One Step Closer
5 IV. Capítulo.
Notas iniciais
– Está na hora, Rory – Finn disse abrindo a porta do quarto do sobrinho. Suspirou forte a ver que o mesmo estava sentado no chão com algumas fotos de seus pais. O adolescente estava muito abatido, seus olhos estavam todos vermelhos, certamente uma conseqüência das longas horas que ele passara chorando pela morte drástica e repentina dos seus queridos pais.
– Quero ficar sozinho, por favor – Falou com a voz rouca e arrastada, foi inevitável o garoto segurar as lagrimas que estava tentando segura, e mais lagrimas desceram por seu rosto.
– Rory... – Finn entrou no quarto e sentou ao lado do sobrinho, estava triste pela morte do irmão, porém, não podia ficar mais tempo na cidade, pois amanhã teria que dá aula e não podia faltar – Eu te amo cara, não ache que está sozinho, e se precisa de alguém pra desabafar, eu sempre estarei ao seu lado – O maior colocou a mão sobre a cabeça do sobrinho e bagunçou seus cabelos, Rory deu um sorriso fraco e fitou seu tio.
– Tio, algum dia será que irei superar? – O rosto dele estava mais vermelho, e isso partiu o coração do mais velho.
– Claro que irá, não será fácil, mas irá – Finn abraçou o sobrinho, e sentiu seu rosto queimar, porém, não podia chorar na frente do Rory, pois tinha que demonstra ser forte para transmitir confiança para o Hummel-Anderson.
– Posso te fazer uma pergunta? – O Hudson assentiu positivamente – O Senhor superou a morte da tia Marley – Foi uma pergunta inocente, mas Finn não sentira nada confortável. Finn respirou fundo e soltou o sobrinho nos olhos.
– Ainda não, mas irei um dia – Fora sincero nas suas palavras, pois Finn realmente queria superar, mas ainda nada o fez – Agora vamos, o avião ira decolar daqui a algumas hora – O maior levantou e estendeu a mão pro sobrinho e a segurou e levantou-se em seguida.
– Eu não quero ir – Confessou um pouco triste.
– Mas sabe que o Burt e a Carole são muito ocupados, e como sou professor terei mais tempo de cuidar de você – O Hudson pegou as malas do adolescente e fora saído do quarto junto com o mesmo.
– Mas eu já tenho quinze anos e sei me cuidar, e mesmo assim, meus amigos estão todos aqui e lá só serão você e eu. Chato demais – Reclamou e Finn deu um pequeno sorriso, parecia que o sobrinho estava voltando a seu estado normal, adolescente que só sabe contraria os mais velhos.
– Vá da uns beijos no Burt e na Carole que estou levando suas coisas para o carro – Finn abriu a porta da casa e fora em direção ao taxi que os esperava.
Hoje começaria uma nova etapa da vida do professor, agora seria ele e seu sobrinho. Sabia que não seria fácil, mas não tinha outra escolha, alias nem seria algo tão ruim assim, o professor sempre que ter um filho, mesmo estando triste pela morte do irmão, por um lado estava feliz, por finalmente ter a oportunidade de cuidar de um adolescente como fosse seu filho.
Finn colocou as bagagens na porta malas do carro e esperou seu sobrinho voltar. Entrou no carro quando viu o Rory sair da casa, que em seguida também entrou no carro, o professor suspirou e pediu que o taxista seguisse até o aeroporto.
...
Rachel se levantou naquele dia de sábado ensolarado como de costume e fora até a janela olhar o movimento da rua, ou melhor, olhar se o carro do Finn estava estacionado lá, fazia uma semana que ela não o via, na escola, nem na casa dele, ou até mesmo a voz fria dele. Balançou a cabeça pra afastar aqueles pensamentos bestas, afinal, ela nem gostava dele assim, eram apenas colegas de trabalha e morava na mesma vizinhança, decidiu por fim que depois de organizar algumas coisas iria até a casa dele, não que ela gostasse dele ou se preocupasse, mas estava curiosa pra sabe o que tinha acontecido com o Hudson.
Tomou um banho nada demorado, para relaxar seu corpo e mente. Estava precisando. Vestiu-se logo após o banho e desceu pra fazer o café da manhã, afinal, ela não tinha comido nada hoje. Preferiu algo leve, apenas algumas torradas com suco natural, não queria comer muito, pois estava se achando gorda, como todas as mulheres.
Logo após o tomar comer, voltara para seu quarto para organizar alguns papeis da escola, e era assim, o professor mesmo no dia de folga ainda continuava trabalhando, porém, Rachel sabia que seria assim e por isso não reclamava de nada, apenas fazia tudo de bom grado.
Estava corrigindo alguns trabalhos escolares, e ficava indignada com os erros dos alunos, parecia até que eles não prestavam atenção as suas explicações, um ou dois ainda conseguiam agradá-la, porém, a maioria estavam de indo de mal a pior, e até parecia que menosprezavam seu trabalho. Cansada de tanto desgosto, levantou-se da sua escrivaninha e fora mais uma vez até a janela, olhou o movimento, ou melhor, se o carro dele estava lá, mas nada. Suspirou já se arrependendo do que ia fazer, mas não entendia, parecia que estava preocupada, porém, ela se recusava a acreditar nisso. Decidiu por fim que iria a casa dele após fazer o almoço.
...
Rory revirava a dispensa do tio, estava à procura de comida ou algo que fosse comestível, mas a única coisa que ele encontrava era o nada, fazia algumas horas que Finn fora fazer as compras, mas ainda não tinha voltado, e isso estava enlouquecendo o adolescente. Sem comida, sem videogame, sem computador, apenas suas HQs que já tinha lido centenas de vezes, resumindo, o rapaz estava entediado.
Após desistir de procurar alimentos, fora até a sala de estar e se jogou sobre o sofá, decidido que iria dormir um pouco, assim as horas passariam mais rápido e logo seu tio estaria de volta. Fechou os olhos para relaxar, mas logo imagens dos seus pais vieram a sua cabeça. Respirou fundo comprimido sua boca em uma linha reta, tentando segurar o choro, mas foi inútil, logo sentiu seus olhos encerem de lagrimas, e mesmo com os olhos fechado fora inevitável não deixar algumas lagrimas escorrem pelo seu rosto.
Escutou alguém bater na porta e rapidamente tratou de limpar suas lagrimas, pois não queria ser visto pela sua nova vizinhança como um chorão, levantou-se com preguiça e fora até a porta a abrindo em seguida. Seus olhos pararam naquela figura, que em sua opinião, era linda de uma forma diferente, uma beleza única, era baixinha com uma franja cobrindo sua testa, e seus olhos eram grandes e castanhos, num tom um pouco escuro.
Ela olhou confuso pro garoto, parecia uma miniatura do grosso dono da casa, mas seus olhos eram azuis e tinha um sorriso meio bobo no rosto.
– Finn está em casa? – Perguntou timidamente, pois percebera que o rapaz arrastava seu olhar por toda extensão do corpo dela.
– Hm... Saiu faz algumas horas – Respondeu baixo e sua voz estava rouca, talvez pelo fato de ter chorado, ou quase.
– Obrigada, volto mais tarde... –
– Rory Hummel-Anderson – Estendeu a mão para cumprimentá-la, Rachel demorou a cumprimentar, mas logo estendeu a mão retribuindo o gesto do rapaz.
– Rachel – Disse breve e deu um pequeno sorriso sem mostrar os dentes, deu mais um aceno e virou-se para seguir para sua casa.
– É... sabe me dizer onde tem uma lanchonete próxima daqui? O tio Finn saiu pra comprar os alimentos, mas ainda não voltou – Rachel virou-se e fitou o rapaz, penso por alguns segundo, tentando lembrar-se de alguma lanchonete, porém, não conseguiu, fazia pouco tempo que ela morava naquela cidade.
– Infelizmente não, mas eu acabei fazer o almoço. Hm... gostaria da almoçar comigo? – Sorriu aberto puxando o do garoto.
...
Quando Finn chagou em casa já passava das três da tarde, ele ainda tinha muitas coisas para ver sobre o falecimento de seu irmão e de seu cunhado, como por exemplo, testamento, entre outras coisas, estava sendo difícil cuidar de varias coisas ao mesmo tempo, e Finn já estava preocupado com o sobrinho. O Professor abriu a porta e percebeu que estava tudo escuro e que não tinha nenhum movimento em sua casa, subiu até o quarto onde seu sobrinho estava e não o encontrou ali, desceu até a cozinha já meio nervoso por não encontrá-lo, varias pensamentos ruim vinha a sua cabeça, pois o Rory ainda é novo e geralmente os adolescente faz tudo por impulso, sem pensar duas vezes, afinal, ele estava no auge da rebeldia.
Fora até o balcão e encontrou um bilhete, e quando concluiu o que estava escrito revirou os olhos, já sabia onde achá-lo e sorriu a lembrar da mulher chata e insistente, mas uma coisa o fez parar de rir.
O que a Rachel veio fazer aqui?
Suspirou e decidiu que iria buscar seu sobrinho após tomar um longo banho, depois de tomar seu banho nada rápido, vestiu-se e fora pra casa dela. Já no caminho se arrependeu, deveria te esperado o garoto em casa, pois sabia que a Rachel iria falar, falar, falar sem parar como sempre e o que o professor mais queria no momento era paz. Parou frente a porta dele e deu duas batidas e logo alguém veio abri a porta.
– Finn? – Ela perguntou surpresa, porém estava com um sorriso no rosto.
– Oi, eu cheguei agora pouco e vim ter certeza se o Rory estava aqui – Disse serio e um pouco desconfortável.
– Ah... Sim, entra – Rachel ficou um poço rosada, fazendo Finn estranhar a expressão da garota.
– Eu não quero incomodar, eu só vim buscar ele mesmo – O professor falou ainda serio.
– Não é incomodo nenhum, estamos nos dando bem, acho que ele não vai querer ir embora agora – Ela disse e apenas assentiu – Entra, por favor — Deu espaço para ele passar. Finn adentrou a casa da pequena, ela fechou a porta e fez sinal para ele segui-la, os dois seguiram até a sala, e Finn viu Rory sentado no chão com um controle de videogame na mão, o outro estava ao seu lado.
– Oi tio – Rory disse bem mais animado que nos outros dias – desculpa ter saído, mas a Rach me chamou pra almoçar e eu tava com fome –
Como assim, Rach?
– Não tem problema, a culpa foi minha na verdade, irresponsabilidade minha – O grandão falou e o garoto se virou para menor.
– Rach, afim de perder mais uma? – Brincou e balançou o controle.
– Eu não perdi todas, eu ganhei algumas vezes – Mentiu.
– Eu não sei como você joga, mas tenho certeza que DELE você não ganhou – Finn apontou pro sobrinho e sorriu sem mostrar os dentes.
– Okay, confesso que não ganhei nenhum, mas cheguei perto – Ela riu e os dois acompanharam – Mas Rory eu gostaria de conversar com seu tio... – Finn ficara um pouco surpreso, e Rory desapontado – uma vez a mais não mata né? – Rory sorriu. O grandão não deixou aquilo passar despercebido, fazia dias que Rory não sorria daquele jeito, com certeza a presença da professora estava lhe fazendo bem.
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