Notas iniciais
Muito quenteeeee

Assim que acordei coloquei um biquíni e fui à procura de alguma fruta fresca.

Estava numa ilha e pensei em comer umas bananas retiradas da árvore e não de uma

caixa de um supermercado. Comecei a caminhar sempre na direção contrária a que

Edward me dissera para não ir até que encontrei algo muito melhor do que uma

fruta fresca: uma cachoeira. Ela não era enorme, mas a queda d’água devia ter

uns 5 metros e eu conseguia ver completamente dentro dela, pois a água era

incrivelmente límpida. Sem mais esperar, retirei o vestido que usava e mergulhei

naquele lugar esplêndido.

Fui até a queda d’água e deixei a água cair em meu

corpo, até que senti algo acariciar meu pescoço. Meu corpo tremeu pelo susto,

mas logo me acalmei quando senti suas mãos em mim.

- A água está

gostosa?

Minhas pernas tremeram quando Edward sussurrou em meu pescoço,

me abraçando por trás, colando seu corpo no meu. Eu não agüentava aquela

proximidade toda.

Virei-me de frente pra ele e só então percebi que Edward

estava sem camisa. E poder ver seus músculos e tocá-los me fez derreter. Ele era

muito lindo. Acompanhei cada traço de seu tórax querendo muito, muito mesmo,

tocá-lo.

- Está tudo bem? – perguntou ele segurando em meu queixo quando

fiquei muda, apenas reparando em sua perfeição –

Bella?

Tirei meus olhos de seu corpo e o encarei. Levei minhas mãos até

seu rosto e o alisei, memorizando cada traço, cada centímetro de sua pele.

Edward fechou os olhos e me deixou acariciá-lo. Cheguei mais perto e beijei de

leve seus lábios, traçando um caminho até seu pescoço, onde dei várias mordidas,

fazendo-o arfar.

A sensação de fazê-lo sentir prazer me causava imensa

satisfação. Subi minhas mordidas até sua orelha, onde lambi o lóbulo e mordi

mais uma vez, ouvindo-o soltar um rosnado.

Edward segurou forte em meu

quadril, me olhando seriamente e me empurrou até o interior da queda d’água onde

havia uma enorme parede rochosa, me encostando nela. Ele segurou minhas pernas e

as envolveu em sua cintura, me pressionando contra seu corpo.

Soltei um

gemido quando seus lábios sugaram meu pescoço de forma intensa. Porém, mesmo

assim sentia que Edward estava se controlando, ele não estava totalmente

entregue como eu estava, e eu sabia por quê. Ele estava com medo de me machucar.

Segurei seu rosto fazendo-o me olhar e mordi com força o meu lábio inferior,

até que uma pequena gota de sangue escorreu pelo meu queixo, deslizando até a

minha garganta. Edward acompanhou a pequena trajetória do meu sangue com puro

desejo nos olhos. O vi engolir em seco. O olhei esperando que ele provasse de

meu sangue, afinal, eu o estava oferecendo.

Ele segurou em minha nuca com

força e se aproximou lentamente, parando a centímetros do meu pescoço, onde o

sangue havia parado. Eu sentia seu hálito se chocar contra minha pele de forma

descontrolada e aquilo me deixou excitada, pois eu sabia que ele queria me

provar, ele queria beber meu sangue. E de repente, sua língua me tocou, traçando

todo o percurso da gota até meu lábio inferior, onde Edward se afastou, me

encarando com ainda mais sede de meu sangue.

- Me beije. – pedi, vendo-o

encarar minha boca sem ao menos piscar.

E foi o que ele fez. Sem mais

hesitar Edward tomou meus lábios como nunca fizera antes, me beijando de forma

selvagem, sugando meus lábios com tamanha intensidade que não pude me controlar

e soltei inúmeros gemidos pela grande excitação que tomou conta do meu corpo.

Agora ele estava completamente entregue. Edward me colocou em seu colo, me

fazendo sentir seu volume entre as pernas, o que nos fez gemer de tesão. Suas

mãos deslizaram até o nó da parte de cima do meu biquíni e o desfez, descobrindo

meus seios. Sua boca se afastou da minha para beijá-los de forma extremamente

torturante, me arrepiando com o toque frio de sua língua em meu corpo totalmente

em chamas.

- Edward... – chamei seu nome enquanto ele me sugava, me

deixando ainda mais louca por ele.

Puxei seu cabelo e o trouxe para mim,

para beijá-lo com a intensidade que meu corpo pedia. Ele correspondeu da mesma

forma, senão com mais intensidade que eu. Sua língua explorava a minha boca com

tanto desejo que eu não conseguia controlar os tremores que me apossavam. Sentir

seu toque frio que, assim que entrava em contato com minha pele, se transformava

em algo quente e prazeroso era algo maravilhoso. As emoções estavam à flor da

pele e meu corpo todo pedia pelo dele urgentemente.

Edward alisou todo o meu

corpo descendo até a calcinha do meu biquíni, que ele retirou rapidamente, num

só movimento. Senti sua mão acariciar a região e gemi loucamente quando ele

desapareceu da superfície, colocando minhas pernas em seus ombros e sugando meu

sexo com seus lábios ágeis. Arfei com seus toques e segurei em seus cabelos

enquanto me deliciava com a língua de Edward em mim.

Quando ele apareceu, eu

logo o agarrei, não resistindo ao ver sua boca molhada e vermelha, com algumas

gotas d’água escorrendo por ela. Ele me puxou para seu colo e percebi que ele

também estava nu, quando nossas intimidades se tocaram. O ouvi gemer quando me

colei ao seu corpo, sentindo a ponta de seu membro roçar em meu sexo. Edward

encostou minhas costas na parede rochosa da cachoeira e o senti pressionar seu

membro em mim.

- Hmm... – gemi quando Edward penetrou lentamente, me

enlouquecendo.

Segurei em seu pescoço sentindo-o me invadir

completamente. Edward segurou minha cintura com força me mantendo unida a ele

enquanto me encarava já ofegante. Tentei me esquecer da dor que me incomodava, a

fim de aproveitar aquele momento.

Ele aproximou seus lábios lentamente dos

meus, enquanto eu o sentia em mim. Novamente mordi meu lábio até mais sangue

escorrer por meu queixo e, naquele momento, Edward me invadiu, entrando e saindo

de mim, provando mais uma vez de meu sangue.

Arranhei suas costas gemendo de

puro prazer enquanto ele penetrava ferozmente e rápido. Eu sentia seu membro

entrar e sair completamente de mim e aquilo me excitava ainda mais. Depois de

sugar meu lábio, Edward continuou movimentando-se, agora com mais força ao mesmo

tempo em que sussurrava em meu ouvido com seus gemidos que simplesmente me

enlouqueciam de tesão.

- Edward... – chamei quando senti que ia

explodir.

Ele entendeu e penetrou ainda mais forte me fazendo

praticamente gritar quando cheguei ao orgasmo. Edward me invadiu por mais algum

tempo até que senti seu corpo tremer e ele arfar, me beijando em seguida.

O abracei e ficamos ali por um tempo indeterminado até que nos

separamos e fomos nos deitar à margem da cachoeira. Edward deitou-se em cima de

mim e alisou meu corpo, depositando beijinhos por meu pescoço. Fechei meus olhos

e o deixei me explorar. Poder tê-lo dessa forma era algo tão especial para mim

que me deixava imensamente feliz e completa.

- Oh! – arfei quando seus

lábios, de repente, lamberam meu sexo.

Ele era tão rápido que era

difícil saber em que parte de meu corpo ele estaria daqui a poucos segundos. O

deixei me conhecer, sentindo Edward lamber, beijar e tocar cada centímetro de

meu corpo. Até que ele voltou para os meus lábios, beijando-me de forma

instigante. Envolvi seu quadril com minhas pernas enquanto ele se encaixava

perfeitamente em mim, penetrando de forma enlouquecedora.

- Eu te amo. –

disse ele calmamente em meu ouvido, começando a movimentar-se dentro de mim.

- Ah! Edward...

Segurei em seu cabelo, sentindo-o entrar e sair num

ritmo delicioso. Era impossível se cansar quando ele me invadia daquele jeito.

De repente, ele mudou de posição, me colocando em seu colo, sem separar-se de

mim. Beijei sua boca sugando seus lábios enquanto ele coordenava os movimentos,

segurando em minha cintura, me encaixando a ele, a todo o momento.

Afundei-me em seu corpo quando chegamos juntos, ao clímax. Edward segurou em

meu pescoço e mordeu de leve o local, beijando-o delicadamente. Trouxe seu rosto

para perto do meu e o encarei, vendo a satisfação em seus olhos.

- Amo

você. – falei, alisando sua boca com o indicador, ainda unida a ele.

- Eu

quero mais. Eu quero você. – disse ele olhando sugestivamente para a minha boca.

E mais uma vez deixei que ele se deliciasse com meu sangue. Eu podia

sentir o fluxo saindo de meu corpo por meus lábios, fazendo-me sentir um pouco

de vertigem mesmo estando deitada, mas ver a satisfação de Edward, saber que eu

pertencia a ele em todos os sentidos era algo que eu simplesmente queria a todo

o momento. Eu queria ser dele. Eu queria dar a ele tudo o que ele me pedisse. Eu

o amava, e disso eu não tinha dúvidas. Ele se afastou e me encarou por minutos.

- Não imagina o quanto eu quero você.

Edward se aproximou

me torturando com aquele beijo que só ele sabia dar. Ficamos nos beijamos por

horas, até meus lábios começarem a latejar de dor e ficarem inchados por conta

dos inúmeros chupões que eu havia recebido de muito boa vontade.

-

Bella você simplesmente me vicia. Não consigo parar de desejar seu corpo, de

sentir seu calor quando estou dentro de você. É algo viciante. – disse ele

beijando delicadamente o meu ombro.

Comecei a sentir leves tremores em

meu corpo.

- Está tudo bem? Você se machucou?

Edward segurou meu

rosto em suas mãos me olhando com preocupação.

- Fique calmo, eu estou

bem. É só que... – estava com a respiração pesada, como se eu tivesse corrido

por horas – Estou cansada e um pouco fraca também. – dei um sorriso para não

deixá-lo aflito.

- Venha. Vou te levar para a caverna. – ele me pegou no

colo e em questão de segundos estávamos lá.

Edward me deitou na cama

improvisada que eu havia feito e desapareceu.

- Coma isto. Você precisa

recuperar o sangue que perdeu. – sua voz tinha um tom nervoso, amargo. Ele

parecia estar com raiva.

Peguei as frutas de suas mãos e as comi me

sentido um pouco melhor a cada mordida.

- Agora deite-se. Não faça

esforço.

- Fique comigo. – estendi a mão para que ele se deitasse ao meu

lado – Por que está tão longe? – reclamei – Venha aqui.

- Não sei se consigo

me comportar. – disse ele deixando transparecer a insegurança em sua voz.

-

Edward eu sei que consegue. – o olhei firme – Você é mais forte que isso. –

beijei seu rosto e ele pareceu relaxar.

Seus braços me envolveram de

forma protetora e eu me senti tão bem. Aconcheguei-me ainda mais em seu corpo e

fechei meus olhos, sentindo os lábios de Edward em meu cabelo.

Edward’s P.O.V

- Fique comigo. –

Bella pediu estendendo sua mão em minha direção.

Ponderei por um

momento se atendia ao seu pedido ou não. Eu ainda sentia seu sangue em mim. O

gosto dele em meus lábios, em meu corpo. Porém, não levei mais que um segundo

decidindo. Deitei-me ao lado dela, contudo tomei cuidado com a distância.

- Por que está tão longe? – suas sobrancelhas se franziram em

descontentamento – Venha aqui.

- Não sei se consigo me comportar. –

respondi.

Eu podia sentir o veneno inundando minha boca. Meu corpo

estava se preparando para atacá-la, por conta disso, minha voz saiu abafada,

demonstrando incerteza. Era algo natural. Era instinto. O que era mais fácil de

controlar quando meus sentidos eram voltados para o prazer que eu encontrava no

corpo dela. Assim minha mente se focava em satisfazê-la sexualmente e não em

matá-la.

- Edward eu seu sei que consegue. – vi seu olhar encontrar o

meu e pude ver segurança neles.

Como ela poderia ter tanta confiança em

mim quando eu mesmo não acreditava em meu autocontrole?

- Você é mais

forte que isso.

Ela beijou meu rosto e ao sentir seus lábios em minha

pele, conforto passou por meu corpo. Ela mexia tanto comigo. A segurei em meus

braços e a vi fechar os olhos, relaxando contra minha pele. Afundei meu rosto em

seu pescoço e inspirei todo o perfume de sua pele, forçando-me a suportar a

tortura que era estar perto de seu sangue e não poder sugá-lo mais uma vez.

Por vários minutos

Bella dormiu tranquilamente, sem sequer se mexer. Até o momento em que ela

passou sua perna por meu quadril e me puxou para seu corpo, deixando seus lábios

a centímetros dos meus. A dor que me tomou ao sentir o cheiro do sangue fresco

de seus lábios, me fez aproximar meus dentes de sua boca. Talvez se eu desse uma

pequena mordida... O que eu estava pensando? Sacudi a cabeça tentando afastar

esses pensamentos de mim.

Fechei meus olhos e me concentrei no exato momento

em que

Bella me ofereceu seu sangue, revivendo o gosto delicioso. A vi morder o

próprio lábio fazendo com que uma gota de sangue percorresse o caminho até sua

garganta, onde havia ainda mais sangue, em grande quantidade. Acompanhei o

pequeno percurso totalmente surpreso e faminto. A fome que eu sentia por

Bella quadruplicou quando senti seu cheiro.

“Me beije”., disse ela.

E aquelas simples palavras bastaram para que eu lambesse aquele líquido vermelho

vivo. Era tão delicioso. O gosto era indescritível. Em meus dois séculos de vida

eu nunca havia provado um sangue tão viciante como o dela. Quando cheguei a seu

lábio, o suguei com força, retirando o máximo de sangue que eu podia, ao mesmo

tempo em que nos excitávamos, deixando claro nosso desejo que tínhamos um pelo

outro.

Lembrar do gosto incrível que

Bella possuía só me fez querê-la ainda mais. Eu não podia ficar ali. Se me

deparasse com seus lábios novamente não seria capaz de me controlar e acabaria

matando-a. Afastei-me lentamente para não acordá-la e corri, literalmente, para

o mias longe possível.

Apoiei-me numa árvore e tentei respirar – o que era

totalmente desnecessário para mim – porém, na condição em que eu me encontrava,

poder sentir o cheiro de qualquer coisa me ajudava e muito a esquecer, mesmo que

parcialmente, o doce aroma de

Bella.

Fim de Edward’s P.O.V

Despertei com ele

acariciando meu rosto, porém vi que algo estava errado. Edward estava muito

sério e parecia estar longe dali.

- Está tudo bem? – levei minha mão até

seu rosto, alisando-o.

Edward fechou os olhos, contudo tive a impressão

de que esse gesto nada tinha a ver com meu toque. Ele não queria olhar pra mim.

- Por que está triste? – era difícil suportar seu silêncio – Foi algo

sobre a... tarde de ontem? – senti o desespero correr por meu corpo – Você

está... arrependido?

Ter minha primeira vez com um vampiro não era a

coisa mais normal do mundo, e considerar o fato do mesmo não ter gostado me

deixa um pouco neurótica, pois pra mim ontem foi o melhor dia da minha vida. O

dia que descobri como é ser amada de uma forma totalmente completa.

-

Não! – sua resposta foi imediata, seguida de um suspiro – A tarde de ontem foi

perfeita. A melhor de toda a minha existência.

Não pude deixar de

respirar aliviada. Nada se comparava ao que houve entre nós, porém eu sabia que

algo o estava incomodando.

- Então por que está triste? Eu não entendo.

- Não vê? Quase a matei,

Bella. – ele pôs um dedo em minha boca quando viu que eu iria protestar – Você

ficou fraca e isso se deve ao fato da grande perda de sangue que causei em você.

Por pouco, acredite, por muito pouco eu não lhe matei aqui mesmo enquanto

dormia. E isso é tão patético! – ele fez uma careta – Eu não devia ter me

deixado levar, não deveria ter... – Edward olhou sugestivamente para a minha

boca que ainda devia estar inchada. Ele abaixou seu olhar, franzindo o cenho. –

Me desculpe. Eu não...

- Não tem que se desculpar por nada. – trouxe seu

rosto para perto do meu, fazendo-o me olhar – Eu te ofereci meu sangue porque

queria me entregar completamente a você. E Edward eu nunca me arrependerei de

ter feito isso. E eu sabia que poderia me matar, sempre soube disso, mas queria

correr o risco. Até porque se eu não soubesse do risco que corria, não teria nem

vindo parar nesta ilha para começo de conversa.

- É verdade. E eu que

pensava que já tinha visto de tudo na minha vida... do nada você aparece.

Edward sorriu e me beijou carinhosamente, afundando seus dedos em meu

cabelo e me puxando para mais perto de seu corpo. A calma de nosso beijo não

durou muito quando senti suas mãos circundarem minha cintura, descendo cada vez

mais. Agora Edward me beijava de forma intensa, enroscando sua língua na minha a

todo o momento.

Passei minha perna em volta de sua cintura e ele a alisou,

apertando minha coxa até segurar firme em minha bunda e dar um chupão em meu

pescoço. Eu gemi com seu toque e passei a mão por dentro de sua camisa, subindo

e descendo até chegar ao cós de sua calça. Ouvi Edward arfar e rosnar

simultaneamente enquanto me deitava sob seu corpo, moldando-se perfeitamente a

mim.

Agarrei sua nuca e o beijei ferozmente, sentindo-o alisar o interior

das minhas coxas. Soltei um gemido abafado em seu pescoço e ele se afastou, me

olhando com seus olhos vermelhos brilhantes e com a respiração descompassada.

- O que foi?

Perguntei quando ele me deixou, encostando-se numa

das paredes da caverna, passando a mão pelo cabelo bagunçado.

Notas finais
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