One more night
29 Capítulo 28
Notas iniciais
—Tenho ciúmes de você com o professorzinho. Não quero que você fique perto dele.
—Não consigo entender o motivo.
—Argh Bella. Não percebe que eu te amo?
—Tem certeza? – Bella o olhou em choque. Não esperava por essa revelação.
—Não. Era só uma pegadinha. – Passou as mãos no cabelo. – É claro que tenho certeza do que sinto. E saiba que fiquei desapontado com a sua reação. Pessoas normais diriam: Oh, eu também te amo. Até um: Obrigada Edward, seria aceitável. Mas, francamente, perguntar se tenho certeza foi broxante.
—Não fique nervoso comigo. É que, você sempre disse que me odiava. Queria que pensasse o que? – Sentou na cama.
—Que meus sentimentos mudaram. E nos dois sabemos que não nos odiamos de verdade. Talvez quando éramos crianças e na adolescência.
—Eu certamente te odiava na adolescência. Principalmente quando implicava comigo na frente dos garotos. – Cruzou os braços se lembrando das diversas vezes em que ele a envergonhou na escola. – Foi difícil arrumar um namorado, especialmente depois que espalhou para a escola inteira que eu era lésbica. – Edward gargalhou se lembrando.
—Você começou a ficar muito bonita e todos os caras queriam ficar com você. Tive que os afastar de alguma forma. – Deu de ombros se desculpando.
—Então agiu por ciúmes? – Perguntou curiosa, sempre quis saber o motivo de ele ter feito aquilo. Foi difícil convencer Tyler de que ela não era lésbica. Ela até achou que ele só se aproximou dela para descobrir se era verdade ou não.
—Acho que sim. Me incomodava que todos a quisesse. – Confessou baixou.
—Também me incomodava que as meninas ficassem se jogando aos seus pés.
—Ciúmes Bella? – Provocou se aproximando dela.
—Nem um pouco. – Bufou olhando para o chão.
—Então... Eu disse que te amo e você não disse nada. – Sentou ao lado dela.
—Eu não sei o que sinto por você. Meus sentimentos estão muito confusos e está acontecendo tanta coisa no momento. – Ele passou as mãos no ventre dela.
—Ok. Não precisa me dizer nada agora. Só não quero que fique nervosa. Não faz bem para a nossa filha. Por que não toma um banho enquanto preparo algo para comermos? – Depositou um beijo na testa dela.
—Edward. – Segurou o rosto dele com as duas mãos. – Não fique chateado comigo.
—Eu não estou. – Beijou as mãos dela. – Vamos ir com calma, quando estiver pronta vai poder me respondeu adequadamente. – Ela assentiu. – Agora banho, comer e depois dormir. O dia foi exaustivo.
—Foi mesmo e obrigada por tudo. Tudo mesmo. – Ele sabia exatamente pelo que ela estava agradecendo.
—Então você se declarou e ela não falou nada? – Angela perguntou em choque. Os dois estavam sentando a mesa, a aula dela tinha terminado mais cedo então resolveu ir conversar com Edward sem o restante da turma por perto.
—Depois ela agradeceu. – Resmungou chateado.
—Como a minha amiga é lerda. Acha que ela gosta do Riley?
—Talvez. Mas, estou disposto a lutar. Não quero outro cuidado da minha filha.
—Muito bem, temos que proteger a Nessie e a Bella.
—Até você está usando esse apelido ridículo? – Grunhiu irritado. Não podia acreditar que todos iriam chamar a filha dele por aquele apelido grotesco. A criança já nasceria traumatizada.
—Eu gostei, mas essa não é a questão. Temos que o tirar da jogada. Acho que posso apresenta-lo a alguma amiga minha ou você conhece alguém?
—A única louca o suficiente para querer ficar com ele seria a Tanya. – Murmurou fitando a janela.
—OMG! – Angela gritou. – É perfeito.
—O que é perfeito? Ficou doida foi?
—Você não vê? Temos que unir os dois.
—Os dois? – Perguntou confuso.
—Tanya e Riley. Assim nos livramos dos dois ao mesmo tempo.
—Não sei se o cara é tão ruim ao ponto de fazer com ele fique com a Tanya, ela tem sérios problemas.
—Ele não é ruim mesmo. Só quer pegar a sua mulher e ser o pai da sua filha. – Edward ficou vermelho.
—Vou ligar para a Tanya agora mesmo. Já tenho um plano.
—Vai me contar o motivo desse almoço? – Bella perguntou pela centésima vez. Quando Edward sugeriu que fizesse um almoço, no domingo, na casa deles, ela topou na hora, mas quando ele falou que os Denali também viriam e que era para ela convidar Riley, percebeu que tinha algo de errado. Aquele não seria um simples almoço de inauguração da casa.
—Deixe de ser desconfiada. Não posso mais fazer um almoço na minha casa para a minha família e para os meus amigos? – Perguntou temperando a carne.
—Poder, pode. Mas, onde o Riley entra nessa história? – Ela o estava ajudando a cozinhar. Os dois resolveram que não iriam falar sobre a conversa que tiveram no dia da mudança. Deixariam as coisas acontecerem naturalmente, sem apressar mais nada.
—Ele é seu amigo. – Deu um sorriso inocente.
—Tanya também vem? – Perguntou aflita.
—Sim, mas a Kate vai ficar de olho nela e vou ficar do seu lado. – Garantiu a abraçando. Como ele queria beija-la naquele momento, mas tinha prometido que iria com calma e não queria arruinar o momento deles, estavam se dando tão bem, não tiveram nenhuma briga durante a semana inteira.
—Acho que nossos convidados já chegaram. – Edward se afastou dela quando a campainha soou e foi abrir a porta. – Olá crianças, chegaram cedo.
—Oi Edward. Trouxemos presente. – Alice entregou um embrulho para ele.
—Que fofo, não precisava.
—Foi o que disse para minha mãe, mas ela insistiu. Ela disse que quando se vai à casa de alguém tem que levar alguma coisa.
—É de todos nós. – Emmett se apressou em dizer.
—Obrigado então os quatro. – Os levou até a cozinha.
—Oi crianças.
—Oi tia Bella. – Responderam juntos.
—Podem ficar à vontade. Vou subir para me arrumar. – Assim que Bella subiu os cinco de juntaram em torno do balcão.
—Angela contou o plano? – Edward perguntou sussurrando.
—Sim. E até que fim você percebeu que a ama. – Rose deu um tapinha na testa dele. – Estava começando a ficar preocupada.
—Não seja tão dramática. – Revirou os olhos para ela.
—Ela está certa. Vocês dois são meio lerdinhos. – Jasper concordou.
—Fica quieto garoto. E antes tarde do que nunca.
—Isso é verdade. O que fez para o almoço? – Emmett mudou de assunto e levou um chute de Rosalie. – Quanta agressividade. – Massageou a canela.
—Foco aqui Emm. Não temos muito tempo. – Alice o repreendeu.
—Vamos voltar ao plano. Preciso da ajuda de vocês para que dê certo. – Edward pediu suplicante, se isso não desse certo estaria perdido.
—Temos que ficar em alerta com a maluca da sua prima. Ela me dá medo.
—Não se preocupe baixinha. Kate disse que ela anda tomando os remédios dela.
—Isso quer dizer que ela não está mais louca? – Jasper perguntou preocupado, não queria se machucar.
—Isso quer dizer que ela está sobre controle, no momento. Só não podemos deixa-la muito nervosa.
—Vamos torcer para que dê certo então. – Rose cruzou os dedos.
—Só que a nossa ajuda não vai ser de graça não. – Alice anunciou.
—Como assim?
—Queremos ser daminhas e pajens no casamento de vocês. – Edward sorriu com o pedido, ou melhor, com a ordem de Alice.
—Se depender de mim, vocês podem ser o que quiserem. Vocês são da família baixinhos. Eu amo vocês. – Abraçou os quatro.
—Também amamos vocês. – Responderam juntos.
O almoço prometia muitas emoções.
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