One Step Closer
6 V. Capítulo.
Notas iniciais
Já era de noite, Rachel e Finn acabaram se juntando para tentar ganhar de Rory no videogame, o que foi totalmente em vão, já que o garoto ganhou todas as partidas, ele tinha acabado de pegar no sono, enquanto estava deitado com a cabeça no colo de Rachel, enquanto ela fazia cafuné no mesmo, os três estavam assistindo um filme, Finn estava sentado na poltrona e Rachel se debruçou ao ouvir a respiração pesada do garoto, deu um pequeno sorriso e acariciou o rosto dele, o grandão deu um sorriso de lado, e viu Rachel fazer sinal para ele ir até a cozinha, o professor se levantou seguindo para o cômodo ao lado, a bióloga fez o mesmo tomando cuidado para não acordar o garoto, foi até a cozinha e o grandão já estava sentado nas banquetas. Rachel fora até o armário e pegou alguns pratos e talheres para por sobre a mesa enquanto preparava a jantar.
– O que aconteceu com os pais do Rory? – Ela perguntou com receio, pois geralmente Finn sempre a respondia com grosseria e frieza, porém, resolveu ariscar.
– Como você soube? – Já perguntou sem paciência, não queria ninguém soubesse, pra evitar os pêsames falsos.
– Durante o almoço percebi que ele estava triste, então arisquei perguntar o que era e, acabou que ele me contou o que aconteceu, mas não o motivo – Disse meia sem jeito, não queria irritá-lo, já que até momento eles ainda não tinham discutido.
– Acho que não é de sua conta – Afirmou, com a frieza e grosseria dele.
– Desculpa, você tem razão, não é de minha conta – Rachel se virou mexendo nos mantimentos ali, e ele se sentiu mal por ter sido tão grosso.
– É... as coisas não estão fáceis, foi um acidente de carro – Sabia que deveria se desculpar, mas seu orgulho vencera. Rachel virou-se para observá-lo – Eles voltavam de uma viagem, a pista estava molhada... o carro capotou algumas vezes... o Blaine morreu na hora, meu irmão só morreu seis horas depois de paralisia cerebral... – Sua garganta secou, e então ficou cabisbaixo, ainda era doloroso falar sobre isso, e nem estava entendendo por que estava contando para ela.
– Eu sinto muito – Ela disse cuidadosa, sentindo um aperto em seu coração em vê-lo tão triste, mas que o normal.
– O Rory estava na casa de minha mãe, e eu sabia que estava pra acontecer algo, eu sabia – Respirou fundo – Parece que aquele pesadelo está se repetindo, sabe. – Disse sem perceber, que estava com seus olhos já a ponto de lacrimejar. – Eu só não queria mais perder ninguém – Completou.
– Calma, Finn. Sei que nem somos próximos, e vivemos brigando, mas... eu estarei aqui se precisar, posso até ficar com o Rory as vezes, por que sei que você gosta de paz – Ela segurou a mão dele pra dar apoio e sorriu sem mostrar os dentes.
– Obrigado... quer ajuda com o jantar? – Sorriu de lado, e quebrou a tensão formada.
– Eu adoraria.
...
Rory andava pelos corredores da sua mais nova escola, ele estava um pouco nervoso, pois ser novato nunca é fácil, principalmente quando a timidez e grande. Apesar de o adolescente ser legal, não deixava de ser tímido, afinal, as pessoas tímidas são as mais legais e amigáveis que existem.
Parou em seu novo armário e viu que pela porta deveria ser um lixo, pegou o pedaço de papel onde se encontrava a senha e se pôs a tentar abri-lo, mas não estava conseguindo, tentava de todas as formas, e o garoto já estava ficando irritado. Socou forte a porta e virou-se de costa, se encostando ao próprio armário. Suspirou forte e viu algumas pessoas olhando pra ele, ignorando apensa abaixou a cabeça.
– Com licença, mas acho que está fazendo isso de forma errada – olhou para o lado, onde a voz parecia ter vindo de lá. Viu uma baixinha, asiática com a expressão um pouco constrangida e não olhava para um lugar fixo.
–Hm... claro, mas já tentei de todas as maneiras, mas acho que está emperrado – Desencostou do armário e a observou se aproximar mais.
– É a senha que está errada, esse armário era da minha amiga, mas agora ela está no reformatório. Ela é tão esperta que conseguiu mudar sua própria senha – e com facilidade ela abriu o armário e sorriu tímida pra ele – Você só precisa colocar essa senha contraria e voa lá.
– Obrigado... você foi a melhor coisa que me aconteceu hoje, os alunos daqui são agressivos demais, já fui jogando contra os armarias uma dez vezes – Tina soltou uma risadinha baixa, e logo foi acompanhada pelo rapaz.
– Vai se acostumar, principalmente com as raspadinhas, são horríveis. Semana passada levei uma cinco bem na cara – riu – Espero que não aconteça com você – completou.
– Espero. Alias, sou o Rory – estendeu a mão pra cumprimentar, a garota hesitou no começou, no entanto cumprimentou de volta.
– Sou a Tina, e sim, sou asiática – brincou, arrancando um sorriso aberto.
...
– Tenha um ótimo dia Sr. Hudson – a asiática falou e Finn sorriu como resposta.
Como de costume, o professor organizou seus papeis e colocou dentro de sua bolsa. Agradeceu a Deus por ter acabado por hoje, e não via à hora de chegar em casa e descansar. Mas logo lembrou-se que agora era responsável por um adolescente problemático, e com certeza teria que fazer o jantar e mais trabalho teria.
Criar um adolescente não estava sendo nada fácil.
Saiu da sala indo em direção ao estacionamento. E como sempre, foi flertado pelas alunas durante todo sua trajetória da escola até o estacionamento, aquela pinta de misterioso e ranzinza só deixava mais as alunas caidinhas por ele, e ele sentia-se encurralado, pois também existe alunos malvado e poderiam levantar falso, dizendo que o professor de literatura dava em cima das suas alunas.
Entrou no carro e colocou sua bolsa no banco detrás, pegou seu celular do bolso e discou o numero do sobrinho. Deu alguns toques até que ele atendeu.
– Onde você está , Rory? Já estou esperando aqui no carro.
– Estou quase chegando, e estou acompanhado pela senhorita Berry – Finn sentiu algo estranho, com se estivesse nervoso, e tentou afastar aquele sentimento desnecessário.
– Tudo bem. Venha logo – desligou.
Finn colocou o celular no porta-luvas e se o olhou no pequeno espelho que se encontrava lá. Passou a mão pelo cabelo, ajeitando seu pequeno topete que estava desmanchado e em seguida guardou o objeto.
Logo Rachel já estava sentada ao seu lado, colocando o sinto de segurança, e no banco detrás seu sobrinho o olhava serio, e não foi despercebido por Finn, que o olhava no espelho do teto do carro.
– Boa tarde, Finn. – Rachel cumprimentou o rapaz com um sorriso no rosto.
– Boa tarde. – respondeu frio como sempre e deu a partida, saindo do estacionamento.
...
– Obrigada pela carona – Rachel disse tirando o cinto de segurança e se preparando pra sair.
– Você bem que poderia jantar com nós, o tio Finn é bem chato – o garoto de olhos claros disse com um sorriso irônico e o professor revirou os olhos, sem olhar para nenhum dos dois.
– Eu até iria, mas só se o Finn me convidar – riu.
– Então é melhor você ir pra casa, isso nunca irá acontecer – brincou Rory cruzando os braços.
– Por que vocês falam por mim, eu estava calado aqui. Chatos... e eu posso ser grosso, mas não sou mal educado – afirmou – Rachel, que jantar com nós? – completou sem e virou-se pra ela.
– Hm... claro, só irei tomar um banho e depois vou – disse saindo do carro. Rory deu uma risada vitoriosa e Finn apenas continuou sério, alias.
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