One Step Closer
8 VII. Capítulo.
Notas iniciais
– Não deixe que essas vadias façam isso com você, Tina. – Disse Rory tentando acalmar sua amiga, que acabara de tomar raspadinha no rosto.
Tina chorava freneticamente, mesmo já estando acostumada, nunca gostou desse lance de populares e perdedores. A asiática queria ter apenas um dia de aula normal, sem que as lideres de torcidas a humilhasse. Isso é terrível!
– Como? Sou uma perdedora, e já me acostumei com isso, Rory. – Falou entre os soluços, passando a mão no rosto e, tirando o excesso de suco de morango congelado que escorria até sua blusa preta com detalhes roxos.
– Deixe comigo, irei acabar com a reputação dessas... – Mordeu os lábios pra segurar sua boca suja.
Rory não ligava quando era jogado contra alguns armários ou tomava raspadinhas no rosto, mas Tina é tão doce e gentil, ela não merecia aquilo, não mesmo! E isso só fazia a raiva consumir o coração do pequeno Anderson-Hummel.
Puta que pariu! Vou acabar com ela, pensou.
– Obrigada, Rory. – Sorriu. – Você é um ótimo amigo. – Acrescentou e em seguida deu um beijo na bochecha do garoto, que no mesmo instante ficou vermelho.
...
Finn sorriu quando viu a ladra de coração entrar na sala dos professores. Depois de uma semana mantendo uma “relação” de amigos com benefícios, Finn estava disposto a pedir Rachel em namoro.
Pensava que talvez estivesse cedo demais, mas esses últimos dias que passou junto dela,viu o quanto ele tinha deixado de viver, e Rachel estava mostrando o quanto ele tinha deixado de curti sua vida com receio e medo de amar outra pessoa.
– Bom dia Srta. Berry. – Cumprimentou com um sorriso no rosto.
Ela sorriu de volta e sentou-se ao seu lado.
– Bom dia Sr. Hudson.
Finn segurou a mão dela por baixo da mesa. Mesmo que o rapaz estejas com vontade de pegá-la em seus braços e beijá-la até tirar seu fôlego, não podia, estavam em local de trabalho, e isso seria antiético da parte de ambos.
Rachel sentia-se nas nuvens, mesmo mantendo um pouco de receio pra não machucar seu coração novamente. No entanto, ter um homem, — mesmo mal-humorado -, ao seu lado não exatamente um mar de rosas.
– Estava pensando, podíamos ficar em sua casa hoje, que tal? – Perguntou.
– Claro. – Respondeu. – Espera, vamos deixar o Rory sozinho novamente? Acho que devíamos dar mais atenção para o garoto. – Completou colocando sua bolsa sobre a mesa e tirando alguns papeis.
– Verdade. – Pensou um pouco. – E que tal assim... – Suspirou. – É, não podemos deixá-lo sozinho.
– Mas calma, terei uma idéia até o fim das aulas. – Disse Rachel, em seguida olhou ao seu redor procurando se alguém estava olhando, vendo que não, deu um rápido selinho nele, depois sorrindo aberto.
...
O professor de literatura esperava seu sobrinho e Rachel no estacionamento, para levá-los para casa, mas já fazia algum tempo que esperava e já estava ficando sem paciência.
Droga!
Mas depois de pensar, decidiu que não iria ser arrogante, pois não queria brigar com ela, mesmo já estando acostumado com suas discussões por besteiras que podiam ser deixadas passar despercebidas.
Logo viu ela se aproximar do carro, e depois de respirar fundo sorriu quando finalmente ela entrou no carro.
E sem falar nada, eles se olharam, e num ato rápido colaram seus lábios com desejo. Os dois queriam aquilo mais que tudo. Parecia que um completava o outro, e isso fazia eles ficarem cada vez mais certo do que estavam sentindo.
E com calma, Rachel abriu sua boca, deixando que a língua de Finn puxasse a sua para uma dança gloriosa, cheia de prazer, fome e desejo.
E quando finalmente precisaram do ar, que foi sugado pelo beijo intenso, se afastaram lentamente, e ambos abriram um sorriso que ia de orelha a orelha.
– Precisa disso, já não aguentava ficar longe de você. – Disse Rachel, ainda sentindo falta de ar.
Mas era de se esperar, depois do beijo deles.
– Eu também senti o mesmo. – Passou a mão pelo topete, também sentindo sua respiração falha. – Viu o Rory? – Perguntou completando.
Rachel assentiu. – Sim, ele estava com a Srta. Cohen-Chang, então resolvi na atrapalhar. Acho que eles estão ficando. – Pensou em voz alta.
– Também pensei o mesmo. Mas ele não me contou nada. – Falou pensativo.
– Calma. Quando ele achar que está pronto pra te falar, ele vai falar. – Sorriu puxando um sorriso torto dele. – Mas enquanto ele não chega, que tal aproveitarmos para beijar? – Sugeriu.
E nenhum esperou mais tempo para se jogarem em um beijo caloroso.
...
Depois que Tina foi pra casa, Rory resolveu ir ao vestiário masculino, na esperança de encontrar o treinador, e mais esperançoso que ele o deixasse fazer um teste pra poder entrar no time de futebol americano e provar que ele também podia ser popular, e não ser valentão ou algo que ferisse seus colegas de escola.
Chagando ao lugar, estava tudo em um total silencio, adotando um semblante de triste, resolveu voltar no dia seguinte, e procurá-lo novamente, até que escutou um gemido abafado vindo do final do vestiário.
Abrindo um sorriso, começou a andar com calma.
Um gelo passou por todo seu corpo, quando viu o treinador Puckerman comando a aluna que ele mais odeia em toda a escola, e que é por coincidência é a mesma que humilha a Tina todos os dias.
A principio ele deus passos receosos pra trás, e pensou em sair dali e fingir que não tinha visto nada, mas logo um pensamento de vingança tomou seu subconsciente. E sem pensar suas vezes, tirou seu celular do bolso e com cuidado pra não ser visto fotografou varias vezes, e como se não bastasse as fotos, filmou uma breve cena onde Quinn gemia o nome do professor enquanto ele tava estocadas lenta e profundas.
Convencido que aquilo já era suficiente, saiu do vestiário com rapidez, mas também com cuidado pra não fazer barulho. Sorrindo pelos corredores, pois finalmente teria como chantagear a Quinn para que ela parasse de fazer maldades com a sua amiga Tina.
...
– Tio, preciso de dinheiro. Vou ao cinema com a Tina, e não tenho nenhuma moeda. – Pediu entrando na cozinha, encontrando o tio bebendo água, sem nenhuma expressão.
Por dentro, Finn estava quase pulando de alegria. Teria uma noite sozinho com a Rachel, e, aproveitaria ao máximo, não que ele pensasse em ter relações com ela, não agora, mas não queria passar mais tempo sem beijá-la.
Mas Finn também estava curioso para saber se Rory estava realmente ficando com a Tina, pois ele tinha o direito de saber, afinal, Rory agora estava sob seus cuidados.
– Tudo bem. Deixarei o dinheiro sobre o balcão. – Disse colocando o copo de água sobre a mesa. – Rory, você está... ficando com a Srta. Cohen-Chang? – Perguntou com um pouco de receio, mas era necessário.
– Não, ainda. Mas gosto dela, e espero que role algo mais que amizade entre nós.
Após responder, Rory virou-se para sair da cozinha para tomar banho.
– É necessário termos aquela conversa sobre sexo? – Pergunto.
– Você realmente é careta, tio. – Gritou subindo as escadas.
– Ótimo.
...
A campainha tocou varias vezes. Rachel desceu as escadas rapidamente, pulando de dois em dois os degraus. Logo chegou a porta, abrindo-a em seguida.
– Finn? – Sorriu.
– Hey! Posso entrar? – Perguntou.
Rachel assentiu e abriu passagem para o rapaz, em seguida fechando a porta atrás de si.
– Pensei que tínhamos combinado que VOCÊ ficaria com o Rory hoje. Finn, por mais que eu ame te beijar, não podemos esquecer que você praticamente tem um filho e não pode falhar em suas responsabilidades, então acho que você...
Então, cansado de escutar os sermões da baixinha, Finn puxou seu cintura e colando seus lábios em seguida.
E após cessarem por falta de ar, Finn sorri ainda com seus rostos próximos.
– Ele irá sair com a Tina, e que tal assistimos um filme, e depois alguns beijos.
– Hmm... tentador, mas prefiro dar amasso a assistir.
– Boa escolha.
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