Notas iniciais
Espero que gostem (:

Dessa vez Rukia definitivamente cumpriria com seus planos. Era diferente de quando quis comprar um cachorro, vender seu antigo apartamento ou falar com Ichigo quando retornou à Karakura: dessa vez não era necessária tanta coragem ou reflexão, ela só necessitava de algo chamado”amor próprio", "vergonha na cara" ou "bom senso".

Estava quase terminando de empacotar todos os seus pertences para levar na viagem, somente faltava sair do seu tormento pessoal que a pequena cidade onde cresceu se transformou. Para ela não havia mais a esperança que cultivou desde que se deu conta que não poderia ser completamente feliz sem Ichigo, seu ruivo favorito. Queria ter sido mais valente e ter ido logo falar com ele logo que voltara, mas, ao ter lido no jornal a notícia de que ele estava comprometido, precisou de um período um pouco longo demais para juntar coragem. Os meses que passou em silêncio pensando se deveria ou não encará-lo foram suficientes para que o noivado dele fosse anunciado. Estava sinceramente feliz por ele. Obviamente, desejava que fosse ela a se casar com o ruivo, mas nada poderia fazer, então se contentava em saber que ele estava bem.

A última caixa marrom foi lacrada por uma grossa faixa de fita adesiva. A moça permitiu-se deitar no sofá para brigar com sua mente que não a deixava ter um momento de paz. Como fora estúpida! Pensou como a adolescente apaixonada que um dia fora quando resolveu tomar uma decisão tão impulsiva e impensada.

— Que seja — resmungou irritada. — Ao menos estarei livre desse tormento.

Suspirou pesadamente depois de olhar no relógio. Sete horas da manhã. Estava acordada desde as quatro, mas não era o sono que a incomodava e sim a fome. Contudo, desde que soube da trágica notícia — ao menos para ela era desesperadora o suficiente —, não mais saia do apartamento alugado. Seu estômago implorava por uma refeição, mas ela se recusava a ceder e ir à padaria localizada logo do outro lado da rua: não queria nem se quer cogitar a hipótese de encontrar-se com Ichigo. E essa covardia toda era explicada por uma insegurança que cada vez mais a incomodava. Como reagiria se visse o ex-marido seguindo em frente como ela não conseguiu? E, pelas notícias, ele havia conseguido continuar sua vida com o apoio de quem a morena mais repudiava: Inoue Orihime. Dirigiu-se a sacada do apartamento para verificar se o Kurosaki já havia saído da padaria aonde ia todos os dias e, para sua sorte, o carro dele já não estava mais estacionado na porta. Sorriu vitoriosa e apalpou a barriga que, mais uma vez, resmungava clamando atenção. Resolveu que seria melhor correr o baixo risco a continuar sentindo como se tivesse ingerido veneno.

— Espere mais um pouquinho, estômago. Logo vou alimentá-lo com um pãozinho quentinho e um toddynho bem gelado — comemorou enquanto pegava as chaves na mesa e a carteira com coelhinhos bordados.

O elevador descia os 17 andares lentamente e, a cada parada em andares específicos, Rukia elevava sua impaciência. Sempre fora pavio curto e sabia que parte disso era por causa de Ichigo, afinal, tudo em sua vida ainda estava emaranhada à dele. Os quinze anos que passaram juntos, como amigos, depois como namorados e ainda depois como casados foram marcantes. Como não dizer o contrário? Passou mais da metade de sua vida com aquela laranja irritante buzinando em seus sensíveis ouvidos. Sorriu.

Era simplesmente inacreditável como pessoas conseguiam ser estúpidas quando queriam. Ela mesma fora um exemplo daquela realidade quando deixou que uma briga idiota acabasse com tudo. Mas Ichigo a magoara tanto que a morena, despedaçada, só quis voltar para o aconchego da casa do irmão em uma cidade longe... Bem longe... Queria apenas cobrir toda a fúria e mágoa que sentia com um véu espesso que nunca mais pudesse ser levantado.

E então ela voltou. Três anos depois, já com vinte e cinco anos, uma carreira já bem sucedida e uma mente incrivelmente mais madura, Rukia havia retornado com o objetivo de poder reconciliar-se com o seu Kurosaki. Havia percebido que, diferente de um pardal que se adapta a qualquer canto da cidade, ela apenas estaria bem com ele.

Tarde demais, pobrezinha. O ruivo, que na verdade não era tão ruivo assim — seus cabelos tinham um tom de amarelo que os tornavam alaranjados —, já havia suprido a falta da morena. Em seu lugar, colocara Orihime, melhor amiga da baixinha desde época de escola até quando Rukia ficou sabendo de Ichigo e a ruiva. Foi o que estragou tudo que os casados tinham de mais bonito: o amor.

Não mais importava, claro. Ou ao menos era o que ela tentava impor a sua consciência. Voltaria para a casa do irmão Byakuya e lá sim poderia viver uma vida plena. Estava com vinte e sete, não era uma velha e nem pretendia tornar-se uma enquanto corria atrás de Ichigo nas sombras. Sim, nas sombras, pois nunca nem se quer foi capaz de reunir coragem para falar com ele e implorar por perdão, o que, também, não havia mais necessidade. Repugnava a ideia de sequer tentar estragar o que ele havia construído junto à sua noiva, não se considerava tão baixa e egoísta. Por isso, escolheu aquele momento, quando tinha certeza que não o encontraria, para ir à padaria.

O barulho das felicitações podia ser ouvido a alguns metros da entrada. Entrou mesmo sem gostar de ambientes animados — isso desde que seu espírito tornou-se velho — e, parada pela surpresa, encarou os olhos marrons que há cinco anos não a olhavam. Ichigo soltou-se da ruiva que segurava pela cintura — Inoue, quem Rukia nunca pensara que iria realmente ter o coração do ruivo — e caminhou até a morena. Respirou fundo convencida a não agir como uma estúpida.

— Rukia? — perguntou com a voz ainda mais sedutora do que ela se lembrava.

— Ichigo — falou tentando manter a compostura. — Parabéns pelo casamento — emendou sorrindo.

— Ah... Obrigado — disse embaraçado. Encarando os fatos, Rukia percebeu que não era certo culpar Orihime ou querê-lo para si. O havia deixado por motivos firmes e reais, mas ainda assim por vontade própria e agora teria que encarar as consequências mesmo que isso significasse nunca mais sentir os lábios doces dele ou o toque firme e aveludado percorrendo seu corpo. — Quando voltou para Karakura?

— Anh... Há dois anos.

— E nem me falou... Se tivesse me avisado poderíamos ter comemorado e mantido contato — a mulher sentia como se seu interior gritasse “covarde” repetidamente e não estava tão certa de que Ichigo não sabia o que se passava.

— Ah, me desculpe — disse sufocada com a situação. Só queria comprar qualquer comida e voltar para casa logo.

— Ichi? — a voz eternamente melosa de Orihime chamou. Ela esgueirou-se em meio aos clientes e parou ao lado do noivo. Foi quando a morena percebeu o porquê de Ichigo ir todos os dias na padaria e não sair com nenhum pacote. Inoue era dona de lá. Enquanto pensava nele, ela estava com ele. Ah... Em pensar que tudo poderia ser diferente com um pouco mais de maturidade há anos atrás...

— Ah, Hime. Essa é a Rukia, lembra? Acho que já se conhecem, certo? — Rukia sabia que ele lembrava-se do porquê de as duas se conhecerem, mas ignorou o fato.

— Claro. Como vai, Orihime?

— Ah, um pouco cansada com os preparativos para o casamento... Mas estou ótima e você?

— Muito bem, obrigada — respondeu polidamente mesmo sabendo que ela queria reafirmar que eles iriam se casar. Talvez por maldade ou para se sentir um pouco mais segura, não sabia. — Bem, já vou indo.

— Espere — ele chamou sem sorrir mais. — Onde está morando? Dê-me o número do seu celular ou qualquer coisa para que possamos manter contato — Inoue, claro, não gostou nada disso, mas até que disfarçou bem.

— Estou voltando. Não ficarei mais aqui em Karakura.

— Por quê? — perguntou decepcionado.

“Porque só vim para tentar te reconquistar, mas, enquanto eu reunia coragem, você ficou noivo.”

— Tenho que ajudar Byakuya nas empresas.

— Entendo...

— De qualquer forma, podem me ligar se quiserem — disse entregando um cartão para Orihime tendo certeza que ela sumiria com ele. Assim seria melhor.

— Pode me dar um também? — ele perguntou sorrindo de lado. Provavelmente entendeu a intenção. Rukia retribuiu o gesto sabendo que ele interpretaria corretamente o sorriso sarcástico. Tirou mais um cartão da bolsa e entreguei para ele.

— Fique a vontade, Rukia. Se quiser, pode ir tomar café da tarde ali no andar de cima. Temos um espaço para isso — ela falou simpática.

— Estou com pressa, mas obrigada mesmo assim.

E então, com uma última olhada nos olhos castanhos dele, comprei o Toddynho e saiu. Tudo o mais rápido possível tentando ser rápida o suficiente para Ichigo não ter tempo de olhar no cartão que havia entregado e perceber que ali não havia o número, apenas o e-mail e o endereço do apartamento em que, em horas ou alguns poucos dias, não moraria mais. Rukia apenas torceu para que Inoue estivesse um pouco mais esperta que na época de escola e destruísse o cartão que tinha em mãos.

No apartamento, um último copo de whisky depois do banho e antes de dormir.

Não sonhou com Ichigo aquela noite e sinceramente esperava que nunca mais sonhasse. Ele estava em outra. Sua esposa não teria cabelos escuros e curtos e nem olhos violetas como Rukia gostaria que tivesse. Ele escolheu a mulher que, parcialmente, teve culpa na separação dos dois. Não o culpava, claro. Ao menos ela não o abandonou quando ele precisava.

A vida de Ichigo estava feita e a de Rukia destruída. Ele viveria com sua esposa e futuros filhos em um lar aconchegante enquanto ela estaria presa na enorme sede das empresas Kuchiki. Em uma sala fria e uma cadeira confortável.

Os olhos pesaram mais do que nunca quando acordou depois de apenas duas horas mal dormidas. Estava realmente cansada de tratar da mudança e não poderia imaginar quem lhe importunava a essa hora. Era apenas seis da manhã e, para piorar, sábado. Daqui apenas uma hora já estaria decolando para Tokyo, na campainha provavelmente era o comprador do apartamento em que morava. A insistência do barulho a fez desistir de voltar a dormir. Abotoou camisa social masculina que usava e foi atender a porta mesmo sabendo que seus cabelos estariam horrivelmente bagunçados e que a maquiagem do dia anterior estaria fazendo manchas abaixo dos olhos.

— Posso entrar? — convidou-se Ichigo prevendo falta reação de Rukia ao vê-lo ali.

— Ah, sim. Claro — tentou parecer natural dando-lhe espaço.

Ele não preocupou-se muito em observar o lugar em que estava. Aliás, exatamente por quê estava ali mesmo? Por Deus, estava noivo! Mas, que Orihime o perdoasse, precisava esclarecer algumas coisas com Rukia antes de ela partir. Novamente. Apenas sabia que tinha que falar algo antes que ela pensasse que ele estava ali por nada. Mas não era isso?

— Farei um café para você — ela adiantou-se.

— Não precisa, estou bem.

— Okay, está bem. Então o farei para mim — e ele sorriu. Quando eram casados, ela fazia para si, mas tudo terminava com ele também tomando. Sabia que não seria diferente apesar da relação de ambos não ser mais a mesma. — Venha comigo até a cozinha. Aliás, a que devo sua visita?

— Queria conversar com você. Sabe... Te perguntar umas coisas que não ficaram bem — disse incerto se era realmente aquilo que desejava fazer. Seria suficiente apenas vê-la balançar os quadris enquanto andava e matar-se de agonia imaginando a quem pertencia a maldita camisa que ela usava. Ele bem sabia que ela gostava de dormir de camisa masculina, as suas eram alvo fácil quando estavam juntos.

— Muito bem. Você tem uma hora antes que eu precise ir para pegar o avião. Já tenho que voltar para a sede da empresa e, além do mais, o Byakuya...

— Por que não me disse? — ele a interrompeu perguntando o que desejava saber desde o dia anterior.

— Como?

— Voltou há dois anos e não me disse uma única palavra. Por quê? Apenas isso.

— Por que eu deveria? Não faria diferença, de qualquer forma.

— Como não, Rukia!? Fomos casados. Ca-sa-dos, entende?

— Fomos, fo-mos, compreende?

— Não é porque já passou que não tem significado. Por acaso tudo que você passou comigo já não importa mais nada?

— Não seja estúpido — disse enquanto colocava cuidadosamente o pó na cafeteira. — Eu nunca desperdiçaria mais da metade do que já vivi com nada. Ou não se lembra? Desde que me entendo por gente eu estava com você, Kurosaki.

— E não considerou ao menos me falar da sua chegada? — indagou sarcástico. As coisas talvez seriam diferentes se ele soubesse que Rukia estava ali. É, ali. Tão perto... Todos os dias ele passava há uma mínima distância dela sem saber, como se ela fosse invisível ou insignificante.

— Considerei sim e conclui que não valia a pena interferir no seu relacionamento com a Inoue.

— Não interferiria, Rukia!

— Ah, claro que não! — disse irônica. — É apenas sua ex mulher que voltou anos depois de uma briga tosca. Realmente, não significaria nada se saíssemos para comemorar isso. Você sabe que Orihime ficaria enciumada. Não quero me meter entre vocês. Só isso.

— Mas ela se pôs entre nós! Como você pode querer simplesmente ficar fora disso?

— Sim, ela se pôs entre nós com um filho na barriga. Aliás, como está o garoto?

— Não há garoto. Eu te disse isso há anos atrás.

— É, você disse. Acho que eu não acreditei por causa dos exames médicos, e você, tem ideia do porque eu não pude acreditar em você?

— Porque é uma estúpida maldita mulher teimosa! Não te custava esperar para que eu pudesse esclarecer tudo com você. Não! A senhorita tinha que sair correndo para seu irmão antes de bater de frente com os seus problemas.

— Não tente por a culpa em mim — pediu calma servindo duas xícaras de café. — Aliás, não fui eu a adultera.

— Maldita! — resmungou Ichigo irritado. Se ela continuasse o provocando como estava, não poderia falar o que tinha para contar. — Pode ficar calada por um minuto até que eu termine? — não recebendo objeções, apenas murmurou um “ótimo” antes de continuar. — Orihime forjou aqueles exames. Ela mesma já me revelou isso.

— Não explica o porquê de estar se casando com ela.

— Eu estou tentando novamente, Rukia! Tem sido difícil para mim. Você não respondia meus e-mails, meus telefonemas, mudou de casa e não me permitiu entrar na empresa Kuchiki. O que eu poderia fazer? Orihime me ofereceu outra vida. Menos feliz, claro, mas é mais do que eu tinha. Ela me ama e estava bem assim mesmo que eu dissesse seu nome quando deveria dizer o dela. Estava bem até eu te ver e você me deixar assim, confuso. Por Deus, como faz isso comigo?

— Me desculpe. Eu realmente me precipitei. Mas você sabe, eu sou realmente mimada e não pude fazer nada além de me trancafiar com Byakuya. Eu estava ferida, você sabe.

— Me perdoa?

— Só se você o fizer comigo — condicionou sorrindo para ele como não fazia há anos.

Ele aceitou com a cabeça antes de abraçá-la forte e apoiar o queixo na cabeleira negra dela. Deu-lhe depois um beijo na testa e escorregou com os lábios até a bochecha.

— Espera ai, bonitão — ela disse o empurrando. — Você está comprometido, entende isso?

— Eu não poderia continuar com isso. Não com você aqui.

— Mas, a Hime...

— Ela vai entender. Eu juro. Não se preocupe com isso.

Ela então voltou a se aconchegar no peito largo dele por alguns segundos até ele lembrar-se da questão que o corroeu logo quando chegou.

— Rukia?

— Hm?

— De quem é essa camisa? — perguntou visivelmente enciumado. Então ela notou que vestia uma camisa social branca com listras verticais finíssimas em prata e só pode rir da feição brava dele.

Ela afastou-se o suficiente para colocar uma das mãos na gola e virá-la mostrando uma eterna mancha de batom que nunca sairia e escritos em prata. Ele só pode sorrir. “Ichigo e Rukia”.

— Veja só. E eu pensava que havíamos esquecido essa camisa em nossa lua de mel.

— Como eu poderia? É do nosso casamento e tudo que eu poderia guardar desse dia eu guardei.

— Como esperado de você, extremamente minuciosa. Tem alguma outra surpresa por aqui? — perguntou olhando o corredor dos quartos. Ela riu baixo percebendo a intenção dele e não poderia negar que se sentia mais viva quando pensava que ele ainda a queria.

— Ah, claro. Muitas coisas novas, Kurosaki. E, se quiser, ainda posso te mostrar mais coisas do nosso casamento que estão aqui comigo.

— Inclui a sua camisola transparente?

— Só se você quiser.

Ele riu como se a resposta fosse óbvia. E realmente era. Rukia pegou seu celular no caminho do quarto e discou o numero de seu irmão.

— Eu sei, eu havia dito que iria, mas aconteceram alguns imprevistos... — tentava explica-se enquanto empurrava as mãos urgentes do seu... Marido? Noivo? Namorado? Amigo? Do seu Ichigo para longe de si. Tampou o celular com as mãos e pediu para ele parar com a sua melhor feição séria.

— Mas, Rukia. Não tem motivo para ficar ai ainda.

— Te explicarei mais tarde, juro.

— Rukia, desliga — Ichigo murmurou contra a pele clara do pescoço dela sabendo que o seu cunhado ouviria sua voz abafada.

— Ele está ai, não está? — Byakuya perguntou já tendo certeza da resposta.

— Anh? — ela questionou sem saber o que ele havia perguntado ou se aquilo era apenas um gemido. Ichigo tentou tirar o celular de suas mãos, mas a morena foi irredutível. Teria que tranquilizar seu irmão primeiro. Voltou o aparelho a orelha, mas apenas escutou o sinal que indicava a desistência dele.

Jogou o celular para qualquer canto antes de rolar com o seu ruivo na cama até ficar por cima, como ele sabia, ela gostava.

— Comporte-se ao menos agora — ela mandou emburrada. Ele apenas concordou com a cabeça enquanto desabotoava sua camisa que ela usava. Ela sorriu, não o culpava pela pressa, ela mesma estava com saudades.

Deu um tapa leve nas mãos dele apenas para que elas saíssem do lugar. Então se deitou no tórax dele para beijar-lhe a boca calmamente como ainda não haviam feito. Ela sentiu ele se acalmar e a pressa ir embora, restando apenas o amor sereno que embrulhou a noite.

Teria mesmo que ser assim. Eram um do outro. E continuariam sendo. Mesmo que para isso precisassem causar um rebuliço para desmarcar o casamento dele.

Notas finais
Obrigada por ler!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!