Notas iniciais
Esse foi rápido, certo? HAHAHAHAHA Pois é, situações drásticas pedem medidas sérias e urgentes. IUHAISUHAIUHSA Comentem, pelamordegod! Boa leitura!

— Bem, eu... — corou — Eu não quero incomodar, então... Até mais. — Disse ante de se retirar.

— Você podia ter me contado sobre ela, não podia? — Emily cruzou os braços e fechou a cara.

— Ei, não tem nem vinte e quatro horas que nós nos conhecemos. — Riu.

— Sim. Mas custava ter dito, pelo menos, que sua ex estudava aqui também?

— Você também não me disse que sua quase-ex estudava aqui. — Arqueou uma sobrancelha em contra-argumento.

— Ah, quer saber? Foda-se. — Saiu, deixando uma Charlotte confusa, que logo foi atrás dela.

— Ei, o que foi isso? — puxou-a pelo braço. — Eu vi uma crise de ciúmes? — Deixou que um leve sorriso satisfeito escapasse de seus lábios.

— Ai, Charlotte. Dá um tempo. — bufou — Eu com ciúmes de você? — riu — Tá certo. — Soltou-se.

— Não me chama de Charlotte. — Exigiu séria.

— Chamo do que eu quiser. — Aproximou-se novamente, ainda emburrada.

— Então eu te chamo de infantil. — Charlie fez o mesmo.

— Você que é!

— Não, você!

— Não, você!

— Você! — A ruiva tocou com o indicador no ombro esquerdo da morena.

— AH! — Emily saiu, mais uma vez, pisando fundo. Charlotte a puxou de volta, novamente, para que ficassem com os corpos colados e bocas a centímetros de distância. As pessoas em volta já não existiam mais e tudo que havia ao seu redor eram os pássaros e o cheiro das plantas misturado com o perfume de uma da outra.

— Você estava com ciúmes de mim, sim. — Sorriu vitoriosa quando Emily deixou escapulir um pequeno gemido após apertar sua cintura.

—N-não estava, mesmo. — Manteve-se relutante.

— Pra que negar? Eu não vejo sentido nisso. — Disse enquanto fazia uma trilha de pequenos beijos do maxilar até o pescoço de Emily, fazendo-a revirar os olhos.

— E-eu... — Charlotte abaixou-se vagarosamente, trazendo Emily junto a si para que deitassem na grama. Por fim deitadas, a ruiva estava por cima da ex-nadadora, que já havia perdido quase todos os sentidos. Os toques da menina ruiva eram totalmente desprovidos de pudor, apesar de estarem no meio do gramado da faculdade, rodeadas de gente.

— Em, eu... — disse entre os beijos — Eu não tô mais aguentando.

— Eu também não. — respondeu com a mesma intensidade — Mas temo que não possamos fazer isso aqui. — Riram.

— Infelizmente. — parou o beijo e se levantou num repente, deixando uma Emily meio surpresa no chão — Vem. — Estendeu-lhe a mão para que levantasse.

— Você acha que pode me deixar desse jeito e parar assim, do nada? — disse enquanto entrelaçava seus braços ao pescoço magro de Charlotte.

— Acho que sim, desde que você fez o mesmo comigo. — Riram e trocaram mais alguns beijos antes de irem para o apartamento de Emily.

Spencer estava no banco do passageiro de Toby, conversando livremente com seu namorado, quando avistou duas meninas atravessando a rua bem à sua frente. As tais eram Emily e uma outra que ela desconhecia. Corroeu-se por não poder ir até lá e fazer um escândalo só para saber se a sua Emily estava ou não transando com aquela garota. E aquele cabelo? Quem usaria aquela cor de cabelo? Enfim, ela só queria saber mais sobre o que elas tinham e não deixava de se perguntar se aquela nojentinha era a mesma pessoa que tinha acabado com suas chances.

— Spencer? — Toby a chamou — Spencer!

— Hã? — despertou do transe raivoso rapidamente — Ah, oi.

— Você estava me ouvindo?

— Bem, é...

— Ok, ok. — voltou a olhar para frente quando o sinaleiro se tornou verde — Quer continuar desse jeito, tudo bem.

— Toby...

— Não, Spencer. Você vive assim. Nunca me dá atenção. E isso me irrita ao extremo! — Confessou.

— Toby, para! Para com esses teus atos infantis! Eu não posso estar te dando toda a atenção do mundo só porque você quer.

— Não é como se você fosse obrigada! É só tentar. Mas nem isso você tem coragem de fazer.

O caminho foi de um silêncio constrangedor e enlouquecedor. Ambos poderiam dizer milhões de desaforos na cara um do outro, mas sabiam que não levaria a nada. Aquele clima de brigas pairava entre eles desde muito tempo atrás. Quando terminaram a primeira vez, foi uma situação parecida e, agora que haviam reatado, estavam com essa tensão novamente.

— Bem... — chegaram em frente ao prédio de Spencer — Eu sinto muitíssimo se, mesmo depois de tudo o que nós passamos, você ainda não tenha entendido que eu não posso viver em torno de você.

Com isso, saiu do carro e não olhou para trás. No interior do veículo, um Toby irado e enfurecido foi o que sobrou. Ele odiava como ela sempre se achava certa. E também odiava como ela sempre era a dona da última palavra. Ah, ele a odiava por completo.

O som de xícaras quebrando, livros e cadernos voando e alguns outros barulhos não impediam Emily e Charlotte de darem seus amassos desesperados pela cozinha. Apesar de minúsculo, o espaço ali era suficiente para que elas se quisessem ali e naquela hora. Mas, afinal de contas, talvez não fosse grande suficiente para o tesão que estavam sentindo e sufocando há um tempo.

— Droga, Em. Você é perfeita. — disse ofegante ao sugar o pescoço bronzeado. Estavam deitadas em cima da mesa da cozinha. Charlotte estava entre as pernas de Emily, enquanto a mesma as entrelaçava pela cintura da menina ruiva.

Em alguns segundos seus casacos estavam jogados no chão. Logo em seguida suas blusas, calças, sutiãs... Por fim, estavam apenas de calcinha e se deliciando ali, em cima do local onde fariam suas refeições. Afinal, nada melhor do que deixar cair uma torrada num canto da mesa e lembrar que teve um orgasmo lá mesmo.

— Você é mais. — Emily enganchou seus dedos na calcinha de Charlotte, puxando-a para baixo, revelando aquilo que ela estava imaginando ser maravilhoso. A ruiva fez o mesmo de forma mais selvagem. Estava louca de tesão e sabia, mas, ao mesmo tempo, não sabia o que fazer. O corpo de Emily a enlouquecia, o cheiro de Emily a enlouquecia, Emily por completo a enlouquecia.

Charlotte fez uma trilha de beijos na morena. Ia de seu pescoço, passava pelo vale entre seus seios e chegava a seu umbigo. Ali, embaixo do mesmo, manteve-se por um tempo ao perceber que era uma região sensível aos gemidos da garota. Passou para as coxas bem torneadas, beijando-as pela parte interna. Sorria a cada arfada que Emily dava quando sua respiração ia de encontro a sua intimidade molhada. Vagarosamente, beijou sua virilha, o que fez com que a morena arqueasse as costas, implorando pelo contato.

Finalmente, abocanhou a fenda pulsante de Emily. E o quanto o gosto era incrível, foi tudo o que ela conseguiu pensar. Sua língua agia habilmente, alternando entre deslisar e penetrar. E os gemidos da menina à sua frente eram como gasolina para seu tesão. Passou a depositar leves beijos em seu clitóris enquanto a fitava e acariciava com dois dedos sua entrada úmida.

— Você é muito gostosa... — Afirmou, fazendo com que Emily revirasse os olhos ao sentir as vibrações daquela voz em sua entrada.

— Droga, Charlie! Eu quero você dentro de mim! — Implorou escondendo seus dedos pelo cabelo ruivo, como se a forçasse a ir até o fim de uma vez por todas. E, em uma fração de segundos, os dedos que antes acariciavam agora estava perdidos pelo sexo de Emily. Estava tão quente e pulsante lá dentro, que Charlotte podia sentir seus músculos internos contraindo e relaxando a cada estocada de sua mão. Com a outra, a ruiva acariciava o seio da ex-nadadora. Vez ou outra apertando seu mamilo, arrancando-lhe gemidos bem mais intensos.

Eram dois, depois três dedos. E as estocadas apenas ficavam mais fortes e velozes a cada gemido e sorriso que Emily dava em frente a Charlotte. A ruiva sorriu vitoriosa ao ver que o líquido que acabara de escorrer em sua mão não havia demorado a chegar. Ela havia conseguido levar Emily ao clímax incrivelmente rápido. Nem imaginava que tinha essa capacidade.

— Você é... Incrível. — Emily disse ofegante e de olhos fechados quando Charlotte se deitou ao seu lado, abraçando-a e entrelaçando suas pernas.

— Em. — Chamou.

— O que?

— Eu quero fazer isso muito mais vezes. — Confessou, olhando-a nervosa ao ver Emily abrir os olhos e a olhar.

— E você vai. — Sorriu e a beijou. Aquele foi um beijo de aceitação, de confirmação. Era um “sim” que dizia muito mais do que aparentava, muito mais do que simples palavras poderiam revelar. Sons diziam tão pouco que não se comparava a um leve encostar de lábios, que conseguiam decifrar tantas coisas com tantos significados diferentes. Suas vidas estavam tão repletas de diferenças e dificuldades, que qualquer coisa que se parecesse com o que elas esperavam uma da outra já estaria perfeito. E estava mesmo.

Notas finais
Oiii! O que acharam? As coisas estão esquentando e, apesar de tudo, ainda há uma esperança para Spemily, se é o que querem saber. Mas, porém, entretanto, contudo, todavia, não obstante, mantenham os olhares sobre Chamily, porque será muito importante na fic. Acreditem, será MUITO importante na fic. ASJIAJSOAIJ Mais do que podem imaginar.