One more day

1 First day. part -1


Notas iniciais
1ª fanfic. Espero que gostem. Boa leitura!

Era só mais um dia nublado, em uma cidade normal, na vida de uma garota normal e sem graça. Bom, pelo menos parecia que ia ser. Meu despertador tocou, abri os olhos preguiçosamente, sem a menor vontade de acordar. Olhei pela janela, embaçada pelo frio, as nuvens estavam cinzas, o tempo frio, a névoa branca fazia com que eu não conseguisse enxergar as janelas dos prédios em frente ao meu. Sentei na cama, me preparando para levantar e encarar o mundo, peguei meu ursinho de pelúcia e o abracei forte. Fui ate o banheiro, escovei meus longos e lisos cabelos pretos, encarei meus olhos verdes no espelho e as sardas do meu rosto. Estava cansada.

Era uma solitária, passei minha vida em um orfanato. Sozinha. E agora, estava em um apartamento minusculo. Sozinha. Nada para perder.

Eu era considerada uma garota problema, desde pequena eu arranjava confusões. Brigas, vandalismo, pequenos furtos, mesmo quando não era minha culpa (o que raramente acontecia) eu levava a culpa. Me acostumei com isso, até me divirto hoje em dia. Coloquei minha calça jeans rasgada, uma regata branca, o meu tênis all star preto de sempre e por fim um moletom preto que tinha as mangas maiores que o meu braço. Coloquei meu ursinho (que realmente era muito pequeno) dentro da minha mochila, assim como o uniforme de garçonete, o celular, o carregador portátil, carteira com documentos e dinheiro, enfim, coisas normais. Sai do apartamento e fui em direção ao elevador, sem olhar para trás. Desci até o térreo com cara de poucos amigos. Quando cheguei na portaria, o porteiro, como de costume, me deu um bom dia amigável, que eu respondi com um grunhido.

Hoje estava consideravelmente pacato, levando em conta que eu moro bem no centro da cidade, de vez em quando eu via uma pessoa caminhar, mas bem de vez em quando mesmo. Grande parte da cidade estava doente, os hospitais estavam lotados, um vírus estranhos havia nos atingido, começava com uma febre, depois convulsões, seguido de hemorragias internas, muitos chegavam a "chorar" sangue. Morriam rápido, em uns 4 dias. Mas eu não estava me importando muito, afinal, isso deve acabar logo.

Depois de 15 minutos cheguei na lanchonete onde trabalhava, aqui costumava ser bem movimentado, quer dizer, ainda está, em comparação com todo o resto da cidade, mas costuma ou costumava ser bem mais, sempre cheia de trabalhadores apressados que desejavam um café da manhã gostoso, ou caminhoneiros cansados, crianças e adolescente animados antes da escola, sempre muito agitado. Hoje, estava bem vazio e desanimado, todos em silêncio, falando em sussurros, algumas mesas vazias todos estavam de luto, a maioria ali havia perdido algum ente querido, menos eu, talvez eu tenha algum tipo de sorte estranha.
—Bom dia Elizabeth. -Ouvi uma voz feminina e cansada dizer
—Bom dia senhora Moss, vou me trocar e já venho te atender.
—Sem problemas querida, sem problemas.

Fui caminhando apressada até o vestiário feminino, acenando e dizendo bom dia com um sorriso falso. Coloquei meu uniforme e encarei mais um dia chato de trabalho. Estava tudo normal, já era 1 da tarde, o movimento já estava bem menor, tinham algumas pessoas almoçando, mas eram bem poucas, a TV estava quebrada então estávamos ouvindo as notícias pelo rádio, que estavam falando mais uma vez sobre a estranha epidemia. Quando estavam falando da recontagem de número de mortos, várias sirenes de carros policias e hélices de helicópteros nos impediram de ouvir a notícia, todos correram até as janelas que davam em direção a avenida, inclusive eu. Eram mais de 10 carros e 2 helicópteros todos indo em direção ao centro hospitalar municipal. Suspirei voltando ao balcão. Já estava de saco cheio de tudo isso.
—Ei Eliz, o que você acha que é dessa vez? — Uma garotinha loira de cabelos curtos me indagou.
—Não deve ser nada de mais.

Foi só terminar a frase que de repente escutou-se um barulho de explosão, uma claridade enorme tomou conta do lugar e o chão tremeu, desequilibrando todos. Quando o abalo terminou, o pânico tomou conta de todo o recinto, gritaria,correria, choro de crianças e pessoas se pisoteando para ir de encontro a saída, fiz o contrário, corri imediatamente para o interior atrás da minha mochila, vesti minha roupa casual e coloquei a mochila nas costas, abrindo a janela dos fundos e pulando-a em direção a rua. A rua estava uma loucura, com carros tombados, pessoas correndo, jogadas no chão e sangrando e com outras pessoas em cima delas, eu não sabia o que essas pessoas estavam fazendo em cima das outras, mas não tinha o menor interesse de descobrir. Continuei correndo sem dar muita atenção ao que estava ocorrendo ao meu redor, eu estava muito apavorada, porém, era inteligente o suficiente para perceber que aqui não era mais seguro.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Por favor, comentem o que acharam e me avisem caso achem algum errinho.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.