Notas iniciais
Inhaim, pessoas! Estamos de voltaaaaa! É isso aí, gente. Tem que ser rápido mesmo. O capítulo dez (que é próximo a ser escrito, já que os outros estão sendo reescritos) está programado para ser postado, no máximo, até domingo(20). Então, se eu não postar, saibam que ou eu ou meu Net morremos. Hahahaha Enfim, espero que gostem. Esse capítulo vai dar início ao que muita gente deve estar aguardando, haha. Boa leitura!

Já suficientemente afastada dali, Charlie estava ofegante e confusa. Na verdade, frustrada a definia melhor. Deixar-se levar pelos encantos de Lea não era difícil, afinal ela a amou por muito tempo e, mesmo que gostasse de Emily, não se comparava ao que sentia pela baixinha há até alguns meses. E esse beijo a deixou realmente abalada com toda aquela situação. Ela já não sabia mais o que pensar, só sabia que tinha deveria ir para qualquer lugar, menos o apartamento de Emily.

Chamou por um táxi desesperadamente à beira da avenida e amaldiçoou pelo menos os últimos três que passaram sem lhe dar atenção. Nova Iorque conseguia ser bem irritante nesse sentido. A cidade cujas ruas se tornam praticamente amarela por ter tantos táxis, agora lhe abandonava. E depois de muito tempo, uma boa alma resolveu lhe abordar.

— Bom dia, senhorita.

— Bom dia. — Pôs o cinto. A menina explicou as coordenadas de seu destino e o homem iniciou seu caminho até o local desejado. Quase meia hora depois, já que o trânsito estava complicado, Charlotte chegou onde precisava estar. Pagou o taxista e dirigiu-se à porta da casa da pessoa que a confortaria naquele momento. A campainha é finalmente tocada e seu coração só esperou que ele estivesse em casa.

— Já estou indo!

Uma voz reconhecível a seus ouvidos pôde ser ouvida e sua feição triste e agoniada, agora ganhava a presença de um sorriso relativamente aliviado.

— Oi, desculpe. — parou ao constatar quem era — Charlie? O que faz aqui? — Sorriu e a abraçou sem esperar se quer que ela lhe dissesse ''oi'' de volta.

— Darren! — retribuiu o abraço na mesma intensidade que o amigo — Eu precisava te ver. Precisava que você me confortasse novamente.

— Oh, Céus. Entre. — puxou-a para dentro — Sente-se. Aceita um café? Um chá? Uma água?

— Eu vou ficar com a água.

— Ok. Sente aí que eu já volto — Dirigiu-se até a cozinha para apanhar um copo com água.

Enquanto Darren não estava de volta, Charlotte aproveitou para analisar a casa de seu amigo. De lá do sofá mesmo, ela virou e revirou sua cabeça para conseguir ver o quão bem-arrumada era sua casa. Era simples, claro. Mas impecável.

— Aqui está. —Ofereceu-lhe o copo de vidro cheio de água.

— Obrigada. — Tomou alguns goles e soltou o alívio profundo que aquilo lhe trazia.

— E então? O que te traz aqui em minha humilde residência? — Sentou-se no sofá à frente de Charlie e apoiou os cotovelos sobre os joelhos, olhando-a fixamente.

— Bem... É uma longa história. — desviou o olhar. — É sobre Lea e eu.

— Oh, assunto complicado.

— Pois é. Do começo você já sabe. Então vou começar do meio.

A história foi contada e recontada de cabo a rabo para que o rapaz entendesse bem a situação. Aquela maldita situação em que Charlotte foi se meter. Ele estava simplesmente boquiaberto com aquilo tudo. E a única coisa que pôde fazer foi acolher a menina quando ela se pôs a chorar em desespero e dúvida. Querendo saber o que fazer, o que dizer... Ela só queria paz. Mas não conseguia. Sua mente parecia estar em um eterno conflito. Seu coração estava uma zona de guerra.

— Charlie... Eu não sei bem o que dizer. — enxugava as lágrimas da menina — O que você sente por essa Emily, exatamente?

— Eu não sei explicar. — fungou algumas vezes — Quando nos conhecemos, rolou aquela coisa que eu não sei dizer o que é, mas que até hoje me faz ferver, me faz sentir que talvez eu não pudesse viver sem isso. E quando a gente se beija parece que o mundo não existe. Eu juro que posso ouvir harpas tocando e anjos cantando.

— Certo. E o que você sente pela Lea? — Segurou suas mãos fortemente.

— Eu não sei se ainda a amo... Eu não sei. É tudo muito confuso. Passamos tantas coisas boas em Ohio e nos amávamos tanto. Ela disse que ainda me ama e que quer voltar. E eu acho que também gostaria de voltar, mas não sei se poderia deixar Emily.

— Eu não sei se vai te ajudar, mas eu já estive em uma situação semelhante. Lembro que tinha terminado com Allen e pouco tempo depois conheci Kyle. Nós ficamos e namoramos por quase um ano. Mas Allen apareceu de repente pedindo perdão e querendo voltar. Nos amávamos muito e não consegui segurar meu sentimento por ele, não nego. Dei um tempo com Kyle para ver se funcionava.

— E aí?

— E aí que passei duas semanas longe dele e descobri que não vivo sem ele. Kyle é meu porto seguro até hoje! — sorriu — Você o conhece, eu acho.

— Aham. — Retribuiu o sorriso pela felicidade do amigo.

— Então deixe seu coração te guiar. Converse com Emily, diga que está confusa e que precisa de um tempo. Tente novamente aos poucos com Lea. Quem sabe não é pra funcionar, não é mesmo?

Ela sorriu em agradecimento e o abraçou.

— Obrigada, Darry. Você é o melhor amigo do mundo!

— De nada, baby. — repousou a mão sobre seu rosto — Apareça aqui mais vezes.

— Pode deixar!

— O que você marcou na segunda?

— D. E você?

— Droga. — suspirou — Eu marquei C.

— Você sempre marca C quando não sabe. — riu — Até hoje eu não entendo o porquê.

— C de sempre.

— O que?!

— C de sempre Certo, sempre Correto. — riram — Afinal, não sou Spencer Hastings. Tenho que ter um plano B.

— Espera, não era C? — Riram mais.

— Você é ridícula.

— Você que é, Hanna.

Hanna Marin era uma garota loira, muito bonita e de bom gosto que estudava com Spencer desde o colegial. Elas eram grandes amigas. A princípio, Direito não era o que a loira queria para sua vida. Na verdade, ela sempre quis fazer Moda. Mas seus pais não apoiavam essa ideia pois achavam que a menina, apesar de muito talentosa, não teria muitas oportunidades no mercado. Então, quando elas estavam no último ano, os pais de Hanna fizeram Spencer convencer a garota a fazer Direito. Com muita insistência, esforço, algumas ameaças e chantagens, ela conseguiu deixar sua amiga com um histórico aceitável para o curso de Direito na UNI.

Naquele momento elas saíam da prova de Direito Processual Civil. O teste havia sido muito cansativo e elas ficaram de assistir a um filme depois, mas estavam realmente cansadas e decidiram ir para suas casas. Chegando lá, Spencer jogou suas coisas em qualquer lugar do apartamento e foi direito para seu quarto. Jogou-se na cama do jeito que estava e fechou os olhos. Respirou fundo e se deixou levar pelo cheiro de amaciante de lavanda que seu travesseiro possuía. Após isso, adormeceu pesadamente. E, quando estava no seu quinto cochilo, sentiu seu celular vibrar à beira da cama.

— Mas quem diabos está me ligando? — manteve-se deitada e esperou o celular parar de tocar. Quando o aparelho já se encontrava quieto, pegou-o nas mãos para ver quem lhe incomodava. Ao ver cinco chamadas perdidas, achou que poderia ser algo importante. De qualquer forma, importante ou não, ela estava prestes a dar uma tijolada na cabeça de quem fosse. Mas quando viu o nome na tela do aparelho, seu coração quase parou.

5 chamadas perdidas de Emily Fields

— Oh, merda. — Ficou em choque por alguns minutos. Spencer encontrava-se imóvel e desatenta. De repente aqueles três meses vieram à tona em sua cabeça. Como aquilo tudo havia acontecido era tudo o que conseguia pensar. Mentira, ela também se perguntava por quê.

Tentou retornar a ligação algumas vezes, mas todas davam erro ou caixa postal. No final das contas ela não teve coragem de deixar um recado. Ela não conseguiria.

Emily estava sentada no pequeno sofá, em frente a sua minúscula televisão com seu telefone nas mãos e com o semblante pensativo. Talvez ligar para Spencer não tivesse sido a melhor opção. Ela estava até superando o fato de ter uma paixão/amor platônico pela menina, mas não queria ter que viver os próximos quatro anos com um clima tenso entre elas todas as vezes que se cruzassem.

Quando sentiu seu celular vibrar seis vezes e viu que todas elas eram Spencer, seu coração queria atender, mas sua mente não permitia. Ela esperava uma sétima, mas essa não veio. E quando pensava em ligar para sua namorada, eis que a porta abre e ela se assusta com sua incrível capacidade de viver coincidências.

— Ei, baby. — levantou-se para cumprimentar Charlie. Entrelaçou os braços em seu pescoço e a fitou por um tempo — O que você tem? — perguntou ao notar a agonia da menina — Não te vi na faculdade hoje.

— Em, precisamos conversar... — Charlotte não conseguia olhá-la nos olhos. Ter aquela conversa seria mais difícil do que ela imaginava.

Notas finais
Talvez vocês não tenham gostado muito do corpo desse capítulo. Eu, de fato, acho esse o menos interessante. HUAHSIAUHSU Tirando o fato de termos dois novos personagens(capítulo usado basicamente para apresentá-los), foi muito explicativo. Mas ele deveria dar início a DR de Chamily, então... Espero que tenham gostado! Beijos e obrigada por lerem e, possivelmente, comentarem!