One and Only
7 Capítulo 7
Notas iniciais
“Vamos amiga, vai ser maravilhoso. Estamos combinando esse piquenique há dias. O pessoal da escola vai esta lá! Vai ser um dia agradável! Tomar um sol, cair na piscina!”
Bom foi isso que a Gabriela havia dito naquela manhã quando praticamente arrastou Rose da cama. Mas ali estava ela, sentada entre o casal pegação e o casal meloso. Era a personificação exata do que seria uma “vela”. Mary Louise estava dando um cacho de uva na boca do Johnny, que estava deitado apoiando a cabeça em seu colo, assim, recriando um rei grego sendo alimentado pela sua ninfa do olimpo.
Do outro lado, Gaby estava em cima do Paul, sim, literalmente. Ela estava desentupindo a boca dele ou arrancando fora a língua do garoto. Eles eram horríveis! – Pensou ela se deitando, sob o sol esplendoroso que brilhava naquele dia, eles haviam escolhido um lugar debaixo de uma arvore frondosa, cada um havia trazido uma tolha de casa e agora cobria boa parte das sombras que a arvore produzia.
Ao longe se ouvia os gritos das meninas na piscina, ela escutou as meninas chamando eles, mas como os “casais” estavam muito ocupados nem notaram, ela decidiu ficar ali olhando para aquele céu límpido e pensando na vida.
Mas, tinha um fio da luz do sol no rosto da garota, ela os bloqueou com seus dedos finos e ficou brincando com os fachos que escapavas entre seus dedos, ela adorava fazer isso quando era pequena. Ela e o Alex. Oh pensar nele doía seu peito, ela tinha saudades daquela época, onde podia ser sua melhor amiga, irmã gêmea, sua sombra, mas agora ela nem sabia o que eles eram.
Naquela época era tudo mais fácil, as únicas preocupações dos dois era pedir permissão aos pais, para poderem dormir um na casa do outro, ou andar na mata atrás do quintal onde fingia que eram desbravadores.
Ela riu lembrando-se daquela época, em que eles simplesmente deitavam-se na relva e procurava imagens nas nuvens. Alex era expert em acha-los.
O que ele estaria fazendo naquele momento? Ela se perguntou.
— Quem quer sorvete? Gaby perguntou fazendo todos levantarem as mãos e trazendo Rose de volta para o presente momento. — Que pena. — continuou ela fazendo beicinho. — Eu só tenho duas mãos – Riu cínica.
— Eu vou com você amiga — Mary disse se levantando e deixando a cabeça do namorado cai no processo, ela se desculpou entre gargalhadas e ele a olhou prometendo revidar aquele carinho.
— Bruta e adorável: você nasceu pra mim gatinha. – brincou ele enquanto ficava de pé e tirava as folhas secas do cabelo. – você é o meu destino. – cantarolou ele, arrancando vaias dos outros.
— Eu não aguento esse romantismo shakespeariano barato! Onde eu estava com a cabeça quando resolvi acompanhar vocês? Meu santo senhor! – Rose bufou olhando para Johnny que de alguma forma havia debruçado Mary Louise numa posição ao estilo Hollywoodiano enquanto ele a beijava.
— Ciumenta! – disseram ao mesmo tempo, arrancando gargalhadas e zoacões contra rose, que revirava os olhos.
Eles finalmente foram à caça do sorvete, Rose os acompanhava de onde estava. Paul permaneceu onde estava. Gaby de longe se virou e soltava beijinhos para Paul, Rose colocou o dedo indicador dentro da boca simulando vômito.
Era impressionante como aquelas semanas tinham passado rápido. E com ela a descoberta da afinidade de todos ali. Rose havia se aproximado do Paul, coisa que Gaby não parava de exaltar. Só faltava uma pessoa ali.
— Cadê seu namoradinho numa horas dessas... – Paul claramente estava zoando com a cara dela, e ela quase engasgou, porque era exatamente no Alex que ela estava pensando antes.
— Meu o que?
–Alex. Seu namorado – Ele a olhou risonho, enquanto fazia um anel de folhas e pequenas flores, outro cavalheiro romântico na área? – pensou ela olhando para o pequeno anel na mão dele. – Você vai pedir a Gaby em casamento por acaso? – Ela perguntou torcendo pra ele esquecer aquele novo tópico da conversa.
— Não tente mudar o rumo da conversa Rose Dunne. – disse ele entre uma piscadela.
— Porque você esta piscando pra minha melhor amiga? – Gaby fez a pergunta enquanto se sentava no mesmo lugar e entregava o sorvete para eles.
— Meu Deus Gaby! O que você anda fazendo com esse garoto? Sempre soube que namorar é uma montanha russa de emoções e idiotices, mas Paul é sempre tonto assim? O que vocês fizeram um ao outro? – Ela soltou a piada, os dois se olharam e riram e depois se voltaram para Rose com um olhar significativo, que naquele momento teria feito a pergunta com outra conotação. – Ok. Não quero saber!
—Olha Rosie, vou ser sincero. Acho que todos aqui te adoram e é por isso que ficam calados, mas você sabe que o gatão aqui não tem papas na língua. – E como teria? Com uma namorada como a gaby, que horas atrás estava devorando a língua do mesmo. Mas isso era irrelevante. –ela reprimiu a vontade de rir.
Acho que como estamos entre amigos e eu já te considero pakas. –ele continuou. – Eu me sinto na obrigação de falar. Vai ser a primeira e última vez entendeu? –Rose fez que sim com a cabeça concentrada no que ele estava querendo dizer.
—Lá vai... Porra Rose, você ou o Alex tem retardos mentais? Pelo amor de Deus! Eu sei que sou galinha, na verdade eu era. – ele disse pegando a mão da Gaby e colocou o anel de folhas no dedo dela, que ria e fingia estar emocionada.
– Mas sei quando um homem está apaixonado por uma mulher, assim como estou por sua amiga e o Alex... E o Alex por você caramba! Eu já cansei de ver você parada o olhando e vice versa, amigos não se tratam assim! Ele te protege de todos os caras que só querem curtir, você fica toda irritadinha quando ele fala que vai sair com alguma líder de torcida que ta dando bola para ele. Então para, nem que seja por trinta segundos, para e pensa se você aguentaria ver ele com outra mulher que não fosse você. Às vezes você tem sorte de encontrar o amor, mais não é como mostra nos filmes. O amor não vai durar para sempre, não é como se pudéssemos deixa-lo lá, esperando, guardadinho dentro de uma gaveta esperando o momento certo de abri e o liberar, e quando você se der conta, o que você sempre quis estava a sua frente, mais vai ser tarde demais. – E foi com essas palavras que ele terminou. Gaby se jogou em cima dele e começou a pegaçao.
— Amiga, eu não disse que ele era um fofo? – perguntou a garota enquanto desgrudava da boca do garoto que ria e dizia que a Gaby precisava de um regime. Rose os olhava sem esconder um sorriso.
O que ele disse martelava em sua cabeça. Alex gostava dela? Ele já havia demonstrado algo a mais? Não, não era possível! De onde estava ela obsevava a cena, Johnny dava sorvete na boca de Mary enquanto Paul derrubou Gaby no chão. Uma parte da menina queria aquilo também...
Dias Depois.
Como filha única, Rose nunca sentiu ou pensou o quão forte era o amor e ligação que os irmãos compartilham. Ela sempre sentiu falta disso na sua vida, mas, para sua sorte, havia os Stewart’s morando ao lado.
Essa ligação, ela sempre invejou.
Especialmente o amor entre aqueles dois. – pensou ela ao lembrar que foi acordada bem cedo pela Lily.
Eram três da manhã, escondida dos pais, implorando para que ela a levasse junto quando fosse ao aeroporto, já que Alex havia dito para seus pais que não precisavam se preocupar em ir o buscar. Que ele pegaria um táxi, porque tinha muita bagagem. O que ela achou esquisito, ele havia levado apenas uma mala. Assim sendo, Rosie havia dito que ia busca-lo.
Ele ficaria muito surpreso! Ela estava ansiosa para esfregar sua carteira de motorista na cara dele, que havia conseguido depois de duas tentativas.
— Nossa como você esta linda! –Rosie falou para a pequena Stewart que sorria mostrando sua janelinha.
—Ta com fome princesa? – Rose perguntou novamente, a pequena estava tão ansiosa pelo irmão que só havia comido metade de um sanduiche.
– Não Rose.
A garota penteou com os dedos a pequena franja da garotinha. Que capturou sua mão.
— Você ta usando a pulseira!
— Claro! É o presente mais lindo que já ganhei.
A pequena a olhava cuidadosamente para ver se ela estava mentindo, os adultos adorava mentir para ela, só porque ela era uma criança. Mas ela sabia que Rose nunca mentiria pra ela.
Elas ficaram ali no saguão em pé, sorte que Rose havia calçado seu converse, e Lily tinha botas confortáveis nos pés. Naquele dia o aeroporto estava totalmente lotado, uns tentavam dormir nas poltronas, e tinha aqueles que se arriscavam no chão frio e outros correndo pros guichês. Atrasados com certeza.
– Porque o Alex está demorando?– a garota perguntou impaciente mexendo na pulseira que havia feito juntamente com a da rose e do Alex.
– O voo dele deve estar atrasado como sempre – E foi só ela terminar de falar que os portões do desembarque se abriram, varias pessoas saíram, o arrastar das rodinhas das malas estava deixando-as nervosas. Algumas pessoas passavam com suas enormes bagagens, outros totalmente cansados e sonolentos com seus travesseiros na mão, os apresados passavam como foguetes, outros corriam desesperados para seus familiares, os amantes se atiravam um nos braços do outro, matando a saudade com um beijo de boas vindas.
Mas nenhum sinal do Alex. E ali ficaram as suas duas garotas, morrendo na ansiedade de abraça-lo. Até que ele ultrapassa o portão. Lily já correu em disparada, sem da chance de Rose aconselhá-la para tomar cuidado.
Ele esta diferente... Seu estilo meio grunge, esta ausente. Desde quando Alex usa roupas sóbrias? Cadê suas camisetas descoladas, que ela sempre quis roubar do seu guarda-roupa. Mas não é o estilo das roupas e nem seu novo penteado que ela fica boquiaberta, mas seu bronzeado. Haha ela quer soltar sua gargalhada escandalosa, mas ela se segura.
Esses pensamentos passaram voando em sua cabeça enquanto ela vê Lily finalmente abraça-lo, ele olha em volta procurando possivelmente seus pais. Mais ele para quando finalmente a ver. E sim ele estar surpreso. Ainda a olhando ele passa a mão no queixo, e aquele sinal, Rose sabe. Ele esta perturbado com alguma coisa, isso é certo. O que poderia ser? Mas ela não se importa e tenta se aproximar.
O Garoto tenta segurar a mala e a pequena Lily ao mesmo tempo, mas acaba soltando a mala e se concentra na garota risonha que não o solta e fica grudada no seu pescoço.
Rose esta a passos de distância, ele sabe por que sentiu o cheiro dela. Que ele poderia reconhecer mesmo que passasse quinze, vinte anos, ela estava usando o perfume que ele a deu no seu ultimo aniversario.
Ela caminha lentamente até ele.
Ele não consegue tirar os olhos dela, ela esta linda naquele dia, será que ela andou malhando... E ela tem aquela leveza ao caminhar, ele não sabia se era porque fazia quase um mês que não a via, ela parecia diferente. E aquele olhar ardente, ele estava ficando excitado? Era isso mesmo? Pensamentos dos infernos aquele!
Rose teria corrido como Lily fez, mas ela se controla e quando finalmente o abraça, ela para de respirar por um momento, e o garoto senti um tremor de euforia percorrendo seu corpo, ele tenta se convencer de que são apenas cócegas. Aquele abraço demora uma eternidade. Seus olhos verdes observam o rosto dela após se separarem, como se quisesse memorizar novamente na sua mente. Rose quebra o silencio com um soquinho no estomago dele e fala em seguida:
— Quem é você e o que fez com o meu amigo albino? Ele solta uma gargalhada e para quando sente a mão a suas costas. Um músculo se move no seu maxilar. Ele fica tenso.
Rose olha para a loira que certamente que passar, mas não é isso. Ela descobre logo em seguida.
Uma palavra, quatro letras, e um significado. Parece que o barulho do ambiente parou.
–Amor?– Uma voz doce saiu da boca da loira, Rosie estava congelada no lugar, amor? Foi realmente isso que ela escutou? Seu amigo também estava parado a olhando sem piscar.
— Alex? Ta tudo bem?–A voz retornou a falar quebrando o encanto, os olhares se desviam. Alex se recompõe.
–Claro! –Pigarreou para continuar a falar– Han... Rosie deixe-me te apresentar, essa é a Karen... Minha namorada. – O silêncio reina novamente por alguns instantes. Tempo suficiente para ele olhar para o lado e ver sua irmã – que esta agora procurando a maldita pulseira no seu pulso. E faz um muxoxo triste.
Depois daquela palavra, Rosie esta completamente desnorteada, enquanto seu estômago dá saltos mortais e seu coração acelera e desacelera por motivos ainda desconhecidos para a garota. A tal Karen vai cumprimenta-la, no entanto Rose esta no piloto automático, sua cabeça gira em torno de várias perguntas, no momento que se deu conta que estava óbvia sua cara de surpresa, ela tenta clarear a garganta.
—Então... É Karen, certo? – A mulher concorda rindo. – Prazer em te conhecer. – A garota estendeu a mão sendo rapidamente retribuída com um abraço, que Rosie se surpreende, aquilo era um pouco exagerado dado as circunstâncias.
Alex volta para perto das duas mulheres com sua irmã no braço.
—Prazer em te conhecer também, Alex falou bastante de você.
—Jura?– Rose diz irônica olhando para o amigo– Ele também me falou horrores de você –Ela sorrir forçado enquanto vê a cara de desconforto dele.
Karen se vira olhando para a pequena – E você deve ser a famosa Lily! Estou certa? Você parece uma bonequinha!
Rosie teve que se virar para que a loira não a visse rindo, a cara de Lily foi impagável, não tinha coisa mais odiada pela menina do que ser comparada a boneca. – Você é mais fofa do que ele falou – Ela aperta as bochechas da garota, Rosie tenta segurar a gargalhada, porque agora é suicídio! Lily odeia que peguem suas bochechas e faça o que a Karen fez.
– Rose? Quero ir ao banheiro. – Diz a garotinha se soltando de um safanão da loira.
— Claro amor. Vamos! Eu vou te levar. – Antes de se afastar, Rose joga as chaves do carro para o Alex que as pega no ar. Ele olha as chaves e dá aquele sorriso torto que tanto fez falta a garota, aquele olhar de compreensão dele revela a piada interna deles, ele sabe que ela pegou sua carteira de motorista e sabe também que ela esta com seu carro no estacionamento. Antes de se virar rose escuta a loira reclamar.
–Alex? Estou tão cansada podemos ir andando para o carro? – Karen pergunta olhando diretamente para Rose, que se vira não aguentando o acido daquele olhar.
Grupo as que comandam vão no TRA
Rosie, Gabriela e Mary Louise.
Rosie:GENTE DO CÉU!
Gabi: O QUE?
Mary Louise: CONTA O BABADO!!
Rosie: ALEX TÁ NAMORANDO!
Conecte–se com uma rede Wifi.
— Você gostou dela? – perguntou a menina emburrada.
— Bom, a gente tem que conhecer a pessoa melhor.
—Mas você viu como ela te cortou?–Rose olhou para a pequena, ela era muito observadora, mais pelo menos não foi só ela que notou aquilo.
— Vem aqui amor. – Rose a chama pegando um lenço o umedecendo e em seguida aplicando nas bochechas da menina.
A pequena passa a mão sobre a área, reclamando que estar dolorido. – a odeio! E o Alex tirou a pulseira! – Lily cruza os braços fazendo bico, enquanto Rose saia do banheiro rindo. –Você tem o gênio do seu irmão.
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Já no estacionamento, Rose o encontra recostado no seu carro, ele esta olhando para baixo, parece cansado. Rose repara que a Karen esta no banco da frente. E ela se pergunta, se ela esta tão cansada como falou, não era suposto ir no banco traseiro?
–Rose! Lily! –Alex ri para as duas as fazendo esquecer por um momento da nova pessoa na vida do Alex. Rose tenta retribui o sorriso, mais a palavra traidor dança diante dos seus olhos. E ela fica chocada, porque ele seria um traidor? Ela sente como se o estivesse perdendo. O que Paul havia dito naquele dia martela na sua mente.
...e quando você se der conta, o que você sempre quis estava a sua frente, mais vai ser tarde demais.
Ele baixa a cabeça envergonhado. Como se ela tivesse falado a palavra.
— Bem... Eu. – o nervosismo dele distorce sua voz e corta o coração da garota.
— Porque não conversamos mais tarde? Você esta... Hum, mortalmente cansado. – ela diz suavizando a voz, num esforço consciente para quebrar a tensão que tinha se criado. Ela dá um soco nele, extravasando um pouco da frustração e fala irônica. – Vamos lá! Eu sou seu chofer hoje!
— Ah, sobre isso, eu posso dirigir? – pergunta ele nervoso.
— Qual é Alex! Lily fala pra ele o quanto sou fantástica ao volante...
— É verdade! – a menina concorda.
— É que... – ele se vira e explica que Karen é muito sensível e não confia em qualquer pessoa dirigindo, e enjoa muito fácil.
— Ah... – articula Rose. – Qualquer pessoa. – a palavra dança em sua mente, a raiva transbordando, mas ela se segura. – Claro! Você dirigi.
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