Notas iniciais
Nem sei se tem alguém que acompanha isso aqui, mas... depois de muuito tempo...

Ela não esperava por isso. Mesmo eles brigando há algum tempo, ela nem imaginava que ele poderia estar cansado dela, q ele não a amava mais. Pelo menos era o que parecia.

Ela esperava mais dele. Esperava que ele a ajudasse com as responsabilidades. Mesmo que ele não tivesse que fazer, ela achava que ele a iria apoiar e tentasse acalma-la nos momentos de ira.

Ela torcia para que eles nunca precisassem testar o amor deles, e ela achava, ingenuamente, que caso precisassem disso, eles passariam nesse teste sem problema algum. Ela se enganou. Ela tinha jurado que não ia ser igual as garotas de filmes, que ao se apaixonar, não seria besta, não teria vergonha, não ficaria triste por qualquer coisa, e que continuaria do mesmo jeito que ela sempre foi, a única diferença, é que não estaria solteira, estaria com alguém que gostava dela do jeito louco e esquisito que ela tinha. Mas ela descobriu que aquilo era impossível. Que de todas as mentiras do cinema, aquela era a única verdade. Ela ficou besta, passou vergonha por qualquer coisa, ficou triste também por qualquer besteira. A única coisa que ela conseguiu fazer, foi continuar do mesmo jeito.

Ela não percebeu, e só percebeu quando se machucou — lógico, quem brinca com fogo acaba se queimando — que a única coisa que ela mais queria era que ele a amasse mesmo ela sendo louca e esquisita. A exceção da regra do cinema. Como ela tinha dito, "romance só existe nas telas do cinema e da televisão." ela descobriu da pior maneira possível. Eles brigaram, como todo casal, mas quando ela foi embora por causa da raiva, ele não a seguiu. Ele foi. Ele deixou ela ir. Não fez nada para que ela ficasse. Isso destruiu o coração da pobre garota.

Pobre garota? Não. Não dá para dizer isso sobre ela. Ela que começou a briga,ela que estava errada, ela que deveria se desculpar. Mas o ego não deixa. Mesmo eles estando apaixonados, os dois estavam machucados. Ela pensava se valia a pena ainda investir naquele amor. Ela pensava que amava ele de um jeito que chegava a doer, e que amava ele mesmo quando ele fazia algo que ela não gostava. E ela pensava também que talvez aquele amor que ela entregava pra ele, não era retribuído do mesmo jeito, com aquela mesma intensidade. Ele brigava e reclamava sempre que ela fazia alguma coisa que ele não gostava, reclamava das roupas que ela usava, reclamava do jeito que ela falava, e reclamava também das coisas que ela estava fazendo. Ela queria apenas uma única coisa: que ele a amasse do jeito que ela era e era o que acontecia no começo. Conforme o tempo foi passando, ela percebeu que o amor deles não era mais igual ao que era no começo.

Como ela era estúpida! Por que ela achava que seria igual? Por que ela achava que com ela daria certo, se com as outras não deu? Lógico. Ela era idiota. Achava esperança onde não havia nada. Sorte a dela, que era uma boa atriz. Guardava tudo pra ela e fingia estar bem para os outros não encherem seu saco. Ela sabia que fazia mal guardar tudo pra ela. Ela precisava de alguém para desabafar, mas não queria incomodar e chatear os poucos e verdadeiros amigos que tinha com problemas amorosos. A culpa era dela, só dela, por que os amigos precisavam saber disso?

Nossa! Mas como aquilo doía! Ela gostaria de poder voltar no tempo e não conhecê-lo, pois aí nem teria chances dela sentir aquela dor horrível e indescritível de ter um coração partido. Gostaria de poder esquecer tudo e, assim, as músicas voltariam a ser apenas música, e não seriam facas para machucar mais ainda. Assim como os livros. Como ela sentia falta de poder pensar em qualquer personagem sem pensar em alguém específico! Aquela droga chamada amor era pior do que imaginava. Além de nos deixar idiotas, apaixonados, nas nuvens, também nos deixam machucados, doloridos e tristes quando tudo acaba. Ela perdeu a vontade de fazer tudo aquilo que fazia com ele. Assistir televisão, conversar com amigos, ficar de bobeira em casa, perdeu até a vontade de comer. Ela queria que todos ficassem tristes, só porque ela estava triste. Uma das coisas que ele reclamava dela também. O egoísmo. Ela queria ficar com ele sempre que podia. Queria que eles saíssem sozinhos. Não precisava levar aquele amigo dele que também tava namorando.

Ela torcia para que quando dormisse, naquela noite, não acordasse mais. Assim não sentiria aquela dor novamente. Ela sabia que se ela morresse, ninguém sentiria falta dela. Todos ficariam melhor sem ela. Ela já tinha desistido há tempos, e só tinha pego gosto pela vida no momento que conheceu ele. Romântica assídua, imaginou que ele era o salvador dela, que ele era o príncipe que tiraria ela da torre. Esse provavelmente era um dos motivos pra não ter dado certo. Enquanto ele achava que ela era a princesa dela, ela sabia que de princesa não tinha nada. Enquanto ele queria que ela fosse aquela princesa da torre, ela preferia ser aquela heroína que se salvava, sem precisar de ajuda alguma.

Esse, talvez, era o maior problema deles. Ela era tudo que ele não queria.

Notas finais
Foi o maior desabafo essa OS... me desculpem...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.