One day... [HIATO]
2 Capítulo 1.
Notas iniciais
POV. KATNISS
– Quem são vocês?! – uma garota de capa vermelha gritou.
Não faço ideia do que aconteceu. Estava andando pela cozinha da minha casa quando senti que estava caindo e agora estou em uma floresta cheia de macieiras.
Olhei para os lados e vi Peeta, Gale e Prim com a mesma cara de espanto que eu. Percebi que tinha um arco em minhas mãos e apontei a flecha para a garota de capa vermelha. Ela parecia tão assustada quanto nós, o que me fez baixar um pouco a guarda.
– Que-quem são vocês? – ela perguntou de novo, com a voz amedrontada.
– Quem é você? – perguntei ríspida, com a flecha preparada.
– N-não atire, por favor – ela se jogou no chão, ajoelhada. – Meu nome é Ruby. Não quero nada com vocês, mas quem são vocês?
– Onde estamos? – sussurrei para Peeta e Gale. Os dois balançaram a cabeça negativamente e eu voltei meu olhar para a garota. – Que lugar é este?
– F-floresta encantada – ela disse se levantando.
– Floresta encantada? Está tirando com a minha cara? Que tipo de nome leva “encantada” no final? – Gale desembuchou.
– Oras... – ela ia começar, mas eu puxei a flecha e estava prestes a atirar quando Prim me empurrou.
– Espera! Ela não parece ser má – ela disse e foi até Ruby.
– Você pode nos ajudar? Estamos perdidos e só queremos voltar para casa – Prim perguntou angelicalmente.
A garota parecia perdida em pensamentos e o olhar estava muito confuso. Depois de uns cinco minutos ela assentiu com a cabeça e se levantou.
– De onde vocês são? – perguntou.
– Panem, distrito 12.
– Panem? – ela murmurou para si mesma e voltou para sua confusão mental. – Tá legal, vou leva-los a uma pessoa que poderá ajuda-los.
POV. HAZEL GRACE
Levantei a cabeça e vi-me em uma floresta totalmente diferente do meu quintal. Dois minutos atrás eu estava ouvindo música com Augustus no quintal da minha casa, até que comecei a ser sugada para não sei onde e agora estou em uma floresta. Mas o que?
– Quem são vocês?! – uma garota de uns vinte anos perguntou. Ela era linda e usava um vestido que parecia de princesa. Mas não de uma princesa comum, de uma das princesas da Disney! Que tipo de doideira era esta? – QUEM SÃO VOCÊS?!
– Calma, calma. Eu me chamo Augustus e essa é Hazel – Gus disse. – Pode nos dizer onde estamos?
– Me digam vocês o que fazem aqui – ela estava aflita, com medo.
– Não precisa ficar assustada, não vamos lhe fazer nenhum mal – eu disse como se estivesse falando com uma criança. – Onde estamos?
– Floresta encantada – ela murmurou.
– Ahn? – não estava acreditando.
– Floresta encantada!
– Eu não sou retardada se você pensa que vou acreditar que estou em um conto de fadas... – comecei boquiaberta.
Que loucura era essa? Floresta encantada? Vestidos de princesas da Disney? Mas o que estava acontecendo?
– Isso é real! Agora me digam o que querem aqui e vão embora! – ela levantou-se, sua respiração acelerada.
– Nós também não sabemos – ajeitei a cânula. Já sentia falta de ar por causa do medo.
– De onde você vem?
– Estados Unidos...
– Onde? – ela pareceu confusa.
– Você não conhece os Estados Unidos?
– Eu só conheço Floresta Encantada, Terra do nunca, Terra de Oz e País das maravilhas, oras!
Minha cabeça virou uma confusão total. Devia ser uma pegadinha, ou essa garota era louca. Ela só falou lugares em que os personagens de contos de fadas vivem e ainda quis afirmar que estávamos na Floresta Encantada. Que maluca.
Não sabia o que fazer, mas ficar ali com aquela menina louca que não seria.
POV. AMERICA SINGER
– QUEM SÃO VOCÊS? – gritou uma garota loira, de altura mediana, agarrada a um menininho. O garoto devia ter uns onze anos.
À minha esquerda estava Aspen, tão confuso como eu. Ele sacou a arma da cintura dele e apontou para a garota. A garota também sacou uma arma, mas ela parecia ser melhor do que a de Aspen.
– Diga-me quem são, ou eu os mato – ela ameaçou.
– Mãe, eles podem não ser ruins, calma – o garotinho sussurrou.
– ABAIXA A ARMA – gritou Aspen, tentando mostrar autoridade, mas a garota continuou na mesma. Pelo jeito ela era durona. – Eu mandei abaixar a arma – Aspen ia indo para cima dela.
Num piscar de olhos, ela deu uma cotovelada na barriga de Aspen, depois um chute, fazendo-o cair no chão. Ela apontou a arma para ele.
– Não queira se achar, pois comigo não funciona – ela rosnou. Pelo jeito, ela estava prestes a atirar.
– NÃO! POR FAVOR! – corri para perto dela, que apontou a arma para mim e para ele. O menininho continuava no canto dele, assustado.
– Meu nome é America e ele é Aspen. Não queremos nada com você, não o mate, eu imploro – disse.
Não fazia ideia de onde estava. Só sei que era uma floresta. Era tudo confuso. Alguns minutos atrás eu estava no palácio, almoçando com Maxon e agora estou no meio de uma floresta com Aspen, e uma garota louca querendo nos matar. Provavelmente devo ter desmaiado e algum louco me trouxe para cá. E por falar em Maxon, onde ele estaria agora?
– O que vocês estão fazendo aqui? – ela perguntou, ainda ameaçando-nos com a arma.
– Eu não sei, não sei nem que lugar é esse.
– Bem vinda a Floresta Encantada – interviu o menininho, rindo.
– Ahn? Em que país fica isso? – perguntou Aspen.
– Em país nenhum, oras – a garota respondeu, virando os olhos. – De onde vocês vêm?
– Illéa – hesitei em responder, mas ela chegou mais perto com a arma em meu pescoço.
A garota ficou pensativa, provavelmente pensando aonde seria Illéa. Nem percebi quando Aspen se levantou rapidamente e a empurrou, derrubando-a no chão. Ele ficou por cima dela, imobilizando seus braços e pernas, com a arma dele apontada no pescoço dela. Ele começou a puxar o gatilho devagarinho, enquanto a garota tentava se soltar dele.
– NÃO!
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