One and Only
2 Face a face com o destino
Notas iniciais
Alguns anos atrás ...
Aquele momento em que você fica frente a frente com sua alma gêmea , aquele momento em que você se vê através dos olhos de um outro alguém e isso meche com você, e te deixa sem palavras, sentir essa força te impulsionando em direção a outra pessoa de modo que a anos não acontecia, é aterrorizador. E você sente as paredes subindo em sua volta numa tentativa de se defender, de garantir que nunca mais ninguém entre, ninguém te machuque. Mas, o que fazer quando nada funciona?
Num dia que para todos deveria ser um dia especial por se comemorar mais um ano de vida eu se sentia só, me sentia pó. E por um momento depois de uma noite dura de trabalho, de ter ouvido aquele idiota me perguntar o que eu entendia de família , eu deixei a máscara escorregar, só por um minuto. Eu precisava sentir, aquela dor, aquela saudade , aquele desejo por um futuro que não pude ter e por um minuto eu pensei nele, que estava por aí em algum lugar do mundo, um pedaço de mim que por mais que desejasse não pude manter. E foi então , que acendi uma velinha em um cupcake , fechei os meus olhos e mentalmente fiz um pedido. Um pedido que eu nunca imaginei que naquela noite seria atendido, quando de repente alguém toca a campainha.
E ao abri-la dou de cara com o destino.
—É... Pois não?
— É você Emma Swan?
— Sou, quem é você?
— Meu nome Henry, e eu sou seu filho. Ele disse isso e saiu entrando no apartamento aparentemente se sentindo em casa no mesmo instante. E Eu? Bem, eu me desesperei né. Comecei a surtar no mesmo instante e a chamar por ele.
— Ei, esperai. Garoto? Garoto? Mas , ele nem me dá bola e continua entrando.
— Garoto, eu não tenho filho. Onde estão seus pais? Ao disser isso, ele vira pra mim e pergunta.
— Há dez anos você entregou um bebê para adoção? Era eu.
Minha cabeça começou a girar, e dentro de mim algo gritava “não. não. não.” Isso não podia estar acontecendo. Como isso era possível? Eu precisava de um minuto só, eu não conseguia respirar. Apenas olhei pra ele e disse:
— Me dá um minuto.
Corri para o banheiro e comecei a respirar fundo, porque mais um pouco sem respirar e eu desmaiaria.
— você tem suco? Ouvi sua voz a me perguntar.
— deixa, já encontrei. Ouvi ele dizer.
Quando finalmente consegui me controlar , saí do banheiro para encontra-lo tomando suco na cozinha.
— É melhor irmos embora. Dizia ele.
— Pra onde? Perguntei.
— Quero que você venha pra casa comigo. Ele respondeu.
Minha mente já começou a gritar “péssima idéia.” Mas a parte emocional de mim queria um pouco mais de tempo com aquele que eu estava pensando a poucos minutos. Aquele futuro que não pude ter... Mas vamos com a razão porque ela não vai deixar ninguém nos magoar de novo. E essa criança tem pais que devem estar desesperados a procura dele e que com certeza não vão querer uma terceira pessoa que por acaso é a mãe biológica dele no meio da família deles.
Então , ameacei chamar a policia , mas logo, logo ele disse que diria que eu o seqüestrei. É, meu filho. Com certeza. Mas , ninguém joga esse jogo melhor que eu. E eu logo fui dizendo que sabia q ele estava blefando e contei que eu tinha um super poder ond eu saia dizer quando alguém estava mentindo. Mas ele insistiu e ficou com aqueles olhinhos de gatos de botas me pedindo para que eu o levasse de volta. Então eu ignorei a voz da razão que continua a gritar “ péssima idéia, péssima idéia” e disse que o levaria para casa. Fazer o que? Eu sou teimosa demais pra obedecer até a mim mesma.
Então pegamos o bug e saímos em direção a Storybrook. No caminho ele me contou uma história sobre contos de fadas e que eles eram reais e que a cidade estava amaldiçoada, e que eu estava no livro e tudo mais. Pra mim aquilo era tudo coisa de uma criança cheia de imaginação.
Bem, eu pensava isso até chegar na cidade e encontrar com o psicólogo do Henry, nesse caso comecei a acreditar que de fato poderia ter alguma coisa errada com o menino e pude sentir no mesmo instante a preocupação chegar. Nesse momento a razão gritou. “Já começou a se preocupar com ele, você não pode criar nenhum laço, nenhuma conexão. Entrega ele e vamos embora já.”
Dessa vez eu não questionei, apenas obedeci. Perguntei ao psicólogo se ele sabia onde ele morava o mesmo disse que sim, e foi assim também que descobri que ele era filho da prefeita. Então , falei para ele entrar no carro e seguimos em direção a rua Mifflin.
Paramos em frente a uma mansão , casa de numero 108. Ao chegar no portão de entrada...
— Por favor não me leva de volta.
— Eu tenho que levar , seus pais devem estar preocupados.
— Não tenho pais, só mãe e ela é má.
— Má? Você não está exagerando?
— Mas ela não me ama, só finge.
— Garoto, isso não é verdade... era o que eu falava em frente a porta de entrada quando de repente a porta se abre e eu vejo uma mulher saindo desesperada em direção ao filho.
— Henry, ah Henry. Você está bem? Onde você esteve? O que aconteceu? Ela perguntava enquando o abraçava forte. O alivio na voz dela era palpável.
— Eu encontrei minha mãe verdadeira. Foi o que ele respondeu enquanto corria entrando na casa.
Foi então, que ela virou pra mim. Acredite, ela era a mulher mais linda que eu tinha visto em toda a minha vida. Seus cabelos escuros com o corte a cima do ombro, os olhos castanhos que gritavam o quando estava magoada pelo que seu filho acabara de impor, seus lábios vermelho. Ah que boca... Linda, maravilhosa. Eu não conseguia parar de olhar pra ela. Enquanto eu a analisava inconscientemente dos pés a cabeça minha razão gritava “ o que você pensa que ta fazendo? Pare com isso agora mesmo, não, não, não....” foi então que ela me despertou dos meus devaneios quando uma voz macia, meio rouca, sedosa me perguntou...
— Você é a mãe biológica dele?
Dei um sorrisinho amarelo respondi
— Oi. Foi tudo que soube dizer por um momento.
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