícil, mas temos um ao outro.

—Não poderia ter escolhido melhor mãe para a minha filha.

—Acho que não me escolheu exatamente. – Resmungou corando. Não havia sido planejada a gravidez.

—É claro que escolhi. Você é a única mulher que já fiquei. – Sussurrou envergonhado em admitir isso. Bella sorriu.

—Mas, você já teve várias namoradas.

—Sim. Mas, eu nunca fiquei assim com elas.

—Jura?

—Não tem o porquê mentir.

—Se quer saber. – Suspirou. – Você também foi o meu único.

—Disso eu já sabia. – Sorriu orgulhoso.

—Como sabia?

—Você disse uma vez dormindo.

—Então fica me espionando enquanto durmo? – O empurrou de leve.

—Quando está dormindo parece um anjo, mas quando está acordada...

—Seu chato. – Fez cócegas nele.

—Não faça isso Swan. – Segurou as mãos dela e a beijou.

—O que está fazendo?

—Beijando você, achei que fosse meio óbvio. – Depositou beijos pelo pescoço dela.

—Prometemos que não íamos mais fazer isso.

—Estamos prometendo isso desde a primeira vez. – Continuou a beijando.

—Dessa vez é sério. – Edward a encarou com as sobrancelhas levantadas. – A quem eu quero enganar, não consigo ficar longe de você. – Se jogou como pode em cima dele.

—Não vamos mais lutar baby. – Pediu e antes que pudesse aprofundar o beijo ouviram uma batida na porta.

—Atrapalho? — Riley colocou a cabeça para dentro do quarto.

—Claro que não. — Bella levantou num pulo.

—Claro que sim. — Edward resmungou. — O que faz aqui?

—Vim ajudar com a mudança.

—Não precisamos da sua ajuda. — Edward cruzou os braços.

—Com uma ajuda a mais fica mais fácil. — Riley estava tentando ser gentil, não queria começar uma briga, mas a verdade era que ele não suportava o homem a sua frente. Ele queria Bella e sabia que ela não ficaria com ele enquanto o pai da filha dela estivesse no caminho.

—Sou perfeitamente capaz de levar as coisas da minha filha e da minha mulher sem a sua ajuda.

—Mulher? — Riley perguntou o encarando, se não ficasse esperto perderia de vez as chances com Bella.

—Quis dizer, as coisas da minha filha e da mãe dela. — Respondeu envergonhado.

—Não é preciso se incomodar Riley. — Bella se aproximou dele.

—Nada que envolva você é um incomodo. — Colocou as mãos na cintura dela e Edward rosnou, ele queria arrancar fora as mãos do professor. Quem ele achava que era para poder tocar em sua mulher. Ele se chutou mentalmente, tinha que parar de falar isso ou então fazer com que isso se tornasse realidade. E esse último pensamento o agradou mais do que poderia imaginar.

—Já que está aqui me ajude com o armário. — Edward praticamente arrastou Riley até o canto. — Vai desmontando aí que já volto. Vamos Bella. — A puxou pela mão.

—Vamos onde? — Perguntou confusa.

—Para a nossa casa.

—Minhas costas doem. — Riley se jogou sobre o colchão do quarto de Bella.

—Frouxo. — Edward provocou.

—Eu fiquei com a parte pesada. — Retrucou.

—Eu não pedi sua ajuda. Agora levanta daí e me ajude com o telhado. — Riley choramingou. Enquanto Edward ficou dando ordens o dia todo, ele teve de desmontar os móveis e montar tudo sozinho.

—Acho que podemos deixar isso para outro dia. Quer algum remédio para a dor? — Bella perguntou preocupada, Riley estava andando meio torto.

—Prefiro uma massagem. — Sorriu para ela que corou.

—Vai sonhando. Já que não vai mais ajudar, pode cair fora daqui.

—Edward seja mais educado. — Bella ralhou com ele, não conseguia entender o motivo dele está sendo tão rude com Riley.

—Poderia por gentileza se retirar da minha casa? — Edward sorriu irônico para Bella que revirou os olhos em frustração.

—Já que pediu com tanta educação, eu vou indo. — Levantou com dificuldades da cama. — Se precisar de algo, pode me ligar.

—Obrigada, você foi um anjo hoje.

—Sempre ao seu dispor. — Beijou as mãos dela.

—Se ele foi um anjo eu fui o que?

—Um ogro como sempre. Qual o seu problema Cullen?

—Você Swan. Você é o meu problema. — Gritou com ela. — Não é possível que você seja tão lerda a ponto de não perceber que estou morrendo de ciúmes.

—Não grite comigo. — Ameaçou chorar. — E não precisa se preocupar, vou manter a nossa filha longe do Riley, já que acha que ele pode ser algum pedófilo. — Edward gemeu em frustração.

—Isso também é ótimo. Mas, não é isso que quero dizer. — Passou as mãos no cabelo.

—Então seja mais claro, por favor.

—Tenho ciúmes de você com o professorzinho. Não quero que você fique perto dele.

—Não consigo entender o motivo.

—Argh Bella. Não percebe que eu te amo?

Notas finais
Até que fim alguém revelou os sentimentos. Como acham que a Bella vai reagir a essa declaração? Comentem e palpitem a vontade. Bjim e até mais.