Notas iniciais
Hey gente! Desculpem a demora... Espero que gostem e por favor: não esqueçam de comentar e divulguem a fic, please, são poucas pessoas que estão lendo :( . Tipo bem pouquinhas, é desanimador ficar escrevendo quando ninguém vai ler...

POV. AMERICA SINGER

– NÃO!

A bala da arma de Aspen estava quase entrando no pescoço da garota loira quando o menininho se jogou por cima dele. Era uma criança bem atrevida, será que ele não sabia que poderia morrer junto com a garota?

– Por favor, não a mate, ela é minha mãe! Por favor! – ele gritava, dando murros nas costas de Aspen.

Ele tentava se livrar do garotinho apenas se sacudindo, o que não veio a acontecer.

– Por favor! Por favor, solte-a!

– Aspen, para! – gritei. – Não a mate. É mãe dele. Não faça isso, podemos encontrar outras maneiras...

Eu não queria que o menininho tivesse que lidar com essa perda, ele não merece. Talvez eles apenas queiram voltar para casa e estejam com medo de nós. Esse pensamento soa um tanto irreal, mas não quero deixar o garoto órfão.

– Mas Meri, eles podem ser assassinos ou coisa do tipo e só querem nos enganar!

– Não somos, por favor, nos deixe ir – disse o garotinho. A loira apenas olhava assustada para nós, mas ela não parecia ser o tipo de gente assustada. Ela podia muito bem estar fingindo.

Aspen murmurou algo, olhou par a garota várias vezes, analisando-a, e depois saiu de cima dela. Pegou as armas que ela possuía e agarrou o menininho. Colocou a arma apontada para a cabeça do menino, em sinal de ameaça. O garotinho parecia estar muito assustado, mas não se debatia.

– Tire as mãos do meu filho! – a loira foi correndo para cima de Aspen.

Ele recuou, apertando mais o menino e a arma na cabeça dele.

– Para trás! – ele gritou, apertando a arma na cabeça do garoto. – Diga como saímos daqui ou seu filho morre. Agora!

A garota ficou pensativa, provavelmente pensando em uma forma de se safar dessa.

– DIGA!

– Eu não sei! Eu nem sei onde fica essa tal de Illéa! – ela gritou.

– Meri – Aspen sussurrou e eu fui ao seu encontro. – O que devemos fazer com ela?

– Eu não sei, mas se a matarmos não teremos ninguém para nos dar informações. Precisamos dela – sussurrei de volta.

– Mas ela não vai falar, a menos que façamos algo com o filho dela.

– Não vamos agredir o... – eu ia terminando de falar quando senti uma pancada forte em minha cabeça e tudo ficou preto.

POV. RUBY

– De onde vocês são? – perguntou.

– Panem, distrito 12.

– Panem? – ela murmurou para si mesma e voltou para sua confusão mental. – Tá legal, vou leva-los a uma pessoa que poderá ajuda-los.

Peguei uma trilha na floresta que dava em um riacho, estava tentando enrolar esses intrusos para leva-los ao castelo da Branca. Com certeza eles saberiam o que fazer com essas pessoas.

O castelo ficava a um dia e meio de caminhada, a menos que tivéssemos um cavalo, o que não temos. Eu não sabia como enrolá-los até lá. Estava apavorada com essa garota o tempo todo com uma flecha apontada para mim. Fora os outros dois caras altos e fortes que ficavam me encarando.

– Garota, quando nós chegamos lá? – um dos homens, o de cabelos castanhos, perguntou. Ele estava impaciente, pelo jeito.

– Seguinte, eu tenho de chegar à casa de um amigo meu – menti. – Ele sabe sobre todos os mundos e dimensões existentes, só ele pode ajudar vocês. Só que a casa dele fica a um dia e meio de caminhada. Eu não tenho cavalos então não conseguiremos ir mais rápido que isso.

– É mentira dela! – a garota posicionou o arco apontado para a minha cabeça.

– Estou falando a verdade! É sério! – tentei me defender, mas os dois homens me pegaram no colo, um e cada lado. – ME SOLTEM! ME SOLTEM!

A garota pegou cipós de uma árvore e, enquanto os meninos me seguravam contra uma árvore, ela me amarrou com vários cipós. Se fossem poucos, eu me soltaria rapidamente, mas eram muitos, o que tornava a tarefa muito difícil.

A menina continuava com a flecha apontada para a minha cabeça, o que me fez parar de tentar soltar-me.

Eles começaram a cochichar, enquanto uma garotinha pequena e loira me observava curiosa. Ela tinha cara de inocente, mas um olhar adulto. Já deve ter sofrido muito.

De repente, eles foram embora. Eu gritava para que eles voltassem e me levassem juntos, que me soltasse, mas eles fingiam não ouvir.

POV KATNISS

– O que faremos com ela? – Peeta perguntou.

– Acho que a deixamos aí e vamos embora procurar algum lugar para ficar – Gale disse. – Acho que consigo achar um abrigo por essa floresta, é bem fechada.

Todos concordamos e seguimos caminho, deixando a garota para trás. Fiquei com pena dela, ela não parecia ser ruim, mas podia estar fingindo ser legal só para nos prejudicar. Talvez ela estivesse nos levando para uma emboscada ou coisa pior.

– Tá, e para onde vamos? – Prim perguntou. Tinha até me esquecido da presença dela diante de tudo isso.

– Vamos andar até achar alguma cidade ou casa onde possamos passar a noite, depois vamos procurar por ajuda – respondi.

– Olha, acho que ali tem uma casa! – Peeta disse, indo em direção a uma casa no meio da floresta.

POV. RUMPELSTILTSKIN

Já fazia duas horas que Belle tinha saído de casa e eu estava preocupado. Mas ela sabe se cuidar sozinha, não precisava ir atrás dela.

Olhei pela janela para ver algum movimento estranho e vi quatro pessoas vindo em direção à minha casa. Uma garota de estatura mediana segurava um arco e flecha, um garoto maior que ela de cabelo castanho e outro de cabelo loiro também a acompanhavam, além da garotinha que devia ter uns 13 anos loira.

Estranho. Nunca tinha visto essas pessoas por aqui e nunca nem tinha ouvido falar neles. Com certeza isso não era bom.

Fui para os fundos da casa, levando apenas a minha adaga, que agora eu deixava dentro de um armário trancado com magia de sangue. Com certeza eles não conseguiriam abri-lo, mas vá saber. A Bruxa Má do Oeste já quebrou magias de sangue, talvez essas pessoas também tenham esse poder.

Tranquei-me dentro de um quartinho que tinha nos fundos da casa e fiquei observando-os pela fresta. Eles entraram de fininho na casa, como se estivessem com medo de ter alguém aqui dentro.

– Ninguém aqui, podem entrar – o menino de cabelos castanhos disse.

Os outros entraram e ficaram analisando o lugar, a garota tinha o arco pronto para atirar em quem precisasse.

Congelei-os antes que percebessem a minha presença. Desacordei-os e todos caíram no chão.

Teria de leva-los para Branca, ela que fizesse o que fosse com essas pessoas.

POV. GANCHO

– Quem é você? – perguntei ao homem que estava a minha frente.

Ele parecia transtornado, olhava para todos os lados da ilha, provavelmente não era daqui. Eu conhecia pouca gente desse mundo, mas nunca tinha ouvido falar sobre uma tal de “Illéa”, o tal símbolo da camisa dele.

– Maxon... Pode me dizer onde estou?

– Terra do nunca, parceiro.

– Terra do nunca? – ele estava confuso.

– Nunca ouviu falar?

– Não. Não sou daqui... Que tipo de país é esse?

– Aqui não é um país meu caro, aqui é uma ilha – ri.

– Eu percebi... Como volto para Illéa?

– Não sei onde fica esse lugar, sinto muito – disse indo para o meu caminho.

Eu tinha feito um acordo com Rumpelstiltskin há um mês atrás. Emma e Henry estava desaparecidos e eu disse que se ele os encontrasse eu faria o que ele quisesse. Ele pediu em troca que eu viesse a Terra do nunca e pegasse uma planta. O nome é Desconjex, nunca tinha ouvido falar em minha vida.

– Espere! – Maxon gritou. – Ajude-me a achar alguém que possa me guiar, por favor.

Eu estava com dó do cara, mas não pretendia fazer caridade. Eu podia fazer um trato. A Terra do nunca tinha ficado bem diferente desde a última vez que vim aqui. Pan estava morto, a ilha estava sem magia e caindo aos pedaços, seria difícil achar uma planta que prestasse aqui.

– Bom, se me ajudar a achar uma planta que estou procurando te levo à Floresta Encantada, lá alguém saberá como te ajudar – cedi.

– Qual é a planta?

– Desconjex.

– Nunca ouvi falar.

– Nem eu – ri.

Adentramos a ilha e fomos procurar pela tal planta.

POV. HAZEL

– Para onde vamos? – perguntei para Gus, enquanto nos afastávamos da garota dos vestidos de princesas da Disney.

– Sei lá. Você viu as roupas que aquela garota usa? Parece de desenhos animados da Disney... Que estranho. E nós chegamos como aqui? Só lembro de uma névoa rosa sobre nossas cabeças – ele coçava a nuca.

– Sei lá – respondi antes de sentir uma pancada em minha cabeça e tudo ficar escuro.

POV. BRANCA DE NEVE

– Mas o que é isso?! – perguntei ao ver Emma, Henry , Aurora e Gold entrando em meu quarto com pessoas desacordadas.

Todos começaram a falar ao mesmo tempo e eu só entendia “encontrei” “floresta” “aí” “achei” “desacordei”.

– PAREM, PAREM! UM DE CADA VEZ! – disse.

– Eles iam se hospedar em minha casa pelo jeito – Gold disse, apontando para uma garota de tranças desacordada, uma outra menina loira e pequena, um garoto loiro e um moreno.

– Depois da névoa rosa, esse casal apareceu na minha frente, e ainda falaram que eu uso roupas de umas pessoas que ela chamou de princesas da Disney – Aurora disse, depositando uma garota que tinha um negócio transparente no nariz e um menino perneta.

– Névoa? Que névoa? – perguntei.

– Agora a pouco uma névoa rosa cobriu tudo, como se fosse uma maldição, e essas pessoas apareceram – Emma respondeu. – Eu e Henry estávamos na floresta quando isso aconteceu, eles tentaram nos matar até – ela apontou para uma garota ruiva que tinha um símbolo escrito “Illéa” na camiseta e um garoto que usava roupa de guarda. Estranha a roupa, mas era reconhecível.

Era doideira. Fiquei alguns momentos tentando digerir tudo isso enquanto David, que estava em pé na porta do quarto, observava as pessoas atento.

– O que vocês fizeram com elas? – perguntou ele.

– Apenas desacordamos – responderam.

Todos levaram um susto quando eles acordaram, todos juntos, por incrível que pareça.