Dois dias após vencer Honey, Kazu e sua tripulação tinham acabado de entrar na Grand Line, a jornada real começava naquele momento. Ao amanhecer, o pássaro entregava os jornais nos navios por que ele passava, e o navio da Tripulação do Punho de Ferro era um desse nesse dia.

–Gente, venham ver isso! -Tia viu na primeira página o rosto de todos eles, eram cartazes de procurados. -Legal, estamos sendo caçados. -Disse com ironia.

–Caramba, que legal! -O capitão estava animado. -Uma recompensa de 79.000.000 de bellies... Bem que podiam ter arredondado. Olha Tia, você vale 34.000.000, bastante.

–Eu fiz todo o trabalho sozinho, eu deveria estar valendo mais do que 67.000.000. -Disse Grigor, triste ao ver que sua recompensa era a segunda maior do bando. -Mas pelo menos não foi baixa como a do Aki. -Ele, Kazu e Tia começaram a rir.

–Sério isso? Só 16.000.000? Que miséria! Por quê tão pouco? -Aki estava inconformado com sua recompensa. -Bom, pelo menos vocês têm mais chance de perder a cabeça do que eu.

–Gente, estamos chegando. -Tia olha pra frente e vê que estão se aproximando de uma ilha. -Segundo o mapa, a ilha se chama Malverde... Aí devemos conseguir alguns suprimentos para a próxima viagem. E não se esqueçam, somos procurados agora, cuidado com tudo e todos.

O navio chegou a costa e o prenderam no porto, dava pra perceber que era uma cidade movimentada e que o comércio era forte ali. Ao descer, se dividiram em grupos, Aki e Tia, Kazu e Grigor, os grupos foram explorar partes diferentes da cidade, o primeiro ia focar em mantimentos e o segundo em algum lugar para passarem o dia.
Kazu e Grigor pararam no primeiro bar que viram, estavam com fome e sede, e devidiram deixar a estadia para mais tarde. Os dois entram e sentam no balcão.

–Quero seu melhor prato com sua bebida mais forte! -Kazu falava alto enquanto sorria, atraindo atenção de quem estava no estabelecimento.

–Kazu, mais baixo, não podemos chamar atenção lembra? -O atendente se dirige a Grigor. -Quero um copo de rum por favor.

–Relaxa Grigor, ninguém vai mexer com a gente, você viu quando valemos? -Nessa hora um homem musculoso e de uns dois metros vai até o balcão do lado de Kazu. -Merda. -Diz Kazu para seu parceiro, em voz baixa.

–Eu pagarei tudo o que esses dois consumirem aqui hoje. -O homem entrega um maço de notas e algumas moedas para o bartender. -Pode ficar com o troco. -Sua voz era rouca, fazia com que Kazu e Grigor sentissem arrepios, era calvo e possuía um bigode curto mas muito denso e marrom, vestia uma camisa social aberta deixando a mostra seus músculos definidos e uma bermuda. -Sei quem vocês são... Derrotaram Honey não foi?

–Sim, fomos nós... -Grigor responde.

–O que houve com não levantar suspeitas?! -Kazu fala olhando seu amigo.

–Eu fui encarregado de entregar os convites para o Torneio de Aurel, e sua tripulação ganhará os convites.

–Que torneio é esse? -Os dois pareciam interessados.

–É um torneio realizado na ilha de Aurel, apenas poucas tripulações são chamadas para o Torneio, vocês conseguiram ao realizar o feito de serem novos nos mares e terem derrotado um shichibukai... Mas o que realmente interessa é o prêmio certo? -O homem sorriu. -Uma akuma no mi rara será dada à tripulação vencedora, fora o dinheiro.

–Ehh... Não nos interessa. -Kazu vira o rosto. Sua comida havia acabado de chegar, ele devora tudo.

–Como assim Kazu? Que akuma no mi?

–É secreto, apenas o organizador sabe. Vão aceitar os convites?

–Nah. -Kazu estava comendo, convencido de não aceitar. O homem desfere um soco no rosto do capitão que o manda para fora do bar pela porta, caindo no meio do caminho dos pedestres. Grigor não acredita no que vê e quando não está esperando leva um golpe também, tendo o mesmo destino de seu amigo. O homem sai do bar.

–Então lute comigo agora. -Ele tira a camisa. -Quero ver do que é capaz. -Kazu não pensa duas vezes, se levanta e vai atacar o grandalhão.

Snake Shot!–Ele acerta o peito do homem, mas nada acontece. -Minha mão!! -A mão de Kazu começa a doer e ele se ajoelha. -Parece que eu soquei um pedregulho!

Spiral Waves!–Quando o homem se prepara para chutar Kazu, Grigor interfere empurrando o capitão para o lado. -Spin Layer! -Grigor tenta desferir vários golpes mas seu oponente se esquiva de todos, até que ele pula e acerta um soco na cabeça do homem vórtex, mandando-o para o chão, onde uma rachadura é feita.

–Vençam-me ou participem do torneio, eu não vou parar. -Todos estavam assistindo aquela luta, um homem gigante esmagando dois pirralhos. Com movimentos rápidos, Kazu corre e para em frente ao homem, com sua palma da mão encostando no queixo dele

Buda's Palm!!–Uma energia forte é lançada contra o rosto do homem, até mesmo fumaça é gerada, impedindo de se ver o que tinha acontecido à cabeça do gigante, mas quando ela abaixou veio a surpresa... Nenhum arranhão. -Não.. Como isso é possível?! -Um soco acerta Kazu, que vai parar no mesmo lugar de Grigor estava caído, depis do impacto, os dois tentam levantar e se agacham.

–Kazu D. Aisuke, Grigor Aggro, vocês querem se tornar os mais fortes não querem? O que acham que vão encontrar no Novo Mundo? -O homem se dirigia aos dois, que estavam surpresos, ele falava com calma, sem raiva no rosto. -Se não conseguem nem mesmo me vencer, não durarão nada na outra metade do mundo! Participem do torneio, vocês vão ficar mais fortes, prometo isso a vocês.

–Espera... -Kazu estava boquiaberto. -Meu nome é Daisuke, não D. Aisuke...

–Vá para o torneio. -Ele andou até os garotos, abaixou e entregou os convites nas mãos do capitão. -Se você ir, contarei tudo que sei sobre você, sobre nossa linhagem. -Grigor não acreditava naquilo.

–Está dizendo... Que Kazu tem parentesco com Monkey D. Luffy?

–Estou dizendo que devem ir para o torneio, apenas isso. -O homem começa a andar em direção ao porto.

–Espere, qual seu nome? -Kazu se levanta a dá alguns passos.

–Uma semana... Estejam lá. -Ele disse isso e continuou andando, deixando Grigor e Kazu desnorteados.

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No outro lado da cidade, Aki e Tia estavam carregando muitas sacolas de comida que haviam comprado para a tripulação e se dirigiam à praça central, onde esperavam se encontrar com seus amigos.

–Estranho estar vazio aqui, vamos sentar um pouco. -Disse Tia, se dirigindo ao banco.

–Claro meu amor.. Digo, Tia. -Aki não controlava seu amor por Tia.

–Dá um tempo. -Ela sorriu. -Estamos sozinhos aqui, mas não ouse tentar nada!

–Claro que não... -Aki ficou triste. Ele ouve um tique. -Ouviu isso?

–O que? -Quando ele se vira, vê algo vindo na direção deles, então rapidamente ele se põe na frente de Tia e se defende do projétil com uma corrente, mandando-a para o lado. -O que foi isso Aki?? -Era uma flecha, que acaba explodindo e jogando os dois para longe.

–Uma flecha explosiva? Mas que diabos... -Ele vê mais uma vindo e se defende novamente, mas dessa vez a flecha se dividiu em duas, sendo que uma acertou o vice-capitão. -Merda! Que dor!

–Aki, vamos sair daqui! -Eles saíram correndo, tudo que haviam comprado tinha se perdido na explosão. As ruas eram muito abertas, dando espaço para quem quer que seja continuar atirando. -Espere, pare um pouco, olhe de onde estão vindo. -Tia apontou para um prédio mais alto, era possível ver um vulto lá em cima.

–Vamos lá! -Aki pega Tia e lança uma corrente prendendo no alto da construção mais próxima, depois recolhe a corrente, fazendo com que os dois sejam puxados para o topo, e continuam fazendo isso rapidamente até se aproximar do tal prédio. -Estamos chegando. -Aki lança a corrente no prédio, e quando estão no ar, mais uma flecha é lançada, uma explosiva, os dois são lançados ao chão.

–Aki, acorde! -Tia caiu em cima de Aki, não sentindo tanto o impacto. Uma pessoa se aproxima dos dois, uma mulher, Tia olha para ela com medo. -Quem é você? -Ela saca a espada.

–Não creio que tenha sido tão fácil. -A mulher ri tirando sarro dos dois. -Estou aqui pela recompensa, podem vir por bem ou por mal, é escolha de vocês... Não aconselho lutar.

–Não costumo ouvir conselhos!

–Muito bem, você decide...