One Shot SQ
2 Praia, surf e Acidente
Notas iniciais
A praia de Storybrooke sempre estava vazia, ou com pouca gente. Naquele dia em especial, o sol resolveu aparecer e dar as caras com louvor, o dia amanheceu e todos da pequena cidade acordaram felizes, era sábado e todos tiveram o mesmo pensamento: praia. Com Emma não foi diferente, depois de muitos dias sem sol, ela podia curtir as ondas do mar e tirar sua prancha para fora. Ensinava Henry a surfar escondidos da mãe, os primeiros ensinos fora da água, apenas na areia. A primeira aula do garoto na água tinha sido no último fim de semana
— Henry, que roupa de surf é essa aqui? Estava em cima da sua cama.
A morena olhava intrigada para ele, ela não tinha colocado em nenhuma aula de surf na cidade ou fora dela, piscina era uma coisa, mas o mar era outra, mesmo tendo poderes nunca arriscaria a vida de seu filho, colocando para surfar em cima de uma prancha a mar aberto.
— Sua mãe tem algum dedo nisso Henry?
— Ela está me ensinando a surfar e hoje eu vou ter a primeira aula na água mamãe.
— Henry...
— Relaxa, mamãe, a minha mãe é cuidadosa e por incrível que pareça, chata também.
— Está me chamando de chata, Henry Mills?
— Claro que não. Vai lá me ver treinando com a minha mãe, as 16h. não se atrase.
Antes de sair deu um beijo na morena e correu em direção à porta eu nunca me atraso, Henry. Naquele dia a morena apareceu no treinamento do filho, e quase teve um desmaio quando em uma onda grande ele se desequilibrou e caiu no mar, entrou em desespero, mas se acalmou um pouco quando viu o garoto emergir balançando a cabeça e rindo pra sua mãe loira.
E depois daquele dia, Emma e Henry praticavam cada vez mais e principalmente nos dias frios eles iam para o mar, pois as ondas estariam próprias para quem surfava. Votando ao tempo presente, Emma já estava na praia, ela estava apenas com a blusa borracha de surf, de manga longa e apenas com a parte de baixo do biquíni. Ela estava se alongando, comeu apenas uma maçã de café da manhã, já que pretendia passar o sábado no mar. Enquanto esperava pelo filho ela se alongava, passara protetor solar no rosto e nas pernas, já que o tronco e os braços estavam cobertos pela roupa específica de surf.
Avistou ao longe seu pequeno – que á não era mais tão pequeno assim – e a mãe dele, a mulher cujo os pensamentos nunca saia da cabeça de Swan. Seria seu sonho sendo realizado vendo a prefeita da cidade de biquíni, usufruindo da natureza tão bela. A pele da morena já era linda sem bronzeado, mas com bronze parecia que ela ficava dourada, não sabia dizer e então lembrou da expressão Garota de Ipanema da música brasileira feita pelo cantor e compositor brasileiro Tom Jobim.
Quando eles se aproximavam mais de si a loira abriu um sorriso e Henry apressou os passos; a morena deu graças a Deus que estava de óculos escuros e pode contemplar à vontade o corpo esguio da xerife. Respirou fundo, com certeza ter uma noite com Emma Swan seria o sonho da vida da prefeita, o máximo que já chegaram de se tocar foi quando as duas discutiram sobre a nota escolar do filho, que na matéria de geografia ele fechara com 3 de média, a discussão começou porque a mãe loira sem pensar falou quem precisa de geografia nesse mundo? O que Henry vai fazer quando crescer? Essa matéria não valerá de muita coisa, é apenas para poder passar de ano, relaxe. E nessa discussão elas quase se beijaram de tão próximas que ficaram e isso não aconteceu por causa do susto que levaram com o pai da loira entrando na delegacia, mas aquilo ficou na cabeça da morena por muito tempo e vendo a outra mãe de seu filho daquele jeito... uau! As pernas torneadas e levemente bronzeadas da loira estava dando agua na boca.
— Bom dia prefeita
— Bom dia Swan. Espero que dessa vez você cuide melhor do meu filho.
— Ih, relaxa, mãe. Está tudo sob controle
— Garoto, nem se eu fosse louca eu não acataria às ordens da sua mãe. Gosto de ser um ser humano que não precisa ficar olhando por trás dos ombros, ok? Amo minha vida!
— Engraçadinha. Estou falando sério.
Emma passou por trás da prefeita e colocou a mão esquerda em sua cintura, á que a outra segurava a prancha.
— Relaxa, Majesta. Nosso filho está em boas mãos, só fique de olho em nós caso algo inesperado aconteça. Vamos Henry?
— Até daqui a pouco, mãe.
E a escolha da prefeita foi apenas estender a canga na areia e abrir o guarda sol. Pegou o protetor solar, e espalhou nas mãos, enquanto passava em seus braços, ao longe Emma via cada movimento da morena e sentia sua intimidade molhar e dava graças a Deus por estar dentro da água acho que essa mulher não tem noção do quanto é sensual sem querer ser. Balançou a cabeça e voltou a atenção para o seu filho, enquanto não vinha nenhuma onda Assim que terminou de passar o protetor, a morena pegou seu livro e optou por ler, mas seus planos foram por água a baixo quando sua irmã Zelena chegou com a sua pequena sobrinha Robin, o xodó de Regina.
— Hei, Sis. Será que você podia me ajudar com esse furacão?
— Zel, oi! Mas claro. Vem cá amor da titia. Como você está pesada, bolotinha.
A ruiva arrumou suas coisas ao lado da irmã e quando terminou de abrir o guarda sol, sentou-se ao lado da irmã mais nova.
— Aqueles dali são Emma e Henry?
— Sim..
— E desde quando você deixa ele fazer essas artes?
— Emma olha ele muito bem, mas eu não tiro os olhos de lá um minuto se quer.
— Passa nela ou eu passo? – a ruiva se referia a protetor solar
— Eu passo, me dê. Vem ca, princesa da tia, vamos te besuntar de protetor porque não queremos ninguém ardendo não é mesmo?
— Hey meninas.
— Ruby
— Srta. Lucas
— Acho que já passamos muito tempo para ainda me chamar de senhorita Lucas, Regina. Hei pequena, vem aqui.
Quando pegou Robin no colo e ficou brincando com ela, a garota dava gargalhadas para a morena que ficava ainda mais encantada com a filha de sua crush.
— Posso leva-la para o mar?
— Sim.
— Não
— Regina! – Repreendeu a irmã – pode Ruby, desde que você cuide da minha filha como se fosse sua.
— Então vamos, pequenina. Você está muito sequinha.
Quando Ruby saiu com a bebê nos braços, Zelena fez questão de abaixar os olhos para mirar o corpo esguio, já que estava tendo toda a visão de trás da morena
— Quer um babador?
— Quero é ela, isso sim.
— Que isso, Zel.
— Você que enrola demais para pegar a Swan, Sis. O pirata já tá fora há muito tempo só não deixe ser tarde para poder tê-la para si.
— Desde quando você tem essa queda pela Ruby?
— Não sei, acho que desde o nascimento de Robin.. Ruby é amorosa e ela é linda, o sorriso dela é lindo, ela tem uma boca linda também além de ser uma pessoa generosa, às vezes, quando ela vai ver a minha filha ficamos conversando por horas, e Robin gosta dela também.... E você?
— Eu o que?
— Regina.
— Ah, não sei. Acho que desde aquela vez em que eu ia cair no portal, quando ela tocou meu braço e o portal se abriu com o chapéu, e aquele demônio ia me jogar para lá e Emma me empurrou. Ela podia ter me deixado cair, mas por que não? Fico com esse questionamento até o dia de hoje.
— Nunca perguntou a ela?
— E porque eu perguntaria? Você não estava aqui mas depois desse dia teve uma festa, uma comemoração pela volta dela e da mãe, no Grannys, e eu fui e me senti invisível, eu estava saindo e ela veio atrás de mim, e eu pensei que ela se importava mas a resposta dela foi Henry disse que você estava mudando e pediu para que eu a chamasse, mas se você não quer ficar..
— E o que você disse a ela?
— Disse que sugar toda a magia que fechava o portal para que elas voltassem tinha sugado minhas energias e eu estava cansada, o que era verdade, mas não toda. Eu não sei o que eu queria, talvez que ela pedisse pra que eu ficasse? Ok, muito difícil querer isso quando não fazia muito tempo que a maldição tinha sido quebrada.
— E depois disso tudo?
— Eu tentava mudar a cada dia, agora, pensando friamente, não sei se por meu filho ou pela outra mãe dele. A questão é que Emma nunca me viu como a Rainha Má, ela me viu como Regina desde sempre e ela acreditava em mim, e tudo mudou – mais ainda – quando fomos resgatar Henry de Pan, naquele dia eu parei de chamar Henry de meu filho para nosso filho. Eu acho que sentimentos vêm durante o dia-a-dia a convivência e eu fui gostando dela a cada dia, ela me protegia e vice versa. Acho que Emma confia mais em mim do que nos pais dela...
— O que você pretende fazer?
— Nada?
— Como nada Regina?
— Ora, Zelena. Eu nunca senti nada parecido por alguém como sinto pela loira folgada ali. Nem mesmo Daniel, eu não sei, às vezes acho que ela e Daniel são iguais, ele sempre acreditou em mim e sempre quis que eu fosse melhor, e Emma também. Ela sempre acreditou em mim antes e depois a maldição, mas e se o destino dela for que nem do Daniel? Eu nem enquadro Robin nessa questão porque ele foi o amor verdadeiro da Regina da Floresta Encantada não dessa nova Regina, eu não posso dizer que o amei, mas eu gostei dele e temos um pedaço dele conosco que a minha sobrinha, mas e se Emma morrer?
— Emma achava que amava o pirata e foi até o submundo por ele, mas mesmo assim, ela confiou em você para poder ficar com a adaga quando ela foi a senhora das trevas, uma vez eu li que tem aquelas pessoas que a gente ama e não confia e tem aquelas que a gente ama e confia. Amor é isso, sis: amar é confiar sua vida nas mãos de outra pessoa, e eu não tenho dúvida de que você faria isso por Emma e de que ela faria isso por você. Ela te salvou de ser a senhora das trevas e ainda disse que você lutou muito para perder tudo por causa daquilo que lhe acometeria. – A ruiva respirou e sorriu – o amor está nesses detalhes, sis. E todos nós já sabemos a química e tensão sexual que tem entre vocês. Amor verdadeiro são gestos que diz muito mais do que palavras, isso é a demonstração de afeto mais real e pública que Swan tem por você e vice-versa.
As palavras da irmã cravaram no coração da morena e a ruiva tinha razão. Enquanto elas conversavam, Ruby chegou às pressas entregando a pequena Ruby e Henry veio em seguida gritando apavorado pelo nome da mãe.
— Regina, vem comigo.
— Mãe! Mãe! A minha mãe sumiu no mar uma onda que ela foi pegar e quando abaixou só a prancha dela subiu e ela não.
— Zelena, leve Henry para casa. Fique aqui. Ruby...
— Vamos de lancha até lá Regina.
As duas correram para a lancha e Ruby acelerou ao máximo até aonde a loira estava. Sem pensar duas vezes, assim que a lancha parou, Regina mergulhou no mar nadando até onde podia.
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