One more night
10 Capítulo 9
Notas iniciais
Bella estava na porta do ônibus recolhendo as autorizações para a viagem. As crianças estavam muito animadas, principalmente o quarteto fantástico, como Edward tinha os apelidados, que já estavam sentados no fundo reservando um lugar para a professora. Assim que ela entrou e terminou de dar as instruções eles a chamaram para sentar com eles. Emmett abriu a mochila e de lá tirou sanduiches para os cinco.
—O Edward que fez. Desejou boa viagem.
—Oh, que fofo da parte dele. – Bella revirou os olhos, mas tinha que admitir que ele era muito legal com as crianças. Afinal de contas ele ainda era uma.
—Ele podia ter vindo com a gente.
—Rose ele não tem qualquer ligação com a escola por que viria?
—Não sei tia, mas seria legal. – deu de ombros e pegou mais um sanduiche na mochila de Emmett.
—Não é para comer tudo. – reclamou fechando o zíper.
—Não seja chato, tem que dividir.
—Tudo bem, com você eu divido mais um, mas só porque é minha namorada. – Rose corou e todos começaram a rir.
—Nem conta as novidades amigas. – Alice provocou.
—Cala a boca. E não sou sua namorada.
—Se quiser pode ser. Eu vou ser o melhor namorado do mundo. – entregou uma caixinha de suco para ela.
—Vou pensar no seu caso. – ele sorriu orgulhoso.
—Crianças, acho que estão novos demais para pensarem nisso. – eles deram de ombros e voltaram a comer.
Alice começou a cantar uma música qualquer e todos a acompanharam. Foram várias músicas até que fizeram a primeira parada. Assim que voltaram ao ônibus ela pediu a professora que contasse algumas histórias.
—De terror. – Alec que estava sentando no banco da frente pediu.
—Nada de terror Alec, e está de dia, história de terror só é boa quando está de noite e em volta de uma fogueira.
—Alice tem razão. – Jasper a apoiou.
—Que tipo de história vão querer?
—Que tal uma beeeem engraçada de você e do Edward?
—Vocês não se cansam dele não? – balançaram a cabeça negando. – Tudo bem, deixe-me pensar.
Eram tantas histórias que ela não sabia qual contar. Algumas eram inadequadas para se contar em um ônibus cheio de crianças, outras eram muito constrangedoras, principalmente a do primeiro beijo.
Bella estava sentada debaixo da árvore que tinha no quintal quando Edward apareceu segurando uma bola de futebol.
—Ei magricela, quer jogar? – ela continuou sentada sem esboçar nenhuma reação. – O que aconteceu? – perguntou indo se sentar ao lado dela, estava preocupado, ela sempre o recebia com alguma patada.
—Nada, só me deixa em paz. – respondeu secando uma lágrima que escorria por seu rosto.
—Está chorando? – afastou uma mecha de cabelo do rosto dela.
—Não, estou rindo. – ele sorriu com a resposta, essa sim era a garota que ele conhecia. – Olha, vai brincar pra lá e me deixe em paz. – o empurrou fazendo-o cair na grama.
—Você é muito chata, só quero ajudar. Alguém te fez algo?
—Ninguém gosta de mim. – murmurou escondendo o rosto entre os braços.
—Seus pais e os meus gostam muito de vocês.
—Não é disso que estou falando. Falo dos meninos. – ele a encarou confuso. – Nenhum garoto me acha bonita. Todas as meninas já beijaram, menos eu.
—E o que tem demais nisso?
—Você não entende. – bufou irritada. – Você já beijou? – Edward ficou vermelho com a pergunta.
—Não. – respondeu tão baixo que Bella custou a entender o que ele tinha dito. – Não é a pior coisa do mundo.
—Fala sério. Temos 13 anos, todo mundo da sala já fez isso.
—Não somos todo mundo. – rebateu irritado.
—Você não quer? – deitou na grama ao lado dele e ficou encarando o céu.
—Quero, mas não sei com quem devo fazer isso.
—Minha mãe disse que tem que ser com alguém especial. – fechou os olhos por alguns minutos e os abriu quando sentiu algo perto do seu rosto. Era Edward que estava apoiado a encarando.
—Você não é feia, não precisa ficar triste, os meninos da escola são bobos.
—Você também não é feio, qualquer garota ficaria feliz em te beijar.
—Até você? – aproximou o rosto ainda mais do dela. Bella não respondeu, apenas quebrou a distância entre eles. Foi apenas um encostar de lábios. Ficaram assim por alguns segundos até que Edward se afastou um pouco.
—Você tem que abrir a boca. – ela o encarou assustada.
—Não vou fazer isso. – levantou e cruzou os braços em sinal de protesto.
—Achei que queria um beijo. – Edward reclamou se levantando também.
—Não seu, que nojo, não sei onde coloca essa boca.
—Em coisas sujas como na sua boca. Não acredito que fiz isso. – passou a mão na boca tirando os vestígios dela. – Eca.
—Nem é para tanto. – resmungou prestes a chorar.
—Não chora. Tá foi bom. Eu gostei. – confidenciou a fazendo corar. — Só faz direito agora. Igual naquele filme brega que vimos.
Ela respirou fundo e o puxou para si. O beijo começou calmo, no começo estavam meio desajeitados, não sabiam direito o que fazer, só se deixaram levar pelo momento e esqueceram-se do resto. Edward deu um passou para trás se desequilibrando e acabou trazendo Bella para cima dele, os dois acabaram caindo e ele bateu com a cabeça na raiz da árvore.
—Você está bem? – Bella perguntou o ajudando a se levando quando viu que sai sangue da cabeça dele. – Você está... – a frase morreu no meio do caminho quando ela desmaiou.
Edward não sabia se a socorria ou se tentava parar o sangue que escorria de sua nuca. Na dúvida, correu para dentro da casa dos tios e encontrou com Renée na sala limpando o tapete.
—Tia?
—Oi. – gritou ao ver a situação do garoto. – O que aconteceu? – pegou uma toalha para limpar o machucado.
—Eu cai e a Bella está caída lá fora. – Renée correu para socorrer a filha e Edward foi em busca da mãe. As duas mulheres conseguiram fazer com que Bella acordasse e depois levaram Edward até o hospital.
Os dois foram sentados no banco de trás.
—Como isso aconteceu? – Esme quis saber.
—Er... – os dois começaram juntos e olharam um para o outro em desespero, não podiam contar a verdade.
—Estávamos jogando bola. – Bella conseguiu pensar em algo rápido, o que fez Edward respirando fundo de alívio.
—Está sentindo dor querido?
—Só um pouco mãe. – mentiu. Quando ela se virou para voltar a conversar com Renée que estava dirigindo, o garoto aproveitou para chegar mais perto da vizinha.
—Não pode contar a ninguém sobre isso. – pediu sussurrando.
—É óbvio que não vou contar. – se endireitaram e ficaram em silêncio durante o restante do caminho.
— Já pensou em alguma? – Alice trouxe Bella de volta ao presente. Naquele dia ela não tinha admitido, mas também tinha gostado do beijo. Apesar de ter sido tão desastroso, tinha sido muito bom, ela nunca diria isso a ninguém, mas para ela não poderia mentir.
—Teve uma vez, quando fizemos essa mesma excursão. Se não me engano tínhamos a mesma idade de vocês. Edward foi abrir uma latinha de refrigerante e acabou deixando derramar na calça, todo mundo mexeu com ele dizendo que ele tinha feito xixi nas calças. – riu se lembrando da confusão. – Ele pegou um dos meninos e jogou numa fonte que tinha por perto, os outros vieram para cima dele e acabei entrando no meio da confusão e só sei que todos acabamos dentro da fonte. – as crianças começaram a rir e ela se animou e passou o resto da viagem contando mais histórias.
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