One Step Closer
10 IX. Capítulo.
Notas iniciais
– O filme estava demais! Precisamos assistir outra vez. – Comentou Rachel saindo do cinema ao lado do Finn.
Finn estava sorridente, mas não estava muito afim de falar, e optou por deixar ela falar a vontade. Claro que ele sabia que quando ela começava a falar provavelmente durariam horas, no entanto ele gostava de vê-la feliz.
Eles forem até a lanchonete do cinema e pedirem algumas besteiras, Rachel pediu que eles fossem assistir outro filme de romance, mas Finn não estava com a mínima vontade de assistir.
– Acho melhor nós irmos pra casa. Amanhã temos aulas, e nem deveríamos vim ao cinema na quarta, pois vamos ficar indisposto de ir amanha. – Disse pondo o canudo na boca e sugando um pouco de milk-shake de morango.
– Mas tem vários filmes que quero ver. Por favor. – Fez beicinho.
Finn revirou os olhos, mas estava quase cedendo, então resolveu responder logo antes que caísse no truque da namorada.
– Não. Agora toma seu refrigerante que temos que ir! – Levantou-se com um meio sorriso no rosto. Rachel franziu o cenho com vontade de protestar, entretanto preferiu apenas levantar indicando desistência.
Eles saíram do cinema de mãos dadas, Rachel ainda estava um pouco irritada por não ter convencido o namorado, mas sabia que ele estava certo.
A rua estava movimentada, era dezembro o que significava que vários turistas visitavam a cidade. Finn ajeitou um pouco seu suéter e começaram a andar. Neste dia eles estavam sem o carro, pois na semana anterior, Finn bateu na arvore enquanto estava distraído brigando com a Rachel pelo celular.
Claro que ele deu graças a Deus por está sozinho no carro, e depois de um mês namorando a baixinha ele já sentia que não podia perdê-la, de maneira alguma.
A noite estava bela. A Berry amava esse clima de natal por que tudo parecia mais romântico, seu sonho era beijar a pessoa amada debaixo de um visgo, e esperava que dessa vez ela daria.
Tudo parecia bem até ela ver aqueles olhos brilhantes passarem por ela, no mesmo instante seu corpo tremeu, apertou mais forte a mão.
Brody? Não!
– Está com frio? – Perguntou e ela assentiu um pouco sem jeito. Ele soltou a mão dela e a abraçou de lado. – Está melhor?
– Cla-claro. – Abriu um sorriso forçado.
Finn parou e a soltou lentamente, ele sabia quando ela estava mentindo, ela mentia muito mal. Ele a fitou serio, tentando ver atrás de sua expressão o que realmente estava acontecendo.
– Está mentindo. Por que está nervosa? – Perguntou firme.
Ela olhou ao seu redor pensando no que ia falar, pois ela não podia dizer que acha que viu outro ex-namorado que a batia e a xingava de vadia.
– Não é nada. Eu só não estou me sentindo bem. – Mais uma vez mentiu e, Finn sabia disto.
– Okay se não que me contar a verdade. – Sua voz já estava um pouco elevada.
– Não, Finn. Você não quer a verdade, você quer está certo! Não importa se estou mentindo ou falando a verdade, você só não quer está errado. – Ela praticamente cuspiu na cara dele. – E se eu estiver falando a verdade, o que você me diria?
– Desculpas, ué! Mas eu não estou errado, estou?
– Todo mundo mente, Finn. Todo mundo esconde coisas. Ninguém passa por esta vida honestamente. – Gritou. – E você? Acha que está sendo honesto comigo? Por que você nunca fala sobre sua ex-esposa, hun? Por que você ainda tem varias fotos dela espalhada por sua casa? Me explica!
Rachel pegou no ponto fraco dele. Finn já não sabia o que dizer. Até ele se perguntava por que ainda tinha essas fotos? Mas ele não podia jogar fora tudo isso,aquelas fotos marcavam uma parte da sua vida que ele não queria esquecer.
– É complicado...
– Você é complicado Finn Hudson. – Ela virou-se na direção contraria da que eles estavam andando há poucos minutos e começou a andar com passos longos e fortes.
– Onde você está ainda? O caminho é pra este lado. – Perguntou.
– Pensar. E não venha atrás de mim. – Falou por fim.
...
Finn abriu a porta de vidro e seguiu até a secretaria. Fazia um tempo que ele não vinha aqui, mas depois que ele sentiu que podia perder a Rachel, mesmo sabendo que aquela discussão não fora nada de mais ele ainda sim temia a perda de sua nova paixão.
Ele também não sabia realmente o que sentia por ela. Talvez fosse apenas atração ou amor, sim amor, e por isso que ele veio até a clinica do seu ex/atual psicólogo.
– Bom dia, Mary. – Cumprimento Finn com um sorriso de lado.
– Bom dia, Sr. Hudson. Já estava pensando que nunca mais iria te ver. – Falou simpática, mas Finn não respondeu.
Ela pegou uma prancheta com uma ficha e a entregou, Finn apenas assinou confirmando sua consulta. Após assinar ele sorriu pra ela e sentou-se num sofá com algumas outras pessoas que provavelmente estava ali pra ver o Ryugamine, o pequeno psicólogo asiático.
Após a morte da Marley, Finn começou a freqüentar o psicólogo. Claro que ele não superou naquela época, e estava de volta a clinica em busca de saber se tinha superado.
Logo chegou a sua vez, ele entrou na sala do Ryugamine. A sala estava de visual novo, há alguns anos. A cor das paredes eram azul e no alto das mesmas alguns detalhes brancos, prateleiras com alguns livros, no meio da sala se encontrava duas poltronas uma marrom e outra preta.
Finn sorriu quando viu o pequeno homem de olhos puxados e andou até ele e o abraçou dando algumas tapas de leve em suas costas.
– É bom te ver novamente, Finn. – Falou o asiático quando romperam o abraço.
– É bom te ver novamente, Mikado. – Sorriu.
O pequeno homem pediu que ele escolhesse em que poltronas pra sentar. Finn preferiu à preta, pois não estava feliz. O Hudson lembra que ele sentava na poltrona marrom quando estava feliz e, sentava na preta quando estava triste.
– Então, Finn, qual o motivo de ter você aqui novamente? – Perguntou Mikado depois de sentar na poltrona marrom.
– Na verdade, eu queria que você me dissesse isso. – Disse sem jeito.
O psicólogo segurou seu queixo com o polegar e o indicador.
– Eu estou namorando, e gosto muito dela. Ontem à noite estávamos saindo do cinema e senti que ela estava estranha e comecei a acusá-la de está mentindo pra mim sobre algo que não sei o que é. – Respirou fundo.
– Estou feliz que você esteja conseguindo segui em frente. – Comentou breve, mas logo indicou que Finn continuasse.
– Tivemos uma pequena briga. Mas antes nós brigávamos frequentimente e eu não sentia o que estou sentindo agora. E não sei por que!
Mikado segurou seu queixo com o polegar e o indicador novamente e pensou um pouco antes de responder.
– Finn o que você está sentindo é medo. Como você já sofreu muito com a perda de sua esposa, você está com medo de sofrer novamente. O que sente por ela, Finn?
– Eu ainda não sei exatamente, eu sempre quero estar perto dela, de beijá-la e abraçá-la e quando a vejo conversando com outro homem que não seja o Rory meu sobrinho, eu fico irritado.
Respirou mais uma vez, mas dessa vez mais fundo.
– Eu acho que sinto o mesmo que sentia pela Marley, mas ela disse que não estou sendo honesto com ela por que ainda tenho fotos da Marley espalhada por minha casa. No fim, uma pessoa é realmente capaz de entender as emoções da outra?
Eles conversaram bastante. O psicólogo sempre direcionava suas perguntas aos sentimentos do Finn sobre a Rachel. Logo no começo o psicólogo sabia que Finn estava amando novamente, pois ele estava diferente desde há ultima vez que eles se viram.
Como o Ryugamine já sabia o motivo dele está novamente em sua sala, ele insistiu em perguntas sobre sentimentos até que conseguisse que Finn dissesse que amava sua namorada e que não queria perdê-la de forma alguma e que esse medo que ele sentia era dela ficar com raiva do jeito e das atitudes dele e o deixar assim como a Marley o deixou.
Quando a consulta estava quase pra acabar, Mikado se levantou e disse algo que martelou o subconsciente de Finn.
– Se realmente a ama, não importa o que aconteça, não desvie seu olhar. Não importa o que veja, ou o que descubra sobre ela, não desvie seu olhar. Assim que abraçá-la, não a deixe de ir de jeito nenhum. Essa é a responsabilidade de quando se decidi amar alguém.
...
Finn apertou a campainha de Rachel.
Ele estava impaciente e queria mostrar o quanto ele estava disposto a mudar por ela. Batia o pé freneticamente esperando ela vim abrir a porta.
Ele escutou os passos descendo os degraus e em alguns segundo a porta foi aberta.
Finn abriu um sorriso de orelha a orelha.
– Finn por que você não foi pra escola? – Perguntou parecendo irritada, mas ele não ligou e puxou e baixinha pelo braço e colou seu corpo e sem delongas colou seus lábios.
Rachel tentou soltar-se dos braços dele, mas ele a apertou mais até que ela cedesse em seus braços. Ela abriu a boca deixando que a língua dele chamasse a sua pra dançar. Mas o ar foi fazendo falta, mas ele não a deixava se afastar, ele queria ela ali, colado com ele.
– Finn! – Ela o empurrou. – Acha o que? Que é só vim aqui e me beijar que vai ficar tudo bem entre a gente?
Ele não ligou novamente e puxou seu braço, mas não pra beijar e sim levar até sua casa.
– O que está fazendo? – Perguntou tentando soltar-se.
– Quero que você veja o que eu fiz. – Sorriu.
Ela ainda estava receosa, porém no fundo ela não estava irritado com ele, pois ele tinha razão sobre ela está escondendo ou mentindo sobre algo, mas ela não podia dizer, não ainda.
Eles chegaram em frente a porta Rachel conseguiu se soltar, ele abriu a porta e pediu que ela entrasse.
– Olha. – Pediu.
Ela olhou ao seu redor, mas não viu nada demais, apenas a casa dele com os mesmo moveis, com a mesma cor e a mesma organização, que a fazia sentir inveja, pois mesmo morando sozinha não conseguia deixar sua casa organizada.
– Então, o que você queria me mostrar mesmo? – Perguntou confusa.
– Não notou? – Ele sorriu. – Olha direito! – Pediu.
Mais uma vez ela olhou e não viu nada.
– Argh. Eu tirei as fotos da Marley, não vê? – Perguntou fingindo está irritada.
Ela prestou bem atenção e sorriu quando notou. Ela virou-se pra ele e não conseguiu se segurar e pulou em seus braços.
– Você fez isso? Por mim?
– Claro! Afinal, eu não quero correr nem um risco de te perder!
– Mas...
– Shh... não fala nada, apenas me beija aqui. – Apontou pra sua mandíbula esquerda, então ela o fez. – Aqui. – Apontou pra mandíbula direita, então ela o fez. – E agora aqui. – Apontou para seus lábios. Então eles se beijaram.
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