One Step Closer
11 X. Capítulo.
Notas iniciais
Finn olhara mais uma vez através da janela para logo em seguida sentar-se. Ele estava ansioso e era completamente notável. Rachel já não aguentava ver seu namorado sentando, levantando, indo até a janela, sentando novamente. Aquilo deixava qualquer um louco.
Rory, por outro lado, não tirava o olho no celular. O jovem trocava mensagem com sua namorada, que não pudera aparecer para o jantar.
O rapaz estava completamente apaixonado pela asiática e seus pensamentos sempre eram sobre ela. Alguns pervertidos demais, como por exemplo, imaginar qual era a cor da calcinha dela. Mas também pensava no seu sorriso, seu abraço e em seu beijo.
– Finn, que horas esse seu amigo disse que chegaria? – Perguntou Rachel que já não aguentava mais aquele silencio enlouquecedor.
– 18h00. Mas por conta do transito talvez ele se atrase.
– Pois o transito deve está muito caótico, pois já são 19h00 – Deu um sorriso forçado – Acho melhor ligar para ele, não acha? – Acrescentou.
– Seria bom.
Finn tirou seu celular do bolso da calça e deslizou o dedo sobre a tela para desbloquear. Procurou o nome do amigo nos contatos e logo em seguida aproximou o celular da orelha.
Chamou algumas vezes, mas o rapaz do outro lado não atendeu. Finn até começou a se preocupar, mas ao ouvir o som da campainha tocar, sou de imediato que era ele.
Rory levantou-se e foi atender a porta. Ele não estava nada animado com essa visita do melhor amigo do seu tio. Pra falar realmente a verdade, só o Hudson que estava realmente feliz, afinal o amigo era dele e não do Rory ou da Rachel.
E finalmente Rory abriu a porta. Era um pré-velho, deduziu o adolescente. Cabelos encaracolados quase branco por completo, que, aliás, parecia que ele havia despejado vários potes de óleo/creme/gel, algo que ele não conseguiu identificar. Roupas de velho, relógio de velho, sorriso de velho, sapatos de velhos.
Ele realmente era amigo do Finn Hudson, o jovem não duvidava disto.
– Tio, venha receber seu amigo – Disse Rory dando passagem para o pré-velho entrar e logo em seguida fechou a porta.
O professor de literatura rapidamente foi até o amigo com um sorriso no rosto e cumprimentou, e logo o abraçou dando leves tapas nas costas do amigo. Típico de homens.
– O famoso, Finn Hudson – Disse o mais velho quando cessaram o abraço – Vejo que não mudou nada – Riu.
– Já eu não posso dizer o mesmo. Olha todo esse cabelo branco – Riu no mesmo entusiasmo do outro. Will passou a mão direita no cabelo e sorriu de lado.
Já fazia quantos anos que eles não se viam? Cinco ou seis?
Realmente fazia muito tempo desde da última vez que eles se viram. Will Schuester foi o professor do rapaz durante todo o ensino médio. Mas ele não era um professor qualquer, ele havia se tornado o melhor amigo do Hudson, ou até feito papel de pai por algum tempo. Antes de sua mãe se casar com o Burt.
Foi o Sr. Schue que separou suas brigas no colegial. Que aconselhou durante toda a adolescência. E Finn o considerava pra caramba.
– Ah. Sr. Schue, essa é minha namorada – Ele a olhou e logo em seguida a cumprimentou com um aperto de mão e dando beijos em suas duas bochechas.
– Sou Rachel Berry – Sorriu
– Will Schuester – Sorriu de volta.
– E esse aqui é o Rory – Apresentou o sobrinho – Ele é filho do Blaine e do Kurt – Completou.
O Schuester cumprimentou com um aperto de mão forte.
– Eu conheci seus pais. Eles eram como filhos para mim – Sorriu de uma forma calorosa para o jovem, que no mesmo estante sorriu da mesma forma, como agradecimento.
– Obrigado.
– Então, Schuester, está com fome? – Perguntou Rachel se referindo ao jantar que seria servido para ele.
– Estou faminto – Respondeu de volta.
...
Durante o jantar Rachel e Rory puderam conhecer melhor o Will e sobre o Hudson também. Tudo que havia aprontado durante sua adolescência, como por exemplo, as brigas que sempre se metia para proteger seu irmão adotivo, Kurt. Todas a vezes que tirou notas baixas e tinha que passar o dia estudando com o mesmo. Ou quando começou rolar boatos que o Finn havia engravidado sua namorada da época, coisa que deixou a Rachel bem interessada em saber mais sobre essa historia.
O mais velho também falou um pouco sobre o Kurt e de como ele era forte e lutava pelos seus ideais, como ele conheceu o Blaine, e tudo que sofreram por serem gays assumidos. Rory escutava atento tudo que ele dizia durante todo o jantar.
Mas logo quando acabou e depois de mais uma conversa. Will e Finn foram para pequena varanda sentar um pouco e colocar o papo em dia. Enquanto isso Rachel lavava a louça e Rory organizava a cozinha.
– É, Finn. Faz realmente tempo desde a última vez que conversamos pessoalmente – Comentou o mais velho bebendo um gole da sua garrafa de cerveja
– Verdade. É nostálgico isso – Falou bebendo, também, um gole de sua cerveja – Queria que o restante do pessoal estivesse aqui também.
– Também queria isso. O Kurt, Blaine, Sam, Mercedes. Eles realmente fazem falta – Will havia feito varias amizades durante todo o tempo que trabalhou na escola publica de Ohio – A Rachel é muito legal, você realmente é um cara de sorte, Finn.
– Eu sei. Ela apareceu no momento certo – Sorriu quando pensou em tudo que passara até aqui junto com a Rachel – E eu gosto muito dela, ela trouxe o melhor de mim novamente.
Finn sabia que estava amando. Amando a pessoa mais chata que já havia conhecido, mas também sabia que sem ela não conseguiria ser feliz novamente. O Hudson também sabia que não havia superado completamente a Marley, e que nunca deixaria de amá-la. Porém ela já havia partido e Finn tinha certeza, agora, que tudo que a Marley gostaria era que ele fosse muito feliz.
Finn e Will conversaram bastante. Sobre o passado que nunca mais voltará. Sobre o presente que daqui a alguns anos também virará apenas lembranças. Mas que devemos aproveitar o presente ao máximo, para que no futuro, o presente se torne o passado mais feliz. Que é no presente que podemos construir lembranças boas, já que ninguém pode mudar o passado.
...
– Então alunos. Hoje ficaremos por aqui. Próxima aula quero o fichamento do livro Globalização: consequências humanas – Rachel disse enquanto seus alunos saiam da sala de aula.
Finalmente, última aula do dia. Ela não via a hora de chegar em casa, tomar um banho bem agradável e jantar com sua nova família. Rachel estava amando tudo que estava acontecendo com ela ultimamente em sua vida. Um namorado e um rapaz que praticamente era seu filho. Tudo que ela não imaginava que iria acontecer tão rápido em sua vida.
Organizou toda sua papelada sobre a mesa e colocou em sua bolsa. Já se preparava para sair quando escutou uma batida na porta da classe.
– Pode entrar – Disse sem dar muita atenção pra quem estava adentrando a sala.
– Você parece está melhor do que da última vez que te vi – Disse irônico e Rachel reconheceu aquela voz no mesmo instante.
Os olhos de Rachel ficaram sérios. Ela não acreditava no que estava vendo diante dos seus olhos. E por alguns segundo sentiu vontade de vomitar só de olhar para aquele homem tão baixo e sujo.
– O que você quer aqui, Brody? – Falou ríspida.
Ele se aproximou mais um pouco dela, porém ela apenas acenou com a cabeça para que ele não se aproximasse. Ele fazia parte de um capitulo da vida dela que só a fez sentir-se mal e humilhada.
– Vim visitar minha ex-namorada – Ele a encarava com tanta ironia que a baixinha não acreditava no que via.
– Vou avisar só desta vez: suma de minha vida, ou você pagará por tudo que fez comigo – Ela praticamente atropelou ele com essas palavras e começou a andar em direção a porta.
Ela estava com medo, não se enganem. Muito medo pra falar a verdade, porém estava dando tudo certo em sua vida para que alguém insignificante atrapalhar.
– Onde pensa que vai? – Brody segurou seu braço a impedindo de sair da sala.
– Você me largue – Berry puxou seu braço e se livrou da abordagem feita pelo rapaz – E não encoste mais em mim – Completou.
– Não pense que vai se livrar de mim tão fácil.
Logo em seguida Rachel saiu da sala sentindo que iria ter um ataque fulminante. Seu sangue fervia mais que qualquer magma existente na terra. Ela sentia uma mistura de ódio com medo e nervosismo.
Aquilo de novo não. Sua vida está tão perfeita que não pode ser abalada por ele. Rachel Berry era mais aquela mulher inocente de antes que achava que seu relacionamento com o Brody era amor. Agora ela estava provando do verdadeiro amor e não deixaria isso escapar de suas mãos, de fato.
Mas a única coisa que a preocupou no exato momento em que avistou seu namorado foi em como contar tudo que acontecera em seu relacionamento anterior. Não era vergonha, mas medo da reação do Finn. Ela sabia, com toda certeza, que seu namorado não iria deixar o Brody chegar mais perto dela e tinha medo de acontecesse alguma tragédia.
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