Notas iniciais
Oi, galeraaaaa! Espero que estejam gostando da repostagem. Eu tô relendo um de cada vez, pra que tudo seja refeito com calma e direitinho. E, vejam bem, quantas coisas foram melhoradas. IAUSHUAIHSIHAS Eu sei que, provavelmente, daqui a alguns meses, eu vou relê-los novamente e ver tantas outras porcarias que, meu Deus, prefiro nem citar. Mas, enfim. Boa leitura!

Spencer abriu os olhos vagarosamente até que os mesmos conseguissem se adaptar à luz ambiente. Onde ela estava exatamente era o que se perguntava, primeiramente. E, quando já estava mais lúcida, depois de limpar a baba que escorria da boca até o queixo, percebeu que estava debruçada na mesa de jantar de seu apartamento. Que diabos ela fazia ali era o que se perguntava em seguida. Então, todas as lembranças da noite anterior retornaram à sua mente como um foguete, deixando-a com uma bela enxaqueca. Levantou-se e foi até o quarto. Pegou algumas roupas, toalha e fez seu caminho até o banheiro. Ela precisava de um banho. É, era bem disso que ela precisava. Um banho de realidade.

Despia-se vagarosamente e, quando já tirava a última peça de roupa, olhou-se no espelho que jazia em sua frente. Repulsa. Repulsa definia bem o que ela sentia de si mesma naquele momento. Como ela pôde achar que teria algo com Emily? Que infernos vieram à sua cabeça quando ela pensou que poderia ter um relacionamento com uma garota? E, pior, uma garota que ela havia acabado de conhecer. Seus olhos inchados, provavelmente pelo fato de ela ter chorado metade do tempo em que não conseguiu dormir, indicavam-lhe uma estrada longa e árdua. Um caminho difícil e cheio de desafios para esquecer o possível-mas-não-muito amor de sua vida. Seria uma longa jornada.

Após deixar que as gotas quentes tocassem seu corpo, parte a parte, Spencer não hesitou em finalmente relaxar todos os seus músculos. Aquele momento era dela, só dela. Teria que ser. Mas era uma tarefa impossível, então, novamente, a tensão pousou sobre seu corpo e tudo o que ela conseguiu fazer após isso foi encostar na parede e deslizar até o chão enquanto derramava mais lágrimas que o comum. E como se já não bastasse toda aquela chatice de confusão de sentimentos recém-descobertos, ela ainda se via superatrasada para a aula. Digamos que aquele era apenas o começo de um dia difícil para Spencer.

O caminho até a universidade foi bastante silencioso. Apenas a presença de Charlotte e seu ar de cumplicidade deixava Emily à vontade, só não o suficiente para falar sobre os acontecimentos do dia anterior. Porém, a menina ruiva não deixaria de ser sua fundação, seu pilar, sua segurança. Não naquele momento. Mesmo que se conhecessem por menos de dez horas.

As duas andavam bem próximas, o que ocasionava toques frequentes de seus braços e mãos. Fato que fez Charlotte tomar a iniciativa de pegar a mão de Emily com a sua. De primeira, a morena ficou meio surpresa com o ato da outra. Contudo, havia gostado da sensação de segurança que aquilo lhe passava. Além do que, naqueles dias, Nova Iorque deu folga ao sol e uma fina neve tomava seu lugar. Estava muito, muito frio, então ela aproveitou para encostar-se mais a Charlotte. Ato tal que a fez dar um meio sorriso, quase imperceptível.

Quem olhava de longe podia ver muito sentimento naquelas duas. O que era muito estranho, pois seria quase impossível dizer o que era. Talvez fosse amizade, talvez fosse amor. Nem eu sei ainda, para falar a verdade. Mas o que era obviamente notável naquilo, era que nada as separariam. Jamais.

— Em.

— Hum?

— Você, er... — soltou sua mão, o que fez Emily estranhar. Mas, logo em seguida, envolveu sua cintura com um dos braços. — Eu quero sair com você de novo. — Tal frase fez Emily parar.

— Como assim, sair? — Estranhou.

— É. Tipo... — Charlie olhou para cima como se procurasse a explicação nos flocos de neve que caiam a sua frente Tipo um encontro.

— Nós tivemos um encontro. — Sorriu.

—Não, nós “esbarramos” num bar, fui expulsa da minha casa, você me agarrou num beco e... — Não continuou, pois sabia que citar o fato ocorrido seria ponto a menos.

— Tivemos um momento muito tenso no meu apartamento. — completou — É, eu sei. — Seus olhos entristeceram.

— Escuta, Em. — tomou as mãos da morena nas suas — Eu realmente gosto de você. Não me interessa se eu te conheci ontem, se você tem um histórico difícil, ou... — pausou, respirou e continuou — Ou se sei lá! Eu quero que você saiba que eu não quero que você se sinta sozinha, porque você não está. Não quero que ache que eu quero algo de uma noite, ou duas. Não, eu quero mais. E, mesmo que esse não seja os seus sentimentos com relação a mim, não me importa. Eu quero estar na sua vida. De um jeito, ou de outro. Só preciso que você deixe. — Emily estava muito surpresa com aquela situação. Ela não esperava aquilo tudo de uma “desconhecida”. Mas era disso que ela precisava. Necessitava de alguém que a fizesse se sentir livre e feliz do jeito que ela sempre quis, como sempre sonhou.

— Olha, eu sei que é muito cedo e que eu caí de paraquedas na sua vida, mas — Emily a interrompeu com um beijo, rapidamente.

— Você fala demais. — Sorriu levemente contra os lábios vermelhos da ex-garçonete por conta do frio. Charlotte sorria abobadamente.

— Devo entender isso como um sim? — Aproximou mais seus corpos enquanto Emily envolvia seu pescoço alvo e arrepiado com os braços.

— Talvez. — Beijou-a novamente.

— Então, nós... Estamos ficando? — sorriu — Definitivamente? — arqueou uma das sobrancelhas e, mais uma vez, foi surpreendida pelos lábios doces da morena grudados aos seus — Isso também? — Riu. Emily fez que sim com a cabeça e pegou a mão de Charlie de volta as suas, retomando o caminho para NYU.

Chegando lá, o mais novo casal se despediu e foram para suas respectivas aulas. Não houve encontros entre Spencer e Emily, mas aquela tensão parecia dominá-las mesmo sem elas sequer terem trocado olhares durante aquele dia. No intervalo de uma das aulas, Emily informou Aria sobre todos os fatos ocorridos e todo aquele protocolo de melhores amigas. A menor estava chocada com todo aquele clima de romance fictício que ela, geralmente, só via em livros e filmes. Ela estava – talvez não seja essa a palavra, mas – orgulhosa por “fazer parte” daquele... Como deveríamos chamar aquilo tudo? Rolo, história, conto, sei lá. Aquela palhaçada, por assim dizer. Apesar de muito dramático, era meio que engraçado, também.

— Só não entendo porque você ri.

— Porque é engraçado, Em.

— Aria, onde diabos isso tem graça?

— Bem, você esbarra com a estranha um no meio da Times e se apaixona por ela. Vocês se beijam duas vezes e você dorme com a estranha dois, briga com a um e, no final das contas, gosta das duas? — riu — Não sei onde isso pode não ser engraçado.

— Do jeito que você fala até parece que é mesmo. — Emily a olha de rabo de olho.

Dá-se continuação as aulas e, até que as mesmas terminem por aquele dia, tudo o que passava na cabeça de Emily era que ela precisava esclarecer as coisas com Spencer. Uma, duas, três... Nove, dez ligações e tudo o que ela ouvia era: “O número que você ligou está fora de área ou desligado”. Irritada. Irritada era sinônimo de Emily naquele momento.

— Spencer, eu preciso falar com você. Me atende, por favor. — Deixou mais umas cinco mensagens da mesma forma. Após olhar mais uma vez para seu telefone, é surpreendida por uma voz masculina, relativamente conhecida.

— Com licença!

— Sim? — Emily vira e avista seu “ex-concorrente” — Ah, é você.

— Sim. — ele sorriu. Emily odiava ter que ceder a seu jeito charmoso de badboy — Spencer me falou de você.

— O que ela te disse?

— Ela disse que vocês eram amigas e que... Bem, que tinham tido algumas desavenças e que por isso estavam afastadas.

— Tá. — cruzou os braços — Ainda não entendi o que você tem a ver com isso.

— Ei, abaixa a guarda. — Levantou as mãos em rendição.

— Nunca abaixe a guarda.

— Certo. Pelo menos me ouça. — Clamou.

— Seja breve.

— Spencer e eu brigávamos muito. — suspirou — Por motivos fúteis e outros mais ainda. Mas nós sempre nos amamos.

— E o que eu tenho com isso?

— Quando eu vim aqui, naquele dia em que tivemos aquele rápido diálogo, Spencer e eu, bem... — hesitou — Spencer e eu estávamos dando um tempo. E, quando eu a encontrei, ela estava totalmente diferente comigo. Digo, como se eu já não tivesse a mesma importância que eu tinha antes.

— Sim.

— Pois é. Eu dei seu recado a ela. — explicou — Posso te dizer que eu nunca a vi tão atordoada com algo do tipo. Me pareceu que vocês tinham mais pendências do que eu imaginava. Então, procurei confortá-la. E, durante os dias que vocês não se falaram, nós ficamos. Mas ela deixou bem claro que não estaríamos voltando e que havia alguém que, lógico, ela não me disse quem era.

— Cara, qual é o seu ponto?

— Meu ponto é: hoje de madrugada ela chegou no meu apartamento em prantos, pedindo perdão e dizendo que a tal pessoa não merecia a atenção que ela havia me negado. Então, vim até você para perguntar se você sabe quem é esse idiota. — Com isso, Emily chocou-se. Ela tinha o namorado de Spencer bem à sua frente, pronto para fuzilá-la.

— Não faço ideia. — hesitou — Eu não a conheço tanto. Não somos tão íntimas.

— Oh, certo. — sorriu— Me desculpe se te incomodei. Até mais. — Acenou e seguiu seu caminho. Mas, antes que fosse, Emily o chamou de volta.

— Sou Emily Fields.

— É. — sorriu novamente — Eu sei disso.

— Ei, Toby. Eu espero que vocês sejam felizes. — afirmou — Ela merece.

Ele fez que sim com a cabeça e se retirou de vez.

Há alguns metros dali, Emily pôde avistar Charlotte contracenando ao ar livre com alguns colegas. Ela estava em aula, ainda. Ela era tão talentosa. Emily aproximou-se vagarosamente para que não atrapalhasse a turma e percebeu que eles ensaiavam um musical. Charlotte tinha uma voz linda. Ela não havia lhe dito que cantava. Então, de repente, sentiu uma presença desconhecida ao seu lado.

— Ela é ótima, não é? — Após isso, a morena se assustou com o surgimento daquela garota estranhamente minúscula.

— É... É sim. — olhou-a desconfiada — Você a conhece?

— Aham. — confirmou — Muito bem, aliás. — Ela sorri sem deixar de admirar a ruiva. Emily estranhou o fato de ela ter sido bem enfática na palavra 'muito'.

— Me chamo Lea Michele. — Virou-se, finalmente, possibilitando Emily de ver seu rosto por inteiro, estendendo a mão em cumprimento. Era uma morena baixinha, que possuía um nariz relativamente grande para seu porte. Mas que não falhava em deixá-la maravilhosamente bonita em uma combinação perfeita com seus olhos e boca igualmente gigantescos. Ela era exoticamente linda. E talvez não passasse de 150 cm.

— Emily Fields. — aceitou a mão da menina — Como você a conhece?

— Bem, nós... Nós tivemos algo — Explica, voltando a atenção para Charlotte.

— Oh, sim. — surpreendeu-se. Olhar para aquela menina a fazia parecer tão velha.

— E você?

— Eu? — arregalou os olhos. — Eu, er... A conheci num bar.

— Oh, claro. Aquele bar nojento. — Fez cara de desprezo.

— Ela já trabalhava lá quando vocês...

— Não. Nós viemos juntas de Ohio. — explicou — Tínhamos um sonho. Mas acabou que uma de nós acordou e, bem, não foi eu.

— Ela não me falou sobre você.

— Ela não gosta muito. É um assunto muito doloroso. Para nós duas.

— Eu sinto mui-

— Ei, Em!— Charlie se aproxima após autorizarem o intervalo e dá um beijo nos lábios da morena. A pequena nova conhecida de Emily fecha o sorriso e desvia o olhar e, Charlotte, ao perceber a presença da menina, faz o mesmo.

— Olá, Lea.

— Oi, Charlie.

Tudo ali ficou mais pesado do que já estava. E Tenso definia bem aquele estágio da vida de Emily. Principalmente naquele momento.

Notas finais
E aí? O que acharam? Comentem, por favoooor! Os próximos capítulos vão estar mais legaizinhos, com a lirou biti ofi mais emoção e tal. OIAUSHAUHSIUAHS Podem aguardar várias coisas, desde a aparição de personagens novíssimos e importantes, até novos romaaaances. UAHSIUAHSUIAH